Um Novo Mundo.
8 Capítulo 8 - Veronika decide não morrer.
Notas iniciais
Bom... Boa leitura! Espero que gostem.
O livro "VERONIKA DECIDE MORRER" é muito bom... recomendo a leitura! Não precisa nem comprar, garanto que na biblioteca da sua cidade (falando como se fosse... mds) tem!
Narração Mariana
Acho que Isobel deveria ter mais confiança nesse tipo de coisa, eu sei... Ela é só uma criança, mas amor não tem idade, certo?
Depois de nossa conversa dentro da barraca, percebi uma coisa, mas acho que não irei partilhar isso.
Já estava escurecendo e nada deles chegarem, eu estava começando a me preocupar, será que algo deu errado? Será que alguém morreu? Muitas perguntas, muitas perguntas sem respostas. Acho melhor parar de pensar nisso.
Amy mais cedo estava certa, eles ainda vão querer a nossa ajuda, mas pensar nisso é afirmar que pessoas irão morrer... Claro que eu sei que pessoas irão morrer, mas o que me preocupa é que irá ser e quando, como.
Tudo que tínhamos que fazer hoje já fizemos, ainda bem e pela quinquagésima vez entrei na barraca e peguei o livro, com a intenção de ler pelo menos o primeiro capitulo, sinceramente agradeço por não usar óculos, e esse é um tipo de coisa que temos que cuidar, principalmente hoje em dia.
Depois de terminar de ler o primeiro capitulo comecei a me interessar por ele, quer dizer... Pelo livro.
“Namorando a morte que se aproximava, e despedindo-se – sem qualquer sentimentalismo – daquilo que chamavam Vida.” – Simplesmente amei essa frase, não eu não estou querendo me matar, mas...
Eu me mataria... Se não fosse pelo meu padrasto e pela minha irmãzinha, tenho certeza que eles precisam de mim para poder viver, como eles precisavam de Michelle, minha amada mãe.
Gostaria de começar a escrever um livro, gostaria que ele fosse vendido para o mundo inteiro e que passasse de geração a geração, mas não um livro de fantasia, mas sim um livro de uma historia real, quem sabe se essa epidemia acaba e eu possa finalmente realizar meu mais novo sonho.
Voltando ao pensamento de “eu me mataria se não fosse a minha família”, é um pensamento muito... Sabe? Acho que deixarei de lado, eu sei que as coisas a partir vão começar a ficar difíceis, mas não quero começar a ter esses pensamentos... Suicidas.
Se isso não tivesse acontecido garanto que eu estaria dormindo ou provavelmente estudando, é... Estudando.
Suspirei e acabei fechando o livro, saí da barraca e sentei junto com Amy novamente.
- Eu estou começando a ficar preocupada... Andrea está com eles e não voltaram ainda. – Assenti.
- Entendo... Meu padrasto também está com eles. – Suspirei pesadamente. – E também tem quase a metade do grupo lá... E é uma grande... – Acabei por não terminar a frase, o céu ainda estava claro, mas eu tinha a certeza de que estava por volta das 17 – 16 horas da tarde.
Som de carros foi ouvido, bufei, finalmente! Amy levantou e abraçou Andrea que estava com cara de poucos amigos, áh! Acabei de lembrar, mais cedo alguém estava falando pelo rádio, um sobrevivente talvez? Tomara novas pessoas...
Meu padrasto saiu do carona de um carro vermelho, uma Ferrari? Não sei, não consigo saber a diferença desses carros, o abracei, Isobel também.
Todos começaram aquela fraternidade, amizade, amor sei lá!
- Ok, você já pode vir! – Alguém disse, olhei para trás, Lori dizia algo para Carl que não consegui escutar ou saber o que era provavelmente sobre seu pai, ele tinha lagrimas nos olhos.
Todos olharam para frente e viram ele, sim ele, Rick Grimes, Carl passou correndo e gritando “papai, papai” Lori tinha a cara de tacho, por que...?
Ele se abaixou abraçando Carl imagino a felicidade dele, reencontrar filho e esposa, fui para o lado de Amy que olhava tão atentamente Rick.
- O que tanto olha? – Perguntei a assustando.
- Nada... – Falou com um fio de voz.
Ri. – Você já o conhecia?
Ela suspirou e tossiu colocando a mão na boca. – Sim... Mas não conhecia o Carl e a Lori, uma vez acabaram me pegando de engano, quer dizer... Prenderam-me de engano. – Assenti.
- Então quer dizer que você gosta dele? – Ela negou rapidamente. – Uh, Amy. – Disse com a voz divertida.
- Não, claro que não! Ele tem um lindo filho e uma linda esposa, não posso fazer isso... – Rolei os olhos.
- Não quer dizer nada. – Fiz um gesto com as mãos. – Só porque ele é casado, não quer dizer que você não tenha chances.
- Virou cupido agora? – Ela disse sarcástica, rolei os olhos novamente.
- Não... E também vi como Lori ficou estranha, tenho quase a certeza que ela tem um rolo com aquele policial... – Ela arqueou as sobrancelhas.
- Shane? – Assenti. – É, pode ser...
- Ei garotas! Venham para cá! – Andrea disse ao longe, ok não ao longe.
Olhei para as minhas unhas, estavam crescendo, mas pelo menos não estavam crescendo em uma forma bizarra ou feia, olhei para o céu novamente, agora definitivamente estava começando a escurecer, já era noite, isso sim.
Sentamos ao redor da fogueira e Rick começou a contar uma historia não uma historia, a historia de como ele conseguiu chegar a nós.
- Ele quase nos matou. – Andrea disse e os outros riram.
- Como vamos contar ao Daryl? – Eu não estava prestando a atenção na conversa, e alias eu pensei que o Daryl havia ido com eles... Lá.
- Contar o que? – Perguntei, os olhares foram atraídos para mim, senti minhas bochechas corarem, mas ainda bem que estava noite.
- Ouve uma confusão e o policial ai algemou Merle em um cano, foi tudo muito rápido, eu acabei deixando a chave cair... Eu que tenho que contar, a culpa é minha. – T-Dog disse me explicando.
- Daryl... Bom, pelo meu olhar vai ser difícil explicar para ele, então... Acho que todos nós devemos fazer isso. – Eu disse.
- Não, fui eu! Eu devo contar. – Contrariou T-Dog, rolei os olhos “internamente”, suspirei novamente, pela decima vez no dia.
Apoiei-me no joelho com uma de minhas mãos no rosto, estava começando a sentir sono.
- Com licença. – Falei e saí dali indo em direção à barraca, pensei que Daryl havia ido junto com eles... Vai ser uma grande confusão, mas uma grande confusão quando ele descobrir sobre Merle, mas agora vamos deixar esses pensamentos de lado... Não quero mais isso por hoje.
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