Um Pedaço De Mim Sem Você
3 Despertador idiota!
Notas iniciais
voltei, rápido.
Espero verdadeiramente que gostem do capitulo :)
Prim. Prim. Prim. Prim.
Escuto o barulho irritante do meu despertador. Escondo a cabeça sob o travesseiro com a intenção de que o barulho pare. Meus olhos estão pesados e minha cabeça dói.
Prim. Prim. Prim. Prim.
Alcanço o despertador e arremesso-o na parede. Inútil.
Prim. Prim. Prim. Prim.
Descido então me levantar, desligo o despertador e faço uma anotação mental para comprar um despertador mais barato.
Dirijo-me ao banheiro, paro em frente ao espelho me analisando. Meus olhos estão vermelhos e inchados, com olheiras escuras sob eles. É nisso que da chorar tanto.
Tomo banho. Seco meu cabelo. Passo creme no corpo. Faço uma maquiagem leve, apenas para disfarçar as olheiras e os olhos inchados. Pego meu uniforme no closet, uma saia de pregas xadrez intercalando em tons de preto e cinza, camisa de manga longa branca e um colete preto. Coloco uma bota preta de cano alto e salto agulha. Adiciono os acessórios, pego a mochila e vou para cozinha.
– Bom dia Janine. – Disse.
– Bom dia querida. – Janine respondeu.
Janine é a governanta da casa, ela tem o rosto fino, olhos castanhos e cabelos grisalhos pela idade. Janine tem um jeito maternal e meigo, ela trabalha aqui desde que meus pais se casaram, deve ter uns 50 anos, é muito simpática e cozinha muito bem.
– Viu a Nala por ai? – Perguntei estranhando a ausência dela.
Nala é a Yorkshire que ganhei da mamãe no meu último aniversario com ela, uma semana antes dela morrer.
– No quarto da Mel. Ela foi para o veterinário ontem e depois Mel a seqüestrou.
Fui até a geladeira e peguei um iogurte.
– Não vai comer nada?- Janine pergunta em tom reprendedor. – Já não jantou ontem.
–Não estou com fome. — Dou de ombros.
Ela me lança um olhar triste. Aceno pra ela e saio dali antes que ela tente me fazer comer algo.
Encontro Jessie no estacionamento e caminhamos juntas até os armários.
– Tenho aula de francês agora. — Ela reclama colocando os livros na mochila. – Isso e tortura!
– France ist magnifiq. – Digo imitando a Sra. Johnson.
Jessie mostra a língua para mim.
– A Susan estava atrás de você ontem. — ela informa.
O sinal toca e vou para a aula de inglês. Me sento na cadeira ao lado de Susan. O Sr. Miller inicia a aula. Susan rabisca o caderno e o vira para mim.
“Onde esteve ontem?”
“Em casa”
Escrevo no meu próprio caderno. Ela me olha curiosa. Analisa-me por um momento desconfortável e escreve:
“okey”
Quando percebo é a hora do almoço e quando me dou conta já está no fim das aulas. Entro no carro em silêncio, Pitter parece entender o recado, pois não diz nada até parar em frente ao colégio em que Luke estuda. Desço do carro e vou até o portão onde se encontra os seguranças.
– Boa Tarde. — Cumprimentei. – Vim buscar Lucas Parker.
O portão se abriu.
– Me acompanhe, por favor.
O segui para dentro do enorme colégio. Paramos em frente à porta. Ele bateu na porta e a abriu.
– Com licença Sra. Forbes, vieram buscar o garoto.
Entrei na sala da diretora e encontrei Luke sentado em umas das poltronas com um hematoma abaixo do olho esquerdo. Quando ele me avistou soltou um suspiro de alivio. A diretora me olhou curiosa.
– Boa tarde. – ela começou. – A Srta. é...?
– Lucy Parker, irmã dele.
– Claro. – Concordou. — Sr. Parker, posso conversar a sós com a sua irmã?
Luke se levantou e saiu.
– Você deve imaginar porque te chamei aqui. — Ela começou. — Luke foi pego brigando novamente, é a segunda vez que isso ocorre e não é só isso ele esta tendo um comportamento agressivo com todos aqui e não interage com ninguém. Eu sei da perda que vocês tiveram, mas se isso continuar vamos ter que tomar medidas mais drásticas.
– Me desculpe por isso, Luke é um amor comigo e a minha irmã mais nova, mas com as outras pessoas ele tem sido evasivo e até agressivo desde a morte da mamãe. – Belisquei a palma da mão para impedir as lágrimas de caírem. – Vou conversar com ele.
– Obrigado. — Agradeceu. — Vocês podem ir para casa, mas se isso se repetir ele ficara o fim de semana aqui.
Sorri para ela.
– Tchau. — Acenei e fui embora.
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