Um Novo Mundo
1 Problemas a Nossa Porta
Mais um dia nesse mundo, um dia nublado nesse mundo agora não mais dominado por humanos. Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o globo, fazendo com que os mortos se levantem para se alimentarem de nós vivos. A sociedade ruiu não há mais governo, não há lojas, não há correios, não há TV. Nesse mundo dominado pelos mortos, eu e meu grupo temos nos esforçado para sobreviver.
Dia 72 — Estados Unidos — Seattle
O meu grupo e eu estávamos em uma casa completamente fechada e segura, éramos em torno de 8 pessoas, antes éramos 25 mas por desavenças passadas e má sorte ficamos neste número. Estávamos instalados aqui por causa de uma grande manada que passava perante a cidade, nosso antigo acampamento foi atacado pelos bandidos do posto pelo menos era assim que se denominavam.
—Malditos andarilhos! — murmura David, chegando ao meu lado.
—Fica frio... isso vai passar logo e nós sairemos daqui logo, além do mais precisamos de comida. -digo eu olhando janela a fora.
—Você diz como se eles ligassem se vamos passar fome ou não, afinal nós somos o jantar deles. -Diz ele cruzando os braços e olhando a mim.
Olho a ele com um olhar de indignação.
—Vou ver como anda a Karla, ela disse que poderíamos usar uma rota alternativa para sair daqui e arranjamos suprimentos se tivermos sorte. — ele bate em meu ombro e logo o desce para o primeiro andar da casa.
Esse é o David, ele me ajudou no começo nunca me deixou na mão, ainda bem que é éramos vizinhos, e tem a Karla, nossa estrategista, ela é do tipo pergunte primeiro atire depois pelo menos na maioria das vezes ela acabou me dando tiro uma vez sem querer aquilo doeu pra caramba, mas acho que não estaríamos aqui se não fosse ela, O Diego estava sempre em algum canto lustrar do sua espada ou limpando suas armas, ele sempre tinha uma história para contar era bom ter ele no grupo, ali estava a Carol a irmã mais nova da Karla, uma garota muito criativa e alegre, a moral do grupo sempre ficava alta graças a ela, ao lado dela sentada em uma poltrona estava a Glória lendo um livro que talvez tinha achado pela casa, ela era a garota mais apta a sobreviver lá fora mas acho que ela opinou para ficar em um grupo, ela me ensinou algumas coisas quando estávamos no acampamento passado foi divertido hehe, nos temos sorte de ter ela no grupo, Aqueles ali no canto eram Todd e Amanda, eram irmãos também, não falavam muito com os outros e ficavam sempre os dois juntos, eles sabiam o básico para se manterem vivos, e encontrar conseguiam se manter de pé pelo menos, a moral de alguns estava baixa eu podia ver em seus olhos esse mundo estava acabando com eles, parecia que para alguns não havia esperança mas eu continuava firme mesmo com problemas como esse.
Depois de algumas horas parecia que a manada já estava com poucos andarilhos "Parece que é a nossa chance" — penso eu logo pegando minha mochila e meu rifle de assalto que estavam encostados na parede do quarto. Logo desço e vejo que os outros pensavam a mesma coisa.
—Primeiros passamos por aqui depois pegamos esse beco... -falava Karla, marcando os pontos de rota no mapa.
—Estão todos prontos? — perguntou eu botando o rifle nas costas.
—Praticamente, sim, só estamos marcando alguns pontos de rota. -diz Karla.
—Vamos sair por trás me ajude a matar os andarilhos que estiverem por lá. — diz David, tocando em meu ombro e logo depois pegando sua manchete.
—Eu também vou. — diz Glória pegando sua faca de caça.
Logo nós três saimos pela porta de trás com cuidado, havia 4 andarilhos vagando sem rumo no beco a esquerda eu logo tiro minha machadinha do cinto e avanço para os dois da a frente David e Glória iriam pegar os outros que estavam a esquerda e a direita, com golpes rápidos e fortes em suas cabeças consigo lidar com os dois rapidamente, olho para trás e vejo que os dois já haviam feito o serviço logo voltamos para dentro e nos prepararmos.
Algum tempo depois...
