Um Novo Começo
7 Uma Granada e Cicatrizes
Notas iniciais
Elena narrando
Eu sentia todas as cicatrizes pulsando em meu corpo, minha mente parecia que ia explodir a qualquer momento. Eu desejei tanto, mais tanto que esse momento nunca acontecesse e agora tudo estava lá, explodindo na minha frente como uma granada, e eu não posso fazer nada a não ser sentar e assistir.
Sentia-me tão inútil e... Fraca.
E eu odiava me sentir fraca, ainda mais nesse lugar, mas ele sempre conseguiria fazer eu me sentir desse jeito, como se eu ainda eu fosse aquela mesma garota que obedecia e seguia as suas ordens sem nunca discordar, e não era por que eu concordava era por que eu tinha Medo. E por que eu achava que fazendo tudo o que ele mandava talvez algum dia ele iria ver que eu era boa o suficiente para ele me olhar com admiração.
Mas esse dia nunca chegou.
E agora eu estava aqui nesse mesmo lugar onde eu prometi a mim mesma, que se por acaso alguma grande ironia do destino eu tivesse que colocar pés de novo, eu não entraria por aquela porta – elevador — de cabeça baixa. Ele nunca me faria me sentir uma inútil e fraca de novo.
Por que agora eu sei quem eu sou quem eu sou.
Mas no momento meu corpo não conseguia obedecer aos comandos do meu cérebro, e eu sentia uma imensa vontade de agir como uma criança assustada e fugir, sair correndo e me esconder em algum lugar e chorar escondida até não ter mais forcas. Mas eu não faria isso. Eu não daria esse prazer para ele. Eu sou orgulhosa demais, se eu fizesse isso provavelmente eu me arrependeria pelo resto da minha vida.
Eu iria enfrentar ele, eu não o deixaria e nem ninguém nunca mais me dizer o que eu podia ou não fazer. Eu não precisava, eu tinha minha casa, eu tinha dinheiro e eu tinha pessoas em quem confiar, eu tinha a minha vida.
– Então... – Ele disse, sentando na cadeira do centro da mesa da sala de reunião, ela continuava a mesma, idêntica à oito anos atrás, uma parede de vidro que dava uma visão de todo o andar da agencia, as outra paredes uma cinza metálico, e uma grande tela na parede direcionada para a grande mesa de vidro centralizada bem no meio da sala.
–Então? – eu perguntei, eu sei o que ele queria, ele queria que eu contasse tudo, para depois poder me jogar na cara todos os meus erros, como ele era mestre em fazer, mas dois poderiam jogar esse jogo.
– Vai me dizer que não sabe o que dizer?- Ele perguntou com uma sobrancelha erguida – Eu quero explicações, e eu acredito que você tenha, ou melhor, eu acredito que vocês dois tenham. — Ele disse apontando para mim e Jeremy, que estava sentando ao lado de mamãe, os dois calados.
– Pois bem, então faça um interrogatório direito e pare de enrolar – falei já irritada.
– Respeito Elena... – ele disse se alevantando e vindo em minha direção, mas antes dele conseguir perto o suficiente para qualquer coisa, Joe que estava sentado ao meu lado se alevantou e rosnou partindo para cima dele, ele se assustou e deu alguns passos para trás, assustado – Ei garoto calma. – ele disse erguendo as mãos.
– Se eu fosse você, voltava para seu lugar e continuava essa converso calmo – falei – Ele não gosta cheguem muito perto de mim. Dei de ombros.
–Os dois ficar discutindo não vai esclarecer nada, vamos se sentar e ter uma conversa civilizada – minha mãe disse, ela sempre foi tão calma, e violência para ela sempre foi a ultima opção.
–Sim, concordo com Miranda- meu Pai disse, e voltou a se sentar em seu lugar. – Podem começar. Ele disse apontando para mim e jeremy.
Eu expliquei tudo, absolutamente tudo que aconteceu no cativeiro, os únicos que falavam era eu e jeremy, que contou a maioria da historia comigo, por que em algumas partes eu sentia se formar um soluço na minha garganta e minha voz começou a ficar fraca e jeremy percebendo intercedia, e eu conseguia respirar novamente e me recompor para continuar contando.
