Notas iniciais
Presentinho de natal atrasado , mas chegou. 400 milhões de desculpas mas tava em tempo por causa da escola e tudo mais. Espero que gostem."

"Puck, por favor, não morre"- Quinn chorava segurando a mão amigo que tinha os olhos levemente abertos e quase que sem vida na ambulância

E essa cena foi vista até que os dois chegassem ao hospital. La ficaram por mais de 6 horas, sem darem notícias a ninguém, pois a loira não levou o celular devido à pressa com que saiu do campus e nem tentou ligar da recepção pois não estava com cabeça pra lembrar o número, que sabia decorados de trás para frente, de nenhum dos amigos. O motivo da sua apreensão não era penas pelo o fato de ter visto um homicídio, um suicídio e uma tentativa de homicídio , mas pelo fato de que o seu quase irmão estava em uma sala de cirurgia a 4 horas tentando remover uma bala que havia perfurado o seu peito.

Nada disso se encaixava na cabeça da loira e muito menos fazia sentido; Laura era a pessoa mais sã que ela conhecia e que parecia ter noção de suas atitudes no próximo e no mundo também, não tinha como essa mesma pessoa abandonar os estudos por 4 meses e depois retornar à faculdade com uma arma e tentar matar o ex-namorado, a atual dele e a si mesma. Mesmo que o motivo que a levou a fazer isso fosse óbvio para todos , ela ainda não queria aceitar que a garota conseguisse tirar a própria vida e a de outras duas pessoas com tamanha facilidade. A loira foi tirada de seus pensamentos por uma voz que a chamou pelo sobrenome

"Sra. Fabray?"- perguntou o médico

"Sim, sou eu"- ela disse apreensiva que a notícia fosse a morte do amigo

"O sr. Noah Puckerman teve uma cirurgia bem sucedida, sem qualquer sequela e já está disponível à visitas"- ele disse sorrindo

"OBRIGADA!!!"- a loira gritou e abraçou o médico que sorriu

Ao chegar no quarto, Quinn viu o seu amigo deitado em uma cama, com vários fios colados em seu corpo e diversos aparelhos que sinalizavam estabilidade da saúde dele, e com uma faixa branca com 1 palmo de espessura cobrindo seu peitoral

"Puck?"- a loira perguntou triste ao ver a vunerabilidade que seu amigo transparecia deitado naquela cama

"Q.?"- ele pronunciou o apelido que ele a havia dado no 2º ano do Ensino Médio

"Ai você lembra de mim"- ela disse feliz se aproximando da cama e segurando a mão do amigo

"Como esquecer da minha melhor amiga?"- ele disse sorrindo

"E ai, como você tá?"- ela perguntou ao moreno

"Aparentemente com um buraco no peito esquerdo, mas tirando isso, estou bem"- ele disse rindo da própria situação em que se encontrava

"Você ta sentindo alguma coisa tipo uma ventilaçãozinha perto do coração?"- ela perguntou fazendo o moreno gargalhar

"Claro que não né Q.! Olha, me diz uma coisa, como a Laura e a Luiza estão?"- ele perguntou colocando a loira diante de uma situação totalmente desagradável

"Bem... como eu posso te dizer isso...- ela falou deixando clara a notícia que queria dar ao amigo- elas duas não resistiram"- ela disse e os aparelhos dispararam fazendo sons altos o suficiente para serem ouvidos na china. Logo o quarto foi preenchido por médicos e enfermeiros que trataram de tirar a loira, em prantos, de lá

Após 30 minutos, a sala foi esvaziada e o mesmo médico que havia falado com ela mais cedo voltou a conversar com a loira

"Sra. Fabray, o seu amigo teve um ataque cardíaco, mas já encontra-se fora de perigo . Minha equipe e eu supusemos que a sra. deve ter contado ao rapaz da morte das duas garotas, estou certo?- ele perguntou e a loira confirmou com a cabeça — olha, eu sei que não foi por mal, mas para evitar que isso ocorra novamente as visitas serão banidas, e o paciente ficará no quarto até que esteja fora de qualquer perigo mesmo que mínimo, ou seja, até ser liberado por mim."

"Mas e a família dele? Como vai ficar?"- ela perguntou preocupada

"Assim que ela chegar será levada até o quarto do seu amigo e conversará com ele diante da presença de um médico que dirá se aquilo realmente poderá ser falado sem causar nenhum dano ao paciente"

"Tudo bem; e quanto tempo você acha que ele vai ficar aqui?"

"Talvez 2 semanas e dependendo da sua evolução talvez menos."

