Um Novo Começo
8 Capítulo 8
Notas iniciais
— Achou mesmo que eu não ia perceber? – perguntou Yue pulando de um galho de árvore.
— Como me achou? – perguntou Seishirou surpreso.
— Não se esqueça de que meus sentidos são mais aguçados – respondeu a albina, cruzando os braços e mantendo o semblante sério.
— Porque me seguiu?
— Ainda pergunta seu idiota! Quer causar uma preocupação desnecessária aos seus pais?! Vir aqui sozinho sem uma ideia! Acha mesmo que não tenho motivos pra te seguir? – raiou a albina fula da vida.
— Eu quero fazer alguma para ajudar meu povo – se justificou o lobo.
— Se quer mesmo ajudar, pode começar dando meia volta, e voltando comigo. Eu já disse que pode confiar em nós, vamos vencer essa guerra, mas antes de querer atacar precisa pensar no inimigo, não dá pra ficar agindo por impulso – falou Yue.
— Eu sei... mas... eu não vou voltar atrás... eu quero invadir o castelo do inimigo – falou o lobo firme.
Yue suspirou, e viu que lábia nenhuma iria faze-lo mudar de ideia.
— Por Kami... certo... se quer mesmo fazer isso eu vou te ajudar – falou Yue.
— E por que diabos você acha que vou permitir isso? – perguntou o lobo, se sentindo insultado, pela albina achar que ele não daria conta.
— É melhor você não reclamar, porque caso contrário vou te chutar até voltarmos as suas terras! – raiou a albina.
O lobo estremeceu. Sabia que a garota chutava forte, e certamente não gostaria de receber outro, então a contra — gosto assentiu.
— Ótimo. Agora vamos. Não iremos invadir o castelo hoje, vamos ficar na moita e observar a rotina dele. Assim é mais fácil e podemos descobrir muito mais coisa – falou Yue já andando a frente, enquanto que o lobo permaneceu parado, apenas observando a garota – vai ficar parado feito uma estátua, ou vai se mexer e me ajudar?
O lobo saiu do transe, e começou a seguir a menina. Admirava a coragem da garota, anda que muito nova, tinha atitudes adultas, maduras e aparentemente, entendia alguma coisa de estratégias de guerra.
A seguiu em silêncio, era um lobo orgulhoso, mas tinha que admitir que poderia aprender muitas coisas com ela.
Na aldeia dos lobos...
— Mas onde diabos o Seishirou está?! Estamos numa guerra e esse moleque some!! – Kouga gritava puto com o sumiço do filho.
— Senhor Kouga... Yue também não está aqui, tenho certeza de que ela deve ter percebido alguma coisa e o seguiu – falou Izayoi, tentando acalmar o lobo.
— Ouça a Iza, nosso filho está em boas mãos. Yue cuidará dele – tentou assegurar Ayame.
— Vou tentar me tranquilizar, mas vai ser difícil, enquanto meu filho não estiver aqui, não vou sossegar – falou o lobo pesaroso.
Iza apenas observou tudo, sabia como sua irmã era, e com toda certeza seguiu o lobo mais jovem prevendo que ele iria fazer alguma coisa indevida. Porém temia pela vida da irmã, pois estava chegando...
“Yue, por tudo que é mais sagrado, volte logo” falou a pequena morena olhando o céu.
— Iza-sama você parece preocupada — falou Kouji se aproximando.
O jovem lobo, agora encontrava-se em melhor estado. Com os remédios da sacerdotisa, pode se recuperar mais rapidamente.
— Um pouco, tudo bem que minha é forte, mas ela também tem fraquezas — falou a jovem olhando o céu, a noite estava limpa, sem nuvens.
— Yue com alguma fraqueza!? Não consigo vê-la com nenhuma, ela me parece ser tão durona — falou o lobo impressionado.
— Todos nós temos, inclusive ela, mas ela sempre disfarça muito bem, mas... conhecendo ela tão bem como eu conheço ainda que ela não deixar seu irmão desprotegido — falou a jovem.
— Porque diz isso?
— A fraqueza dela é a mesma do nosso pai, é... — começou Iza, porém foram interrompidos quando Ayame soltou um grito estrondeante.
— Iza!!! A bolsa da Ayame estourou! — Miya veio correndo avisar.
Mais do que depressa Izayoi correu para ajudar a loba, rezando a todos os deuses para o parto ocorresse bem, e que sua irmã e Seishirou voltassem em segurança.
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