Notas iniciais
Eu sei, eu sei... mas estou viva e a fic voltou. Estive fora dela porque simplesmente não conseguia escrever, mas eu voltei! Aproveitem a leitura aqueles que ainda estiverem por aqui. E a imagem é meu Tom, claro que a artista não sou eu, mas fala se ele não está lindo e misterioso?

Se tinha uma coisa que ninguém podia dizer de Draco Malfoy era que ele escondia suas desavenças e desgostos. Ele já tinha deixado bem claro que não suportava o assistente de seu padrinho, e isso era visível para qualquer um com um bom par de olhos. Ron já estava se sentindo envergonhado pela animosidade do namorado com o cara, por isso, agradecia que logo estariam todos de volta a escola. Tinham ido ao Beco Diagonal naquele dia para comprar os materiais, e o loiro tinha se encantado com um gato angorá totalmente branco de olhos avermelhados, era uma coisinha assustadora, mas muito bonita, como o dono.

— Nunca pensei que seria do tipo que gosta de gatos, Draco. – Remus comentou, tomando seu chá.

— Ele só comprou porque JJ tem alergia. – Harry disse, de seu lugar no tapete, ao lado do assistente de Severus, que o deixava usar suas coxas de travesseiro.

Todos estavam na sala para o chá da tarde. Remus tinha sido ameaçado por Lucius e Severus para deixar que Harry namorasse em paz, mesmo que os dois jovens repetissem exaustivamente que eram só amigos.

— Como se eu fosse me dar a esse trabalho por tão pouca coisa. – Draco desdenhou, acariciando seu gato. – Meu querido Loki estava me chamando.

Lucius assentiu.

— Um gato requintado, de fato. E muito mais civilizado que a sua coruja, Harry.

— Edwiges é um amor. – Harry e JJ disseram ao mesmo tempo, olhando-se e rindo como dois idiotas depois.

Draco rilhou os dentes, e Ron o achou muito irritado por nada. A coisa só explodiu quando Harry puxou JJ pelos cabelos para dar-lhe um beijo. O loiro bufou e se levantou, furioso.

— Pelo amor de Merlin! Parem com isso, é nojento. – Ele esbravejou, olhando feio para os dois no chão, e ganhando olhares fatais dos pais.

— Draco… – Ele tentou puxar o namorado de volta para o sofá, mas ele se livrou da mão num safanão. Era muito difícil contê-lo depois de explodir.

— Oh, me deixa, Ronald! – Draco gritou, e o gato pulou para se afastar da briga. – Estou cansado de ver esses dois se esfregando pela mansão inteira. E esse… esse… intruso que não nos deixou curtir as férias em paz!

Por um momento, a sala ficou tão silenciosa que um alfinete caindo poderia ser ouvido. Lucius abriu a boca para admoestar o filho com energia, mas JJ escolheu esse momento para soltar um riso divertido.

— Sério, se eu tivesse tanto ciúme do meu irmão, ele me enforcaria. Harry realmente tem muita paciência com você, é pior do que um ex-namorado rejeitado.

Draco parecia que tinha levado um soco. Ele franziu o cenho, respirou um par de vezes e se virou indignado para ir para seu quarto.

— Boa saída. – Lucius disse. – Mas, mesmo assim, peço desculpas pelo comportamento infame do meu filho, eu vou falar com ele.

JJ deu de ombros.

— Não me incomoda. – O jovem aprendiz disse, com um sorriso casual, e um olhar de lado para Ron, que agora parecia mais pensativo que antes, totalmente distraído e alheio ao que falavam.

— Ele sempre foi ciumento, ele só ficou amiguinho da Hermione quando nós terminamos. – Harry contou, sorrindo. – Se me der um pé na bunda, pode ter um amigo para falar horas e horas sobre a beleza do cozimento de uma boa poção esquelecresce.

JJ riu.

— Acho que não, ele me odeia por ter roubado o posto dele como primeiro e único aprendiz de Severus Snape.

Todos na sala riram.

— Oh, só vamos aceitar que está ferrado de qualquer jeito. – Remus disse, mas trocou um olhar significativo com o marido, que saiu da sala para ir atrás de seu herdeiro.

X~x~X

Percy mal podia acreditar que isso estava acontecendo. Como dois bruxos poderiam fazer todo esse estrago sozinhos? Ele tinha chegado ao local do ataque com uma equipe do Oráculo, seu nariz protestava ao permanecer no local, sentindo o cheiro de carne queimada, podia ver o olhar horrorizado nos rostos dos sobreviventes, e o desespero puro nos do que procuravam por seus entes queridos entre os jovens assustados e não encontravam. Ele tinha aparado com a equipe de plantão assim que ouviu sobre o ataque numa das boates mais movimentadas da comunidade com o coração na mão, já que os gêmeos eram frequentadores assíduos do local.

