Um Pedaço de Nós - Dramione

10 Capítulo 10 - Nada mais importa


Notas iniciais
Oi meninas, tudo bem? Por favor não me mate, eu sei, eu sumi e era para eu ter postado domingo. Sem desculpas, eu sei, mas ai esta o capitulo dez que fara vocês não sentirem raiva mais da minha pessoa kkkkkkkk Beijos ♥

Capítulo 10Nada mais importa

Draco atravessou a rua atrás de Hermione, a procurava por todos os lados enquanto ignorava os chamados de Astoria, que a cada segundo ficava mais nervosa com a falta de atenção do loiro. Mesmo com ela atrás, segurando seu braço tentando impedi-lo de andar e falando em seus ouvidos, ele não a escutava, ele não a via naquele momento, pois a única coisa com que se importava era dizer a Hermione que o noivado era mentira, que ele não se casaria, pelos menos não com Astoria, contudo, com o histórico de brigas entre eles, sabia que não faria diferença se dissesse, mas enlouqueceria se não o fizesse.

Vencido pela impaciência com a suposta noiva, Draco aparatou em um beco próximo à entrada da Travessa do Tranco e observou de longe Astoria procura-lo por todos os lados desesperada, mas a mesma desistiu logo em seguida voltando para a loja de roupas onde sua mãe se encontrava. Aliviado por ter finalmente se livrado dela, passou a procurar Hermione novamente agora com mais calma, no entanto ouviu a voz da mesma vir da viela escura atrás de si. Curioso, entrou no beco, e a cada passo que dava a voz ficava cada vez mais alta. Logo uma segunda voz surgiu fazendo seu sangue gelar ao reconhece-la

Parou atrás da entrada de funcionários da Borgin e Brukes, a porta estava semiaberta, e silenciosamente entrou. O lugar parecia estar fechado ainda, certamente o dono não se importar em vê-lo por lá, já que no passado fora um cliente muito fiel. Contudo, quando as vozes ficaram claras ao atravessar um vasto corredor até o interior, Draco permaneceu atrás da porta que dava acesso a loja e mesmo não querendo, passou a ouvir a conversa, afinal, não saberia dizer qual seria o assunto entre seu pai e Hermione ao ponto de ter que ser feito em segredo em uma loja fechada.

— Eu disse para você ficar longe, mas aparentemente você não me ouviu menina — Lucius falava em um tom calmo, porém era obvio que estava nervoso.

— Eu ouvi você bem, bem alto e bom som, eu fiquei longe — Respondeu Hermione enquanto segurava Helena no colo que estava agarrada em seu pescoço olhando o bruxo um pouco assustada.

— Não parece — Rosnou ele se alterando — O que faz aqui? É louca por acaso?

— Não sou louca, mas eu deixei de lado todos que eu amo para proteger minha filha. Cinco anos não foi o suficiente para você? — Perguntou ela escondendo o rosto da filha em seu ombro enquanto a sacudia em seus braços a mantendo calma.

— O acordo era você ficar longe de Draco pra sempre, mas eu não estou tão velho para estar vendo coisas. Eu os vi junto na soverteria e ele parece saber da menina — Apontou ele para Helena.

— Não ele não sabe e não existe acordo Malfoy, existe ameaças e só por parte sua — Hermione protestou — Mas eu estou cansada, já deu.

— Então o que? — Ele riu ironicamente — Pretende contar a ele sobre Helena? Que ela é filha dele?

Ao ouvir o que o pai falava, Draco sentiu seu coração ser destruído em milhões de pedaços, pois lembrou-se das acusações feitas contra Hermione e o olhar dela de tristeza quando disse que ela havia o traído. Devia ter suspeitado de algo, era tudo muito obvio desde o começo. Não sabia como não lhe passou pela cabeça o fato de Helena ser sua filha, talvez porque jamais pensou que isso lhe aconteceria um dia, contudo lá estava ele da pior maneira descobrindo que era pai, pai de uma doce criança linda, mas que estava visivelmente assustada com as ameaças de seu avô. Queria interromper aquela palhaçada toda, mas precisa ouvir o resto, precisava saber mais.

— Não pretendia contar, não quando cheguei aqui, mas depois de agora não estou tão relutante quanto a isso — O olhou desafiadoramente.

— Não vou deixar estragar a vida de Draco, a da nossa família, e da nossa linhagem de sangues puros — Disse Lucius alto quase aos gritos.

— O único a estragar a vida dele é você — Hermione gritou de raiva, pois sempre soube que Draco tinha uma boa índole, viu isso quanto estudaram juntos no último ano. O loiro era a prova viva que o caráter dos pais fazia toda a diferença na vida de uma criança.

— Vamos embora mamãe — Helena gemeu em seu colo começando a chorar.

