Um Novo Dia

7 Capítulo 7 - A nova terra


De repente senti um ar gélido que percorria pelo meu corpo, quando abri os olhos , levantei assustado ao perceber que já era noite.

Como havia anoitecido tão rápido, se pouco passava do meio dia? Conclui que já devia estar desacordado ali há horas.

Olhei procurando a igreja, e para minha surpresa já não estava mais lá. Em minha volta, árvores e mato.

Nessa hora soube que não estava mais no pátio do armazém do velho Muller.

Aonde eu estava? Não fazia idéia.

“Com certeza daqui a pouco Bill estará aqui também” _ pensei.

Fiquei ali por alguns minutos. O silêncio era ensurdecedor, ás vezes quebrado por algum barulho no meio da mata. Nenhum sinal de que Bill fosse aparecer.

Já estava sentindo muito frio, era algo fora do normal para aquela época do ano. Resolvi caminhar para fazer meu corpo produzir calor e me aquecer.

Confesso que o medo começou a dar sinais em mim, era noite alta e eu não tinha nada que pudesse iluminar o caminho por onde eu passava.

Andei por vinte minutos, quando ouvi passos no meio da mata. Me afastei para perto de uma árvore um tanto temeroso do que poderia ser.Vi que um veado se aproximava lentamente, quando percebeu meu movimento fugiu para o meio da mata.

Continuei andando, dessa vez com mais cautela, pois estava em lugar onde com certeza havia mais pessoas, caso contrario o veado não teria fugido ao me ver.

Parei no instante em que ouvi uma voz ao longe, fui em direção ao local de onde achava que vinha aquele som. Mas tudo silenciou novamente. Foi quando percebi uma certa movimentação e alguém adentrando a mata. Me escondi atrás de uns arbustos para poder observar quem era. Não consegui ver muita coisa, a pessoa estava muito distante, e devido ao escuro e a distancia não pude distinguir bem quem era.

Resolvi dar a volta e ir de encontro de, seja lá quem fosse, mas poderia me dizer ao menos onde estava e como voltaria para casa.

Andei a passos rápidos.

Quando dei por conta estava em frente aquela criatura, foi quando olhei naqueles olhos enraivecidos, nos ombros estava o veado morto que eu havia encontrado a pouco. Senti que a qualquer momento seria atacado por aquela criatura, sim era uma criatura, tinha semelhança com humanos, mas não era. Disso eu tenho certeza.

Naquela hora o susto foi tão grande, que acredito ter saído de dentro da minha garganta um grito.

Dei a volta e corri, corri o mais rápido que pude, sabia que aquilo estava correndo atrás de mim. Corri até não ter mais forças, foi quando eu tropecei, em algo, não sei se um galho ou uma pedra. Mas fui arremessado em um barranco, rolei abaixo.

Senti espinhos e pedras cortarem minha pele.

Quando senti parar de rolar pensei : “Morri!”.

Senti que estava sendo arrastado, tentei abrir os olhos mas não consegui, acho que apaguei novamente.

Acordei sentindo algo úmido e uma ardência no braço. Em um reflexo rápido, puxei o braço para ver o que era, estava esfolado do tombo.

Nesse momento percebi que não sentia mais o frio que estava sentindo antes, e que havia uma luz. Fui erguendo os olhos vagarosamente, quando vi a minha frente uma criatura pequena, de aspecto horrível.

Era menor que um anão, deveria no máximo ter uns cinqüenta centímetros, orelhas pontiagudas, testa grande, olhos saltados, roupas estranhas.

Dei um salto, me encostei a uma parede...

_ Não se aproxime de mim sua aberração_ disse em um tom ríspido.

A criatura riu de mim.

_O que é você?_ Perguntei meio gaguejando.

_ Você quer dizer, quem sou eu? _ Respondeu _ Meu nome é Cori, sou um quitun.

Naquele momento ainda estava meio confuso.