— Sr. Weasley, o que diabos está fazendo aqui? – Percy se virou para seu chefe, bem atrás dele.

— Estou… eu… isso é horrível. – Foi tudo o que pôde dizer.

— Sim, e perigoso. Bellatrix e Rodolphus são duas serpentes muito espertas. – Tom sibilou, agarrando seu braço e olhando em volta nervosamente, principalmente quando um grupo de aurores chegou ao local acompanhado de um grupo de medimagos de St. Mungo. – Black! Venha aqui, seu idiota!

Antes que o auror mais importante da defesa do Ministério pudesse reclamar ao homem sobre chamá-lo como se fosse seu lacaio, todos os bruxos no local sentiram uma energia estática de magia estalar no ar, ao mesmo tempo em que Sirius latia ordens para seus aurores protegerem os medimagos e os civis, mas não foi rápido o bastante para impedir que muitos fossem atingidos pela segunda onda do ataque, dessa vez, não foi fogo mágico, eram como raios atingindo vários bruxos, que caíam imediatamente, gritando em agonia. Percy mal sentiu quando o aperto em seu braço aumentou, mas certamente notou como três raios rebotavam furiosamente num escudo que ele não tinha levantado. Quando olhou para seu chefe, viu como seus olhos estavam num vermelho furioso, ele emanava um poder que Percy nunca tinha visto igual, e quando sua atenção se voltou para as pessoas ao redor da boate, viu que os jornalistas e o fotógrafo do Oráculo estavam protegidos, bem como alguns dos bruxos mais próximos. Tudo isso era ele? Assim que os raios pararam, os aurores da unidade de Black, incluindo seu irmão mais velho, correram entre os atingidos e feridos, parando a maldição e levitando os feridos vivos para perto dos medimagos, que foram proibidos de entrar no perímetro, por mais ansiosos que estivessem para ajudar.

— Isso é horrível, os gêmeos vem aqui. – Percy murmurou, realmente chocado.

— Vamos embora, não quero que fique por perto, já que os dois podem ter deixado mais surpresas. E me lembre de colocar aulas de defesa contra artes das trevas como treinamento obrigatório para os funcionários. – Tom sibilou. – Ao que parece contratamos só incompetentes nisso.

Percy fungou, indignado pelo comentário, mas vendo a razão por trás dele.

— Vou colocar na sua agenda. – O ruivo disse, olhando ao redor. – Oh, os gêmeos vieram ajudar. Ei, rapazes, cuidado!

Tom teve que realmente se controlar para não impedir fisicamente que o ruivo se afastasse dele e fosse para o meio do caos ajudar pessoas desconhecidas. O plano era levá-lo para casa, não que fosse correr para ajudar como um idiota idealista, o que ele realmente era.

— Bella ficou bastante tempo sem dar as caras e agora isso? – Black perguntou, surgindo a seu lado.

— Não se deixe enganar pela cara de louca de quando ela saiu da prisão. Ela já teve tempo suficiente para recuperar a frieza de planejamento, isso é claro. – Tom retrucou. – Temos que eliminá-la antes que ela faça algo maior.

— Eu sei. – Sirius sibilou. – Mas não é fácil arrancar alguma coisa de Rabastan, e seus antigos brinquedinhos são muito bom em se esconder.

Tom o olhou com condescendência.

— Se quer que eu fale com meu antigo lacaio é só pedir, Black. Acho que dez minutos serão mais do que suficiente.

Olhando para os corpos jovens e carbonizados, para os pais chorando, para os jovens gritando de dor, Sirius poderia ceder a tentação, realmente, seria tão fácil.

— Não. Não jogamos pelas regras deles. Se te deixo torturá-lo, não sou melhor que ela.

Tom revirou os olhos.

— Eu vou embora antes que o idealismo dos leões me afete. – Resmungou, olhando em direção a Percy, que consolava uma mãe chorosa. – Mande um de seus idiotas ficar de olho nos arreadores, e no meu assistente. Se eu tiver que contratar outro pela incompetência dos aurores, vai se ver comigo.

Sirius suspirou. Não precisava ser um gênio para ver a atração entre esses dois, nem para ver o potencial desastre na relação. Pobre Percy, teria que falar com Severus para saber se devia se meter ou não.

