Um Novo Mundo.

12 Capítulo 12 - Hey eu!


Notas iniciais
Gente, primeiramente eu tenho 21 leitores, e apenas uns comentam...
Demorei eu sei, é que eu tenho bastante trabalho para fazer, e a escola anda me matando, mas eu consegui um tempo para escrever, prometo não demorar tanto assim!
Espero que não tenham me abandonado ç.ç!
Beijos e até o próximo!
Boa leitura!
"LEITURA" me lembra leite '-' me processem

Narração Mariana

Pulando toda aquela baboseira de “sentirei falta daqui” e lamentar pelo ocorrido, agora estamos dentro de nossos respectivos carros dizendo um silencioso “tchau” para o lugar que realmente poderia ser um lar, bom... Mesmo eu dizendo que é baboseira, eu realmente irei sentir falta daqui.

Espero que possamos encontrar a cura para Jim, por que ele mesmo tendo o seu jeito malandro ele é um “ente” querido para todos, quero que lá tenha as coisas fundamentais para que possamos ter uma vida normal. – Eu não consigo parar de pensar nas crianças, nem mesmo o ensino fundamental eles tem completo, caso tenha uma cura? Como George disse e acabou por ter uma discussão, poderíamos recomeçar tudo desde o zero.

Pode até ser uma falsa esperança, mas... Por enquanto que não temos respostas prefiro ficar me iludindo com essas merdas, desculpem-me o palavreado, mas é o único jeito de se expressar, quem dera que às vezes o palavrão realmente é a única maneira de dizer o que está sentindo.

Era ainda de manhã, o caminho parecia ser longo e parece que ultimamente os dias andam passando rápido, nem sei mesmo que dia ou mês é alguém pode me dizer? – Vai demorar muito? – Perguntou Isobel se remexendo no banco, acho que ela está mais ansiosa do que eu, quero saber como é lá quero poder ver pessoas além dos que eu ando vendo, faz sentido se você pensar.

– Faço a mínima ideia, apenas estou seguindo caminho. – Arqueei as sobrancelhas e com o tom divertido disse:

– Que jeito pratico! — Fiz um joinha com o polegar – não, com o indicador – Eles riram e ela começou a se remexer novamente no banco. – Para, tu tá me deixando agoniada. – Ela olhou dentro dos meus olhos e disse um simples, não.

Bufei e olhei para o lado fingindo que estava a ignorando, áh esse jeito que só eu e ela entendemos.

O carro começou a desacelerar e quando vimos já estávamos fora do carro. – Algum problema? Aconteceu alguma coisa? – Meu padrasto perguntou preocupado e com a fala rápida.

– Jim que ficar. – Jacqui disse com lagrimas nos olhos, Jim saiu de dentro do trailer apoiado na Andreia e em Dale.

– Quero ficar aqui. – Com a fala seca e difícil foi as palavras dele.

Rick apoiou suas mãos em seu cinto. – Nós podemos encontrar a cura lá! – Jim suspirou e fechou os olhos.

– Eu quero ficar com a minha família. – Foi ruim escutar aquilo, a família dele, inteira havia morrido, mesmo que alguns tivessem sobrevivido por um tempo isso significava que... Eles morreram também.

Tentaram convencer ele, mas essa era a escolha dele, apoiaram ele em uma árvore, Rick deu uma arma para ele e se despediram me abaixei ficando na altura dele. – Bom... – Comecei sem jeito, não sei como me despedir de alguém. – Err, tchau. – Ele riu e tossiu logo após. – Foi legal conhecer você.

– Irei sentir falta das suas brincadeiras, Mariana, agora vá eles estão te esperando. – Assenti e dei um sorriso de lado, levantei sem olhar para trás, esse será um de muitos talvez que iremos ter que deixar para trás, mas guardarmos no coração, talvez até como uma lição de vida.

Todos choravam principalmente Jacqui, entrei no carro e fechei a porta respirando fundo.

Foi um longo caminho até chegar á àquela grande construção, estacionamos em fileira e saímos dos carros, com vários corpos no chão e o cheiro forte de cadáveres em decomposição era difícil não ter ânsia de vomito, coloquei a mão sobre o nariz para tentar afastar esse sentimento, eu não queria vomitar na frente dos outros.

Shane tinha em mãos a bolsa com as armas, eu chegava a ter medo dele assim.

Caminhamos até a porta, que parecia ser bem reforçada, seu eu fosse um zumbi eu preferia morrer a enfrentar esses portões mesmo, se bem que eu não teria consciência.

Passou um tempo, já ia escurecendo, já estava noite basicamente, Rick estava gastando todo o ar de seus pulmões gritando que a câmera havia se mexido e que tinha gente lá dentro, ele estava atraindo aquelas coisas, que eu pensava que estavam mortas, quero dizer... Literalmente mortas.

