Um Menino Quase Feiticeiro - A Verdade
18 O Mundo de Victorine
Notas iniciais
Depois dela ter quase afogado todos,Tobeliey disse à ela que poderia vestir umas roupas que ele tinha,eram femininas.
Por que ele tinha roupas femininas?
“Mas antes disso vamos tirar essa lama toda” – Foi o que ele disse,dizendo-a que poderia usar o banheiro.
– Quem é ela? – Perguntei depois que a menina entrou no banheiro.
– Uma garotinha de treze anos. – Ele me fitou. – Sua idade,e aliás,trate ela bem.
– Não foi essa a minha pergunta!
Tobeliey suspirou pesadamente.
– Ela é desse mundo,só que de outro.
Essa é a melhor explicação que ele pode dar?
– Ele quis dizer que ela é de uma dimensão paralela. – Intrometeu-se Maramon.
Aquele cachorro idiota sabia de mais coisas que eu.
– Uma dimensão paralela do passado. – Completou Tobeliey.
Sentei-me no sofá.
– Ela é quem?Branca de Neve,Cinderela? – Perguntei.
– Victorine... – Ele suspirou. – Não faça brincadeirinhas com ela,diferente de princesas que conhece,ela é um terror quando se fala de guerra.
Maramon começou a estralar sua língua,uma das coisas que eu mais acho irritante do mundo,ele tinha um dom legítimo de irritar.
– Universo paralelo do passado,que coisa confusa. – O cachoro idiota disse.
Uma garota tristonha apareceu,observei ela por um instante.
Os cabelos negros estavam molhados,os olhos tristes,vestia uma roupa normal: Uma camisa rosa de manga curta,um shorts jeans e um tênis branco.
– Essas roupas são esquisitas. – Ela disse. – Obrigada.
Tobeliey sorriu.
– Pode me dizer o que aconteceu?
– Meu pai...Preparava o exército enquanto eu e minhas irmãs estavamos no jardim,vimos uma tropa de... – Ela estremeceu. – Aquelas coisas meio acabadas...
– Eles não cumpriram o trato.
– Sim.
– Usou a pedra,não?
– Sim.
– Eu vou dar um jeito nisso. – Ele sorriu. – O seu reino será salvo.
– Eram muitos,Tobeliey...
– Seja mais otimista,minha princesa. – Ele olhou mais para ela. – Ma princesse.
Aquilo tudo era tão chato!Ele vai fazer o que agora?Beijar a mão da garota?
– Vamos parar,pessoal. – Intrometeu-se Maramon.
Ela fixou-se em mim e Maramon.
– Olá. – Ela disse.
– Olá. – Disse Maramon.
– Vocês não me são estranhos.
Tobeliey pegou uma mexa do meu cabelo.
– Deve de ser por causa do cabelo,é parecido com o de seu primo.
– Não...Não é isso.
Ela aproximou-se,parecia com medo,ou encantada.
Botou as duas mãos em meu rosto.
– Os olhos. – Ela piscou. – A pele.
– Eu sei que sou bonito.
Ela deu uma risada.
– Bem,eu já vi melhores.
Corei, ela era uma garota bem ousada.
– Também já vi melhores que você.
– Tudo bem, os dois podem parar. – Intrometeu-se Tobeliey. – Victorine, vou ao seu mundo.
Vi brilhos nos olhos da garota.
– Muito obrigada, Tobeliey.
Ele sorriu.
– Tá, e eu e o cachorrão aqui? – Perguntei.
– Vocês... – Ele nos olhou. – Vão junto.
– Quê!??
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Mas antes que eu pudesse dizer uma frase, uma luz rosada tomou o lugar, transformou-se em branca, depois, não vi nada.
Nada.
E depois tudo, olhei para os lados e vi campos destroçados e um “reino” logo depois, caído aos pedaços. Dei uma espiada para trás, e vi uma floresta densa e escura, de lá vinham barulhos desconhecidos.
E eu não queria conhecer eles.
– Isso foi rápido, Tobeliey. – Disse a voz daquela garota.
