Um Pedaço De Mim Sem Você
23 Vela literal...
Notas iniciais
Agradeçam a Heloisa porque se não fosse por ela não postaria tão cedo. Estou com um bloqueio criativo terrível e ela me ajudou a escrever.
Capitulo dedicado à você Anjo.
Parei em frente ao espelho e encarei o meu reflexo, era incrível o quanto eu parecia com ela, o mesmo cabelo, os mesmos traços e o mesmo formato dos olhos, a diferença era que os meus eram verdes e os dela eram castanhos. Afastei esses pensamentos da minha cabeça. Não podia me permitir pensar nisso agora. Voltei minha atenção para a minha roupa e maquiagem. OHMY!! Eu ia ter um encontro!
Vai ficar se encarando até quando? — Susan perguntou. Depois eu que me amo.
Mostrei a língua para ela e ouvi a campanhinha tocando. Peguei minha bolsa e celular e fui até a porta, parando no meio do caminho. Não deixe eles se matarem. Falei me referindo a Jessie e Jeremy. E nem colocar fogo na casa. — Essa era para Mel e Luke, ou até mesmo Jessie e Jeremy, nunca se sabe.
Ótimo dia para papai dar folga para todo mundo.
Okay! Ela disse entediada. Agora vai logo. Boa Sorte!
Desci as escadas correndo, pensando se isso era seguro. Não o fato de deixa um monte de crianças sozinhos em casa, eles vão ficar bem... eu acho. Mas a parte do encontro, de me aproximar tanto de alguém, de me apegar de novo. Não aguentaria perder mais ninguém. Só que agora é tarde demais para pensar nisso. Talvez seja exatamente disso que eu preciso. Parar de pensar tanto.
Abri a porta.
Oi.
Oi. Ele falou e me deu um selinho. Você esta linda!
Você também não está nada mal.
Nada mal?- Matthew arqueou as sobrancelhas. — Eu to muito gato!
Auto estima aqui está enorme! Falei fechando a porta atrás de mim. Para onde vamos gato?
Você verá. Ele respondeu com um pequeno sorriso.
Isso não é justo! Choraminguei.
Não adianta fazer biquinho. Ele falou. E quem disse que a vida é justa?
Eu não fiz biquinho! Não faço isso. Faço?
Paramos em uma vaga no estacionamento.
Chegamos. Anunciou Matthew. Ele saiu do carro. Abri a porta e sai também. Assim você estraga a coisa toda. Eu tinha que abrir a porta.- Ele reclamou.
Sorry! Reconheci o lugar que estávamos, já vim aqui algumas vezes com a minha família.Esse era o restaurante mais caro na cidade. Prometo que deixo você puxar a cadeira.
Matthew ofereceu seu braço e eu agradecidamente deslizei a minha mão por ele, entramos no local, e uma onda de ar aquecido me pegou.
Pisquei pela luz repentina embora fosse fraca e olhei ao redor. A música suave e agradável preencheu o espaço e confundiu-se com os sons das conversas baixas.
O edifício era graciosamente decorado, dando-o uma sensação aconchegante. As toalhas brancas e vermelhas adornavam as mesas com velas, pratos, e uma mistura da prataria em cima. Calmos, dando as boas-vindas, garçons e garçonetes em preto e branco passavam por entre as mesas, satisfazendo cada capricho dos presentes.
Nos sentamos em uma das pequenas mesas, agradecendo a mulher que nos acomodou. Era mais silencioso aqui.
Um garçom de cabelos claros apareceu com um bloco. Qual a bebida? Ele parou seus olhos azuis em mim.
Quero um suco de limão. falei, o garçom escreveu em seu bloco e seus olhos se voltaram para mim. Matthew o encarava com uma expressão de desgosto. Queria ter uma capa da invisibilidade nesse momento. Acho que já estava da cor de um pimentão.
Vocês têm refrigerante azul? Matthew ganhou a atenção do garçom.
Como?
Refrigerante azul. Ele disse como se aquilo fosse normal. Vocês têm?
Não senhor. O garçom disse confuso. -Não temos.
Milk-Shake?
Não.
Que pena...- Matt lamentou. Quero uma Coca então.
