Um Musical para Recordar

2 A escolha dos personagens e suas conseqüências.


Notas iniciais
Capitulo 2 on!
Agradeço os comentários, e espero que continuem gostando. Porque eu estou me divertindo ao escrever.
É isso! Até o

Na manhã seguinte, a expectativa já tomara conta de todos. As aulas pareciam não ter fim, as horas se arrastavam e os garotos evitavam se falar para não aumentar a ansiedade.

Quando, finalmente, o sinal bateu anunciando o final das aulas do dia a correria dos alunos do Glee Club foi alucinante. Acabaram por juntarem-se no meio do caminho para a sala do coral. Ao olharem para os lados, o corredor parecia ainda mais cheio, as pessoas pareciam empurrar-lhes de propósito no sentindo contrário.

Depois de dez minutos de empurra-empurra conseguiram entrar na sala. Mrs. Shue já os esperava, andando de um lado para o outro, esfregando uma mão na outra, em sinal de pura antecipação.

- Até que enfim chegaram. – sorriu ao vê-los – Vamos lá. Assistiram o DVD e leram o roteiro? – todos acenaram positivamente – Então, vamos acabar logo com essa dor de barriga.

O professor pegou duas urnas em cima de sua mesa. Uma rosa e outra azul. Colocou-as sob o piano e explicou:

- Os nomes de todos os personagens estão nas urnas. Façam fila e retirem um papel. Conforme rolar o sorteio diga em voz alta o que saiu.

A fila foi formada. Meninas de um lado, meninos de outro. A tensão era sentida no ar. Shue percebeu que quase podia ouvir os corações acelerados de seus alunos. E o sorteio começou.

- Coro – Lauren declarou.

- Benny – Artie sorriu.

- Coro – Tina sorteou.

- Coro – Mike falou aliviado.

- Mimi – Santa gritou animada.

- Collins – Blaine leu.

- Joanne – Rachel sorteou. Sua ansiedade aumentou.

- Roger – Puck comemorou.

- Coro – Mercedes leu tranquilamente.

- Coro – Foi a vez de Sam.

Naquele momento faltavam quatro alunos para sortear e apenas três papéis principais. Rachel olhou para as duas garotas a sua frente: Quinn e Brittany. Uma delas seria seu par na montagem. E algo lhe dizia que o destino iria brincar com sua cara.

Do outro lado da fila, Kurt e Finn se olhavam apreensivos. Um deles seria Mark e o outro Angel. Se o tal destino continuasse brincando daquele jeito, já que até ali todos os papéis tinham ‘sem querer’ servido perfeitamente para cada um, eles sabiam o que lhes aguardava.

- Certo, pessoal. Quero que os quatro coloquem as mãos na urna juntos – eles obedeceram – Ok, vou contar até três, e então saberemos para onde isso vai nos levar.

Sem notar, todos prenderam a respiração. Entreolhavam-se, o suspense carregando o ambiente.

- Um.

Rachel olhou para Quinn. A loira a olhava também. O mesmo pensamento lhes tomando conta: “Maureen não, por favor, não”. Brittany só sorria, extasiada.

- Dois.

Kurt e Finn trocaram um último olhar cúmplice antes da sentença.

- Três. – tiraram as mãos das urnas – Meninos, vocês primeiro. Leiam.

- Mark – Finn sorriu.

- Angel. – Kurt não parecia surpreso, tampouco feliz.

- Agora vocês, meninas.

Todos os olhares se viraram para as duas loiras. Quinn leu o papel, sem muita emoção. Depois falou para que os outros pudessem ouvir.

- Maureen – e ao pronunciar o nome de sua personagem, encarou Rachel diretamente.

- Coro – Brittany finalizou aos pulos.

Rachel não sabia o que fazer. Quinn não se mexia. Apenas olhavam-se atônitas. Só conseguiram se mover quando Mrs. Shue os mandou sentar.

- Já temos nossos personagens. Alguém tem alguma coisa para perguntar? – o professor questionou. Artie ergueu o braço – Artie.

- Professor, talvez não seja a melhor escolha eu como Benny. – ajeitou os óculos, tímido – Quer dizer, o personagem anda por todo o palco e confronta outros personagens... Acho que não vou dar muita dinâmica, nessa cadeira de rodas.

- Não tem volta, Artie – Finn contestou – Foi esse o combinado. Você vai ser o Benny. Certo, Mrs. Shue? – completou sorrindo.

- Totalmente, Finn.

- Quanto à dinâmica, sempre demos um jeito. Por que não daríamos agora? – Mercedes constatou, e foi apoiada por todos.

- Tudo bem, então. Obrigado, pessoal. – o garoto agradeceu emocionado.

- Mas alguma dúvida?

