Um Pedaço de Nós - Dramione
14 Capítulo 14 - Escolhas
Notas iniciais
Capítulo 14 — Escolhas
Draco e Lucius estavam em um impasse, agora mesmo os dois bruxos apontavam suas varinhas mutualmente, prontos para duelar. Gina estava finalmente livre, soltou-se dos braços do inimigo quando ele decidiu confrontar o filho, então correu resgatando Helena que chorava em desespero e desfez o feitiço na mesma livrando seus lábios um do outro e as mãos atadas na cadeira. Hermione e Narcisa trocavam olhares desesperadores e não demorou para todos que protegiam a campina do lado de fora adentrarem o chalé e presenciar toda situação.
— Ou o que Draco? Fala! — Repediu Lucius sorrindo anormalmente.
— Eu vou matar você! — Gritou o filho rosnando de raiva.
— Draco não! — Hermione se aproximou do loiro desesperada — É inútil!
— Eu não acredito que está defendendo ele Hermione? — Ele virou-se para morena perplexo.
— Não estou defendendo, eu não apenas quero que você seja que nem ele, não entende? — Hermione tocou o rosto do homem e sorriu.
— Você, de todas as pessoas, você é a única que devia querer ele morto depois de tudo que ele te fez, por quê? — Dizia Draco inconformado.
— Querido, vamos apenas prender ele como deveria ter sido anos atrás. — Ela suspirou enquanto tentando acalmar o bruxo.
— Ah chega desse romance, ou irei começar matando ela — Lucius virou a varinha e apontou para Hermione, que ficou surpresa com a atitude.
— Lucius, já chega! — Narcisa deu um passo à frente protegendo Hermione — Você está cercado, acabou, desista!
— Não, não vou desistir nunca! — Gritou o loiro — Ele manchou o nome da nossa família, tudo que construímos ele destruiu e eu vou consertar!
— Não, Lucius, quem manchou o nome da nossa família foi você com essa estupidez de poder e orgulho de sangue-puro — Narcisa se aproximou do marido — Olhe a sua volta? Ninguém liga mais para isso.
— Como pode ser hipócrita? — Ele riu sarcasticamente baixando a mão — Você era assim, meses atrás e agora se voltou contra, por quê? Tem medo dessa ralé? Desde quando é tão covarde?
— Não, meu amor, não tenho medo e muito menos sou covarde, eu apenas aceitei que perdi, e que a sociedade mudou, eu gostando ou não — Ela riu levemente — Se eu gosto do Draco ter se envolvido com uma sangue-ruim? Não, não gosto, mas aceito porque ele a ama e eles nos deram uma neta linda e saudável que eu espero que seja a primeira de muitas — Apontou para Helena que estava acuada em um canto com Gina vendo toda a conversa.
— Ela não me convence — Lucius disse sem olhar para a criança e apontou a varinha para esposa.
— Olhe para ela, Lucius! — Gritou Narcisa — Ela é a sua neta e de todas as pessoas aqui, não tem culpa de nada! Como pode fazer isso com o sangue do seu sangue?
— Eu estaria fazendo um favor ela, a livrando dessa família ridícula que nos tornamos. Não conseguimos andar na rua sem que alguém nos olhe ou aponte o dedo. Se ao menos fiz algo por essa família, foi para o melhor! — Dizia ele ficando desconcertado com a conversa.
— Lucius, você que tornou essa família ridícula — Narcisa suspirou cansada já de argumentar.
— E você? Como pode me trair? Como pode estar ao lado deles? — Apontou para todos ali presentes.
— Eu tive que fazer, ou então a desgraça ia ser maior — Ela deu os ombros como se não soubesse se explicar.
— Você foi espertar e burra ao mesmo tempo. Se fez de boa esposa, me deu algo para beber antes de eu dormir e fugiu — Lucius riu — Quando eu acordei eu logo vi o que estava acontecendo, porque você sempre está na sala de jantar tomando café e dessa vez você não estava, deixou um bilhete dizendo que iria fazer compras e quando você não voltou para o almoço soube no mesmo instante que fui traído. Agora eu que te pergunto, como você pode fazer isso com sua família?
— Você não é sangue do meu sangue! — Disse ela séria levantando a mão com a varinha apontada — Estupefaça! — Um raio vermelho saiu da ponta da madeira e voo, atingindo em cheio o peito Lucius Malfoy que caíra desmaiado no chão.
— Pode amarrá-lo Potter — Disse Draco sem se mover, apenas com um olhar fixo no pai caído no chão.
— Tem certeza Malfoy? — Harry se aproxima do bruxo — Podemos fingir que não vimos nada, e apenas apagar a memória dele, ou pelo menos alterá-la.
— Não, eu estaria perdendo minha licença como auror e até preso se alguém descobre o que aconteceu aqui hoje — Virou-se para Harry — Além de que, aqueles três bruxos foram presos, eles irão falar e se eu fizer o que me sugeriu, como irei explicar ao ministério?
— Conflitos de interesse — Murmurou Hermione.
— Exato — O loiro concordou com ela.
— Certo então — Harry colocou a mão no ombro de Draco e deu duas leves batidas antes de ir até o corpo de Lucius para algema lo.
— A senhora está bem? — Perguntou Draco à Narcisa aproximando-se dela.
— Vou ficar — Ela sorriu tristemente, baixando o olhar.