X~x~X

Percy não esperava que ajudar a organizar o atendimento das vítimas e acalmar familiares fosse levar tanto tempo, ou que no final, terminasse com o rosto sujo de fuligem, roupas arruinadas e cheirando a fumaça. Quando quase tudo na boate já estava devidamente cuidado, já era bem tarde. Bill tinha que ir com os demais aurores para uma ronda intensiva nos locais públicos, procurando mais surpresas que Bellatrix e o marido pudessem ter deixado, os gêmeos se voluntariaram para ajudar, e seu pai, como funcionário do Ministério, também tinha que ajudar com a notificação das famílias. Desse modo, ele estava sozinho para voltar para casa, já que Ron estava na mansão Malfoy. Inquieto, e sabendo que não poderia dormir, ele foi para o único local em que poderia ser útil, a redação do Oráculo, onde poderia ajudar a turma da edição na verificação dos artigos. Quando apareceu no local, não foi surpresa encontrar tudo agitado, com jornalistas correndo de um lado para o outro em movimentos frenéticos, sua maior surpresa, no entanto foi ver Tom Riddle em sua sala envidraçada, analisando fotos e um pergaminho.

Bateu suavemente na porta e entrou, sentando-se sem esperar por um convite, o imponente homem a sua frente franziu o nariz, mas não tirou os olhos do que fazia.

— Eu não sou tão tirano que não lhe permitiria um banho antes de vir trabalhar, rapaz. — Ele disse, com um lábio repuxado, num sorriso sarcástico.

Percy bufou.

— Tem muito trabalho a ser feito, se não gosta do meu cheiro, pode lidar com isso como um homem crescido e educado, ou seja, aguente calado. — Retrucou, inclinando-se para ver as fotos e deixando escapar um suspiro ao ver a imagem da boate em chamas, com jovens aterrorizados saindo de lá aos gritos.

— Por favor, realmente quer colocar isso no jornal?

Tom o olhou com dureza.

— Prefere a da moça carbonizada? Ou dos pais desesperados? — Ele perguntou, implacável. — Porque essa é a menos pior, e não posso ilustrar uma matéria dessas com flores e unicórnios. Foi uma noite terrível, vai ser uma manhã pior.

Percy terminou por assentir.

— Já terminou seu editorial para eu revisar?

Tom o olhou criticamente.

— Acha que tem condições?

Percy se empertigou, devolvendo-lhe o olhar duro.

— É claro, seu homem ranzinza e insuportável. — o ruivo sibilou.

O sorriso sarcástico voltou ao rosto do homem, enquanto ele estendia o pergaminho.

— E quem está sendo incivilizado e hostil agora?

Percy ficou com um rubor suave nas bochechas, mas manteve o olhar firme.

— É o que você ganha por ser desagradável.

Os dois voltaram a trabalhar em silêncio. Tom observava como o jovem a sua frente marcava alguns erros, e fazia comentários sobre trechos de seu editorial, o som da pena no pergaminho era rítmico e hipnótico. Quando terminou as anotações, o ruivo já estava com a cabeça apoiada na mesa, ressonando suavemente, Tom lançou um feitiço de silêncio a seu redor, desse modo, quando vieram buscar sua aprovação para a versão final do jornal, não o atrapalharam. E se faltando um par de horas para o amanhecer, após a edição final estar impressa, toda as pessoas na redação o viram pegar seu assistente no colo e desaparecer, não lhe importou minimamente. Um sorriso perversos enfeitava seu rosto enquanto o colocava para dormir em um quarto de hóspedes, afinal, se pensassem que ele era seu amante, seria ótimo para afastar o rapaz Wood sem que tivesse que matá-lo. A morte do amigo realmente deixaria Percy chateado, ou irritado, o que era pior.

X~x~X

Quando Percy acordou, ficou atordoado por alguns momentos, antes de realmente se dar conta de que não estava em sua casa. Sentou-se com um sobressalto e procurou por suas roupas, já que estava um pijama grande para ele, com o coração martelando no peito, quase gritou de sustou ao ouvir o "pop" característico de um elfo aparecendo.

— O jovem mestre acordou. — A voz estridente era irritante, mas não mais que qualquer outro elfo, esse parecia jovem, ele nunca tinha visto um tão novinho. — Bitzi deve levar o jovem mestre para o café da manhã com mestre Riddle.

— Oh, estou na casa dele?

O elfo assentiu e estalou os dedos, fazendo suas roupas aparecerem em cima da cama, enquanto assentia vigorosamente.

— Meu amo, mestre Riddle, pediu para dizer que deve tomar banho e colocar roupas limpas, que ele permitiu que dormisse nesse estado deplorável, mas que deve estar numa apresentação melhor para se sentar com um mago civilizado.

A entonação cuidadosa da criatura o fez imaginar o homem instruindo-o especificamente e fazendo-o recitar o recado para ter certeza de que seria dado corretamente. Maldito provocador.