_Um o que?_ Perguntei meio intrigado.

_ Um Quitun_ reafirmou Cori_ Um descendente de Heras.

Quando ouvi aquele nome, foi como um soco no estômago. Parece que como um passe de mágica a minha tontura tivesse passado.

_ Heras? Como assim?_ Repliquei.

_Sim, meu caro, descendente de Heras, e você está na Terra de Heras.

Por instantes achei que aquela tontura ia me tomar novamente. Fui tateando um lugar pra me apoiar, mas despertei novamente quando eu bati com a cabeça no teto daquele lugar.

Passei os olhos ao redor, e percebi que era uma espécie de casa, porém muito pequena, os móveis, as cadeiras, os pratos... Tudo era de acordo do tamanho daquele ser.

_ Sei que você deve estar achando tudo isso estranho, mas quando eu o encontrei desacordado no meio da mata, sabia que era você que ira nos ajudar a Terra de Heras ser como era há pouco tempo, por isso o trouxe até aqui.

_ Ajudar? Não! Preciso voltar pra casa... Como saio daqui?_ Disse assustado_ Só posso estar sonhando _ Pensei em voz alta.

Nesse instante, senti uma dor terrível nas minhas pernas. Fui golpeado por Core por uma espécie de cipó

_ Pare!_ Exclamei. _ Isso dói.

_ Como você mesmo pode sentir, não está sonhando. _ Disse Cori em tom irônico.

_ Como vim parar aqui? _ Questionei.

_ Acho que essa pergunta deveria ser feita por mim, você não acha? _ Cori replicou._ Mas primeiro me deixe cuidar dos seus ferimentos.

Quando Cori falou isso, comecei observar meu corpo, minhas mãos e realmente eu estava muito machucado. Acho que nunca em minha vida tinha me machucado tanto em uma queda.

Sentei-me novamente na esteira de onde levantei. A essa altura só queria me recuperar daqueles ferimentos. Enquanto aquele ser pequenino misturava folhas, e uns líquidos, eu observava sua destreza , parecia que ele se divertia misturando aquele monte de coisas.

_ Pronto agora tome isso _ Disse Cori, me entregando uma espécie de cumbuca de barro.

_Tomar? Achei que era pra passar nos meus ferimentos? _ Falei

_ Tome isso logo, que amanhã seus ferimentos já estarão melhor_ Ordenou Cori.

Levei aquele pote ao nariz, e o cheiro era fortíssimo. Tentei exitar tomar aquilo, mas Cori levou a mão empurrando aquele recipiente a minha boca. Em primeiro momento não senti o gosto, mas quando senti já era tarde, já havia entornado todo o liquido, era muito amargo, achei que fosse vomitar.

Comecei a sentir uma queimação no estomago. Aquele calor começou a tomar meu corpo. Como pude confiar naquela criatura, ele acabara de me envenenar. Comecei a ficar tonto, uma náusea forte começou a se desenvolver; Levantei pra tentar vomitar, mas tudo ficou escuro, morri pela segunda vez naquele dia.

Quando despertei, parecia que eu tinha dormido por horas, a sensação de acordar em casa era ótima, nada como uma noite bem dormida, na cama da gente. Me espreguicei e fui abrindo meus olhos lentamente esperando ver a luz do sol entrar pela janela do meu quarto. Foi quando me dei conta que acordara no mesmo pesadelo.

Não estava acreditando. Estava no mesmo lugar, deitado em uma esteira, no chão, em uma espécie de cabana pequena. Olhei por todos os lados, pra ver se via aquele monstrinho em algum lugar, e pra minha sorte não estava. Me sentei, fiquei instantes ali, sozinho novamente. Minha cabeça fervilhava tentando entender tudo aquilo que estava acontecendo.

Em contratempo, meu corpo sentia um vigor surpreendente. Era como se nada tivesse acontecido. Comecei a examinar minhas mãos, braços e pernas, procurando meus ferimentos e não os achei. Fiquei surpreso , pois não encontrei machucado algum.