— Obrigada — Hermione se aproximou de Narcisa animada — Por tudo que fez hoje, se não fosse a senhora eu não sei o que teria acontecido.
— Não fiz por você — Disse Narcisa seca olhando a bruxa com desdém.
— Eu sei, apenas tive que... — Hermione dizia, mas fora interrompida pela própria filha.
— Papai! — Helena passou pelo meio das pernas de todos ali e correu para os braços de Draco.
— Minha princesa — Draco a segurou no colo e a abraçou fortemente.
— Eu estava com tanto medo — Disse Helena o abraçando de volta.
— Eu sei, mas tudo acabou agora — O bruxo respirou fundo sorrindo e encarou a filha nos olhos — Posso te apresentar uma pessoa?
— Pode — Helena respondeu animada.
— Essa aqui é a minha mãe, Narcisa Malfoy, sua avó — Draco se aproximou da bruxa com Helena no colo.
— Olá Helena, muito prazer. — Narcisa não lidava com crianças há anos, ainda, sim, tentou sorrir simpática sem assustar a neta.
— Oi — Respondeu Helena receosa com bruxa.
Narcisa não se demorou na Toca, apesar de ter ficado mais uma vez ao lado daqueles que um dia foi inimiga, o preconceito com os Weasley ainda era grande, então logo despediu-se daqueles que lhe convinha e aparatou. Draco e Hermione, assim como os outros, permaneceram para o jantar após muita insistência de Molly, que após os acontecimentos trágicos, argumentou que nada era melhor que uma comida caseira para aquecer os corações e acalmar as aflições de todos. Mas no desencadear da noite fria e escura do condado de Ottery St. Catchpole, pouco a pouco, todos seguiram para suas respectivas casas.
Ao chegarem em casa no bairro trouxa em que viviam, Hermione juntamente com Draco e Helena se preparavam para dormir. O loiro havia acatado a ideia da filha com um empurrão da mãe sobre morar lá, embora na primeira noite tenha sido totalmente estranho e diferente, pois nunca viveu com outra pessoa além de seus próprios pais, com o decorrer da semana sentia-se estar lá sua vida toda. A sensação era que nada de ruim havia acontecido, que em momento se quer deixou de conhecer a filha e que esse tempo todo, eles viviam como uma família desde que se formará em Hogwarts.
— Ela já dormiu? — Perguntou Hermione deixando o banheiro vestindo seu habitual roupão longo de seda rosa.
— Já sim — Disse o loiro com a expressão triste e cansada.
— Sinto muito pelo seu pai — Hermione parou em frente a cama olhando Draco ajeitar as colchas e os travesseiros.
— Ele mereceu, o importante é que ninguém se machucou — Respondeu ele sem olha-la.
— Quer conversar sobre isso? — Ela se aproximou e passou a alisar as costas dele o acariciando.
— Eu estou bem — Draco virou-se sorrindo de canto e a abraçou pela cintura.
— Então não quer uma massagem? — Brincou apertando os ombros do homem levemente.
— Eu quero é outra coisa — O bruxo sorriu maliciosamente dessa vez.
— Agora? — Hermione corou tímida.
— Agora enquanto temos tempo — O loiro aproximou o rosto do dela e mordiscou os lábios da mesma.
— Então é melhor aproveitar — Ela riu baixo.
Draco a segurou pela cintura e a beijou com fúria enquanto a virava contra a cama, a deitando na mesma. De quatro sobre o corpo dela, o bruxo beijava os lábios de Hermione enquanto uma de suas mãos passeavam pela lateral do corpo da mesma até encontrar uma brecha entre o roupão e a pele. Lentamente começou a despi-la, reparando que não precisou de esforço para ver a mulher nua, já que a mesma estava sem uma peça de roupa por baixo do robe de seda. Sedento, o loiro mergulhou seu rosto por cada parte do corpo da morena, contudo a porta do quarto abriu brutalmente revelando Helena chorando, que fez com que o Draco pulasse imediatamente para o chão assustado.
— Mamãe! — Sonolenta, a criança aproximou-se da cama carregando consigo uma pequena manta rosa que arrastava no chão.
— O que houve meu amor? — Hermione rapidamente se recompôs cobrindo o corpo e levantou-se às pressas da cama.
— Eu estou com medo, posso dormir aqui com você? — Ela esticou os braços pedindo colo.
— Logico que pode filha, vem cá — Hermione pegou Helena no colo e foi até a cama deitando-se com a mesma.
— Papai, o senhor não vai levantar daí? — A pequena olhou de relance o loiro sentando no tapete ligeiramente corado, ainda tentando se recompor.
— Verdade, vai dormir aí por acaso hoje? — Hermione não conteve uma risada.
— Logico que não, eu apenas deixei algo cair, só isso — Deu uma falsa tossida e levantou-se.
Draco deitou-se do outro lado de Helena e em poucos minutos, os três já estavam adormecidos entre as grossas colchas da cama. A noite seguiu calma apesar de fria e quando os primeiros raios de sol invadiram o cômodo, Hermione foi a primeira a abrir os olhos e se emocionou com a cena, pois entre ela e o loiro, estava sua filha adormecida com um sorriso entre os lábios. Sim, teve uma vida feliz do outro lado do mundo, mas nada se comparava ao que estava vivendo agora.
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