Notas iniciais
YOOOOO galerinha!
Bom , aqui estou eu com uma nova história! AW YEAH!
Essa ideia me surgiu simplesmente DO NADA , na sala de aula , e decidi fazer a fic assim que chegasse em casa~
Bom , espero que gostem!
#partiu

Era tarde. Muito tarde... Eu estava sentado em um banco na praça que estava caminhando a pouco tempo. É cansativo ficar andando pela cidade basicamente o dia todo , principalmente quando é uma cidade movimentada como Tokyo. As vezes sinto que era bem mais fácil quando estava vivo... Ou será que não era? Devo estar pensando isso porque não precisava ficar andando o dia todo.

Mas enfim , estava sentado , olhando pro céu , pensativo sobre como tudo era antes de morrer , até que ouço algumas vozes.


— Seu filho da puta! Eu te vi pegando minha namorada! — Eram dois caras brigando , e outros quatro apenas assistindo. O motivo da luta já estava aparente , e eu apenas fiquei observando os dois idiotas brigarem por uma besteira daquela. Se bem que , se fosse com o Yuu... Acho que faria o mesmo. Se bem que , ele nem gosta de mim , então seria impossível acontecer. Acabei ficando com uma expressão meio irritada , e ainda estava olhando os caras. Pra minha infelicidade , um deles me viu e soltou o outro , vindo na minha direção.


— Ei , pirralho. O que pensa que está fazendo na rua uma hora dessas? — Ele deu um sorriso como se fosse me espancar , parando do lado do banco que eu estava sentado , estalando os dedos com a mão.


— Escuta , se for pra encher o saco nem venha. — Me levantei e fiquei o encarando com uma expressão extremamente irritada , tentando fazê-lo mudar de ideia de me espancar. O que obviamente não aconteceu , porque o cara era um gigante , e não sabia o que eu era realmente.


— Olha só , o baixinho tá bancando uma de valentão... — Ele se virou e olho pros companheiros. — Hey , galera! Venham ver que gracinha! — Ele soltou um riso sarcástico. Todos vieram e ficaram me olhando por um tempo , e logo começaram a rir.


— Tch... Tenho mais coisa a fazer do que ficar perdendo meu tempo com idiotas que se acham fortes... — Me virei e sai andando. Todos os caras ficaram irritados com meu comentário , o que era de se esperar. Me rodearam e impediram que continuasse andando. Se eu fosse humano , estaria ferrado nesse momento... Pena que não sou , heh...


— Você é bem corajoso , pra um pirralho do seu tamanho... Vamos ver quanto de porrada você aguenta. — E partiram pra cima de mim. Mas todos os golpes atravessaram meu corpo como se eu nem estivesse ali , e teve alguns que até se socaram. Até que achei graça nisso.


— Realmente acham que podem me vencer? Hahahahaha. Estão enganados. — Todos os "grandalhões" ficaram ainda mais irritados com esse meu comentário , partindo pra cima de mim novamente. Mas todos só continuaram socando a si mesmos e eu não sofria um dano sequer.


— Porra! Mas o que diabos é você? — Perguntou o homem que havia me "encontrado" primeiro.


— Não sou nada demais... Apenas não sou humano. — Logo após falar isso dei um sorriso completamente assustador , que fez todos os caras se afastarem de mim. Em uma questão de segundos , apareci atrás do "líder" e fiz surgir uma adaga negra , coberta em uma espécie de névoa negra , e a pressionei no pescoço dele.


— M-Mas o que..?! — Ele se assustou com meu ato , e só fiz pressionar a adaga ainda mais forte no pescoço dele , o indicando para se calar.


— Se quiserem continuar a viver , corram o mais rápido que puderem. Os darei 30 segundos para ir o mais longe possível. — Dito isso , tirei a adaga do pescoço do homem , que logo começou a correr com tudo de si. Os outros fizeram o mesmo , seguindo o homem maior.