Emburrado e pensando em como dar o troco em seu chefe horrível, Percy foi tomar banho, tentando ignorar o fato de que estava usando um pijama do homem, que cheirava exatamente como sua colônia, e que o tecido macio tinha um toque suave e provocativo.

Quando desceu para o café da manhã, seguindo os passos saltitantes do jovem elfo, queria dar uma boa bronca no homem, mas teve dificuldade para dizer qualquer coisa, já que Tom Riddle estava sentando à mesa usando nada mais que as calças do pijama, exibindo o torso e braços nus. Percy teve dificuldade de concatenar pensamentos, olhando-o tão à vontade. Seu chefe tinha um fisíco impressionante para um homem velho, e parecia totalmente desavergonhado, exibindo-se dessa maneira. Reclinado na cadeira, e recebendo a luz suave do sol, que entrava pela enorme janela atrás dele, o homem lia o próprio jornal, enquanto bebia uma xícara de chá com ar displicente.

— Quanto tempo acha que o Profeta vai sobreviver sendo tão deplorável em comparação conosco? — Ele perguntou, sem tirar os olhos do jornal.

Percy pigarreou, sentando-se na cadeira que o elfo afastou para ele.

— Meses, talvez anos, as pessoas tem o costume de comprá-lo, não vão parar de uma hora para a outra. — Percy disse.

— Tem razão, pessoas são estúpidas. — Tom se lamentou, finalmente deixando o jornal de lado. — Então, dormiu bem? Fiz o máximo que pude para deixá-lo confortável.

Percy olhou-o com horror.

— Pelo amor de Merlin, pensei que tivesse sido o elfo que me trocou.

Tom piscou inocentemente.

— Claro que foi. O que se passa por essa sua cabecinha pervertida? — O homem mais velho provocou, inclinando para o assistente. — Não que eu seja contra te desnudar, caro Percival, mas prefiro que esteja totalmente desperto para isso.

O coração de Percy voltou a retumbar no peito, e ele teve que lamber os lábios, subitamente secos.

— Eu...

Tom sorriu de forma perigosa, passando um dedo indicador pelos lábios úmidos e cheios do rapaz.

— Oh, finalmente consegui roubar suas palavras... me pergunto o que vou ter que fazer para te deixar balbuciando incoerências. — Disse, num tom provocativo.

— Isso é totalmente inadequado. — Percy conseguiu dizer, mas era difícil lutar contra a vontade de se inclinar para os braços do homem a sua frente.

— Eu sou inadequado, Percival, não tinha percebido? — Tom disse, inclinando-se para capturar a boca do ruivo.

Percy suspirou, permitindo-se desfrutar do beijo, e decidindo que poderia culpar o sono e os acontecimento da noite anterior mais tarde. Os lábios de Riddle eram firmes e habilidosos, o toque eletrizantes fez com que faíscas de mágica arrepiassem os pelos do corpo do ruivo, fazendo-o abrir a boca e aceitar a intrusão da língua do chefe, sentindo o sabor característico do Earl Grey que ele estivera tomando. O ruivo estava intoxicado pela magia e pelo toque do outro, tanto que não resistiu quando o homem puxou-o de sua cadeira e o sentou em seu colo para ter melhor acesso a sua boca. O jovem apoiou as mãos nos ombros nus do homem, sentindo a pele quente e suave sob os dedos, apertando-os quando o homem sugou sua língua de maneira obscena.

Tom, muito mais descarado que o ruivo, deslizou as mãos pelas costas do assistente, parando apenas ao alcançar seus quadris, puxando-o mais para baixo, encaixando-o sobre seu membro muito desperto. O gemido que o jovem soltou, e foi afogado por sua boca foi um deleite especial, e o homem amaldiçoou fortemente quando a voz irritante de seu elfo os interrompeu.

— Amo Riddle, senhor, Lady Narcissa está na lareira e insiste em falar, Blitz já disse que estava ocupado, mas ela insiste e disse que ia me ordenar a me castigar.

Percy pulou de seu colo na velocidade da luz, começando a arrumar suas vestes e olhar para os lados como se Narcissa pudesse aparecer a qualquer momento. Tom bufou.

— Não seja idiota, ela não é sua ama, não precisa se castigar quando ela ordena. — O homem ralhou, levantando-se, muito pouco incomodado pelo vulto em suas calças. — É melhor ser importante... e alimente Percival, ele vai precisar repor as energias, temos um dia cheio hoje.

Percy mal conseguiu engolir o chá com torradas, tamanha era seu choque com sua falta de controle e com as reações que tinha tido, queria desesperadamente que o homem voltasse para que fizessem algo a respeito, provavelmente falar e culpar a tensão do ataque por tais arroubos, mas realmente deve ter sido uma chamada importante, já que quando reapareceu, Riddle apareceu totalmente vestido e composto, anunciando que tinha uma reunião urgente e que o encontraria mais tarde na redação.

