Notas iniciais
Oi, mil desculpas pela demora. Primeiro um Feliz Natal atrasado, não vou desejar Ano Novo por que eu vou começar o outro hoje e amanha termino e já posto como estou de ferias vou escrever todo o dia um pouco para conseguir postar seguido. Eu espero que vocês gostem do capitulo, e no próximo é o reencontro da elena com os pais e algumas verdades serão descobertas hahahahaha aguardem!!! PS: Muito obrigado a todos os comentários e as novas leitoras

Elena narrando.

Como ele pode? Ele tinha me prometido, em que mundo estamos onde promessa não valem mais nada? São quebradas sem nenhum remorso ou pelo menos um pesar pelo outro, que confiava em voce! Ok, isso esta sendo muito dramatico, e totalmente ridiculo porque o que eu realmente estou com vontade é de torcer o pescoço do Jeremy e da Caroline, eu até posso estar sendo injusta, eu sei que pedir para eles mentirem para todos por todos esse anos foi dificil , mas não foi dificil só para eles,pra mim tambem foi. Mas o que eu poderia fazer? Depois que o Klaus me encontrou eu estava a ponto de ter um colapso, Klaus me ajudou muito talvez o fato de ele já ter estado na guerra e ter pasado por coisas parecidas. A verdade é que eu não tinha coragem para enfrentar meus pais e todos as pessoas proximas a mim, naquela epoca eu era uma garota que se preocupava com o que os outros pensavam, eu tinha medo só de pensar nos olhares em cima de todas as marcas que eu carrego até hoje no meu corpo, que eu sei que eu querendo ou não vao sempre estar ali, para eu sempre me lembrar de tudo que eu passei mas ao mesmo tempo cada vez que eu olho para elas eu me lembro que aquela garota que antigamente se recebesse muitos olhares, abaixaria o olhar e fugiria para um canto sozinha ou que tudo que fazia ou vestia pensava antes no que iriam achar, mas aquela garota Morreu.

E como eu diria isso ao meus pais? Eu chegaria depois de quase um ano desaparecida e diria o que? – “Oi Mãe e Pai, me desculpe ter deixado vocês achando que eu estava morta por quase um ano, mas ate alguns meses eu mal podia me alevantar de uma cama, então me desculpem deixar vocês chorando pela minha morte”. Não tinha um jeito fácil de chegar e dizer para eles, eu tinha mudado e não tinha sido para melhor.

Flashback On

Não me lembrava o que tinha acontecido apenas flashes vinham na minha cabeça ; eu tinha conseguido escapar do cativeiro lembro-me de deixar o Jeremy esperando nossos Pais, só peço que ninguém tenha voltado antes de nossos pais chegarem e alguma coisa ruim acontecer com meu irmão, me lembro também da localização do cativeiro, era um campo fechado por arvores mas ao longe eu conseguia ouvir barulhos de carros então deduzi que tinha uma estrada ali por perto, lembro que caminhei por algumas horas então cheguei a uma região de fabricas e botecos, me lembro que minha perna doía devido a machucados antigos, foi então que me escorei em uma parede e olhei para minha perna e sangrava muito, depois disso lembro me de um homem vindo em minha direção e a ultima coisa que lembro é da minha visão ficando embaçada e eu desmaiando.

Quando acordei , meu corpo inteiro doía, minha cabeça latejava e as partes que eu sentia pareciam que estavam em chamas. Abri os olhos devagar para me acostumar com a claridade, estava em um quarto branco tinha um a cômoda na parede e uma janela a minha direita na parede, minhas pernas estavam enfaixadas juntamente com a minha as minhas mãos.

– Você acordou – disse um homem entrando no quarto ele era loiro e alto e tinha cara uma cara de psicopata, com medo me escorei mais na cama e fiquei encostada na cabaceira, ele viu e deu uma risada – Não precisa ter medo doçura, se eu quisesse ter te matado eu já teria feito isso acredite, e não convém também eu ter limpado e enfaixados eles não é mesmo?

– É não faz sentido – eu dei de ombros – O que você quer comigo?

– Não não – ele fez sinal com o dedo — quem faz as perguntas sou eu, afinal eu que te salvei de morrer de uma hemorragia naquele beco sujo. Ok ? – eu concordei com a cabeça, mesmo que eu ache que não faria muito diferença eu nao concordar – Otimo. Ele sorriu

–Primeiro – ele disse se sentando na beirada da cama – Como uma garota como você conseguiu todos esses machucados e foi parar num beco daqueles?

Depois de contar tudo que aconteceu para ele, descobri que seu nome era Niklaus, mas ele me disse para chamar ele de Klaus. Descobri também que ele era ex-militar.