- Professor, li o roteiro... Não sei se foi só impressão, mas o senhor nos deu o original. A gente não teria que apresentar a versão para estudantes? – Santana questionou.

- Achei que ninguém havia notado. Muito bom, Santana – Shue falou orgulhoso – Realmente, o roteiro é o original. E nós o faremos, sem cortes.

- O Figgins nunca vai autorizar – Puck argumentou.

- É exatamente por isso, que temos uma aliada.

- Quem? – Brittany perguntou.

- Coach Silvester. – todos o fitaram incrédulos. – Conversei com ela. Ela concordou com meus argumentos. Vai até nos ceder algumas cherrios para o musical. – olhos arregalados o encaravam.

- Acho que prefiro não saber o que o senhor fez, mas... Valeu, professor – Mike brincou.

– Ótimo! Quero que façam o seguinte: leiam novamente o roteiro, agora dando atenção ao seu personagem. Ouçam as músicas. O pessoal do coro pode se juntar e definir quem vai fazer cada parte. Fica totalmente a critério de vocês. Por hoje é só. Os vejo amanhã. – os dispensou.

Rachel ainda estava anestesiada. Tentava fazer sua cabaça trabalhar, mas não conseguia. Quando viu Mercedes passando por ela para sair, uma luzinha surgiu lá no fundo de sua mente até então apagada. Sem demora, levantou e correu atrás da black diva.

- Mercedes! – gritou ao vê-la virar o corredor. – Espera.

A cantora parou e esperou que a outra a alcançasse. Rachel estava ofegante ao parar ao lado de Mercedes, quase pálida.

- O que aconteceu, garota? Vai tirar o pai da forca? – perguntou achando graça.

- Preciso de um favor. Um IMENSO favor. – a morena enfatizou, recuperando aos poucos o fôlego.

- Pode falar.

- Troca de papel comigo. – Rachel achou melhor ser direta.

- Como é? – Mercedes perguntou incrédula.

- Troca comigo. Faça a Joanne. Eu fico no coro. – explicou de novo.

- Deixa eu ver se entendi... Você quer abrir mão de um dos papéis principais e ficar no coro – a morena concordou com um aceno – Mas por que... – antes de completar a pergunta se deu conta e começou a rir – Pára tudo! É por causa da Quinn, não é? Você não quer fazer par com ela. – a diva não conteve o riso.

- Não tem graça, Mercedes. – Rachel fechou o semblante. – Vai me ajudar ou não?

- Primeiro: sabe que não posso. Você mesma disse que não tinha volta, por causa do tal do destino – tirou sarro outra vez. – E segundo: nem a pau eu perco Quinn Fabray e Rachel Berry cantando Take me or Live me. – outra sessão de risos começou.

Rachel estava inconformada. Até certo ponto Mercedes tinha razão, a culpa era dela por não poder voltar atrás. Mas não conseguia ver graça alguma na situação. Como ela iria contracenar com a pessoa que lhe infernizou todo o ensino médio? Pior, como fingiria gostar da garota e a beijar? Notando o ar desanimado da amiga, Mercedes tentou fazê-la sorrir.

- Hei, tente ver o lado bom. No fim das contas, Quinn Fabray terá que se ajoelhar aos seus pés – sorriu piscando para ela, mencionando uma das cenas da peça. – Relaxa, Rach. Tenta se divertir, são nossos últimos meses aqui. De repente é uma forma de vocês duas se entenderem e acabarem com isso numa boa.

- Talvez...

Mercedes puxou a menina para perto e a abraçou. Sorriu e saiu andando pelo corredor. Rachel respirou fundo e caminho no sentido contrário. Precisava pensar e só conhecia um lugar naquela escola onde poderia: o auditório. Passou pelo armário de Kurt e ouviu um pedaço da conversa dele com Blaine, mas não parou.

- Não quero fazer isso, Blaine. Não tem como ser mais clichê... – o garoto parecia indignado.

- Kurt, se acalma. Vai dar tudo certo... – Blaine argumentava.

Rachel continuou seu caminho até o auditório. Como sempre, o lugar estava vazio. Ela sentou em um canto e lá ficou. Ainda se sentia um pouco entorpecida. Ainda não conseguia entender por que concordara com tudo aquilo, pra começo de conversa.

Sem saber a quanto tempo já estava ali, de repente ouviu a porta sendo aberta, mas preferiu não se virar e olhar quem era. Esperou. Os passos eram vacilantes, e ela podia ouvir a respiração irregular que se aproximava. Quando o som ficou ainda mais perto, ela sentiu o perfume. E, sem entender como, sabia quem estava ali, antes mesmo de vê-la.

- Será que a gente pode conversar? – a ex líder de torcida perguntou baixo.

Notas finais
E então, o que acharam? Reviews, please!!! Façam uma autora feliz XD