"Certo"

"Agora, o carro do hospital a levara de volta à faculdade"

[MAIS TARDE NO MESMO DIA]

Ao chegar na faculdade, a loira resolveu ir direto ao seu dormitório e gazear aula, afinal não estava com nenhum um pouco de cabeça pra prestar atenção em qualquer cálculo matemático que fosse ensinado a ela. Ao abrir a porta do quarto, a loira encontrou as amigas rezando em uma roda no chão

"QUINN!!!!"- Brittany gritou e correu em direção a amiga

"Oi Britt"- Quinn disse desanimada

"E ai, como o Puckerman ta?"- perguntou Santana revelando olhos vermelhos e uma cara inchada de tanto chorar

"Ele ta bem, fez uma cirurgia pra tirar a bala, mas já ta melhor"- ela disse se sentando na cama

"E quanto tempo ele vai ficar internado?"- perguntou Rachel

"O médico disse que talvez 2 semanas, mas depende de como ele vai evoluir com o tempo"

"E ele já ta recebendo visitas?"- Brittany perguntou

"Ele tava, mas ai eu contei o que aconteceu com as meninas e ele teve um ataque cardíaco, e o médico proibiu qualquer visita"

"COMO?! ELE VAI FICAR 2 SEMANAS OLHANDO PRA QUATRO PAREDES?"- Santana perguntou/gritou indignada

"Ele disse que era melhor do que arriscar a vida dele por um besteira dita por qualquer visitante"

"Isso é uma merda mesmo!"- gritou a latina levantando do chão e deitando em sua cama

"Ei, e a família das meninas já sabe do que aconteceu?"- perguntou Quinn prendendo o cabelo que já estava mediano em um rabo de cavalo

"A mãe da Laura veio aqui e chorou rios e levou o corpo pra ser enterrado perto da casa delas e a família da Luiza também veio, chorou levou o corpo dela e disse que a família da Laura podia esperar que ia ser processada por danos morais e físicos"- disse Brittany arrumando sua cama

"Como a família dele pretende acusar uma garota morta por matar outra?"- perguntou Rachel

"Pois é, e ainda mais sendo óbvio que a Laura não tava na mais normal sanidade mental"- disse Santana trocando a blusa na frente de todas sem se importar com nada que as amigas pudessem ver ou que a namorada visse, afinal essa já viu varias vezes o que a blusa cobria

"Gente, eu achei estranho tudo isso. Tipo, eu sei o que eles "fizeram" , mas a Laura sempre foi uma pessoa muito pé no chão e nunca se atingiria por um relacionamento mal sucedido"- Quinn deixou claro seu ponto de vista diante da situação

"Você acha que te alguma outra coisa por trás de tudo isso?"- Rachel perguntou

"Não quero parecer arrogante, mas tenho quase certeza"- afirmou a loira

A porta do quarto das meninas abriu e entraram Sam e Finn

"Sammy!!"- Quinn disse correndo para o namorado sentindo suas lágrimas insistirem em voltar

"Oi amor"- ele disse abraçando a loira o mais forte que conseguiu

"E ai Quinn, como o Puck ta?"- Finn perguntou

"Ta bem, não pode receber visitas até ser liberado pelo médico e talvez fique la por 2 semanas"- Santana respondeu curta e grossa afinal percebeu que o que a loira queria era apenas ficar abraçada com o namorado chorando, sim ela não conseguiu segurar as lágrimas

"Nossa"- Finn disse surpreso com a ignorância da latina

"Desculpa, é que não gosto que coisas tristes fiquem sendo remoídas direto"- ela se justificou

'Quer ir lá pra fora?'– o loiro sussurrou para a namorada que apenas confirmou com a cabeça e eles foram para a o campus e ficaram sentados em um banquinho que ficava na frente de um campo de futebol

"Ta melhor?"- Sam perguntou tirando uma mecha de cabelo da face da loira

"Mais ou menos"- ela respondeu encostando a cabeça no ombro dele

"O que não deixa que minha pergunta não seja respondida com um sim?"

"Eu to preocupada com ele, não vou descansar até ele sair de lá"- ela respondeu secando o resto das lágrimas com a ponta do casaco

"Mas ele já ta bem, daqui a pouco vai ta aqui de novo dando uma de garanhão"- ele disse fazendo a loira dar um leve sorriso

"Eu posso ser sincera?"- ela perguntou

"Claro"

"Eu me sinto um pouco culpada por tudo o que aconteceu hoje"- ela disse com a voz trêmula indicando um novo choro

"Claro que você não tem culpa de nada"- ele disse e ela começou a chorar

"Sabe, eu podia ter ido atrás da Laura, explicar o que realmente tinha acontecido; podia ter ido avisar a ela que realmente era a Luiza quando vi que ela tava na festa"- ela disse chorando

"Ei ei , não chora mais ok? — Sam disse segurando o rosto da namorada e secando as lágrimas com os polegares- 1º você não tem culpa de nada disso , tipo, realmente nada a ver mesmo e 2º as coisas só acontecem quando realmente têm que acontecer"- ele concluiu olhando dentro dos olhos da loira

"Você acha?"

"Eu tenho a certeza mais absoluta da minha vida . Você nunca imaginaria o que ia acontecer 4 meses depois daquela festa e nós somos exemplos vivos de que as coisas acontecem quando realmente têm que acontecer"

"Somos?"- ela perguntou curiosa

"Claro, você surgiu aqui de repente, ficou no quarto das meninas, conheceu a Rachel que te trouxe em um passeio pelo campus e nós nos esbarramos; depois nos encontramos na festa e eu fiquei com ciúme de você e aquele Bem e isso me motivou a terminar com a Mercedes e te pedir em namora e melhor minha vida em 1000%"- ele disse sorrindo

"É por isso que eu te amo!!"- ela disse sorrindo e dando um beijo apaixonado e delicado no namorado

Notas finais
E ai , gostaram ? Quis dar um toque de romance fabrevans pra alegrar a vida de vocês Reviews ?