Meu estômago roncou. Me levantei pra procurar algo que eu pudesse comer naquele lugar, comecei a vasculhar as coisas ali. Senti um dor fortíssima nas pernas, parecia ter sido golpeado.

_Ai!_ Deixei sair um grito alto.

Uma voz rio no fundo e disse:

_ Somente pra você não esquecer que isso não é sonho.

Cori novamente tinha me golpeado com aquele cipó

Me virei assustado e enraivecido com aquilo.

Com aquelas pernas curtas, mas surpreendentemente ligeiras Cori foi dispondo um monte de coisas em cima de um tabuleiro.

_Pronto, Agora coma!_ Disse Cori_ Você deve estar faminto, afinal foram dois dias dormindo ininterruptamente.

Olhei pra ele com um surpreso, como teria dormido tanto? Mas o olhar dele para mim, quase que igual ao da minha mãe quando queria que eu comesse...

Comi, era um pedaço de carne cozida, que não quis perguntar de que era, massa redonda e dura, acredito que seria um pão pra ele. Umas frutas picadas, e uma espécie de suco, seu gosto lembrava aqueles xaropes de framboesa que tomávamos quando éramos pequenos.

Enquanto terminava de comer, observei Cori arrumando pêras em um cesto.

_ Se quiser, depois que comer, pode pegar algumas pra você. Esses são os frutos da sabedoria.

Nesse momento tive a impressão te ter ouvido meu avô falar.

_O que?_Perguntei novamente pra ter certeza que tinha escutado corretamente.

_ Sim, essas são as frutas da sabedoria.

Parei de comer, tomei um gole daquele suco doce. Engoli.

_ Meu avô dizia a mesma coisa_ Disse.

Cori me olhou intrigado e rapidamente começou a recolher as coisas.

_ Chega! Já o alimentei, cuidei de seu ferimentos, lhe dei um abrigo, e até agora não sei quem é você, nem de onde veio e muito menos o motivo que está aqui.

Tentei tomar mais um gole daquele suco, mas Cori rapidamente saqueou o copo da minha mão.

_Ok_ Comecei a falar_ Me chamo Angelis, sou de Mistic Ville, e o motivo que estou aqui ainda não descobri, na verdade não descobri como vim parar aqui. Estava com um amigo no Armazém do velho Muller_ Cori me olhava atento_ Me encostei em uma árvore, de repente era noite, eu estava no meio do mato, encontrei um criatura estranha, fugi, cai em um barranco e cá estou.

Cori continuou me olhando atentamente esperando mais explicações.

_ Perdi meu avô há poucos dias, ele cuidava de uma ampulheta_ Nessa hora vi que Cori demonstrou mais interesse ao assunto _ A ampulheta de Heras, assim a chamávamos, ele havia me explicado como funcionava, e todos os dias girava para que o dia nascesse aqui. Até então não acreditava que existisse esse lugar, mas ele estava me passando os ensinamentos para que eu assumisse o lugar dele. Só que na noite que ele morreu a ampulheta foi roubada, e meu amigo e eu estávamos tentando encontrá-la quando vim parar aqui.

_ Então a ampulheta de Heras existe mesmo? _ Cori deixou escapar essa pergunta com um tom surpreso, mas logo se recompôs.

_ Sim! _ Exclamei_ Mas não está mais conosco.

Cori me interrompeu.

_ Acho melhor você estar falando a verdade, menino. Por que todos os soldados de Heras estão a sua procura, e quando lhe encontrarem vão levar sua cabeça para Ogaith. E se você está me mentindo posso agora mesmo entregá-lo para eles.

Fiquei apavorado com o que ouvi.

_ Mas estou falando a verdade Cori, juro_ Puxei o cordão do pescoço_ Veja você mesmo, esta é a chave que libera o mecanismo para girar a ampulheta, mas ela não está mais comigo.