– Uma coisa que eu não entendi – meu pai disse assim que terminamos.
– O que? – perguntei.
– Por que só você Elena? Por que não os dois? Afinal jeremy também sabia de coisas que podiam interessar eles.
– No começo era nós dois – jeremy respondeu – Mas a Lena disse que eu não sabia de nada, que eu era muito novo e que não sabia dos negócios da agencia.
– E eles acreditaram? – meu pai perguntou com duvida
– É claro – dei de ombros – O jeremy com quinze anos tinha uma cara de tapado.- ele me olhou com cara feia – Não me olha com essa cara que é verdade e tu sabe muito bem.
– Então eles conseguiram tirar alguma informação que comprometa a empresa? – meu pai perguntou, é claro, sempre preocupado com a agencia.
– Se mandar eles pro inferno compromete a empresa, então sim eu contei muitas coisas comprometedoras – falei revirando os olhos.
–Outra pergunta – ele continua e ignorou minha tentativa de piada – Quando o Mikaelson entra nessa historia?
–Isso mesmo – minha mãe disse se metendo na conversa – Sobre aquela mulher a...Jenna.
–O que o Klaus tem a ver com essa historia? – perguntei irritada, eu não era mais uma criança para ter que estar dando satisfações da minha vida.
– Bom, ele aparentemente vive contigo, então eu queria saber quando essa relação começou – meu pai esclareceu.
–Relação? Vocês acham que eu e o klaus tem uma relação? – Comecei a rir, e eles me olharam como se não entendessem nada. Então expliquei:
–Eu e o Klaus não temos nenhuma relação, apenas amizade.
–Então por que ele vive com você?- ele perguntou indignado
–Por que ele me ajudou quando eu precisei – falei
– Ajudou como exatamente? – minha mãe perguntou
– Quando ele me encontrou, depois de eu fugir daquele lugar, eu estava perdendo muito sangue, e se não fosse por ele eu estaria morta.
– Você estava muito machucada querida? – minha mãe perguntou com aquele jeito materno dela.
–Sim, mãe – eu disse – Eles não eram muito delicados digamos assim.
Ela me olhou chocada, e silenciosamente eu implorei para que nenhum deles fizesse mais pergunta sobre esse assunto, por que se eles perguntassem mais alguma provavelmente mamãe teria um dos ataques maternos e ia querer saber e ver coisas que eu não estava disposta a mostra. Minhas cicatrizes ficavam muito bem escondidas por debaixo das roupas, esse era um dos motivos para eu usar luva – eu tenho pequenos riscos em cima de cada mão, onde eles colocavam facas, para não tentar nada. — Jeremy percebendo meu desconforto sobre o assunto, se meteu.
–Lena você disse que tinha uma informação importante para mim.
–Ah... Isso tenho, eu descobri que tem um informante aqui dentro.- o olhei agradecida, ele deu um leve sorriso.
– Aqui você tem certeza?- Meu pai perguntou interessado no assunto.
– Sim, com todas as informações que eu consegui provam que eu estou certa.
– Elena isso é uma acusação muito séria, você tem certeza disso? –revirei os olhos, e quando abri minha boca par dar uma resposta não muito educada, jeremy se intrometeu.
– Pai, todas as informações que eu consegui para cá, foi pela elena, e elas sempre estavam certas, não tem por que duvidar.
– Sim, bem...Esta certo- ele disse se convencendo- Certo diga quem é?
–Ah...não.- respondi
–Não? – ele perguntou surpreso
– Eu preciso ter certeza, e eu também tenho umas perguntas para ele – falei – Então uniremos o Útil ao Agradável, eu te dou a informação, mas antes eu o levo lá embaixo faço as perguntas e depois vocês fazem o que quiser com ele. Fechado?
–Okay – Ele disse depois de um tempo.
Todos nos alevantamos, senti uma mão agarrar a minha e entrelaçar os dedos com os meus, olhei para cima e vi Caroline com um sorriso no rosto.
–Eu estou aqui para qualquer coisa – ela sussurrou. Eu assenti e sorri para ela sussurrando um “obrigado” de volta.