Refrigerante azul? Perguntei a Matthew quando o garçom saiu. Da onde tira essas coisas?
Percy Jackson. Ele falou. Amo essa saga e amo comida azul.
Okay...- Exclamei. — Eu não vou nem perguntar.
O garçom voltou com as bebidas e puxou rapidamente um bloco e uma caneta:
Gostariam de fazer o pedido agora? ele se virou novamente para mim com um sorriso idiota no rosto. Matthew pigarreou irritado.
Eu quero bife e batata frita. Sério esse garoto parece criança. Mas quem sou para falar alguma coisa?!
Fiz meu pedido e o garçom se afastou. Matthew provou sua infantilidade quando mostrou a língua para o garçom que estava de costas. Dei risada.
Muito maduro da sua parte...
Ele é um idiota! Ele resmungou. Ta pedindo uma passagem para o Tártaro.
Vou fingir que entendi o que você falou e seguir a vida.
Você é diferente das outras garotas.
Que outras?
Das que já gostei
Diferente como?
É divertida. — disse ele uma jeito carinhoso.- Quando te vi na praia pensei Nossa, que gata!, mesmo você brigando comigo.
E isso foi antes ou depois de me chamar de mimada?
Hum... Ele ficou pensativo. Acho que antes e depois. Só pensava em como você é linda. Senti minhas meu rosto queimar. Mas ainda acho você mimadinha.
Idiota! Falei. Costuma elogiar muitas garotas assim?
Na verdade não. Você é a primeira. — Olhei para ele e vi completa honestidade em seus olhos. — Você é a única que senti que é especial o bastante para ser tratada como uma princesa.
A noite passou rápido, cheia de muita risada e divertimento. O garçom insistiu em nos interromper muitas vezes, mas parou depois que Matthew falou que iria colocá-lo na mesa, para ser uma vela literal. Depois de jantarmos Matthew perguntou:
Já tinha vindo aqui?
Algumas vezes, com a minha família.
ah...Que tal pedirmos a sobremesa?
O que me recomenda?
Um Petit Gâteau, que tal?
Nunca comi.
Não acredito que nunca comeu Petit Gâteau -Disse ele espantado- Não sabe o que é sobremesa gostosa.
Ele chamou o garçom, que veio com uma cara horrível, e pediu um Petit sei lá o quê. Quando o garçom chegou com a sobremesa Matthew disse:
Isso é Petit Gâteau.- Disse ele apontando para o bolo e o sorvete. — Quando era pequeno costumava comer, adoro isso! — ele pegou a colher e pegou um pedaço do bolo e do sorvete e o acompanhei fazendo o mesmo.
Depois da última colherada na sobremesa de nome estranho, porém muito gostosa, Matthew pagou a conta e quando recebeu seu cartão de volta e o deslizou para sua carteira, nos levantamos. Dawnson deixou uns dólares de gorjeta, murmurando sobre o mau serviço, e colocou um braço atrás das minhas costas me guiando para o estacionamento.
O som do carro estava ligado, tocando Red Hot Chilli Peppers. Além de lindo o garoto tem bom gosto musical. Quando percebi que o caminho que ele estava fazendo não era o de casa perguntei:
Onde vamos?
A surpresas ainda não acabaram, linda.
Não aguento mais surpresa — disse fazendo biquinho
Calma mimadinha, essa é a ultima.
Ele estacionou o carro perto de um lago e saiu do carro, dessa vez esperei ele abrir a porta para mim.
Chegamos. Ele falou.
Um lago?- Perguntei fazendo uma cara de dúvida.
Que tal darmos um mergulho?
Não trouxe biquíni.
Vou nadar de cueca.
Não vou nadar de peças intimas com você.
Por que não? — Perguntou ele Eu não mordo sabia?
Eu sei, mas isso é vergonhoso.
Está com medinho? — Perguntou ele levantando as sobrancelhas.
Medo... Quem esse garoto pensa que é?! Tirei o vestido, o que fez Matthew me encarar.
Vai ficar ai?
Dawnson saiu do transe e se livrou das roupas, ele andou até mim e sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar: — Ou talvez eu morda. e então correu e pulou no lago. Fui atrás dele e pulei também.
Notas finais
Bye
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