Notas iniciais
boa madrugaaaaaaaaaaaaaa hanyous do meu coração !!!! como estão? demorou mas consegui finalizar hj o// lembrando que também posto no social spirit bele? espero que curtam e boa leitura!

Iza estava terminando de ver o ultimo ferido, era começo da noite, e seu coração estava apertado, sabia que tinha acontecido alguma coisa com Yue.

— Porque está tão aflita Iza? — perguntou Kenji.

— Meu coração me diz que minha irmã está em perigo.

— Sua ligação com ela é muito forte não é?

— Sim, afinal somos gêmeas. Papai fala que quando éramos bebes, sempre que eu estava chorando, era só colocar a Yue perto de mim, que eu parava. Yue aprendeu a andar primeiro, e mamãe sempre diz que minha irmã ficava perto quando dava meus primeiros passos. Ela sempre me protegeu, então... quando posso eu sempre a protejo — explicava a miko, com a mão no coração.

— Acho muito bonita essa relação entre vocês duas, sou muito unido com o Seishirou, mas vocês duas superam. Mas tente não ficar preocupada, Yue é uma garota forte, mais do que muito youkais completos que conheço, então tenho certeza que se o meu irmão fizer alguma coisa errada, a Yue vai conseguir dar um jeito — falou Kenji tentando acalmar a miko, estendeu a mão e bagunçou os cabelos negros.

— Obrigada. Tudo o que posso fazer é rezar para que eles voltem bem.

— Isso mesmo! Agora a senhorita vai comer! Não a quero desmaiada novamente.

Iza suspirou e seguiu para onde estava a grande panela da sopa. Sabia que não adiantaria discutir, lobos eram tão teimosos quanto cachorros.

"Yue, só espero que você consiga resolver o problema sem imprevistos", pensava a pequena.

No campo de batalha...

Seishirou estava lutando contra os lobos invasores e pode ver que tinham outros youkais entre o exército do inimigo, youkais de menor escalão.

Estava chegando ao portal de entrada do castelo. Sabia que tinha sido uma ideia precipitada e arriscada, mas sabia que se Yue estivesse perto não poderia atacar, por isso tinha dito que procuraria mantimentos, achou que daria tempo de invadir o castelo e voltar, mas saiu youkai de tudo quanto foi lado, e não demorou muito para que a luta ficasse fervorosa, vez ou outra via algumas explosões, e deduziu ser o poder da espada de Yue. Sabia que quando ela o visse o enxotaria do castelo a ponta pés, mas... queria ir ao fundo daquilo e impedir que mais lobos inocentes morressem, por isso... tinha que arriscar tudo.

O lobo tinha chegado finalmente ao castelo, corria pelos corredores a procura do líder, porém mais e mais soldados apareciam, até parecia que o próprio vento os trazia, teve que parar de procurar para eliminar alguns youkais, caso contrário não conseguiria mais andar.

Em pouco tempo ele ficou cercado, parecia que quanto mais atacava mais inimigos apareciam, e foi então que viu alguns youkais sendo lançados para fora do corredor e sentiu o cheiro de Yue... mas estava diferente.

Até que mais alguns youkais foram derrotados pela habilidosa espadachim, e foi quando o lobo viu a menina que antes tinha cabelos prateados, com os cabelos e olhos negros como a noite, e o cheiro também tinha mudado, era totalmente... humano.

— O que aconteceu com você? — perguntou o lobo surpreso ao vê-la daquela maneira, estavam de costas um para o outro, assim tinha um campo de visão mais abrangido.

— EU QUE PERGUNTO?! QUE MERDA VOCÊ TEM CABEÇA PARA ATACAR ASSIM, SEM MAIS NEM MENOS?! — berrou a garota puta da vida — e nem me venha com esse papo de querer acabar com a guerra, porque já conheço essa ladainha, porque acha que existe planejamento e táticas de guerra? É para evitar situações assim que elas são usadas.

— Tá certo! Eu sei que me precipitei, e sei que você está certa. Mas e agora o que vamos fazer? Não para de chover youkais, e não me disse ainda porque você está mudada — insistiu o lobo.

— Tanto eu quanto meu pai, quando tem a primeira lua do mês, ficamos com nossa forma humana, mas amanhã meu lado youkai ja vai estar de volta.

— Merda! E porque diabos não me disse antes! — gritou o lobo golpeando mais um inimigo.

— Não sou obrigada a contar meus segredos pra você, e eu não sou vidente para adivinhar que você faria uma merda dessas! — gritou a garota de volta chutando outro youkai, ela poderia estar em sua forma humana, porém isso não diminuía sua fúria e vontade de lutar.

— Se você tivesse me dito antes, eu não teria atacado hoje — falou o lobo em sua defesa.

— Se você tivesse pensado antes de agir, não estaríamos lutando agora — retorquiu ela.

O lobo se calou, vendo que não ganharia aquela disputa. Mas no fundo, bem no fundo, sabia que ela tinha total razão, e se sentia culpado por ter agido feito uma criança ao invés de um futuro líder.

— Agora não adianta chorar pelo o que foi feito. O que vamos fazer agora é lutarmos para sair daqui, e até porquê... tem coisas que servem de aprendizados para a vida — falou a menina parando em frente ao lobo.

