Um Nobre Apaixonado

20 Capítulo 20 - Uma Lição do Tempo


Notas iniciais
Pessoas do meu coração olázinho. Hoje prometo que vai ser produtiva as notas. (sempre são afs) Primeiro 1.1: Má notícia - Meu notebook está sem teclado. "Mas Mary, como assim?", bem, parou de funcionar a maioria das teclas. Primeiro 2.1: Boa notícia: Arrumei dois pcs pra postar as fics (UUHHU) Segundo 1.2: Estou muito feliz com o retorno que a fic tem dado, sério, vocês são de mais. Segundo 2.2: Já falei que são os melhores leitores do mundo? Não? Pois vocês! Terceiro: Carlisle está subindo do fundo do poço. Enrolei muito. Boa leitura ATÉ LÁ EMBAIXO.

POV Carlisle

Recolhi a aliança de Esme que havia ficado sobre a mesa e a coloquei no colocar que eu usava, junto a um medalhão que havia ganhado de minha mãe poucos dias antes de sua morte. Parei em frente a uma das janelas e passei a mão no rosto. Os flash's dos últimos acontecimentos não paravam de passar pela minha mente. Respirei fundo algumas vezes antes de sair do escritório. Sai de dentro do palácio e segui para os fundos dos jardins. Havia um campo aberto com apenas uma árvore. Os galhos caiam até próximos ao chão, o que deixava um bom espaço embaixo da sua copa.

Abri espaço entre os galhos e entrei embaixo, deixando-me cair sentado no chão. Encolhi os joelhos e firmei os cotovelos neles, escondendo o rosto por alguns segundos. O caos estava mais perto do que nunca, a sorte foi lançada. Ouvi barulhos nos galhos e olhei para frente, Marcus entrou com um pequeno sorriso e sentou ao meu lado.

– Como me achou? — perguntei.

– Sempre que faz alguma besteira corre para cá, é assim desde menino. — respondeu.

– Já estou um pouco velho para me esconder aqui. — falei. — Sei disso, Duque.

– Não estou aqui como Duque, Carlisle, estou aqui como seu tio. — ele me olhou por alguns segundos. — E você não está velho de mais para ficar com medo.

– Não me olhe como se não soubesse o que está acontecendo, Marcus. — tornei a olhar para frente. — E eu não estou com medo.

– Eu sei o que aconteceu com as outras pessoas. Quero saber o que aconteceu com você.

– Oh, claro. — ri fraco, com sarcasmo. — Por onde posso começar? Aro e Felix fugiram, deixando ameaças, meu ex-cunhado e melhor amigo é, provavelmente, um grande traidor do Reino, a mulher que eu amo me deixou e meus filhos me odeiam. Isso está bom ou quer que busque registros mais antigos?

Ficamos em silencio alguns segundos, senti meus olhos merejarem e respirei fundo, engolindo seco.

– Você também acha que me tornei um monstro egoísta, não acha? — perguntei, tentando me recompor.

– E por que acharia? Por que tentou casar sua filha sem a vontade dela, expulsou o seu melhor amigo por isso, colocou no fundo do poço a relação com seus filhos e seu sobrinho? Por que esqueceu das suas prioridades...

– Tudo bem, já entendi. — interrompi ele.

– Só estou tentando dizer, Carlisle, que as pessoas têm motivos para pensar certas coisas sobre você. E foi você mesmo quem deu esses motivos. — ele colocou a mão em meu ombro.

– Não somos uma família normal, Marcus, somos a realeza. Sempre vai existir um golpe sendo criado, perigos de ataques, responsabilidades. As minhas, por exemplo, se estendem bem mais do que meus filhos. Tenho um Reino para tomar conta... Meus erros são inadmissíveis.

– Sei que vai ficar bravo. Tenho certeza disso. Mas quando fala assim, quando coloca o Reino a frente de tudo, não vejo você, e sim meu irmão. — ele disse. — Seu pai pensava assim, e você sabe muito bem para onde isso o levou. Lembra bem o porque fugia para cá, não lembra?