–Bom e você quer que eu ligue para a CIA e avise que você esta aqui? – ele questionou.

–Não – eu me apressei em dizer, ele me olhou – Eu não quero voltar – sussurrei.

–Hum por que? – ele questionou

– Eu tenho vergonha – sussurrei.

– Vergonha de que ?

– Do que iriam pensar de mim- falei e o encarei – Olha para meu corpo- apontei com as maõs para mim — eu aposto se fosse outro agente teria escapado de lá bem mais rápido.

–Elena eu já conheci Agentes que eram bem mais experientes que você e mesmo assim foram torturados – ele deu de ombros

–Mais experientes que eu ? – eu questionei e ele acenou – Voce só pode estar brincando não é – ele negou – Klaus meu irmão mais novo sabe atirar melhor que eu, a única coisa que eu fazer razoavelmente bem é entrar em sistemas e decodificar códigos.

–Elena a parte de atirar é fácil de aprender – eu o olhei e ele explicou – tendo o treinamento certo, tente entender nem todo mundo aprende do mesmo jeito e a CIA tem um treinamento padrão. E saber mexer em computadores é uma coisa ótima e se você aperfeiçoar você pode ganhar muito dinheiro – ele conclui e acrescentou – Se você quiser eu posso de ajudar a aprender a atirar e defesas pessoais –deu de ombros- E conheço pessoas excelentes que podem te ajudar na parte dos computadores.

– Hum mas por que você esta me ajudando? – questionei – se tem uma coisa que eu aprendi é que ninguém faz nada de graça . Ele sorriu

–Elena eu sei como é ser a ovelha negra e desajeitada da família – franzi a testa, eu não conseguia acreditar que ele fosse igual a mim – Não faça essa cara, pode acreditar eu era um desengonçado e tive que aprender as coisas por mim mesmo, eu gostaria que alguém tivesse me ajudado. Então eu serei o bom samaritano que ira dar essa chance para você.

– Voce esta dizendo que ira me ajudar- ele concordou — e depois? Eu teria que voltar, olha para mim, o que vão pensar de mim ? -exclamei

– Elena a essa hora já acharam seu irmão e feito seu funeral – falou ironico- foi você mesma que falou que mandou ele mentir para seus pais, voce acha que passaram quanto dias?

– Como assim “quantos dias” ? – perguntei apavorada

– Elena você esta dormindo a quase um mês – explicou

– Oi? Um mês? Como assim um mês? – perguntei, não é possível que eu tenha dormido por quase um mês, convenhamos que eu sempre fui uma pessoa com a preguiça infiltrada em meu corpo mas um mês serio ?

– Voce estava muito machucada eu te dei alguns remédios, se você acordasse antes provavelmente estaria com muito mais dor – resumiu

– Vamos fazer assim – ele continuou – Eu te ensino o que você quiser aprender, e depois você faz o que você quiser da sua vida, combinado? – Ele levantou uma sobrancelha e esprerou minha resposta.

– E você realmente me ajudaria? – perguntei com duvida

–Sim, qual é eu sou um cara legal – sorriu para mim, e por mais estranho que pareça eu confio nele – Adoro fazer boas ações, você sabe salvar gatinhos de arvores, essas coisas – deu de ombros, e eu gargalhei

–Sim, eu acredito você parece super legal – disse irônica e ele colocou a mão no peito como se estivesse ofendido.

–Tá mais mudando de assunto, você deve estar com fome não é -concordei, meu estomago estava realmente a dor, na verdade todo o meu corpo doía – Bom, então nós vemos descer, comer e depois eu te ajudo a tirar essas ataduras para você conseguir tomar um banho.

– Ah obrigado, eu adoraria – eu sorri e ele também.

–Vem, eu vou te ajudar – disse ele se alevantando da cama e vindo em minha direção – Se apoie em mim – disse me ajudando a alevantar enquanto eu me apoiava em seu ombro, tomando cuidado pois minhas mãos tinham curativos e estavam ardendo.

– Ah e Elena mais uma coisa – o olhei – Você tem que parar de se preocupar com a opinião dos outros sabe – deu de ombros – Eles que se fodam, mas não se preocupe eu vou te ensinar a ter amor próprio querido. Deu um sorriso de lado, que no mesmo instante me lembrou uma pessoa mas tratei de tirar esses pensamentos da minha cabeça.

–Obrigado Klaus – ele me olhou e franziu a testa não entendendo do que eu estava falando então tratei de me explicar – Por estar me ajudando, você não precisa fazer isso.

