Um Novo Mundo.
4 Capítulo 4 - Sexo na floresta? Que legal.
Notas iniciais
Boa noite e obrigada por todos os comentários, não se esqueçam de comentar!
Boa leitura!
Narração Mariana
- Ei, posso fazer uma pergunta? – Perguntou Glenn, eu o olhei com desdém e ironicamente respondi.
- Você já fez uma... – Ele riu pelo nariz e negou indo logo se justificar.
- Claro que pode. – Meu padrasto falou interrompendo qualquer próxima ação dele.
- Vocês sabem como tudo isso começou? – Ele balbuciou poucas palavras depois continuou a falar. – Digo... Tudo que eu vi até agora foi os noticiários sobre isso, nenhuma noticia falando sobre como começou, quem ou o que fez isso...
- Não sabemos de nada, infelizmente. – Falou George seco. – Queria saber, pelo menos isso deveríamos saber como isso começou se tem ao menos uma cura. – Franziu o cenho e continuou. – o Governo não pode simplesmente nos largar aqui e ver a humanidade apodrecer...
- Você realmente acha que eles se importam conosco? – Perguntei o interrompendo um pouco brutalmente. – Se já não estiverem mortos, eles estão em suas casas altamente fortificadas com suas famílias balbuciando um vinho de alta classe. – Senti minhas bochechas ficarem vermelhas por tal irritação.
- Mais respeito, mocinha. – Falou olhando para trás.
- Ela está certa. – Glenn falou tirando a pouca tensão que exalava o ar.
- Estando ou não, eu não consigo acreditar, não consigo acreditar que ao menos eles não passaram em todas as televisões como isso começou.
- Acho que não deveria ter feito essa pergunta.
- Já está feito, não tem como voltar. – Isobel se pronunciou pela primeira vez dentro do carro, a voz estava rouca e ela olhava para fora.
- Isobel, isso não é assunto para você...
- Como não é? Daqui a diante só o que vai acontecer é mortes, eu crescerei nesse mundo, ao menos que eu morra futuramente. – Ela disse revoltada, fiquei um pouco surpresa, ela nunca falaria com tal tom com George.
- Não diga isso...
- Ninguém pode garantir. – Ela olhou para ele pelo espelhinho. – Nem Deus pode. – Ela disse baixo, mas o suficiente para todos dentro do carro ouvirem, então assim encerando o assunto.
De todas as coisas loucas que ela faria, dentre elas não estaria incluído aumentar o tom de voz com o seu pai, mas ela está certa, isso é o que importa.
O clima estava tenso, mesmo já se dado o assunto como terminado. – Vai demorar muito para chegar lá? – Ninguém ousou me responder, ou só não sabiam.
Demorou um bom tempo, mas finalmente consegui olhar para fora e ver uma estrada de barro subindo um morro, os carros pararam no topo, descemos todos e ficamos encarando umas barracas que estavam ali, não dei bola e fui ver a “caída”, tinha um enorme lado azul cristalino, simplesmente lindo, como eu não sabia que tinha isso? Logo no final da cidade?
- Lindo, não? – Perguntou Jacqui chegando ao meu lado, assenti e sai da quase beirada indo em direção a onde todos estavam.
- Alguém está ai? – Perguntou o tal Jim para a barraca, mais obviamente para quem estava dentro dela. Grunhidos, das duas barracas que tinham apenas o que ouvimos foram grunhidos, todos se entreolharam.
- Quem vai abrir? –Perguntou T-Dog apontando o dedo para a barraca número um como eu preferi chamar agora.
- Vocês são uns maricas ou o que? – Merle falou indo em direção à barraca e abrindo seu feixe, havia duas daquelas coisas, um homem e uma mulher, o homem estava apenas de calção e a mulher estava apenas de calcinha e sutiã. – Safadinhos, sexo na floresta? Que legal. – Continuou a falar com a voz divertida.
