Notas iniciais
FINALMENTE VOLTEI PARA UM NOVO FUTURO!!! primeiro, mil desculpas pela imensa demora para postar esse capítulo, agora tenho mais uma fic pra atualizar então vai ficar meio corrido. Não se preocupem eu NUNCA vou abandonar Um Novo Futuro! Bjss e Boa leitura!

—Espera aí? Você é mesmo do Refúgio? – perguntou Joe, desconfiado, quebrando o silêncio mórbido que ali reinava.

—Sim, eu sou. Eu e minha equipe estamos em uma missão em busca de sobreviventes nas cidades aos arredores do Refúgio. Até agora nunca encontramos ninguém e, quando encontramos, essas pessoas não costumam ter boas intenções- explicou Marcus, ainda meio hesitante e sem tirar os olhos da arma que estava apontada pra ele.

—Então, onde estão os outros? – Perguntou Jennie, tentando parecer desconfiada, mas dava pra ver que ela estava visivelmente ansiosa e feliz por ver alguém que pertence ao Refúgio.

—Nós nos dividimos. Os outros estão vasculhando casas em outras direções, já estamos nessa missão há horas, passamos por diversas cidades, mas não estamos tendo tanta sorte quanto esperávamos. Marcamos de nos encontrar quando o dia amanhecer.

—Porque deveríamos acreditar em você?

—Bom, eu posso pegar minha identificação se abaixarem a arma... Por favor. – pediu Marcus.

Hayley hesitou no começo, mas depois baixou a arma. Lentamente, Marcus levou a mão ao bolso da farda que usava, sem hesitar pegou a identificação que recebera ao se tornar um soldado oficial do Refúgio e entregou a Joe, ele rapidamente entendeu que Marcus dizia a verdade, sua identificação não mentia. Jennie e Hayley o olhavam com uma expressão ansiosa, aguardando a sua resposta.

—Ele está dizendo a verdade. – sentencia Joe – Ele é do refúgio.

Marcus assentiu mais aliviado. Jennie logo sorriu de seu modo habitual.

—Então, você vai nos levar ao Refúgio? – Perguntou Jennie, com alegria. Hayley permaneceu quieta, cautelosa.

—Esse é o objetivo da minha missão: Encontrar sobrevivente e levá-los ao Refúgio em segurança.

—Lá é seguro? – perguntou Hayley, apreensiva e direta.

—Sim, é seguro.

—Eu sabia! No fundo, eu sempre acreditei que o Refúgio era seguro!- Jennie estava radiante. Marcus sorriu e então disse:

—Bom, marcamos de nos encontrar amanhã ao amanhecer. Eu preciso ir atrás de outros sobreviventes. Vocês sabem se tem mais alguém vivo pelas redondezas?

—Não, não tem. Pelo menos não vimos ninguém vivo desde que chegamos. – Respondeu Joe.

—Entendo, então não tem porque eu procurar. Vamos partir amanhã. É melhor arrumarem suas coisas.

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Era bem cedo. O sol mal havia mostrado seus primeiros raios luminosos quando Joe, Marcus, Hayley e Jennie saíram da velha e empoeirada pensão em que passaram a noite. Ambos caminhavam pelas ruas vazias com cautela.

A falsa sensação de paz poderia desaparecera qualquer momento quando um zumbi aparecesse. Marcus caminhava a frente atento a cada movimento desconhecido, pronto para matar qualquer um com más intenções ou zumbis. Quando chegaram até o ponto de encontro dos soldados do grupo de buscas todos ficaram impressionados com o fato de sobreviventes terem sido encontrados e concluíram que essa missão não fora um total desperdício de tempo e esforço.

Michael, o líder da equipe cumprimentou-os e quando já estavam prontos, continuaram seu caminho de volta ao Refúgio. O coração de Hayley palpitava freneticamente. Ela não estava conseguindo conter a ansiedade, finalmente conheceria o tão falado Refúgio.

Estaria a salvo. Não pode evitar que um sorriso se desenhasse em seus lábios finos.

– Chegamos. — disse Marcus, fazendo Hayley sobressaltar-se no banco do carro, o coração acelerou e ela olhou pela janela do veículo em que estava. Ficou sem fôlego com a visão de uma imensa muralha que se erguia, majestosa. Algumas partes dela estavam em reforma e Hayley pode perceber que estavam a aumentando ainda mais.

Havia guardas andando de um lado para o outro em cima das muralhas. Um imenso portão duplo de aço deixava o Refúgio impenetrável. Olhando de soslaio, Hayley percebeu que os outros integrantes da equipe de busca ficaram levemente tensos ao se aproximar do portão.

Será que o Refúgio não era tão seguro assim? Ela balançou a cabeça, expulsando aquelas suspeitas de seus pensamentos. Tudo o que importava agora, é que ela, Joe e Jennie estariam seguros. Hayley ficou ainda mais impressionada quando entraram no Refúgio. Havia dezenas, senão centenas de casas e pequenos prédios de até 3 ou 4 andares.