Foi assim que Percival Weasley apareceu no trabalho distraído pela primeira vez em sua vida.

X~x~X

Quando chegou a mansão Malfoy, Tom não esperava ver Fenrir Greyback ali. Sorriu ao ver o lobisomem, ele sempre tinha sido uma peça interessante em seu jogo. Ele estava ao lado de Remus Lupin, que o olhava feio, Severus como sempre parecia entediado, e Lucius tranquilo demais.

— Oh, veja só o que o vento nos trouxe. — Ele cantarolou, muito feliz com a manhã produtiva.

— Riddle. — O lobisomem grunhiu, de mau humor. — Ele tinha que vir? — Perguntou fazendo uma careta para Lucius.

— Sim, precisa saber das novidades. — O loiro retrucou, parecendo aliviado demais para alguém como ele, principalmente depois do ataque.

— Pegaram Bella e o mascote? — Ele perguntou.

Fenrir grunhiu.

— Aquela cadela maldita matou dois lobisomens enquanto fugia ontem a noite.

— Não ouvi nada sobre isso, e estávamos com os ouvidos grudados na Central de Aurores. — Tom disse, franzindo o cenho.

— Meu pessoal é um pouco mais como a parte suja, aquela que o Ministério não quer reconhecer que usa, oh, exatamente como você fazia nos velhos tempos. — O alfa espezinhou.

Tom deu de ombros.

— Ei, mas eu pelo menos dava excelentes festas e orgias adequadas. Vai me dizer que Scrimgeour é um anfitrião tão atencioso que te deixa fodê-lo?

O beta de Fenrir grunhiu, claramente não feliz de ser lembrado que o alfa não se comportava muito nos velhos tempos.

— Oh, não seja ciumento, eu teria deixado você me foder também. — Tom disse, piscando para o homem e ganhando um rosnado de Fenrir. — Mas, o que diabos aconteceu?

— Nossa patrulha os seguiu da boate. Os aurores foram rápidos em espalhar barreiras anti-aparição, havia dois a paisana na boate. Black exigiu que todo evento grande tivesse vigilância até que a prima fosse capturada, o problema é que eles fugiram de vassoura. — Fenrir disse. — Aquela vaca ficava rindo e nos mandando beijinhos.

Martin assentiu, e continuou:

— Quando os reforços chegaram, tivemos que continuar a perseguição, mas os dois passaram as barreiras, e isso foi muito bem planejado, porque deixaram armadilhas no caminho da fuga, e alguém deveria cortar os braços daquela maluca. Ela inventou alguma coisa que podia lançar do céu e funcionava como uma bomba trouxa, só que com veneno. Dois de nós morreram.

Tom assentiu.

— Sinto muito pelos seus lobos. Bella sempre foi talentosa com maldições e ataques de magia negra, de falta de criatividade não podemos acusá-la. Mas, se foi tão ruim, por que Lucius e Severus estão tão aliviados?

— A patrulha do meu marido os acuou por ar o suficiente para que decidissem sair do país. Já emitiram o alerta internacional, os dois fugiram para o continente, agora, é muito mais fácil pegá-los, já que as proteções nas comunidades vão impedi-los de entrar sem aviso para os Inomináveis.

Tom sacudiu a cabeça, bastante satisfeito, mas não como os outros.

— O quê? — Lucius inquiriu, franzindo o cenho. — Eles saíram da ilha, é uma coisa boa.

— Sim, mas, não podemos escudar a parte trouxa da Inglaterra, e, bem, eles podem voltar de trem, de barco...

Lucius ficou boquiaberto.

— Bella nunca se sujeitaria a isso e...

— Sua cunhada faria tudo por vingança, e não se esqueça que Rabastan ainda está por aqui, ela pode ter ido, mas vai voltar. Vamos torcer para que o marido de nosso querido Severus seja tão eficiente para capturá-los quanto foi para engravidá-lo. Gêmeos, hein?

— Sim, são dois. — Severus disse, sabendo que era inútil negar. Riddle tinha uma presença mágica impressionante e era capaz de sentir gestações e núcleos mágicos.

Ele franziu o cenho levemente.

— Duas meninas. — Ele disse, levantando um dedo. — Excelente sorte.

Lucius e Severus sorriram.

— Duas meninas de um portador? Isso é muito raro. — Remus replicou. — Palpite arriscado.

Riddle franziu o cenho.

— Não é palpite, e eu nunca errei. – Disse, soando quase emburrado. Claro que ninguém ali era tolo o bastante para chamar a atenção dele para esse fato.