_ Quem você encontrou no meio da mata foi Lethy, uma elfa da luz. Como o reino está sob aviso de invasão, ela logo contou para o Rei Ogaith que ordenou que te caçassem e o levassem até ele vivo ou morto, porque segundo ele foi você quem matou o pai dele.

_Como eu posso ter matado alguém se segundo você mesmo, estou aqui há dois dias? _ Questionei Cori, já tentando me defender. _ E que é esse Ogaith? O rei de Heras não era Edwin? Ao menos era esse o nome do amigo do meu avô.

Senti que Cori queria vibrar nesse momento, mas conteve a exaltação.

_ Sim, o Rei Edwin era o rei de Heras. Há dez dias atrás foi encontrado morto desde então nunca mais amanheceu._ Cori contou.

As coisas começavam a fazer sentido na minha cabeça. Todas as peças se encaixando perfeitamente : Há dez dias atrás meu avô tinha morrido, há dez dias a ampulheta havia sido roubada, há dez dias não era girada...

_... É isso!_Minha conclusão saiu da minha boca automaticamente. _ Há dez dias não amanhece aqui, porque a ampulheta não é girada desde então. Preciso encontrar o Rei Ogaith e explicar tudo.

Cori me interrompeu brutalmente.

_Jamais Angelis! Ele está convencido que você é o culpado de tudo e você não terá tempo para explicar tudo, pois assim que algum elfo lhe encontrar irá matá-lo sem mesmo ter certeza de que é você.

_Mas como? Preciso explicar ao Rei_ Parei um pouco, pensei, conclui_ Mas não são dois irmãos? Se um não quer me ouvir o outro poderá.

Percebi que o olhar de Cori entristeceu logo após eu terminar a frase.

_ Olecram é o nome dele... do outro irmão. Mas ele está desaparecido desde o dia que tudo aconteceu. Ogaith o acusa de ter matado o pai e ter feito tudo isso acontecer. Mas não consigo acreditar, Olecram jamais faria algo com o pai dele, e muito menos com todos nós.

_ Será que foi ele quem roubou a ampulheta?_ Questionei Cori.

_ Não._ A resposta de Cori foi exata e convincente._ Olecram não tinha motivos pra fazer isso.

_ E você acha e o Ogaith teria? _ Perguntei, mas senti que Cori não quis dar uma resposta. Subentendi.

_Então não tenho muito a fazer Cori, estou de pés e mãos atadas, preciso arrumar uma maneira de voltar pra casa e tentar achar a ampulheta. Precisamos ao menos devolver o dia a Heras.

_ Acredito que quem matou seu avô, roubou a ampulheta e matou o Rei Edwin seja o mesmo ser. E se minhas suspeitas estiverem certas, a ampulheta está em Heras.

_ Cori, você acha que quem a roubou foi de Heras?

Cori acentiu com a cabeça um tanto entristecido.

_ Eu era grande amigo e conselheiro de Edwin, Angelis. Quando você disse seu nome sabia exatamente quem você era. Edwin já havia me contado sobre você e seu avô, e como eles eram grandes amigos. E todas as visitas que ele fazia a seu avô sempre me eram relatadas.

_ Mas como ele chegava até o porão do meu avô?

_ No templo de Edwin, há uma sala no subsolo com uma espécie de pórtico que ele consegue chegar até a casa de vocês. Mas nunca soube como abri-lo. Era somente ele que fazia isso, para segurança de nunca, ninguém além dele atravessasse.

Na minha memória vinha o som das vozes conversando no porão, quando eu era criança.

_Nunca ninguém adentrou essa sala. Somente ele possuía a chave. Acredito que lá encontraremos algum vestígio de quem pegou e onde está a ampulheta.

Percebi que Cori começara a arquitetar um plano, mas sem certeza que tudo iríamos encontrar a ampulheta.