Assim que saímos todos nos olharam, mas não falaram nada. Meu pai se dirigiu até o meio onde tinhas as telas de segurança e pediu atenção, todos se viraram para saber o que ele queria falar.
– Eu acabei de ter uma informação relacionada a Agencia – ele disse em alto e bom som – Parece que temos um agente infiltrado.
Todos pareceram chocados e começaram a olhar em volta. O que eles pensavam? Como se o cara fosse dizer “Okay, vocês me pegaram, podem me levar”. Idiotas
Mas não, ele estava sentado, calmo, igualando a reações dos outros ao seu lado. Ele ali a poucos passos de mim, ele não tinha como fugir. E esse pensamento me fez sorrir internamente e eu senti meus batimentos acelerarem, meu corpo se aqueceu, senti a adrenalina tomar completa conta do meu corpo, me fazendo esquecer o nervosismo, e a dor pulsante antes causada pela abertura dos pontos costurados, tudo tinha sumido, dando lugar a uma nova energia, que me faria derrubar uma exercito e não sentir nada.
– E como você conseguiu essa informação? O senhor tem certeza que é verdadeira? – Alaric perguntou, eu sorri para mim mesma, eu gostava dele, ele é um ótimo agente e sempre foi legal comigo, uma vez tentou me ensinar a atirar, coitado, acertei em todos os lugares menos no alvo, mas foi legal da parte dele.
– Essa informação veio da mesma fonte que Jeremy conseguia suas informações, e elas estavam sempre certas. Então eu acredito que essa também esteja. – Meu pai disse em um tom agradável, mas ao mesmo tempo autoritário. Eu dei um pequeno sorriso por ver que confiava em mim.
–Bom, então diga Jeremy quem é o infiltrado? – Alaric disse
–Eu não sei... – Jeremy dando de ombros, e Alaric o olhou indignado, e jeremy apontou para mim- Quem sabe é a Elena.
– Sim, isso mesmo, nos diga Elena – meu pai olhou para mim esperando por uma resposta.
Eu soltei a mão da Caroline, e sai de onde estava e caminhei até ficar onde meu pai estava e parei ao seu lado. Mas eu não podia simplesmente apontar para ele, eu faria ele se integrar, eu pouparia todos eles daquela grande baboseira de burocracia, então comecei com a minha estratégia.
– A duas noites atrás eu tive uma conversa muito produtiva com o senhor Driss...- comecei em um tom sem demostrar emoção nenhuma.
–Eu ouvi que ele foi encontrado morto em um quarto de hotel, junto com seguranças e os dois filhos – uma pessoa que eu não fazia a mínima ideia de quem seja me interrompeu.
–Como eu disse, foi uma conversa produtiva – eu continuei com um pequeno sorriso sarcástico. Eu senti o olhar do meu pai mais ignorei – Mas o protocolo diz que o sujeito em questão tem que confessar a acusação feita, então será isso que eu irei fazer.
–Por que você não se entrega? – perguntei soando entediada – Ah claro, você acha que eu estou blefando não é mesmo? Mas eu não blefo.
Minha perna começou a latejar, eu fui até a bancada e me escorei, mas sem demostrar dor. Isso estava muito divertido para me preocupar com qualquer outra coisa.
–Sabe eu tenho que admitir no começo eu não tinha certeza – continuei com a mesma frieza – Era só uma desconfiança boba – dei de ombros- Eu olhei todos os registros de funcionários pelo banco de dados.
–Você acessou o banco de dados? – Meu pai me intrometeu com uma pergunta estupida. — Isso é impossível, eles são inacessíveis.
–Ah, por favor... Eu cresci acessando esses bancos de dados – exclamei irritada. Ele me olhou com se fosse falar alguma coisa, mas eu continuei.
–Eu não achava ninguém suspeito sabe? Então me veio à ideia de procurar as famílias... E foi ai que eu te peguei idiota.
Isso já estava me irritando, aquele idiota realmente achava que eu estava blefando. Mas eu sabia que não seria fácil, e isso não tinha acabado eu ainda tinha vários truques na manga. E o principal, ele até podia estar se saindo bem comigo falando sobre as provas que eu sei dele, mas ele é sentimental o seu Pai mesmo disse que esse é o seu ponto fraco. E é com isso que eu vou jogar.