Lembranças tomaram conta da minha mente. Os gritos do meu pai. Minha mãe chorando. Meu rosto queimando com um tapa. Eu correndo para baixo da árvore. Rei Willain e sua tirania dentro de sua casa.

– As coisas chegaram a esse ponto? — olhei para ele.

– Não. Não chegaram a esse ponto, porque você ainda tem tempo de mudar. — ele levantou e estendeu a mão para mim. Segurei-a e levantei.

– Todas as pessoas com quem eu me importava se afastaram de mim. Sabe o que é isso? — perguntei. — Não faço ideia de como traze-los de volta.

– Prove para os seus filhos, antes de tudo, que você não vai ser para eles o que Willian foi para você. — ele colocou a mão em meu ombro. — E quando precisar, pode contar comigo.

Assenti, agradecendo com um pequeno sorriso. Voltei para dentro das instalações do palácio e subi, eu não sabia ao certo o que falar com meus filhos, mas sentia que era agora ou nunca. Ouvi o som do piano, ao longo da escada, vinha da sala de música de Elizabeth. Abri a porta devagar e entrei. Edward estava sentado ao piano e ele tocava de forma majestosa. A sala estava mal iluminada, mesmo fazendo um belo sol na rua, todas as cortinas estavam fechadas. Fui até uma das janelas e puxei as cortinas, abrindo-as. Edward me olhou e parou de tocar.

– Majes... Majestade eu... Me desculpe... Eu achei que o senhor havia saído... O piano... — ele disse rapidamente.

– Tudo bem, Edward. — respondi. — Não estou bravo com você.

– Não está? — ele disse com a expressão confusa.

– Não. — repeti. — Se importa que eu escute um pouco?

– Ah... Não... Quer dizer... Vai ser uma honra. — ele disse.

– Caso se sinta mais a vontade, pode fingir que não estou aqui. — falei me sentando em uma das poltronas logo atrás do piano.

– Como se fosse fácil. — ele respondeu rindo fraco.

E então Edward começou a tocar. Fechei meus olhos por alguns instantes. Deixei minha mente vagar.

*Lembrança*

Corri o mais rápido que pude para baixo da árvore de novo. Era sempre assim. Ele se irritava, e sobrava para todos, menos para quem tinha realmente culpa. Sentei no chão ofegante, meu rosto ardia do tapa, lágrimas de raiva desciam pelo meu rosto. Ouvi barulho na grama e enxuguei as lágrimas, tentando parar de chorar. Minha mãe entrou onde eu estava, sentando ao meu lado.

– Querido... — ela me abraçou. — Sabe que não pode se meter nas discussões de seu pai, por mais que ache que ele não tem razão.

– Mas se eu não me metesse... — tentei não soluçar. — Ele bateria na senhora, e eu não vou permitir isso. Nunca!

– Carlisle, você é uma criança. Não pode proteger todos mundo. Na verdade, não pode proteger ninguém. Você tem que ser protegido.

– Eu não sou mais criança! — protestei, separando o abraço. Limpei a lágrima que descia pelo meu rosto.

– Filho, olha para mim. — ela segurou meu rosto entre as mãos. — Tem ideia de como me senti quando vi seu pai lhe batendo? Hmm? Não você não tem, e sabe por quê? Porque é uma criança ainda. — disse. — Me prometa que não vai mais fazer isso? Willian é um homem bom por trás dessa casca. Quando você for pai, vai entender o porque quero te proteger, porque vai querer proteger seus filhos também.

Lembro de ter prometido. Uma semana depois desse dia ela adoeceu, em poucos dias a perdi. Acabei nunca conhecendo o homem bom que Rei Willian tinha por trás da casca, que por sinal, era tão grossa que nem a perda da mulher o vez demonstrar emoções.