Ele apenas assentiu, e voltaram a lutar contra os youkais. Faziam uma excelente dupla, sincronia e parceria os definiam, parecia que treinavam e lutavam juntos a muitos anos.

Corriam pelos corredores a procura de uma saída, vez ou outra, alguns youkais brotavam, mas rapidamente eram colocados para dormir. Yue evitava a todo custo puxar sua espada da bainha, não queria derramar sangue inocente, e por mais que os soldados os estivessem atacando, sabia pelo olhar que eram apenas peões sendo ameaçados. E além do mais tinha prometido em frente ao tumulo do seu avô que usaria sua espada para o bem, para proteger vidas e não ao contrário.

No entanto em meio a corrida, foram atingidos por flechas em chamas e rapidamente o lugar começou a se incendiar, Seishirou, começou a ficar sem ar, e foi quando sentiu alguma coisa ser colocada em cima dele. E viu o manto vermelho que Yue sempre usava. A garota o estava puxando com a toda a energia que ainda tinha.

No correram como se suas vidas dependessem daquilo. Ao final do corredor tinha uma porta falsa e conseguiram pular através dela e saíram pelos fundos do castelo.

Seishirou caiu de joelhos, tossia muito, por conta da fumaça, e dava graças aos céus por estarem vivos e bem. E foi então que viu a garota também de joelhos, segurando seu braço que sangrava.

O lobo foi para junto dela em desespero. Pode sentir o cheiro de veneno e via que ela começava a ter febre. Então colocou o manto nas costas dela, colocou a Tetsaiga em sua cintura, cortou um pedaço da blusa branca que ela usava e enrolou no ferimento, em seguida a colocou com cuidado em sua costa e se pôs a correr sendo guiado pelas estrelas.

Nas terras dos lobos...

Iza tinha acordado assustada de seu cochilo. Olhou ao seu redor e pode ver que todos ainda dormiam tranquilamente. A jovem miko tinha sonhado com sua irmã, que estava machucada em seu sonho.

Iza se deitou novamente, na tentativa de descansar mais um pouco, porém esta foi falha e, vendo que não conseguiria voltar a dormir, resolveu andar para ver se alguém precisava de ajuda.

Andou até a saída da caverna e pode contemplar o céu estrelado e a lua nova. Olhou ao redor e constatou que todos dormiam. Nenhum curativo precisava ser refeito.

Se sentou na entrada da caverna, sentindo o vento gelado balançar seus longos cabelos. Sentiu um arrepio de frio e se abraçou para se esquentar, e nesse momento sentiu um cobertor em suas costas.

Se virou e viu Kenji, que já se sentava ao seu lado.

— Está preocupada com a Yue de novo? — falou o lobo preocupado.

— Sim. Acordei assustada. Vim aqui pra respirar um pouco de ar puro — fala a menina suspirando.

— Não esquenta logo, logo meu irmão e Yue vão estar aqui — fala o lobo colocando o braço ao redor dos ombros dela, para protege-la do frio — volte para dentro e se deite, nem que não durma, aqui fora está muito pra você.

— Não consigo ficar lá dentro. Ficarei aqui fora até o amanhecer — fala a menina convicta, porém ainda gentil.

— Você é tão teimosa quanto sua irmã — comenta o lobo suspirando — muito bem então, ficarei aqui com você. Não vou deixa-la sozinha aqui.

Então os dois conversaram frivolidades. O lobo tentava distrair a jovem miko. Ficaram ali até perto do amanhecer.

Os dois conversavam, até que Kouji se levantou com tudo, Izayoi se assustou e se virou, e foi num misto de alivio e preocupação que contatou que sua irmã e Seishirou tinham voltado. Yue estava nas costas do lobo, desacordada e com o braço enfaixado, e ainda em sua forma humana.

Os quatro entraram rapidamente na caverna, o pequeno alvoroço acordou alguns lobos, inclusive Kouga que quando viu que seu filho tinha voltado, quis raiar na mesma hora, mas mudou de ideia ao ver a filha do albino desacordada e ferida.

— O que aconteceu? — perguntou Kouga.

— Eu invadi o castelo dos inimigos, a Yue foi atrás e fomos atacados. Só que eu não sabia que ela estaria humana... ela sofreu um pequeno ferimento do braço.

Iza, rapidamente preparou tudo, limpou o ferimento, colocou ervas no mesmo e uma toalha molhada em sua testa. Em seguida a cobriu com o manto vermelho. Iza sentou ao seu lado e esperaria que sua irmã acordasse.

— Me desculpe Iza, a culpa foi toda minha — fala Seishirou, olhando o jovem hanyou dormindo tranquilamente.

— Não se culpe. Minha faz o que acha certo, independentemente da situação — fala a jovem miko sorrindo — estou cuidando dela agora, vá comer e descansar.

Seishirou fez o ela disse e seguiu com o pai, olhando ainda de relance para Yue. Iza ficou ao lado da irmã velando seu sono. Pelo menos até o sol amanhecer.

Notas finais
espero q tenham curtido inté a próxima o// kissus