Um Novo Mundo.

38 Capítulo 38 - Você pode confiar em mim.


Notas iniciais
OE, voltei depois de semanas sem postar, juro MESMO que agora vai vir mais rapido. Pq agora tem esse leve suspense, o que me faz querer escrever mais rapido pra chegar e matar logo isso. ENFIM, TIPO SUPER ULTRA MEGA BLASTER UM GIGANTESCO OBRIGADA pra edoarda que recomendou a minha historia (TA COM 3 RECOMENDAÇÕES GENTE TO CHORANDO ;;-;;) Enfim, boa leitura.

Narração Mariana

Eu me perguntava como aquele relógio ainda funcionava.

Tic tac, tic tac.

Incansavelmente, fazia com que meus pensamentos voassem dali. Eu conseguia apenas escutar os segundos passando, era como carregar um relógio de pulso, olhando toda a hora para ver se aquilo acabaria de uma vez. Como uma aula chata na escola e você não consegue tirar os olhos do relógio, apenas desejando que o tempo passe rápido.

Eu não sei como eu encaixaria isso aqui. – Com certeza foi um choque, ninguém esperava encontrar as paredes do que deveria ser uma sala branca pintadas de vermelho. Sangue.

Talvez eu não, talvez eu tenha sido muito otimista a ponto de não ter esperado o pior.

O pior. Entramos um por um naquela sala, Michael ficou do lado de fora, apenas vigiando. Tapamos nossos narizes e olhamos para o canto. – Aquilo é uma porta? – Apontei para mais afundo.

– Sim, e o que é aquilo no canto? – Merle caminhou até o que deveria ser a fonte de todo aquele sangue, do lado contrário tinha um zumbi dessecando, morrendo de fome.

Ele cutucou o corpo sentado e ele caiu no chão, tinha o que deveria ser cabelos castanhos e um corpo pequeno. – Pelo tamanho deveria ter uns 10 anos, ou um pouquinho mais. – Merle deu seu relato do que via, eu me vi tapando mais o meu nariz, puxando o ar com a boca e algumas vezes sentindo o gosto de sangue no ar.

– O que aconteceu com eles? – Olhei para os dois mortos no lugar.

– Provavelmente estavam tentando fugir daqueles zumbis ali fora... – Rafael ainda tinha a arma em mãos. – Só que esse homem ai já estava mordido, ficaram presos aqui e o resto vocês já sabem.

– Mas isso não explica as correntes na porta. – Merle tentou abrir a porta com um pano nas mãos para não se sujar, e sem efeito. – Será que tem uma corrente do outro lado também? – Ele se afastou e jogou o pano no chão.

– Não seria muito estranho isso? – Tirei a mão do nariz e deixei que respirasse o ar podre, tentei desviar a minha atenção daquilo e me voltar para o pensamento. – Se tiver correntes do outro lado, apenas duas explicações teríamos. Eles já estavam infectados. Ou os deixaram pra morrer. – Rafael se aproximou da porta e a chutou. Uma, duas vezes.

– Pela primeira vez eu não tenho uma explicação plausível para o que aconteceu aqui. – Merle colocou a arma em seu suporte e pediu para que Rafael se afastasse. O mesmo se posicionou em meu lado e viu o Dixon se jogar na porta várias vezes.

Na última tentativa a porta parecia ceder e finalmente se jogar com força para trás, dando passagem a uma sala, com várias caixas espalhadas com vários enlatados dentro delas. – Tem uma escada ali! – Michael dessa vez havia nos seguido, apontou para o canto, onde uma escada jazia nos levando para um novo cômodo.

Eu odiava essas escadas. Elas eram pequenas e parecia que cada vez que eu subia um degrau eu fosse bater a cara em alguma coisa. – Não sabia que aqui tinha um segundo andar. – Segui os três homens que apontavam suas armas para cima enquanto pisavam em cada frágil degrau.

– Exatamente. – Michael acabou por espirrar quando inalou o ar para falar. – Não parece ter por fora. – E então espirrou pela segunda vez, porém dessa vez mais alto.

Nos assustamos quando um estrondo do andar de cima se foi ouvido. – Eles correram para chegar mais rápido lá em cima. Quando pisei em meu último degrau, eu os vi apontando uma arma para o escuro. Fiz o mesmo e esperei o próximo ato.

– Saia! – Merle gritou segurando a arma mais forte. – Não precisa se esconder, somos amigos. – Não sabia se ele estava mentindo e apenas passando confiança para o que estivesse ali, ou apenas falando a verdade.

Olhei para um interruptor e o apertei, esperando que a luz do cômodo se acendesse. Porém apenas me senti uma idiota quando tentei mais vezes. Dei uma risada fraca quando uma pequena silhueta saiu da escuridão. Ela se bateu em uma cadeira e então se apoiou em uma mesinha. Finalmente deixando a sua cara a mostra.

– O que? – Rafael franziu o cenho e eu parei meu olhar nela. Sim, nela. Uma menina. Pequena e frágil. Tinha as pernas e os braços sujos. O cabelo caia no rosto enquanto ela tinha junto ao seu corpo um pequeno travesseiro. O que parecia ali, naquele momento o seu porto seguro.

Eu ofeguei, eu a conhecia. Era tão claro. Eu sabia quem era ela. Ela focou seus olhos nas armas, que continuavam apontadas pra ela. Tinha os olhos assustados e as mãos tremulas. Eu a conhecia. E eu me sentia estranha, era estranho ver um rosto conhecido, porém tão novo. – Abaixem. – Murmurei pra eles enquanto fazia sinais pra baixo, sinalizando claramente pra eles não a intimidarem tanto. Uma criança.

Merle me olhou e eu foquei novamente meu olhar nela. Me aproximei e tentei tocar seu braço. Porém ela estava muito assustada, parecia em choque, se afastou e voltou para o canto onde estava sentada.

Tinha os olhos marejados e assustados. – Está tudo bem. – Me agachei na sua frente e tirei o travesseiro de seus braços, ela juntou seus joelhos em seu corpo e escondeu sua face. – Você está sozinha aqui? – Eu tentei tirar algumas coisas dela, mas ela apenas se escondia, olhei para Michael, Merle e principalmente Rafael. Eles observavam com todo o tempo do mundo a cena. Me voltei a ela e sentei-me no chão, passei a mão em seus fios de cabelo e a observei.

Seria eu me enganando sobre ela? Ou eu estava certa, ela era mesmo? – Você se lembra de mim? – Apontei para meu peito quando ela levantou timidamente a cabeça e focou seus olhos em minha face. Pequenas lagrimas se penduraram em seus cílios quando ela baixou o olhar. Ela negou fungando e passando a mão no nariz. – Eu me lembro de você. – Levantei e estendi a mão pra ela, a mesma me olhou e a ignorou. Dei um longo suspiro e então disse:

– Você pode confiar em mim, não deixarei que a machuquem.

Notas finais
Comentem! Não me abandonem e principalmente: até o próximo! bjs