_ Vou voltar para o Reino_ Disse Cori_Já fiquei muito tempo longe, e posso gerar desconfiança em Ogaith. Aqui, por enquanto você estará seguro. Descanse por hoje e logo que acordar me encontre neste local.

Cori me entregou uma espécie de mapa, desenhado em couro velho com o caminho que eu deveria fazer.

_ Mas como vou passar por estes lugares se não sei a direção que devo tomar?

Cori sacou de dentro de um saco de pano uma pedra branca, achatada no centro e arredondada nas pontas.

_ Tome_ me entregando_ É uma pedra do sol._ Na noite você a direciona para o céu e consegue ver o sol, venha ver.

Saiu por uma abertura pequena. Passei com dificuldade naquele orifício. Fiquei imaginando como ele havia passado comigo por ali há dois dias.

_ Veja_ disse ele erguendo a pedra sobre seu rosto.

Me abaixei pra conseguir ver mesmo que ele. Olhando para o céu estava cheio de estrelas, era uma noite particularmente bonita. Mas ao olhar através da pedra eu conseguia ver o sol, a luz era tão forte que ofuscava meus olhos.

Como isso poderia acontecer? Ainda não sei. Mas era o sol ali através da pedra.

_Você vê que a luz do sol está vindo dessa direção? Aqui é o Leste, onde nasce o sol. Se fosse um dia normal, seria de manhã. A luz do sol sempre terá que estar a sua direita por algumas horas. Assim você estará indo para o norte. Quando perceber que não consegue mais mantê-la a sua direita, é porque o sol já está a pico, meio dia. Pare por um tempo , até perceber que a luz está mais a sua esquerda. Assim você continuará indo para o norte. Entendeu?

Olhando assim parecia fácil. Mas ainda estava impressionado com o poder daquela pedra.

_ Vamos voltar pra dentro._ Cori ordenando mais uma vez.

Ao me virar percebi que saímos de dentro de um tronco de uma árvore. Se eu olhasse, jamais diria que ali dentro havia uma casa.

Entramos novamente. Comecei a ficar irritado de ter que passar por aquele orifício tão pequeno e apertado toda hora.

Já dentro de casa Cori continuou.

_ Logo, logo você se acostuma com essa passagem, eu também não gostava de passar por ali no início.

_ Veja a pequena diferença de tamanho que há entre nós, você ainda acha que eu vou me acostumar?

Cori me fitou seriamente e continuou.

_ Aqui tem estas esferas de fogo_ Cori tira das paredes o que eu achei que fossem lâmpadas _ É só você sacudi-las que elas ascendem e se sacudi-las novamente elas apagam.

Me entregou, e eu comecei a sacudi-las para ver acender e apagar.Logo levei um golpe nas mãos.

_ Não brinque com isso, elas não ascendem para sempre.

Achei aquelas bolinhas incríveis, que ciência havia ali, que na Terra os cientistas não descobriram ainda?

_ Agora tenho que ir, já estou há muito tempo aqui. Saia assim que acordar, que eu lhe encontrarei no caminho ao final do dia. Se você ver qualquer movimento se esconda e apague as esferas.

_ Ok. Acho que entendi tudo. Obrigado por me ajudar Cori.

_ Obrigado nada. Estou lhe ajudando porque quero salvar a Terra de Heras. Até logo.

Saiu.

Cori sempre muito direto, nem pude me despedir. Naquele resto de dia. Pensando naquele monte de coisas que eu havia conhecido, em todo aquele lugar, em quem poderia estar com a ampulheta.

Passou-se as horas e adormeci.

Assim que despertei. Comi algumas coisas que Cori havia deixado ali, revisei tudo para ter certeza que não esqueceria de nada. Mapa, pedra do sol, esferas, a chave da ampulheta e uma espécie de cantil para eu carregar água.

Passei por aquele lugar apertado novamente.

Já do lado de fora, saquei a pedra do sol da bolsa, e verifiquei a posição que a luz estava. Comecei a andar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.