*lembrança*

O sessar da música do piano me trouxe de volta a realidade. Abri os olhos e pisquei algumas vezes. Edward virou para mim. Sorri fraco e senti uma lágrima se formar no cantos dos meus olhos. Limpei-a antes mesmo que caísse.

– Majestade... O senhor... Tudo bem? — ele perguntou.

– Não. — respondi. — Mas não vou enche-lo dos meus problemas. Continue tocando, sempre que quiser. Você tem tanto talento quando Elizabeth tinha. — levantei.

– Obrigado. — respondeu, sorrindo e levantou também. — É... A primeira vez que o senhor me elogia. Eu... Nem sei... Obrigado.

Parei ao lado dele e coloquei a mão em seu ombro.

– Seu pai teria muito orgulho de você. — falei. — Eu tenho muito orgulho de você. Não esqueça disso.

Dei um pequeno sorriso e sai da sala. Segui por mais um lance de escadas até chegar a biblioteca. Alguma coisa me dizia que Jasper e Rosalie estariam ali. Bati na porta de leve e depois de ouvir um 'entre', abri, entrando.

Os dois pararam a conversa e me olharam. Me aproximei deles e respirei fundo.

– Podemos conversar? — perguntei.

Os dois apenas assentiram. Sentei de frente para eles em um dos sofás.

– Eu... Eu nem sei por onde começar... Eu... — respirei fundo mais uma vez. — Me desculpem.

– O quê? — os dois falaram juntos.

– Me desculpem, por tudo... Pelo o que fiz... Pelo o que não fiz. — comprimi os lábios. — Passei mais parte do tempo sendo Rei e esqueci de ser pai. Rosalie está certa em uma coisa que me disse... Na maior parte das vezes, Eleazar foi mais pai de vocês do que eu. Quebrei a promessa que fiz a mãe de vocês, eu não soube cuidar. — engoli seco. — Espero que não tenha me dado conta disse tarde de mais. Não estou querendo brincar de pegar com vocês, sei que esse tempo foi muito mal aproveitado, pelo menos na minha parte. Quero que me perdoem por isso. Errei muito com vocês dois e me arrependo. Aro e Felix estão soltos novamente, perdi Eleazar, perdi Esme... Se eu não tiver vocês dois comigo, não vou conseguir entrar nessa... — minha voz falho.

– O senhor não quebrou a promessa que fez a mamãe. — Jasper disse. — Só que não pode cuidar de nós para sempre, precisa baixar a guarda também. Não somos mais crianças. É isso que afasta as pessoas de você... Essa pose de que nada o afeta.

– Marcus disse para eu mostrar que não quero ser pra vocês o que Rei Willian foi para mim. Só que eu não sei como. — falei levantando. Respirei fundo algumas vezes. — Estou com medo Jazz. É isso. Tenho medo de perder, vocês dois, Edward... De não conseguir reverter essa situações com Esme... Eleazar. — comprimi os lábios. — O problema é que eu não sei como pedir ajuda.

– Só prometa que vai mudar. — Rosalie disse se aproximando de mim.

– Acreditaria em mim?

– Você é um Rei, nos ensinou que palavra é o mais importante. — ela sorriu. Uma lágrima desceu pelo o canto dos seus olhos.

– Tudo bem. — ri fraco. — Eu prometo.

– Então conte conosco. — ela me abraçou.

Afundei meu rosto em seu pescoço e respirei fundo. Agora eu sabia que teria forças para começar a lutar de verdade. Sabia também quem era o errado na história. Que não seria fácil conquistar tudo de volta. Sabia que eu não merecia desculpa de todos... Principalmente de Esme e Eleazar.

Notas finais
Carlisle subindo no poço e eu descendo, nossa que depressão que me deu escrevendo esse capítulo. Jesus. Espero que tenham gostado. Beijos. Até os coments. (Qualquer coisa, adicionem no facebook ou mandem mensagem aqui)