Mas, Remus sorriu com a veemência do homem, levantou as mãos em defesa.

— Tudo bem, tudo bem... vocês sangue puro e suas tradições.

Os três sonserinos negaram com a cabeça, descrentes da falta de modos do lobisomem.

— Bem, se me dão licença, vou noticiar que a infeliz saiu do país. — Tom disse, se levantando.

— Se não se importar, Tom. — Severus disse, suavemente. — Eu e Lucius gostaríamos de ter uma palavrinha com você.

O homem mais velho manteve a expressão neutra, mas não estava gostando do olhar dos dois ex-subordinados.

— Ah, claro. — Ele respondeu. De jeito nenhum deixaria que os lobos vissem que era parcialmente intimidado pelos dois. — Sobre o quê?

— Percy. — Foi a resposta em conjunto, que confirmou seus temores.

Ele seguiu os dois para o escritório de Lucius, disposto a ser tolerante e não lançar maldições. Severus estava gestando gêmeos, e jamais prejudicaria dois magos tão promissores, apesar dos genes de Black. Puxou a poltrona para que o pocionista se sentasse e se sentou, enquanto Lucius pedia chá a um elfo.

— Então, o que querem falar sobre meu assistente?

— Nada demais. – Severus disse.

— Só que não pode magoá-lo. Ou teremos que deixar os Weasley te matarem. – Lucius disse.

— Oh, não seja tonto, nós teríamos que ajudar, os gêmeos não sabem ser discretos, parariam em Azkaban.

Tom manteve o semblante impassível.

— Não gosto de fazer meus amantes infelizes. Se aguçarem a memória, vão se lembrar de que geralmente é o oposto que ocorre.

— Ele é um gryffindor sensível com traumas consideráveis. – Lucius apontou. – Seja cuidadoso, não pode usá-lo e jogar fora.

— Não, mas Percival controla os gêmeos, Riddle será fichinha. – Severus disse, dando de ombros. – Acho que estamos nos preocupando à toa.

Lucius o considerou, pegando a xícara de chá que o elfo lhe oferecia.

— Realmente, tem razão. Diga-me, Tom, ele te tem em rédeas curtas, não é?

Riddle franziu o cenho.

— Isso é absurdo. Se alguém vai controlar alguém, serei eu. O idiota precisa de senso comum na cabeça ruiva, não tem o menor senso de autopreservação, corre direto pro perigo sem pensar duas vezes, não sei como sobreviveu sem mim todo esse tempo.

Severus sorriu de lado, enquanto Lucius exibia um sorriso malicioso.

— Claro, claro… – O loiro disse, claramente se divertindo. Era verdade que quando estava lúcido, Tom Riddle não costumava ser um sádico. Ser seu amante geralmente era disputado, mas ele nunca tinha demonstrado tanto interesse por uma pessoa, e o idiota continuava falando sobre as qualidades de Percy, o quanto era surpreende, metódico… não precisavam se preocupar. O poderoso e outrora escuro Tom Riddle estava totalmente caído por Percy Weasley.

X~x~X

Nervosismo era algo que poderia definir Percy durante todo o dia. Devido aos acontecimentos, a redação estava uma loucura, ele mal teve tempo de ver o chefe, entre revisar artigos, aprovar fotos, cuidar de pedidos e impressões, quase não pôde vê-lo, o que por um lado era bom, já que não sabia com que cara olhá-lo, e por outro lado, era torturante, por não saber o que pensar. Isso e o fato de que já tinha ouvido gracinhas sobre ter saído com ele a noite passada, o deixava sumamente nervoso. Depois de terminarem a edição do dia seguinte, um pouco mais otimista, mas, extremamente triste com a lista de mortos e funerais, se sentou em sua mesa e apoiou a cabeça nos braços. Ouviu quando algo foi colocado a sua frente, e sentiu o delicioso cheiro de café, que fez sua boca salivar. Olhou para cima e viu Oliver lhe sorrindo.

— Poderia te beijar agora mesmo. – Disse, sorrindo e pegando a xícara para dar um gole longo e feliz.

— Espero que não o faça, ou o chefe poderia arrancar minhas bolas. – Oliver comentou, olhando por sobre o ombro. – Ele me dá arrepios.

— Deveria, é muito poderoso. – Percy disse, despreocupadamente, bebendo o café.

— Está me usando para dar-lhe ciúmes? E se ele me matar? – Oliver perguntou, fazendo drama.

Percy revirou os olhos.

— De jeito nenhum. – Ele disse. – Eu saberia, e ele não iria arriscar me ver irritado, é um homem inteligente, mesmo que um idiota pomposo, arrogante e mal educado a maior parte do tempo.