- Isso não é hora de brincadeira, cara. – Shane disse, Merle tirou uma faca do coturno que usava e enfiou na cabeça do homem desconhecido e depois na da mulher, Shane sem mais delongas abriu a segunda barraca, dessa vez era uma adolescente, usava um pijama rosa e meias cinza nos pés. – Enfiando a faca na cabeça dela, o silencio reinou.
- Pelo menos temos duas novas barracas. – Merle abriu os braços e sorriu, olhei estranho para ele.
- Eu não irei dormir ai. – Carol abraçou a filha enquanto falava.
- Ninguém irá. – Dale falou.
- Deixa que eu durma então. – Ele falou seco. – Já que ninguém sabe aproveitar. – Resmungou enquanto tirava os dois corpos de dentro.
- Eu fico com a outra barraca, não temos muitas. – Shane falou e pegou o corpo da menina, acompanhei meu olhar e cruzei meus braços, estava fresco ali.
- Nós não trouxemos barracas... Não pensei nisso. – Meu padrasto murmurou.
- As garotas podem ficar comigo e com o Carl, você pode dividir a barraca com Shane. – Lori falou se intrometendo, mas com boas razões. – Tudo bem para você?- Ela então cruzou os braços que nem eu.
- Sem problemas, se meus dois anjos estiverem a salvo... – Corei com o elogio, não era sempre que isso acontecia, ela assentiu e virou pegando um saco um tanto grande de dentro do porta-malas de seu carro.
- Ajuda? – Perguntei chegando ao seu lado.
- Sabe montar? – Assenti.
- Eu sempre gostei de acampar, mas nunca fiz isso com frequência, George me ensinou... Está sendo útil afinal das contas. – Ela riu tirando os materiais para fora, montamos tudo, os outros ajudaram a montar um perfeito acampamento se fosse para férias, mas de qualquer jeito era uma boa estadia.
- Pronto. – Lori bateu as mãos nas calças.
- Grande, não?
- É uma ótima barraca, por isso custou um preço absurdamente alto, mas valeu a pena. – Ela riu sendo acompanhada por mim. – Me ajuda a levar as coisas para dentro? – Assenti, levamos duas camas de descanso e um colchão inflável. – Você e sua irmã podem ficar no colchão, eu e o Carl nos viramos com as camas.
- Não, não, podem ficar com o colchão, alias a barraca é de vocês! – Retruquei.
- Deixemos então o colchão para as crianças. – Assenti e vimos Carol chegar perto.
- Sophia pode ficar na barraca de vocês? – Perguntou gentilmente, Lori assentiu.
- Viu? Colchão para as crianças! – Sorri de canto e estiquei um cobertor ali, já estava escurecendo então resolveram fazer uma fogueira e sentarem ao redor dela para comer.
- Peguemos comida suficiente para todos, não podemos desperdiçar nada, se a situação pender a piorar... Devemos nos prevenir. – Shane tirou umas latas de dentro de uma bolsa.
- Trouxemos comida também, se for preciso... – Meu padrasto falou.
- Será. – Então ele entregou uma lata pequena para todos, atum? Ainda bem que eu gosto de atum, todos parecem gostar. Sentamos em uns troncos e abrimos nossas latinhas comendo com garfinhos de plástico que Dale achou em seu trailer, depois de terminarmos e a fogueira já estar se apagando, Shane, ele é o líder, pelo o que parece ser, falou.
- Amanhã iremos à pedreira. – Encerrou o assunto. – Boa noite a todos. – Entramos em nossas respectivas barracas depois de desejar boa noite a todos também, deitei na cama de descanso e me tapei com um lençol.
- Boa noite Lori, boa noite crianças. – Fechei os olhos com a intenção de dormir, mas o sono não vinha, depois de um longo tempo resolvi me levantar, peguei o casaco na mala que tinha ficado com a gente e saí da barraca, sentei no tronco e fiquei olhando para o nada.
- Não conseguiu dormir? – Perguntou alguém secamente atrás de mim.
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