Saímos da casa devagar para não a chamar atenção sem houvesse mais andarilhos por lá, nosso objetivo agora era chegar a um mercadinho próximo de onde estávamos, eu ia na frente, Diego estava na retaguarda com sua espada, Glória me dava cobertura com sua besta. Nós nos esgueiravamos rapidamente pelos becos, Karla estava nos mostrando para onde ir, rez a rezavamos para não haver muitos andarilhos ou outras pessoas e que lá tivesse comida.
Finalmente tínhamos chegando ao lugar mas tinha muitos andarilhos vagando por lá.
—Merda, tem muitos deles por lá. — diz Diego, irritado.
—Não tem outro mercadinho nas redondezas, Karla? — pergunta Carol olhando ao mapa.
—Há o shopping aqui perto mas vai está mais cheio deles creio eu. -diz ela franzindo a testa e logo guardando o mapa.
—Vamo ter que encarar essa então. — digo eu logo indo na frente. Eu, Diego, Glória e David avançamos devagar até algumas coberturas, faço um gesto com as mãos indicando o que devemos fazer, logo rapidamente pulamos as coberturas e começamos a golpea-los na cabeça com nossas armas brancas, os seus corpos podres quando golpeado como se não fossem nada, David se distrai com um andarilho sem pernas e logo é atacado por um que acaba de chegar por sua retaguarda, ele é derrubado no chão mas consegue segurar o monstro pela garganta.
—S-socorro!! — gritava David segurando o cadáver ambulante e com outro chegando logo depois, rapidamente Glória atira com sua besta na cabeça do andarilho que David segurava e logo depois Diego corta a cabeça do andarilho que chegava perto.
—Tudo certo? -pergunta Diego enstendendo sua mão a David.
—Sim... eu me descuidei por um momento. — diz ele agarrando a mão de Diego.e logo depois pegando sua manchete do chão.
—Tudo bem por aí? — pergunto eu chegando com Glória ao meu lado.
—Sim, graças a Glória e o Diego devo uma pra vocês. — diz ele um um sorriso de alívio. -Vamos entrar logo e ver o que tem para nós. — diz David indo na frente.
Logo faço sinal para os outros que estavam no beco, eles logo avançam.
—Ouvimos gritos, todos estão bem? — pergunta Karla olhando para mim, preocupada.
—David foi atacado e quase mordido mas Glória e Diego o salvaram. — digo eu olhando a ela e também mostro os corpos do andarilhos mortos.
—Uff... — ela se mostrava aliviada.
—Vamos entrar então. — logo pego a front e entro junto do pessoal
Alguns tempo depois...
Vasculhamos tudo que tinha para vasculhar no mercadinho, achamos por sorte comida, água portável em garrafas, alguns produtos higiênicos e por incrível que pareça alguns cartuchos de espingarda o que ja era muito bom.
—Achamos muitas coisas afinal. — diz Glória sentada em cima do capo de um dos carros quebrados.
—Sim, tivermos sorte, agora só precisamos achar um lugar seguro para ficarmos, agora pode está calmo mas nunca sabemos o dia de amanhã. — digo eu olhando para os outros que estavam logo atrás.
—Você acha mesmo que encontraremos esse tal lugar? — pergunta ela duvidosamente.
—Claro que vamos é um mundo grande tem que haver um lugar por aí e nós vamos achá-lo, confie em mim. — digo eu pegado em suas mãos.
—Eu confio e quero acreditar mas até lá... — logo Glória é interrompida por um barulho ao fundo.
Quando eles estavam conversando um barulho de carro é ouvindo ao longe.
—Merda, se escondam e se preparem, podem ser os filhos da puta que nos atacaram. — falou eu logo apontando para todos se esconderem, dou logo meu rifle a Glória e ela se põe a correr para uma cobertura. O jipe logo para em frente do mercado, eram realmente os bandidos do posto, eu estava trêmulo olhando a eles que logo saiam e apontavam suas armas para mim, eu engulo seco e encaro eles de frente.
—Ora ora, o que temos aqui... — diz o homem que parecia ser o líder. -Você ta sozinho, garoto? — pergunta o homem. -O que foi? o gato comeu sua língua? — pergunta o homem em um ton debochante.
—Sim, estou sozinho, eu estava vasculhando esse mercado uma pena não ter mais nada. — digo eu olhando a ele com total coragem.
—Olha só! Ele fala! Haha! — ele rir brevemente. -Se não tem mais nada então não tem problema a gente checar não é? Vamos rapazes, olhem tudo! — grita ele empunhando seu rifle em mãos.
