Um Mago, Um Dragão E Um Pingente Dourado
7 7. Fazendo novas descobertas e novos amigos.
Notas iniciais
bom povo boa leitura :3
7. Fazendo novas descobertas e novos amigos.
Thiago mal acreditava no que estava vendo. Na verdade ele não acreditava passou varias vezes as mão nos olhos para saber se ainda estava a dormir.
Sua sobrinha estava com a marca de um infelix no rosto. A marca ia da bochecha direita até o olho direito, era vermelha como sangue e formava duas raízes que se estendiam um pouco, bem pouco mesmo.
Poderia sua sobrinha esta mesmo daquele jeito??? Como poderia estar com aquela marca no rosto? Seria a hora de contar sobre seu pai?
“Não, não, não!” pensava ele.
– Tio? Você esta bem? – Perguntava Clara quase desesperada com reação de seu tio.
– Clarinha o-o-oque exatamente você viu no seu sonho? – gaguejou seu tio.
– Mas como o senhor sabe do... – seu tio a interrompeu
– Só diga-me o que sonhaste.
Clara achou estranho tudo aquilo queria saber o que estava acontecendo, mas por mais que insistisse seu tio só perguntava sobre seu sonho. Desistindo de lutar verbalmente com seu tio Clara afirma com a cabeça e conta todo o seu sonho a ele.
– Hmm....
– Tio você esta me assustando o que aconteceu? – perguntava incessantemente, mas seu tio não acha que de madrugada fosse a melhor hora de contar tudo a ela.
– Como se sente?- Ela sempre fora tão boa, tão pura pudera agora trocar seu jeito meigo de ser? Não, ela parecia estar como todos os dias só um pouco assustada.
– Estou, mas por que tantas perguntas? – nesse momento seu tio reparou que a marca que antes se encontrava em seu rosto agora se desfazia lentamente deixando o rosto da garota. O que deixou seu tio aliviado por alguns segundos.
– Não nada!- pois a mão atrás da nuca i sorriu forçado. – volte a dormir! Amanhã você tem um dia e tanto. – disse fingindo animação. “É parece que esta na hora ” pensava enquanto andava pelo corredor escuro voltando ao seu quarto.
Amanhece ....
Clara boceja ao ficar sentada em sua cama, vê a claridade vinda da janela de seu quarto e levanta completamente, vai em direção à cozinha.
– Bom dia, tio. – fala Clara passando a mão no rosto. – Tio?
– Sim?
– O que houve ontem? – Seu tio estava com um copo em sua mão, com a pergunta de sua sobrinha senti-o sua garganta tremer e apertou o copo com tanta força que ele...
CRÁSS!
– Tio! Você esta bem? – Clara desesperou-se ao ver a mão de Thiago sangrando.
– Ah. Eu estou bem anjinho... preciso falar com você e seu mestre hoje. Não! Agora! Pode ir chama-lo?
– Sim... Mas vou fazer um curativo nisso antes.
Ela faz o curativo na mão de seu tio e logo sai atrás de seu mestre. “O que estava havendo com o meu tio?”, ”O que foi aquele pesadelo de ontem?”, “Quem era aquele infelix?” eram perguntas intermináveis na cabeça da pobre Clara que ao menos olhava aonde estava andando.
– Ai! – reclama ao trombar com alguém.
– Ora, ora você tem que olhar mais aonde anda Clara. – sorri, era seu mestre.
– Preciso falar com você... quer dizer eu e meu tio precisamos falar com você.
Max parou para pensar um segundo: “Então ele decidiu contar? Haha demorou mais do que eu esperava”. Por fim ele aceitou ir com Clara, mas antes disse que tinha que fazer compras. Então eles rodaram a praça central até encontrar as coisas que Max queria. E foram à casa de Clara.
– Tio? – chamou assim que adentrou em sua casa. Seu tio estava sentado no sofá com os braços cruzados.
