Um País Quase Perfeito

1 Japão! o Lugar mais Fascinante da Terra!


Notas iniciais
então, primeiro capítulo (não, magina >

A parte mais difícil de se mudar de um lugar para o outro é a adaptação. Em todos os sentidos. Sei lá, cê não conhece ninguém, nenhum lugar... e na maioria das vezes, não tem ninguém pra te ajudar, estender a mão. Leva alguns dias, até semanas para que alguém apareça dizendo: “hey cara, que manero que você se mudou pra cá!” e logo te apresenta aqueles “amiguinhos” desgraçados que só falam com você uma vez na vida. Mas eu já passei por isso antes, e não tô nem um pouco afim de passar de novo.

Mas voltando a falar de mudanças, eu tô esperando o avião 2339, que vai pra Barcelona. Meu nome é Drake Rider, tenho 17 anos e eu tô prestes a começar minha vida, no sentido de ser livre. Desde pequeno fico imaginando como deve ser....

28 de Janeiro de 2017 — Quinta-feira

Aeroporto Principal de Los Angeles – Estados Unidos

Protocolo 2339 – 15:00

– Última chamada para o vôo 2339.

Drake: já era pra esse avião estar no atlântico.

O velho e detonado celular de Drake começara a tocar, conectou os fones de ouvido pois o alto-falante não funcionava devido as inúmeras quedas do aparelho.

Drake: alô?

– E ai meu sobrinho mais manero! Como tá?

Drake: Gus, que bom ouvir sua voz cara, ainda tamo no aeroporto, o vôo atrasou umas duas horas.

Gustavo: aí é paia, que horas deve chegar na Europa pelo menos?

Drake: só amanhã agora. O avião vai decolar, vou desligar aqui.

Gustavo: valeu parceiro, me liga quando pisar em terra!

Drake: deixa comigo.

“Bando de otário, se eu não chegar lá um dia antes das aulas começarem, tô fudido, é meu último ano cara.”

– Coloquem os cintos. Chegaremos na Europa e desceremos em Barcelona ás 6 da manhã de sexta.

“Tá de boas”

– licença, tem alguém sentado aqui? – uma garota morena, usava roupas pretas e segurava o livro “Percy Jackson e o Mar de Monstros” perguntou, apontando para a cadeira ao lado de Drake.

Drake: até onde eu sei não, pode sentar.

“Ela se sentou, e não disse mais nada. Eu não consegui reparar quase nada nela, devia ser do tipo ‘hey, não fale comigo, sou anti-social’ nada contra né mas...”

29 de Janeiro de 2017

Leste do Atlântico – 03:00

Drake acordou no meio da madrugada, como sempre acordava, retirou os fones do ouvido por um instante, para descansar suas orelhas que escutaram música durante quase 12 horas e percebeu que a garota morena estava deitada em seu ombro. Corou imediatamente, mas não quis incomodá-la, então simplesmente abriu seu energético, ligou seu laptop e logo passou uma aeromoça:

Drake: hey moça, — disse num tom baixo, não queria acordar os outros, muito menos a garota que estava sobre seu ombro direito – aqui tem wi-fi?

– não, mas temos conectividade wireless a bordo.

Drake: ah beleza, obrigado.

“De boa mesmo velho? Conectividade Wireless? É nessas horas que eu queria ter uma escopeta.”

Barcelona – Europa

6:30

Drake se espreguiçou pegou sua bagagem e se preparou para o vôo definitivo, que o levaria para o Japão. Ligou para seu tio, que não atendeu. Simplesmente ignorou e foi pegar a passagem.

Do outro lado da rua, um homem de terno, olhos puxados mas de óculos, com uma maleta numa mão e o que parecia ser um passaporte na outra, parecia mascar um chiclete, o observava. Entrou no aeroporto e cuspiu o que mascava no pescoço da mulher que administrava o detector de metáis. O que aparentava ser um chiclete, era na verdade um tranquilizador. A mulher desmaiou instantaneamente, o que chamou a atenção de vários, causando tumulto e distração possível para ele não ter que passar pelo detector de metáis. Aparentava esconder algo na tal maleta.

No dia seguinte...

(Hey leitor, a partir daqui, eu indico essa música como trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=IoBP24I2lwA&feature=kp)

Drake: cara, finalmente! Não aguentava mais voar. – tentou ligar de novo para seu tio, que por algum motivo, já não atendia há quatro horas – que esquisito, mas deixa, ele deve tá surfando. – pegou sua bagagem e foi procurar o tal escola que era mundialmente famosa.

O homem de terno, que havia pegado o mesmo vôo que Alex, desceu do avião e uma lamborghini preta já estava a sua espera.

– Você trouxe?

– aqui. – entregou um celular antigo, deveria ser da época de 2003, era grosso, vermelho da marca Alcatel.

– ok, temos as informações que precisamos aqui. Vamos pegar o sobrinho dele, para que ele não seja um problema.

– ele tá aqui em Tóquio. Não vai ser difícil achar ele.

Saint Joseph Academy – 10:00

Drake estava impressionado com o tamanho daquele campus. Ele olhava rapidamente para todas as partes e reparava cada detalhe, como uma criança que fora pela primeira vez a um shopping.

Drake: caralho! Que lugar enorme! Nunca me senti tão vivo.

Foi andando até achar a secretaria. Estava fazendo sua matrícula quando da diretoria saiu a mesma garota morena do avião:

– Seu quarto é o 67 da ala B Gabriela, já pode se preparar.

Gabriela: obrigado, — disse num tom frio.

“Gabriela? Hm... é o destino cara. De boas.”

– Senhor Drake, assine aqui.

Drake: eu sei que as aulas só começam em dois dias mas, eu posso... – foi interrompido.

– vai ficar no quarto 15, ala A. ele é seu por dois dias, ou até seus colegas chegarem.

Drake: sério? Beleza uai!

– pode ir.

Drake: cara, tô adorando aqui! O quarto só pra mim, durante dois dias, não é demais, mas tá de boas!

Notas finais
e então ?acha que eu fiz tudo certo? tudo errado? mereço um papibaquígrafo? (exaltei-me) huehuehueaceito sugestões! até semana que vem!