Oliver se inclinou sobre a mesa de Percy com ar conspirador.

— Me diga uma coisa… ele tem as bolas tão grandes quanto o ego?

— Isso é uma proposta, sr. Wood? – A voz atrás do Oliver surgiu do nada e fez com que os dois dessem pulos de susto. – Você não é exatamente meu tipo, mas…

Oliver ficou da cor de sua gravata, que era de sua antiga casa de Hogwarts, balbuciou desculpas e saiu correndo, deixando Percy à mercê de Riddle, grande amigo, realmente.

— Acho que precisamos falar sobre o tipo de conversas que anda tendo pelo escritório. Fique depois do expediente, precisamos conversar. – Determinou o homem, voltando para sua sala com visão panorâmica e paredes de vidro.

Percy tragou duro, sentia um misto de medo e antecipação. É claro que queria conversar, e com sorte ser seduzido, se perguntava o que seu psicomago diria sobre isso, mas já tinha dito que se sentia muito atraído pelo mago mais velho, e foi incentivado a experimentar coisas novas, talvez fosse a hora de sair de sua zona de conforto.

X~x~X

Quando o último jornalista saiu, dando um aceno de despedido a seu assistente e para ele, Tom sorriu com malícia. Observou como o ruivo mordia os lábios, e olhava de esguelha para seu escritório, esperou calmamente até que ele decidisse que era hora, sabia que ele deveria estar lutando entre o que fazer ou não. Quando o viu se levantar e arrumar as vestes com uma expressão de decisão no rosto, sorriu de lado, já era hora. Ele entrou em sua sala com os olhos assustados, ainda que tentasse disfarçar.

— Já não era sem tempo. – Disse, mordaz. – Pensei que tinha se esquecido de mim.

— O que aconteceu foi muito, muito anti profissional. – Percy começou. – Você é meu patrão, isso não deveria acontecer.

Tom revirou os olhos.

— Se está se sentindo pressionado porque sou seu patrão, pode dar meia volta e partir sem medo de represálias. Nunca gostei de amantes relutantes.

— Isso é o que eu vou ser? Um amante? – Percy disse, experimentando a palavra e parecendo não gostar. – Não gosto de como soa… é como dar razão aos idiotas que já estavam fofocando hoje.

— Quem? – Tom inquiriu. Queria que eles soubessem de sua posse sobre o rapaz, não que fossem fofocar sobre ele.

Percy sorriu.

— Não importa, vou resolver. Estamos começando uma… relação. Isso mesmo, uma relação.

Tom assentiu.

— E pretende me dar termos e regras estritas? – Brincou.

— Não por agora, nunca fiz isso de verdade, então, vai ter que ser um bom professor. Garanto que sou um aluno extremamente aplicado.

Riddle pigarreou, afastando o colarinho da camisa, o que o fez sorrir. Era inexperiente, não tolo. Não levou muito tempo para que o tivesse a sua frente, e de novo sentiu o poder inebriante que emanava desse homem, podia se afogar nisso.

— Faz isso de propósito? – Perguntou, meio sem fôlego. – Essa coisa da sua magia me chamar.

— Agora não, é só que se sente atraído pela magia, é algo instintivo. – Tom explicou, desatando o cordão que prendia sua túnica, e deixando-a cair no chão. – Sabe o que venho pensando desde que chegamos nesse prédio e o arquiteto terminou minha sala?

Percy negou, incapaz de desviar do olhar castanho. Suspirou profundamente quando o homem o agarrou e virou de frente para a parede de vidro, fazendo-o encostar o rosto na superfície fria.

— Pensava a todo momento, que deveria te faze vir aqui no meio do expediente e te foder nessa exata posição, para que todos pudessem ver que é meu. – Tom disse, e a voz rouca e poderosa reverberou pelo corpo de Percy junto com uma onda de magia, fazendo-o soltar um choramingo e sentir seu pênis pulsar dentro das calças. – Agora, isso foi de propósito, gosta de sentir minha magia na sua pele, Percival? – Perguntou, bem junto a orelha do ruivo, antes de mordiscar o local sensível, fazendo-o se arrepiar inteiro.

— S-sim, é tão exótico. – Percy disse, sentindo-se derreter ao ganhar beijos ao longo do pescoço e pequenas mordidas, que enviavam fluxos de excitação por seu corpo. A espera do dia, somadas as suas fantasias e a proximidade de Tom, eram impossíveis de controlar.

— Vou te mais, vou te dar muito mais. – Tom prometeu, lambendo sua orelha de modo sensual. – Mas, só de for um bom menino e tirar esse cinto.