Olhei para o lado e a vi, então, olhando para o outro observei Tobeliey e...Maramon...
– Socorrro!
Uma voz.
Ouvimos uma voz.
– Uma voz humana! – Disse a garota com alegria.
Humana?
Que droga! Em um momento estou no Submundo, e depois na...Era feudal?
Mesmo assim, seguimos as vozes, e eu não vou dizer o que eu vi enquanto andava pela floresta, era nojento demais.
Finalmente, o dono da voz.
Arregalei meus olhos.
– Darget! – Gritei, indo até ele.
Era um Darget diferente, não tinha mais aqueles olhos tão intensos, ou o cabelo tão quimico, nem ao menos a pele de zumbi. Era um garoto ruivo normal, com olhos verde escuro, pele clara, e com medo, estava tremendo, apenas com uma capa branca em cima dele.
– Quem é você?
Como quem era eu?
Ele não...
Se lembrava?
– Ele é a verção masculina de minha amada aos quinze anos. – Disse Tobeliey, sem mexer-se. – Darget... Ele é parecido, sim..
– Parecido? É o Darget humano! – Disse olhando-o. – Qual o seu nome?
– D-darget...Segal.
Todos nos surpreendemos, menos a garota, que estava começando a ficar impaciente.
– Darget... – Tobeliey deu uns passos à frente. – Qual o nome da sua mãe?
– Lorraine.
Nunca vi um Tobeliey tão assustado.
– Em que ano você está? – Ele voltou a perguntar.
– Eu? Ah...1950...Década de cinquenta, uns anos para a frente, eu não me lembro.
Minha mente foi aos ares
– Como isso é possível?
– Eu não sei. – Respondeu Tobeliey, ele parecia ter levado um tiro. – Eu realmente não sei.
– Levanta! – Disse puxando Darget.
Algo nos atacou naquele momento.
Um vampiro? Um zumbi?
– Um dos Meio! – Gritou a garota sacando uma faca.
E foi assim, uma cena aconteceu, uma garota de treze anos esfaqueando um ser irreconhecível.
Ela ficou sem nenhum arranhão.
E eu, bem, eu fiquei com medo dela.
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– O que é um “Meio”? – Perguntei para Tobeliey enquanto comiamos algumas frutas, estavamos escondidos na floresta.
– São vampiros que foram meio...Meio mortos, mortos da morte, é difícil de entender. – Ele suspirou. – São os zumbis dos vampiros.
– Ah, essas coisas, são engraçadas. – Disse Maramon.
– Não. – Disse seriamente a garota. – Mataram minha família, menos minhas duas irmãs, que usaram pedras diferentes, foram para outro lugar, para sempre.
– Sinto muito. – Disse mordendo uma maçã.
– Eu também.
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O tempo foi passando, lutando contra aquelas coisas que são chamados de "Vampiros-zumbis", são vampiros que foram meio derrotados, na maioria foram no submundo,e se vingam em variados Reinos.
Ali eles estavam dominando.
Descobri que tenho dois "poderes", os das trevas e os da luz, mas são difíceis de aperfeiçoar, contudo consegui aniquilar alguns deles.
Ah! Maramon tinha poderes das trevas, iguais aos meus, não precisamos mais dividir, embora fosse possível.
E Darget...O garoto vivia assustado, de olhos arregalados e faca na mão, parecia não acreditar na própria realidade. Tinha se esquecido de tudo.
Pureza reinava no seu olhar.
Bem...Uma breve história do passado:
Tobeliey tinha dezessete anos quando foi mandado para esse reino com o seu animal "sagrado", foi mandado para esse reino por causa do Reino principal, dizendo que aqui precisava de uma ajudinha com os monstros. Tobeliey treinou Victorine. Foi ali que o animal de Tobeliey morreu.
Por fim, Tobeliey disse:
– Aqui já é impossível.
Ninguém negou.
Uma garota de cabelos negros chorou.
Deixaram aquele reino, mas a garota ficou.
– " Não posso deixar minha população, não sou mais Princesa, sou Rainha, vou morrer aqui, com eles, obrigada pessoal."
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