Quando todos estão distraídos Diego rapidamente e silenciosamente sai por trás do mercado e vai para trás do jipe deles, ele faz gestos com as mãos para mim, logo com um corte seco e rápido Diego consegue golpear e cortar fora a perna de um deles que logo começa a gritar, ele saca sua pistola e atira no que estava ao lado.
—Mais que merda! — grita o líder que rapidamente olha para trás, logo eu caio no chão e saco minha Colt 1911 e acerto a pena do mesmo que logo cai berrando de dor, logo o meu pessoal levanta e revida contra os bandidos, vários tiros são disparados era o som é coado por todos os becos e ruas da cidade, minutos depois a poeira baixa renda depois de todo esse alvoroço os bandidos estavam todos no chão já mortos menos o líder que se arrastava tentando pegar sua arma, eu logo chego perto era chuto a arma para o lado.
—Você está bem? Esta ferido? — perguntava Glória vindo até mim. -Sim, estou bem graças graças ao Diego, os outros estão bem? — pergunto eu olhando a todos.
—Não, o Todd levou um tiro! — fala Amanda com um olhar aterrorizante e logo depois começa a chorar tentado estancar o sangue.
—Eu te ajudo, vem cá. — diz Karla logo ficando de joelhos ao corpo de Todd.
—Que merda... viu o que vocês idiotas acabaram de fazer?! — digo eu irritado olhando o homem no chão o mesmo estava com sorriso debochante.
—Você que pediu por isso haha... escolhas garoto... você vai matar todos eles... cof cof... — fala ele com dificuldade.
Uma bala tinha acertado seu abdômen, ele estava com sei abdômen e sua perna perfurados.
—Bem... você vai morrer pelo menos... — digo eu logo apontando minha pistola para sua cabeça.
—Ei! Parece que temos compahia! — grita Diego apontando em direção em que uma manada estava vindo.
—Droga os tiros deve tê-los atraído. — diz Glória pegando sua besta.
—Merda! Vamos! Glória e Diego protejam o Jipe de andarilhos, David, Carol peguem as armas no chão e os suprimentos que achamos e botem no jipe, eu vou ajudar Todd. — digo eu logo indo até Todd. -Como ele... merda... -Quando chego onde eles já era tarde demais.
—Ele perdeu muito sangue, não deu pra fazer nada, já furei a cabeça dele para evitar que vire... — diz Karla de cabeça baixa se mostrando angustiada.
—Sinto muito Amanda, mas pelo menos ele terá um enterro digno. — digo eu logo erguendo o corpo de Todd até o ombro e o levando pro jipe.
—Pessoal!! — gritava Diego afastando os andarilhos do jipe enquanto Karla, Amanda, Carol e o corpo de Todd adentram no carro.
—Vamos Diego! — Gritou eu logo subindo na lateral do carro.
Logo Diego pega a direção, eu, Glória e David vamos segurando nas laterais. -Ei! Vocês não podem me deixar aqui! — gritava o homem se arrastando até o carro.
—Fica olhando então... — digo ele com um olhar frio.
Logo Diego da partida no motor e nos tira dali rapidamente, os andarilhos finalmente chegam ao mercadinho "Ahhhhhh! !!! Me larguem seus imundos!!! Ahhh socorro!!!" os gritos ensurdecedores do homem ecoavam por todas aquelas ruas, os andarilhos estavam o estraçalhando, todos viraram seus rostos a não ser eu.
—Olho por olho... — murmuro eu logo virando meu rosto para frente.
Nos finalmente estávamos saindo dali mas com uma perda, todos estavam abalados e tristes perante aquilo.
Algumas horas depois
Já estávamos fora da cidade pelo menos da parte mais populosa de andarilhos, estava quase escurecendo, tínhamos acabado de enterrar Todd, todos estavam calados e olhando para o túmulo de Todd eles iam saindo devagar, de cabeças baixas, e a Amanda... Coitada mas ela terá que seguir em frente.
"A estrada que temos pela frente é sombria... repleta de neblina... misteriosa e assustadora... mas vamos continuar juntos. Sempre juntos." — Murmurava eu olhando para o túmulo. Um vento gélido e misterioso toma conta do local, logo deixo o túmulo, e tempo depois saímos dali e vamos a procura de um lugar para nos proteger e sobreviver.
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