Apenas voltei a me sentar no mesmo banco de antes , voltando a olhar padrão céu , me perdendo nos meus pensamentos. Fechei os olhos lentamente , sentindo uma brisa gelada passar em meu rosto , o que me deixou meio surpreso , afinal , não sou humano... Mortos não deveriam ter o senso de sentir coisas do tipo.. Mas isso não me fez abrir os olhos de jeito nenhum. Enquanto estava perdido em meus pensamentos , vi uma pessoa... Uma pessoa familiar. Não queria abrir os olhos , queria saber quem era , mas algo estava me dizendo para abri-los , e urgentemente. Apenas ignorei o "aviso" continuando com os olhos fechados.
Depois de algum tempo , reconheci totalmente aquela imagem... Era Yuu. Era Yuu quem eu estava vendo. Depois de um tempo ele virou o rosto e olhou pra mim , dando um meigo sorriso. Mas essa linda cena só durou poucos segundos , porque o que veio em seguida foi aterrorizante... Vi o rosto do Yuu se decompondo aos poucos , com um olho saltando da orbita , todos os dentes a mostra... Depois disso abri os olhos e e dei um grito , me levantei do banco e sai correndo na hora. Não ficaria naquele lugar de novo nem morto... Aquela figura que eu havia visto , toda decomposta... Não era Yuu. Era outra coisa. Uma coisa horrível...
Corri por um bom tempo , pra bem longe dali. Quando percebi que estava longe o suficiente , me encostei na parede e deslizei até o chão , me sentando no lugar , ofegante de tanto correr. Quando percebi , o céu já estava ficando claro. Eu sinto quase tudo que os humanos sentem. Sinto prazer , cansaço , paz , entre outras coisas... Menos fome , e sono , o que me era bem estranho , porque são duas coisas que o corpo mais necessita. Mas , talvez seja esse o motivo. Meu corpo está morto. Meu coração não bate , meus pulmões não funcionam... Mas eu respiro. Apesar de não precisar de ar. Parece que é apenas o costume. Mas , como meu corpo está morto , deve ser por isso mesmo que não sinto fome nem sono. Porque não necessito de nenhum dos dois.
Fiquei olhando para o céu o tempo todo , até que ele clareasse por completo. E podia olhar para o sol sem nenhuma dificuldade , já que meus olhos não vão se machucar de qualquer jeito. Me levantei com um pouco de dificuldade , porque minhas pernas estavam doendo um pouco pela correria toda. Mas foi só agora que percebi que estava em frente a um cemitério. E acho que era o mesmo cemitério que meu corpo foi enterrado. Entrei no cemitério , e procurei pelo meu túmulo. Quando finalmente o achei , foi uma situação bem estranha. Alguém havia cavado meu túmulo , e só havia deixado o caixão , vazio. Ou isso aconteceu porque eu voltei para o mundo real? Se esse for o caso , todos devem estar procurando o "criminoso" freneticamente... Bom , mas isso já não me importa. Que eles procurem o criminoso , até descobrirem a verdade.
Sai do cemitério e fui andando para o centro da cidade. Surpreendentemente haviam poucas pessoas , mas devo admitir que haviam mais do que eu imaginava ter. Algumas pessoas me olhavam com desprezo , porque meus olhos estavam quase transparentes. Era um cinza bem claro... As pessoas obviamente acharam algo de estranho naquilo , e evitaram chegarem perto de mim. Menos um pequeno rapaz , que puxou minha jaqueta curioso.


— Moço..? — Era a voz doce de uma criança. Uma bem jovem. Me virei e o olhei , expressando um leve sorriso.


— ...Sim? — Perguntei , tentando não parecer assustador. E , para a minha surpresa , o garoto não fugiu quando viu meus olhos , ele ficou apenas me olhando ainda mais interessado.


— P-Porque todas as pessoas estão te olhando como se fosse uma barata? — Ri da pergunta do garoto. Ele obviamente não sabia a palavra "desprezo" , mas sabe que as pessoas evitam baratas , e coisa do tipo... Por isso deve ter usado essa palavra. Me agachei em frente a ele e apontei para meus olhos , ainda esboçando o leve sorriso.


— Vê meus olhos? Eles são muito mais claros que o normal , por isso as pessoas estão me evitando. — Expliquei pro garoto.


— Mesmo? Pois eu os achei lindos! — Ele sorriu. Fiquei surpreendido com o comentário do menor. Mas tentei não demostrar demais. Coloquei minha mão em seus cabelos , os bagunçando carinhosamente.


— Obrigado , garoto. A propósito , qual é seu nome?


— Meu nome é Ringo! E o seu , moço? — Ele abraçou seu ursinho de pelúcia e pareceu gostar do gesto que fiz.


— Me chamo Shinsuke. Mas me chame de Shin. — Sorri.


— Hai!


— Bom , parece que alguém está te esperando. — Avistei a mãe dele nos olhando com um lindo sorriso no rosto , como se estivesse orgulhosa do próprio filho.


— Ah , mamãe! — O garoto correu até a mãe , levantou o braço ao alto e acenou para mim , dando um sorriso mais lindo que o da mãe. — Espero nos vermos de novo , Shin-san! — Acenei pra ele e sai andando na direção oposta aos dois. Olhando para o céu e sorrindo.


"Será que o Yuuya me receberia assim? Ou até... Melhor que isso?"

Notas finais
Bem , pra quem não entendeu o título do capitulo , é sobre o garoto Ringo.
Pra quem não sabe , Ringo significa doce de maça , por isso o título u-u
Bom , espero REVIEWS! Bai bai! ♥