– Você demorou sabia? – perguntou com medo que sua sobrinha criasse a mesma marca de antes no meio da rua. – Não faça mais isso fiquei preocupado.- A garota por sua vez só deu um suspiro “Meu tio... o que houve com ele?” pensava preocupada, nunca vira seu tio daquele jeito. – Por favor, sentem-se – pedi o mesmo.
Clara e Max sentaram, ela ainda continuava sem entender nada. – Bem eu já sei o que você quer, está certo disso?
– Sim estou. – responde seu tio breve.
– Só um minuto: O que está acontecendo aqui? – pergunta levantando “estou farta disto! Segredos e mais segredos.” completa mentalmente.
– Você já vai saber minha jovem. – disse Max sorrindo. “Como ele pode estar tão calmo?” pensava Thiago. Clara sentou novamente esperando respostas para tudo o que estava havendo ali.
– Clara você... é ... – gaguejava Thiago sem saber quais palavras usar.
– FALE LOGO QUE EU TENHO O QUE FAZER! – brigou Max já estressado.
– Você acha que é fácil dizer isso a ela?
– acho!
– Diga você então – falou sem pensar. – Espera eu não- tarde demais.
– Clara você é uma descendente de infelix “por que?” você pergunta, porque seu pai, embora ninguém nunca desse nenhuma pista dele ou ter tido que ele tenha morrido, era um infelix e por algum azar você é metade maga, metade infelix. Pronto eu já disse! Não matou ninguém matou Thiago?
Clara continuava parada, tal descoberta chocou-a de um jeito drástico... ou não né?
– Era só isso? – pergunta calma.
– Como assim só isso? – pergunta seu tio ainda gaguejando.
– Na verdade Clara não é só isso Thiago contou-me do seu sonho e....
– Quando ele contou isso? – perguntou surpresa, pois havia passado o tempo todo com seu mestre e não havia deixado os dois sozinhos quando chegou.
– Telepatia. Mas voltando ao assunto ele contou que você estava com uma marca no olho então quer dizer que tens um lado mal e tem que aprender a controla-lo. Mas não se preocupe vou lhe ensinar. Bem já vou indo, que conversa longa boa tarde para vocês! – saio sorrindo como sempre.
– Não tens nada a mi dizer tio? – pergunta Clara sentando ao lado de seu tio.
– Desculpe-me por não ter contado antes anjinho. – Clara apenas abraçou seu tio. – Bem eu acho que você tem que contar isso a alguém?
– Eu posso dizer a ele?
– Mesmo se eu dissesse não você iria dizer certo ?
– É! Eu vou. Não faça esforço nessa sua mão ! – adverte Clara cuidadosa. – Volto mais tarde- ela já estava para sair...
– Tome muito cuidado para não desperta seu lado mal, ok?
– Sim senhor!
Ela sai pulando por ai, sim ela saiu pulando, até chegar a uma casa de classe media... era a casa de seu amigo.
Como todas as vezes em que ela ia lá quem atendeu a porta fora a mãe de seu amigo.
– Oh. Querida me desculpa!
– Pelo que?
– Bem o Ryuji me deixou o recado que era para ter dito bem antes, mas eu esqueci. Ele foi viajar com o pai e só voltará daqui a dois dias.
– Tudo bem senhora... quer dizer Cristina.
– Quer entrar?
– Não eu só vim para .... deixa pra lá. Boa tarde Cristina. – sorriu, mas estava meio triste por dentro.
Depois da decepção Clara andou pela praça, falou com vários amigos de seu tio sobre coisas banais até chegar onde queria á “sua” árvore. Sentou-se e fitou o céu que tinha um tom azul claro lindo. Estava tudo bem, tudo legal até... que à mesma escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído do ... céu? Depois do barulho viu poeira para todos os lados, quando a poeira abaixou viu um ser levantando lentamente.
– DESGRAÇADOO! – gritou a “coisa” que havia caído do céu apontando um punho para cima.
– Quem é você? – gaguejou Clara levantando.
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