— Shiu filha, está tudo bem — A morena abraçou bem forte a filha tampando seus ouvidos com a mão.

— Como ousa? — Lucius se aproximou dela e lhe apontou a varinha que quase tocou o rosto de Hermione.

— Faça, me mate e o mundo vai te caçar até o inferno seu monstro — O olhou séria rosnando e empinou o nariz arrogantemente — Tente, vai, mas já aviso que depois não poderá dormir, não poderá comer, respirar, não poderá fazer nada sem antes de ficar à espreita com medo de alguém te pegar.

— Sim, claro — Ele riu dando alguns passos para trás baixando a varinha. — Seria obvio demais você morrer, eu estaria conseguindo o que você queria, mas não, não dessa vez. Eu farei diferente, farei pior.

— Estou curiosa quanto a isso. Agora se me der licença, meus amigos me aguardam — Hermione sorriu maleficamente quase rindo e passou por ele em direção a saída.

— Eu farei você assistir Draco se casar e vou rir demais da sua cara, mas não antes de apagar todas as memorias que ele tem sobre você e a menina — Lucius sorria satisfeito, pois viu Hermione parar e olha-lo assustada — Desista, desista enquanto há tempo.

— Eu tentei de tudo para o seu filho me odiar, eu juro que tentei, mas eu percebi que seria burrice demais continuar tentando, pois eu o amo e então eu fiz exatamente o que você está me pedindo agora, desisti — Falava Hermione sorrindo forçado tentando controlar o medo que invadia seu corpo.

— Está cometendo um grande erro e eu sugiro que você que fique à espreita, nunca se sabe o dia de amanhã — Lucius fechou o punho com raiva, queria esgana-la ali mesmo, não podia suportar seu filho amando aquela bruxa.

— É uma ameaça então? — Perguntou a bruxa sem mudar sua expressão de contentamento, ela havia conseguido ver Lucius como realmente era.

— Entenda como quiser sua sangue-ruim, só lhe digo que essa palhaçada toda de amor não vai salvar sua pele ou a da sua filha. Guarde minhas palavras! — Lucius apontou para a bruxa e deixou a loja aparatando em seguida.

Draco fechou os olhos respirando fundo, queria sair de trás daquela porta e abraçar Hermione e sua filha, mas não era hora. Primeiro, antes de ficar com a mulher que ama, deveria enfrentar seu pai e exigir algumas respostas, embora já as tivesse. Precisava deixar claro sua posição e proteger sua filha, talvez ele entendesse já que se encontrava na mesma posição que a sua apesar do vicio constante em ser sangue-puro. Contudo, seu coração dizia que era tarde demais para mudar a mente de um tolo igual ao seu pai, o jeito era encontrar uma saída mais drástica.

Hermione deixou a Borgin e Burke às pressas com sua filha em seus braços, e quase que perdida devido aos turbilhões de medos e pensamentos, sentou-se em um banco com Helena e a encarou tentando procurar seu olhar, havia se metido em uma situação que talvez nem Harry pudesse ajuda-la. Ultimamente estava se sentindo a pior mãe do mundo também, pois já era a segunda vez que a pequena presenciava uma discussão, embora muitas vezes tivesse visto a bruxa brava, aquilo foi diferente de qualquer das outra vezes, era bem pior e se tivesse o poder, alteraria as lembranças da filha a impedindo de vivenciar qualquer angustia em sua vida.

— Você está bem meu amor? — Hermione alisou o rosto da filha que estava visivelmente abatido.

— Tio Draco é meu papai? — A voz de Helena soo rouca e preocupada.

— Sim meu anjo. Me desculpe por não ter te contado mais cedo, me desculpe — A bruxa suspirou limpando qualquer vestígio de lagrima no rosto de Helena.

— Ele vai morar com a gente? — Perguntou ela pensativa.

— Eu não sei meu amor, por que? Você quer que ele more? — Respondeu Hermione surpresa com a pergunta.

— Outros papais moram junto com as mamães e os filhinhos — Helena sorriu de canto ficando pouco a pouco animada com a ideia — Eu quero que ele more.

— Tudo bem, veremos isso depois — Hermione riu levemente invejando a filha, queria ter a mesma capacidade que a dela para esquecer os problemas tão rapidamente e torna-los em algo positivo.

— Hermione! — Gina se aproximou correndo e parou ofegante em frente a amiga — Onde estava? Estamos te procurando a horas, o que houve?

— Uma longa história Gi, bem longa — Hermione sorriu forçado e levantou-se com Helena no colo.

