Notas iniciais
Hey Anjos desculpem pela demora...

Já são quase cinco da manhã e eu aqui, mas foi a única hora em que consegui escrever algo...

Boa leitura e boa madrugada para vocês!

Abro os olhos lentamente forçando-os a acostumarem-se com a claridade repentina. Minhas pálpebras pesam, fecho os olhos novamente e cubro o rosto com o travesseiro.

– Lucy acorda.

– Me deixa pirralha! – resmungo para minha irmãzinha irritante. – E fecha a janela.

Tenho que aprender a trancar a porta do meu quarto. Argh!

– Estou com fome. – Mel choramingou.

– Não vamos poder comer até todos estarem na mesa. – outra voz infantil falou.

Abro os olhos novamente procurando a dona da conhecida voz. Avisto as duas garotinhas na ponta da minha cama, com as caras mais pidonas do mundo. E assim entendi a origem do meu problema. Tia Carolyn. Ela e sua maldita mania de acordar as pessoas cedo. Suspirei derrotada. Olhei no relógio 08h03minh. Sabia que não poderia voltar a dormir com Tia Carolyn em casa.

– Já estou descendo. – Sento na cama.

– Oba! – As duas gritaram e saíram correndo pelo corredor.

Levanto e me dirijo ao banheiro. Olho no espelho. Minha cara esta horrível. Eca! Tomo um banho rápido e desço para o café da manhã.

Paraliso em frente a mesa. Todos estão lá. Tio Josh, tia Carolyn, Carly, Jeremy, Luke, Mel e...meu pai. Sério queria saber como tia Carolyn consegue essas coisas. Meu pai no café da manhã?!

– Bom dia! – Digo sentando à mesa.

– Bom dia. – responderam em coro.

Fiquei tão surpresa com a situação que até esqueci de reclamar por me fazerem madrugar.

– Mãe que droga! Estou morrendo de sono. – Jeremy reclamou por mim.

– Não é problema meu se você foi dormir de madrugada. – tia Carolyn disse.

Jeremy foi ignorado por todos na mesa, mas isso não o impediu de continuar resmungando.

– Fiquei muito feliz que vai voltar a dançar querida. – Tia Carolyn falou.

– Obrigada. Eu também fiquei.

–Quando tiver uma apresentação me chame. – Tio Josh falou entusiasmado.

– Vai demorar para eu fazer uma apresentação tio. – Falei. — Eu mal retornei as aulas. Mas te chamo quando tiver uma.

– Como foi sua semana filho? – Tia Carolyn perguntou à Jeremy.

– Ela não mudou, então mantenho a mesma resposta de ontem mãe. – Tia Carolyn revirou os olhos.

–e a sua querida?

– Colégio, ensaios, preparativos para a festa. Nada de mais.

– Nada demais? – Papai falou pela primeira vez. – Me ligaram do seu colégio falando que ficou em detenção.

– Se ferrou! – Jeremy zoou. – Deduraram você.

Chutei a perna do idiota.

– Como se você se importasse. – Disse ríspida para papai.

– Não fale assim com seu pai. – Tia Carolyn se intrometeu.

– Estou mentindo? – Perguntei me levantando. – Ele não se importa mesmo!


– Pelo visto não sou o único a aprontar na escola.


– Cala boca pirralho!

Arremessei uma almofada no garoto e ele arremessou de volta.

– Me leva na feira?

–Feira? – ergui as sobrancelhas.

– É. A da praia, que vende coisas legais. – Luke disse como se falasse com uma criança.

– E por que eu faria isso?

–Porque é a minha irmã mais velha preferida no mundo.

– Ainda não me convenceu.- disse — Preciso dormir, estou morrendo de dor de cabeça.

– Você quem disse para fazer amizades e agora não quer me ajudar. – Luke cruzou os braços e me encarou por alguns segundos. – Papai não deixou eu ir sozinho e a Tia Carolyn vai levar as meninas no cinema.

– Luke... – Choraminguei. – estou exausta.

– Tudo bem então...- Ele saiu do quarto.

– Hey espera. – Gritei e ele voltou ao quarto. – Eu vou com você.

– Você é a melhor irmã mais velha do mundo.

– Agora melhorou. – Sorri. – Desço daqui a pouco.

Tomei banho e troquei de roupa:

(http://www.polyvore.com/um_peda%C3%A7o_de_mim_sem/set?id=81118715)

– Então... Quem são seus novos amigos?