Percy obedeceu, com as mãos tremendo, desatou seu cinto e o soltou no chão. Sentia o corpo inteiro do chefe colado a suas costas, e em breve poderia dizer a Oliver que o ego do homem combinava com seu equipamento, ao pensar nisso, Tom riu suavemente.

— Só para constar, minhas bolas são magníficas. – Brincou.

— Você… oh, diabos, está lendo minha mente? – Percy perguntou.

— Só agora, para ter certeza que está confortável. – Tom explicou. – Sou um legimente natural, quer que eu pare?

— Sim, é estranho. – Percy pediu, e não sabia porque, mas confiava que ele não continuaria sem permissão.

— Tudo bem, mas precisa se livrar dessas calças também. – Tom disse, impulsionando os quadris para frente e fazendo-o prensar a ereção retida no tecido contra a parede. – Não acha que vai ser muito mais divertido sem elas?

Percy não respondeu, lutou contra o botão e o zíper, abrindo a calça, e soltando sua camisa do cós, quando o tecido se juntou a seus pés, sentiu como Tom o acariciava desde o joelho até a virilha, apertando sua ereção presa na cueca boxer, e dessa vez, ele mesmo deu o puxão que afastou o tecido, fazendo Percy choramingar quando sua ereção bateu contra a fria parede de vidro, manchando-a com a umidade que escorria da ponta.

— Bom menino… tão bom. – Tom murmurava em seu ouvido, agora, sua mão serpenteava por baixo da camisa solta do ruivo, passando por sua barriga suave, indo em direção aos mamilos, que acariciou e puxou com provocação, fazendo Percy gemer. – Segure essa camisa, como um rapaz bem comportado.

O ruivo obedeceu, mantendo o tecido afastado de seu peito, dando livre acesso para as mãos do amante, que continuou provocando seus mamilos enquanto a outra mão acariciava sua coxa com firmeza, chegando a virilha nua, acariciando a junção entre as pernas, mas sem tocar seu membro necessitado e palpitante.

— Sabe quantas vezes imaginei te dobrar sobre minha mesa e bater nessa sua bunda linda até que ficasse tão vermelha quanto seu cabelo? – Perguntou, agarrando uma nádega macia com força, amassando a carne e empurrando o corpo do ruivo para frente, fazendo-o se esfregar no vidro, já totalmente imundo de sua essência, que vazava da ereção desatendida, chocando-se contra a superfície outrora imaculada.

Percy moveu uma das mãos, mordendo a camisa com os dentes, claramente querendo se masturbar, mas o gesto foi interrompido por Tom, que pegou a mão errante e a prendeu sobre a cabeça do ruivo.

— Bons meninos tomam o que lhes é dado. – Avisou, usando a outra mão para agarrar o cabelo curto do ruivo e puxar sua cabeça para trás, apoiando-a em seu ombro para que pudesse beijá-lo com ganas, sugando-lhe a língua de maneira obscena ao mesmo tempo em que impulsionava os quadris frente, fazendo-o se esfregar contra o vidro novamente, choramingando em seu beijo. – Isso mesmo, deixe ir.

Percy não achava possível sentir mais excitação do que naquele momento, tendo a impressionante ereção de Tom prensada contra sua bunda nua, enquanto este o obrigava a se esfregar contra o vidro de sua sala, enquanto lhe dizia as coisas mais sujas e inimagináveis.

— Eu gostaria que todos estivessem aqui. – Tom disse. – Que todos pudessem te ver, mas nunca te tocar, que soubessem que eu sou o único que pode te foder… que pode te fazer gozar.

Percy choramingou ao ter a ereção prensada no vidro novamente, seguindo o ritmo dos quadris de Tom, não demorou muito mais para gozar com um grito abafado pela boca do mago mais velho, que tinha voltado a beijá-lo. Perdido na névoa de prazer, Percy agradeceu que Tom o segurasse, ou teria caído de joelhos.

— Isso foi… uau. – Disse, depois de recuperar um pouco do fôlego.

— Como eu disse, pretendo te reduzir a uma bagunça balbuciante. – Tom afirmou, mordiscando seus lábios. – Se ainda pode dizer isso, não fiz bem meu trabalho.

Percy arregalou os olhos.

— Sério? Isso pode ficar melhor?

— Querido, eu jamais tomaria sua virgindade aqui nesse lugar tão desconfortável, acredite em mim… isso pode ser muito, muito melhor.

Percy lambeu os lábios, virando-se para encará-lo de frente.

— Podemos fazer mais agora? – Pediu, com voz dengosa. – Eu quero mais.

Foi a vez de Tom gemer desconsoladamente. O rapaz seria sua morte, certamente.

Notas finais
E foi isso, o que acharam? Nos lemos por ai. Beijos