–Como eu disse Elena, eu gostaria que alguém tivesse feito o mesmo por mim – ele sorriu e eu retribui. E foi assim que tudo começou.

Flashback off

Pensar em como tudo aconteceu e virou essa grande bola de neve de mentiras, fez me sentir culpada, provavelmente Klaus e Jenna estão preocupados comigo enquanto eu estou aqui tendo uma crise existencial por coisas que não foram culpa de ninguém além de mim, a quem eu estou tentando enganar? Isso tudo é culpa minha não adianta eu ser hipócrita e tentar colocar a culpa em qualquer outra pessoa sendo que nos mesmos somos responsáveis por nossos atos. E o que eu tenho que fazer é acabar com toda essa palhaçada que eu mesmo criei oito anos atrás, realmente eu não sei o que tinha em mente quando achei realmente que um dia não ia tudo explodir na minha cara. Idiota

– Hey Joe – chamei o meu cachorro que estava com a cara na janela, assim que o chamei ele se virou para olhar para mim — Que tal conhecer os seus Avós? – Sim é isso que eu irei fazer eu irei lá, até por que essa hora a CIA deve ter comunicado toda aquela agencia que eu estou viva, afina eles não sabem sobre o agente infiltrado e ele provavelmente avisou que a garota que eles sequestraram esta viva.

Até hoje eu ainda tenho a grande curiosidade de saber o que eles exatamente queriam comigo, por que mesmo me batendo para falar, coisa que eu não fazia, eles nos alimentavam e passavam pela porta: curativos, toalhas e roupas por que para nossa sorte aquele buraco imundo que ficamos trancados tinha um banheiro, imundo, mas tinha. Eles só tiveram problemas desde o dia que nos sequestraram, primeiro enquanto eles nos tinham em cativeiro, tinham que ficar tomando cuidado com cada passo que davam, depois quando eu e Jer conseguimos escapar, fiquei sabendo que a CIA estava em cima deles por ter matado uma das a filha do Chefe da CIA, Klaus me contou ainda que quando ele ia ao bares onde esse tipo de pessoas frequenta e eram perguntado sobre o assunto, negavam e diziam que eles não tinham matado a tal Garota, que eles não queriam ela morta, Klaus tentou perguntar o por que não mas eles desconversavam segundo ele diz. Mas quem sabe hoje eu não descubro por que se tem uma coisa que eu tenho certeza essa noite é que vivo aquele filho da mãe não sai daquela Agencia.

Estava rodando sem rumo por Nova Yorque a tanto tempo que demorei um pouco até me dar conta de onde estava, mas antes de ir para a Agencia eu precisava trocar de roupa por que como o andar da agencia estava localizado em um prédio comercial como disfarce, com as roupas que eu estava é capaz deles me barrarem logo na entrada. Logo a frente avistei um posto de gasolina, entrei e estacionei o carro, me virei agarrei a bolsa que eu tinha pego algumas roupas achando que eu ia precisar para ir pro aeroporto, desci do carro e ignorei os olhares em cima de mim, entrei no banheiro feminino, tranquei a porta, comecei a me despir.

– Droga... – exclamei quando percebi que os pontos do tiro que tinha levado tinham se aberto e enato comecei a sentir dor, anta eu tinha que ter trocado, mas mais tarde eu preocupo com isso. Agarrei a bolsa em cima da bancada da pia. Coloquei o top cropped preto, coloquei a calça de couro de cintura alta, coloquei a bota preta meia pata de salto, soltei os cabelos no coque que estavam e os cachos caíram pelos meus ombros, passei um pouco de maquiagem e por fim coloquei uma jaqueta de jeans, me olhei no espelho e estava pronta.


Quando sai do banheiro algumas pessoas me olharam, mas ignorei os olhares curiosos de novo, fui em direção ao carro, abri o porta malas coloquei a bolsa com as roupas que troquei. Inclinei-me mais um pouco para ninguém perceber e puxei levemente o fundo falso do meu porta malas e lá tinha alguma coisas que talvez eu precisasse, tirei de lá pequenas facas e coloquei discretamente dentro de minha bota, enfiei um pouco mais a minha mão no fundo e tirei uma arma que eu mesma fiz alguns ajustes, coloquei um silenciador no cano e coloquei na minha cintura com a jaqueta escondendo a arma. Entrei no carro, liguei o carro e dei partida indo em direção ao prédio.

Notas finais
O que acharam do capitulo ? me digam nos comentários ! Uma pergunta: Eu já tenho algumas coisas planejadas pro próximo, mas eu queria algumas ideias do que VOCÊS queriam, então pode mandar sugestões do que vcs querem...