Tirei o peso do painel que eu estava escorada, aquela posição estava ficando desconfortável, e se não fosse pela calça apertada, a situação da minha perna estaria pior, e eu já teria desmaiado por hemorragia.
– Mas eu sei o que você queria – continuei com a mesma frieza e deboche de antes – Você queria agradar seu Papaizinho não é mesmo? Isso é triste por que ele acha que você é um idiota, e um dos grandes.
Bingo! Uma emoção cruzou seu rosto, duvida e raiva misturadas, mas logo sumiram voltando a sua expressão de antes. Mas agora eu sabia por onde seguir.
– Me diga uma coisa? – perguntei com falsa duvida – Você queria voltar depois? Sabe como o preferido, mas isso nunca ia acontecer por que você não passava de um boneco para ele, e quando você tivesse seu trabalho completo você seria descartado.
–SUA VADIA!- ele gritou dando um pulo de sua cadeira e partindo para na minha direção, assustando a todos, antes dele chegar perto, Joe saltou nele se colocando entre mim e ele, rosnando, dando tempo de todos saírem do choque principal, sacaram suas armas e apontaram para ele o fazendo levar às mãos a cabeça se rendendo.
–Levem-no para a sala de interrogatório – Meu pai disse e se virou para me olhar com entusiasmo no olhar – Muito bom Elena, agora você pode ter a conversa com ele, depois eu vejo o que irei fazer com ele.
Então me lembrei de que queria falar com ele, e realmente queria, mas só de pensar nessa possibilidade, e que eu teria que subir uma pequena escada, calafrios passavam pelo meu corpo me fazendo estremecer. Eu precisava ir para casa tomar um banho e costurar a ferida de bala na minha perna, antes que as dores se tornassem pior. E Klaus e Jenna devem estra preocupados.
–Eu vou ter que esquecer essa possibilidade hoje Pai – Falei do modo mais gentil que conseguia – Eu tenho que ir para casa.
–Mas já querida? – Minha mãe perguntou se metendo na conversa – Fique mais um pouco.
–Não, mãe eu realmente tenho que ir, minha perna esta doendo por causa de um pequeno acidente – disse me desculpando, e coloquei a mão em cima da ferida para ver se aliviava um pouco a dor, mas foi uma péssima ideia por que senti um liquido quente na mão, tirei a mão e olhei para ela e estava com um pouco sangue. Ótimo abriu todos os pontos agora. Disfarcei para nenhum deles ver e limpei na outra perna, minha sorte que a calça era preta.
– Eu tenho que ir lá dentro organizar uns papéis – Minha mãe disse se despedindo com um beijo e um abraço.
– Tchau Pai – eu disse me virando para ele que continuou parado me olhando.
–Tchau Elena – respondeu. Me virei indo em direção ao elevador, não enxerguei nem Carol nem Jer, dei uma leve batida na perna sem o tiro para chamar o Joe, que seguiu ao meu lado.
–Elena... – ouvi a voz do meu Pai me chamar enquanto entrava no elevador e me virei para olhar para ele, que disse – Feliz Aniversario querida – Sorri e apertei o botão para o elevador fechar.
Entrei com o carro na garagem da minha casa. As luzes da casa estavam todas acesas, mas não vi movimentação nenhuma lá dentro. Abri a porta e Jenna estava sentada no sofá com um livro na mão. Assim que me viu largou o livro e veio em minha direção para me abraçar aposto, mais ao invés de me abraçar ela me deu um tapa no meu braço.
–Ai Jenna – exclamei enquanto passava a mão onde ela tinha batido.
– Ai nada Elena – Ela falou brava –Como você faz uma coisa dessas? Você me assustou e o Klaus também.
–Okay, me desculpe – falei alevantando as mão em rendição – Eu sei que errei tá? Mas foi tudo muito rápido eu meio que perdi a cabeça.
–Tá, tudo bem –ela disse já mais calma – Como você esta se sentindo?
A olhei espantada, como uma pessoa podia ser tão Bipolar?
–Na verdade eu estou bem – ela sorriu – Parece que eu tirei um peso da consciência sabe? Foi bom ir lá.
