Um Objetivo
3 3 - Um Objetivo
Notas iniciais
mas ai está
Entrei em casa depois daquela ida ao bar, primeiro eu não queria ir, e segundo eu deveria agradecer ao Akira por ter me obrigado a ir.
Senti minhas costas baterem com força contra a parede e logo a minha camisa ser arrancada com violência. Fechei os olhos e relaxei por um tempo enquanto sentia aquela língua quente e habilidosa passear por todo o meu tórax, dando uma atenção especial aos meus mamilos.
Dali em diante eu só lembro-me dos gemidos, ofegos, o barulho da cama e a parede sendo espancada pelos vizinhos.
Acordei massageando minhas têmporas com uma das minhas mãos e a outra procurando meus óculos. Senti meu estômago embrulhar por alguns segundos e saltei da cama, correndo para o banheiro e eliminando todo o álcool que restava no meu corpo. Se desse eu teria vomitado meu útero inexistente.
Arrastei-me cuidadosamente para o quarto novamente, meio tonto e me apoiando nas paredes. Cocei meus olhos por baixo dos óculos olhando minha cama em seguida, reparando as peças de roupa espalhadas pelo chão, a calça larga, a regata preta, minhas roupas. Desviei meu olhar, lentamente, até a cama reparando no homem deitado de bruços na cama, foquei a visão, aproximei da cama, ficando de joelhos nesta e em seguida cutuquei o ombro do homem, que mais parecia estar morto.
-Kami-sama eu matei um homem... – sussurrei passando as mãos pelo meu rosto, sentindo logo algo se mexer e o rosto dele ser virado para mim.
Gritei.
Exato, eu gritei.
- AKIRA! O QUE VOCÊ TA FAZENDO NU NA MINHA CAMA?
A cena seguinte poderia ser até qualificadas engraçada. Ele com o susto deu um salto na cama, sentando e se afastando ao máximo.
-T-t-aka? – Ele se afastou mais, percebi que nesse ato ele descobriu que estava com as mesmas coisas que eu, dor de cabeça, enjôo e falta de memória alcoólica.
- E-e-u prefiro não ouvir que você me estuprou basicamente. – Respirei fundo e logo ele riu.
- Estuprei? Foi você que disse que estava carente e em depressão e que precisava de um Akira louco e selvagem na sua cama. E do jeito que você gemia não parecia que não estava gostando. – Ele fechou os olhos fazendo uma careta.
-Às vezes eu gostaria que você não fosse tão sincero... – Levantei colocando a primeira camisa que eu vi e indo para a cozinha.
Fiquei um tempo lá fazendo um café forte, coloquei torradas para ser feitas e fiquei arrumando a mesa, senti dois braços enlaçarem minha cintura e um beijo ser dado em minha bochecha.
-Bom Dia, Chibi... – Seu queixo se encaixou perfeitamente na curva do meu pescoço com o meu ombro.
— Bom dia, Suzuki Akira. – Bufei baixo, colocando o café nas canecas.
- Amo seu bom humor de manhã... – Ele riu mordendo minha bochecha.
Fiquei um tempo fitando o café nas canecas, o liquido negro havia me feito pensar. Uruha era meu namorado e nunca tinha feito isso, mal me dava bom dia de manhã. Tudo bem, eu e o Akira éramos apenas amigos, mas isso me fazia pensar.
Coloquei as canecas na mesa, sentando em seguida em uma cadeira, olhando o Akira fazer o mesmo e logo ficar me fitando.
- E então Takanori... Qual é o seu objetivo agora? – Ele pegou uma das canecas e sorveu uma pequena quantidade do liquido.
- O meu objetivo? É não deixar você ir embora da minha vida. – Corei instantaneamente, não deveria ter dito aquilo, mas foi algo sobre o instinto. Reparei um leve sorriso adornar os lábios finos dele. – E o seu, Aki-chan?
- O meu objetivo é simples, agora, é não deixar você chorar novamente e fazer você gemer até o dia que eu morrer. Seus gemidos são deliciosos sabia? – Ele gargalhou alto e eu fiquei lá, corado e sorrindo feito um idiota.
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