Era enorme.

Hayley não se lembrava de ter visto tantas pessoas juntas desde que o Extermínio havia começado. Algumas caminhavam pela rua, mulheres brincavam com seus filhos pequenos, que riam e brincavam sem se preocupar com nada. Joe e Jennie estavam igualmente surpresos.

Finalmente, o carro parou e Michael pediu para Marcus levar os três para seus respectivos quartos. Marcus os guiou para um dos prédios, ele parecia ter 3 andares, era velhos mas bem conservado. Joe e Hayley ficaram com o quarto no final do corredor do 3º andar e Jennie com um quarto no 2º andar. Marcus a levou até a porta.

—É aqui. — ele gesticulou para o quarto relativamente simples, mas que fez os olhos de Jennie brilharem. — Bom, se precisar de alguma coisa, meu quarto ficar no final do corredor.

– Ah, sim. Obrigado.

—De nada. Eu tenho que ir, temos que ir buscar suprimentos.

—Ah, então aqui, todos nós vamos fazer alguma atividade?

—Sim, você pode escolher. Ajudar na busca por suprimentos, na segurança da Muralha, na equipe médica ou até na educação das crianças. — respondeu ele.

—Sério? — Jennie parecia admirada. Ele sorriu.

—É sim. —Esse lugar é bem legal. Bom, é melhor eu deixar você ir, não quero atrapalhar.- Desculpou-se Jennie.

—Não, tudo bem. Então, a gente conversa depois.

—Ok. Tchau, Marcus.

—Tchau, Jennie.

Ele foi embora e Jennie foi para seu quarto. Jogou sua mochila em qualquer lugar e pulou na cama simples que havia ali. Sorriu, finalmente, depois de tanto tempo lutando, eles estavam seguros.

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1 SEMANA DEPOIS....

Hayley levantou devagar, ainda era cedo. Abriu as cortinas brancas do quarto e pegou uma muda de roupas para vestir-se depois do banho. A água fria do chuveiro a fez despertar por completo, apesar de estarem no Refúgio, não podiam se dar ao luxo de todos tomarem banho quente.

A energia que conseguiam era enviada para partes importantes do Refúgio como o laboratório de pesquisa que trabalhava no desenvolvimento da cura para o vírus. Fechou o chuveiro, secou-se e colocou suas roupas simples. O quarto estavam em um profundo silêncio. Joe já havia saído para seu turno de vigia na Muralha. Hayley suspirou. Pelo menos ele não havia escolhido a equipe que busca suprimentos, não suportaria a ideia de vê-lo sair por aqueles portões.

Jennie escolhera ajudar na equipe médica, apesar de poucos se ferirem em missões, os hospitais se mantinham cheios, as doenças não deram trégua esse verão.

Hayley, por fim, decidiu que ajudaria na educação das crianças do Refúgio, iria se sentir bem perto dos pequenos, gostava muito de crianças. Alguém bateu na porta. Hayley foi atender.

—Bom dia, Hayley.

—Jennie! Bom dia. Que bom que veio, não tenho tempo pra ir visitá-la, as coisas estão corridas na escola.

—Culpa sua, ninguém mandou você escolher ficar com os pirralhinhos. — Jennie fez um bico de desgosto. Hayley sorriu.

—Não seja maldosa, Jennie. Desculpa, prometo que vou começar a ir visitá-la tá bom?

—Tá, olha que você prometeu, hein? — Jennie sorriu maliciosamente. — Como estão as coisas entre você e meu irmão?

—Hm? Estão ótimas por quê? Será que dá pra você parar de me olhar assim? — diz Hayley, vermelha. Jennie riu.

—Desculpa. É que é legal ver você com vergonha, Hayley.

—Não é engraçado, Jennie. — Hayley resolveu provocar também. — Ontem eu estava saindo da escola e vi você conversando com Marcus, você estão bem amiguinhos, né Jennie?

Jennie engasgou. Hayley a viu conversando com Marcus?

—O que..? C-claro que não! Quer saber....É Melhor eu ir pro hospital. Não esquece de me visitar!

Hayley sorriu.

—Não se preocupe, não vou esquecer.

—Ah, já ia esquecendo. Eu não quero ser tia agora, tá?

Foi a vez de Hayley engasgar e ficar vermelha. Jennie gargalhou e saiu correndo do quarto antes que Hayley a puxasse pelos cabelos

Depois que chegaram ao Refúgio, tudo que desfrutaram foi da paz.Eles não sabiam, mas ela não duraria para sempre. A morte caminhava em direção ao Refúgio tão rápido quanto um vírus mortal que jamais poderia ser parado.

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Notas finais
Desculpe, sei que o capítulo deveria ter sido melhor comparado ao tempo que levei para postá-lo. Mas não se preocupem, vou melhorar bastante no próximo! PS: Faltam menos de 10 capítulo para o fim de Um Novo Futuro :c Não me matem! Até o próximo!