–Eu fico muito feliz em ouvir isso querida – falou com um sorriso materno – E como esta sua perna?
Inferno, eu tinha até esquecido da dor, mais agora que Jenna comentou a dor voltou pior do que antes.
– Doendo. Muito – falei me escorando no sofá.
–Sobe e toma um banho enquanto eu arrumo as coisas para cuidar desse problema e depois eu subo.- disse se encaminhando para cozinha.
–Jenna espera – Falei, fazendo ela se virar e me olhar – Onde está o Klaus?
–No escritório, ele estava preocupado – ela disse e depois se virou e continuou a caminhar.
Tirei o casaco e deixei na guarda do sofá onde eu estava escorada, e me dirigi até o escritório que estava com a porta semiaberta, dei uma leve batida e coloquei a cabeça para dentro enxergando klaus sentado na mesa olhando as telas do computador.
–Como você esta? – Ele perguntou olhando em minha direção e me avaliando com os olhos.
Estranho ele não sair fazendo perguntas. Ele não é conhecido por ser discreto.
–Bem. Você não quer saber o que aconteceu lá? – perguntei com uma sobrancelha erguida.
–Ah...Não – deu de ombros – Eu vi tudo pelas câmeras, tu deixou ligadas.
–Bisbilhoteiro – exclamei indignada. Ele gargalhou.
–Eu não tenho culpa – falou
–Ah tá a culpa é minha então?
–Tu que deixou elas ligadas – falou com a maior cara de pau, dessa vez eu tive que rir da falta de vergonha na cara dele.
–Tá cretino – disse me rendendo – Me ajuda a subir as escadas, minha perna tá doendo.
Depois que klaus me ajudou a subir as escadas e deixou no quarto, tirei minhas roupas e entrei em baixo da agua morna do chuveiro me limpar e relaxar o meu corpo. Depois coloquei uma bermuda de moletom bem frouxinha e uma regata de algodão, prendo os cabelos em um coque, terminei de limpar a maquiagem do meu rosto o deixando limpo, me olhei no espelho grande que eu tinha na parede do banheiro no quarto, agarrei o creme e passei cuidadosamente por todo o meu corpo. E olhando assim as minhas cicatrizes eu não tinha vergonha delas, mesmo que algumas ainda estivessem escondidas embaixo do pijama, Eu continuava não tendo vergonha, agora eu as via como um símbolo de que eu sofri mais eu consegui superar, e ainda supero todos os dias.
Sai do banheiro e encontrei Jenna com curativos, agulhas e linhas na mão, sentada na cama me esperando.
–Elena isso esta horrível – ela disse apontando para o buraco aberto na minha perna, caminhei e subi na cama ficando com a perna machucada espichada para ela.
–Horrível e doendo – falei. Ela agarrou a agulha e começou a costurar, agarrei os lençóis para aguentar a dor que estava.
–Ai Jen... – sussurrei
–Bem feito – ela respondeu a olhei chocada – Okay, já vai passar.
Ouvi uma batida na porta.
–Entra — falei um pouco mais alto. Uma cabeça loira enfiou a cabeça na porta.
–Oi Carol, desculpa eu não te vi quando eu fui embora – falei e ela continuou com a cabeça enfiada na porta, franzi a testa – Entra Caroline.
–Eu trouxe alguém – ela disse, antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa ela entrou e atrás dela estava minha Mãe.
–Mãe? – perguntei confusa.
–Oi querida -ela disse meio sem jeito – Eu esqueci de te dar Feliz aniversario.
–Ah...sem problemas – bati do meu lado da cama – Vem, eu não posso me alevantar – apontei para minha perna onde a Jenna costurava.
–Oh querida você esta bem? – ela perguntou preocupada
–Sim, a Jenna já esta cuidando – respondi.
Ela olhou para Jenna e deu um sorriso.
–É um prazer conhece você- ela disse educada.
–O prazer é todo meu – Jenna respondeu no mesmo tom.
Caroline veio e se juntou do outro lado da cama. Minha mãe passou os braços ao redor do meu ombro, me deu um beijo na têmpora e me apertou em seus braços me fazendo se aconchegar nela.
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