Hermione juntamente com Gina foram encontrar Harry e Rony que a procuravam também, aparentemente alguém disse a eles que ela estava no Beco Diagonal e que não deixou de modo algum a rua o que preocupou os amigos assim que chegaram. Durante o pequeno passeio que começou estressante, mas pouco a pouco se tornou agradável, a bruxa contou aos amigos sobre Lucius e as novas ameaças do mesmo, e por fim sobre a briga entre ela e Draco mês passado que resultou em uma decisão que ela jamais pensou que fosse tomar. Havia decidido aquela manhã que contaria tudo ao bruxo e deixaria a critério dele julgar da melhor forma, pois estava cansada de ser falsamente acusada.

O mundo parecia ter desabado a sua volta, Draco estava completamente sem chão, seu pai havia ameaçado a mulher que amava e a sua própria neta por conta de um orgulho idiota de sangue puro e por culpa disso arruinou sua única chance de ser feliz. Segurou-se nas paredes do Caldeirão Furado, havia bebido o suficiente para não se lembrar de nada no dia seguinte, contudo, tinham testemunhas que com certeza contariam a ele que ele estava tão bêbado ao ponto de mal conseguir subir as escadas para seu quarto que acabara de alugar, pois aquela tarde não voltou para Mansão Malfoy.

— Precisa de ajuda, senhor? — Perguntou uma doce jovem lhe tocando o cotovelo gentilmente.

— Não, sai! — Gritou Draco sem conseguir se quer ficar de olhos aberto.

Ao descobrir o que acontecia exatamente nos bastidores da sua vida que sempre achou controlar, simplesmente fez as malas antes de seus pais chegarem do passeio ridículo com sua noiva ridícula e foi embora decidido a viver por conta própria, mas não antes de passar no Banco Gringotes e descobrir que estava completamente pobre. O que tinha lá dava para alguns meses, ou mais se soubesse administrar, mas mesmo sendo seu salário era indignante, ainda mais que descobriu ter uma filha, no entanto, por hora achou melhor alugar um quarto na estalagem para refrescar sua mente mesmo a angustia sendo tanta a ponto de se embebedar.

O dia amanheceu nublado, e não mais tardar a chuva invadiu cada parte do pais ficando cada vez mais forte e assim permaneceu o restante do dia. Draco acordou quase antes do almoço com uma dor de cabeça insuportável e fedendo a bebida, seu rosto pálido estava levemente corado ainda e inchado de chorar. Odiava admitir, mas teve que colocar para fora toda o peso e tristeza que veio carregando esse tempo todo. Levantou-se para tomar um banho, e mesmo com fome, recusou qualquer serviço de quarto, sabia que se comece colocaria para fora logo em seguida não agradando nada a sua garganta.

Novo em folha, vestiu um de seus habituais terno e antes de ir, checou se estava elegante o suficiente para dizer a Hermione dessa vez coisas que realmente importavam sem ser interrompido. Aparatou em frente à casa dela debaixo da tempestade, ansioso bateu diversas vezes na porta sentindo seu corpo quente e seco, ficar frio e molhado rapidamente. Tocou também a campainha até cansar os dedos, mas ninguém veio a aparecer. Talvez ela tivesse se escondido, afinal, fora ameaçada por seu pai novamente, contudo, ela pareceu determinada a enfrenta-lo, então decidiu espera-la, uma hora ela apareceria. Ou não.

Com as esperanças reduzidas, após quase uma hora, Draco estava pronto para deixar o resguardo quando ao se levantar do muro embaixo da arvore do outro lado da rua, avistou uma cabeleira morena e cheia usando um longo vestido florido virar a esquina. Carregava em seus braços com dificuldade devido a ventania diversas sacolas de compras e um guarda-chuva aberto. Assim como ele, ela estava encharcada, mas não importava, pois ela estava perfeita. Seu coração acelerou imediatamente quando a viu assim como a primeira vez que se apaixonou por ela e antes que ela pudesse chegar a casa, Draco correu na direção da mesma quase sendo atropelado pelos carros.

— Hermione! — Ele a chamou apenas a alguns metros enquanto corria para ela.

— Draco? — Disse para si mesma ao ver o loiro ficar cada vez mais próximo, quando seu guarda-chuva simplesmente voo para longe, pois estava ocupada demais para prestar atenção em proteger-se.

Por fim quando finalmente chegou até Hermione ficando frente a frente, não disse nada, apenas a segurou pela cintura e a beijou. Quando suas bocas se encontraram foi como se a chuva não estivesse presente mesmo que as gotas estivessem geladas, contudo o arrepio que percorria a espinha de ambos não era certo se era do frio ou de seus lábios entrelaçados e suas línguas dançando. Hermione logo derrubou suas sacolas simplesmente no chão e abraçou o bruxo pelo pescoço encostando seu corpo completamente no dele, não ligando para mais nada, apenas para aquele momento que tanto ansiou.

Notas finais
Eu revisei ele bem rápido pra postar logo então se teve algum erro, desculpe ai Beijos, amo vocês ♥