Nunca os vi tão de perto, com exceção ao acampamento, mas... Não muitos. – Você está chamando a atenção deles, Rick! Deixa, não tem ninguém lá! – Shane tentava o conquistar – Vamos voltar para os carros antes que seja tarde demais!

Rick nem mesmo deu bola, continuou a gritar. – Temos crianças aqui! – Ele parecia que ia chorar, Shane pegou seu braço e o foi arrastando para trás, olhei para câmera e realmente ela havia se mexido e novamente agora.

– Não! Esperem! – Eu falei antes mesmo que eles fossem. – Se mexeu. – Apontei para lá.

– É uma câmera automática! Não tem ninguém lá! – Nem mesmo dei bola, comecei a pular e a gritar as mesmas coisas que Rick estava dizendo, George me puxou para trás, mas para a surpresa de todos a porta se abriu e aquela luz ofuscante apareceu dando um sinal de esperança.

– Peguem o que tem e venham para dentro. – Corremos para os carros e pegamos o necessário, no meu caso a minha mala e da Isobel, corri para o mesmo lugar esquivando de uns zumbis que queriam me pegar.

Entramos todos são e salvos, a única coisa que eu poderia sentir naquele momento era a felicidade, o homem de meia idade apertou uns botões, um código, as portas começaram a se fechar.

Alguns se abraçaram, como por exemplo, Lori, Rick e Carl, Amy e Andrea, o homem passou a mão na testa e fechou os olhos.

Com o ar misterioso ele disse calmamente – Quando essas portas se fecharem, não abriram mais. – Não quis pensar no que ele quis dizer.

– Qual o seu nome? – Dale perguntou.

– Dr. Edwin Jenner. – Ele começou a andar e nós o seguimos. – Preciso da amostra do sangue de todos vocês... Só para ter certeza. – Assentimos e entramos em uma sala, depois de todos tiraram a amostra e a Andrea quase desmaiar, entramos em um corredor com varias portas. – O setor dos quartos está sem energia... – Ou algo assim não entendi o que falou. – Ficaram por enquanto com sofás para dormir, mas é algo, tem água quente e uma mini-biblioteca para as crianças brincarem, estarei ali. – Ele apontou para algum lugar, mas nem mesmo dei bola depois da “água quente”.

– Ele disse... Água quente? – T-Dog disse com a mesma expressão facial que todos tinham, entramos rapidamente em qualquer porta, puxei Isobel pela mão, ficaríamos no mesmo quarto.

– Vai tomar banho primeiro, Isobel! – Disse com a voz autoritária, ela assentiu e abriu um armário que tinha algumas camisolas e roupas, ela fechou e pegou a outra peça de roupa que tinha dentro da mala, já limpa.

– Iremos onde o tal doutor está depois, não aparecerei de camisola lá! – Eu ri e peguei a minha outra muda de roupa também, remexi e remexi até que achei minhas giletes impecáveis, e alguns pacotes de absorvente, sim eu coloquei nessa mala, eu ainda sou uma mulher, ok?

Um tempo depois ela saiu de dentro do banheiro e sentou no sofá gesticulando para que eu fosse tomar banho, peguei a minha roupa e a gilete e fui para o banheiro, eu não quero ficar... Sabe.

Tomei meu banho tranquila sentindo a deliciosa sensação da água quente escorrendo pelo meu corpo, áh! Isso é tão bom!

Sai e acompanhei Isobel até uma cozinha. Sentamos ao redor de uma mesa e começamos a comer alguma coisa, ovos, sendo mais exata.

Não sei por que, mas meu coração começou a bater mais rápido quando eu sentei ao lado dele... Você sabe... Daryl.

Sim, eu admito eu tenho uma queda por ele! Estupido não?

Começamos a beber, meu pai já estava bêbado, Carl chegou a provar, mas detestou o gosto, o mesmo para Isobel.

Shane estragou o clima, todos ficaram estranhos, mas continuamos a beber.

Resolvemos dar o toque de recolher e demos boa noite, fui uma das últimas a sair, aquele vinho realmente estava bom, mas eu não bebi muito, não estava bêbada.

Levantei da cadeira e fui em direção ao meu quarto, mas antes que eu entrasse... – Hey você! – Disse Daryl aparentemente bêbado, ele tinha um garrafa meio vazia de vinho na mão.

– Hey eu! – Disse com ironia, ele chegou mais perto e me prensou na parede.

– Sem brincadeira, querida. – Ele cheirou o meu pescoço e passou a língua logo após, senti o lugar queimar, mas não me deixei levar.

– Daryl. – Falei obviamente. – Você está bêbado. – Empurrei-o e abri a porta do quarto. – Não me enche.

Notas finais
Beijos e até o next!
Comentem e recomendem ~piscadinha~opaskpoakssa