– Tira o plural da frase. – Luke disse. – Claire.

– Espera então você me trouxe até aqui para ficar de vela?

– Vela? Eca! Claro que não.

– Eca? – Dei risada de sua reação.

– Ela é minha amiga, ela é nova na cidade. – Luke explicou.

– A que horas marcou com ela?

– Olha ela ali. – Luke apontou e saiu correndo.

– Hey espera. – Disse correndo atrás dele. Crianças!

Alcancei o garoto, e o vi cumprimentar uma garota de uns dez anos, Cabelos castanhos claros e olhos claros também.

– Oi Claire, essa é minha irmã Lucy.

– Oi. – Acenei.

– Olá. – A garota disse. – Vestido legal;

– Obrigada! – respondi casualmente. – Veio sozinha?

– Não. Vim com meu irmão. Ele deve estar por aí.

– Estou bem aqui.

Há só podia ser brincadeira. Ou o mundo é realmente pequeno ou esse garoto está seguindo meus passos.

– Lucy?

– Oi Dawnson.

– Se conhecem? – Perguntou Luke.

– Estudamos juntos.- Disse indiferente.

– Que coincidência. – Claire e se direcionou a Luke. – Viu a barraca de camisetas? Tem umas muito maneiras.

E quando meu irmão negou, ela o puxou até a barraca...

– A festa estava maneira ontem.- O garoto tentou puxar papo.

– Estava legal. – Continuei, mesmo que com uma resistência, quando se tratava do Dawnson eu não me entendia, algo em mim me alertava à não ficar perto ao mesmo tempo em que eu queria ficar perto. – Você foi embora cedo.

– É que eu tinha umas coisas para fazer. – Ele deu de ombros. Nós dois caminhamos até a praia.

– Que pena! quem saiu perdendo foi você...

– Claro que não, duvido que a festa tenha durado muito depois que eu sai.- Ele sorriu. — Não tinha eu lá para animar a festa.

– Nossa, pensava que o pescoço de uma girafa era grande mais seu ego é maior ainda.

– Háhá! Engraçadinha.

– Metido!

– Você também é. – Dawnson começou. — senta na mesa no centro do refeitório, com os atletas e algumas líderes de torcida, tem um motorista e atrai atenção por onde passa.

– É preciso ser mais que carne nova para chamar minha atenção.

– Aí! Essa doeu.

– Que drama. – Zombei. – Seus pais trabalham do quê?

– São diretores de cinema. – Dawnson falou. – Explica tantas viagens.

– Diretores de cinema? Isso é maneiro. – comentei. – A mãe da Jessie é atriz.

– Tassy Miller né? – Perguntou, mas não esperou resposta. – Já vi muitos filmes dela.

– Isso aí! – Respondi mesmo que a pergunta não precisasse de resposta. – Totalmente pirada e a filha não é muito diferente.

Ele riu, já conhecia o suficiente de Jessie para saber que a garota tem um parafuso solto. Se sentou os últimos dois dias da semana na nossa mesa.

– E você? Nasceu em New Yorke? – Mudou o assunto para mim. O que não era muito legal.

– Não. Eu nasci no Brasil.

– Sério? Sua família toda?

– Não. Eu e minha mãe.

– Hum... – Der repente parecia mais interessado na minha história do que eu gostaria. — Por que veio para cá?

– Meu pai é advogado, estudou as leis daqui e ele queria montar uma empresa.

– Ah! Entendi – Dawnson falou, mas sua expressão passou para confusa em um segundo. – Se sua mãe é brasileira e seu pai morava aqui. Como eles se conheceram?

– Minha mãe é adotada. Meus avós a adotaram quando saíram dos Estados Unidos para morar no Brasil. – Comecei a contar a história, torcendo para que isso não tomasse um rumo indesejado. — Acho que ela tinha uns nove anos. Meus avós voltaram com ela para New Yorke para ela fazer o último ano aqui e tentar entrar em Julliard.

– Ele conseguiu? – Dawnson interrompeu.

– Claro. – Continuei. – Minha avó, mãe do meu pai, dava aulas em Julliard para minha mãe, eles se conheceram, se casaram e um ano depois foram para o Brasil.

– Que confuso isso.

– Nem é.

Notas finais
O capitulo ficou monótono, mas era só para explicar algumas coisinhas que ainda não estavam claras.
Enfim Reviews?