Um Lugar Para Recomeços
3 Capítulo 2
No dia seguinte acordei com o despertador estúpido de outra dimensão, porque nunca ouvi uma coisa pra fazer barulho igual aquilo, minha nossa! Sorte que a Bebel tem um sono pesado.
Levanto com todo mau humor possível e vou direto para o chuveiro, quem sabe a água leva um pouco do meu mau humor, de volta ao quarto me arrumo lentamente coloco uma calça jeans preta, uma blusa gola canoa de seda num azul que realça meus olhos e pra completar um sapato salto agulha preto, seco meu cabelo que cai em ondas até a minha cintura, fasso uma maquiagem leve nos olhos e um batom nude apenas para idratar os lábios, me afasto do espelho e me olho de corpo inteiro.
Pareço profissional sem ser formal demais, sorrio ficou perfeito.
Acordo Bebel e troco seu pijaminha de corações por um vestido vermelho e coloco sapatinhos pretos e faço duas maria chiquinhas minúsculas, graças a Deus ela é uma criança super calma ela ainda não consegue andar muito bem mas já fica em pé sozinha.
Arrumadas e prontas pego minha bolsa e a da Bebel, ao chegar na cozinha sinto o cheiro de panquecas com manteiga.
— Que cheirinho bom! Digo colocando minhas bolsas na bancada, e Bebel na sua cadeirinha.
— Bom dia, flores do dia!? Diz entregando um copinho com leite e uma panqueca com Nutella à Bebel.
— Bom dia! Respondo enquanto ela coloca um prato de panquecas na minha frente.- E daí o quais são seus planos para hoje? Não vai pra faculdade? Pergunto já que vejo que ainda está de pijamas.
— Ha... Oxi naao xem aula. Diz de boca cheia.
— Meg pelo amor de Deus, não fala de você cheia é feio e desse jeito a Bebel vai começar a falar assim também.
— Mama... Mama. Bebel fala com a boca cheia também, e espirrando panquecas com leite para todo lado
— Não xaz ixo Izi xô a xia poxi faxe. Diz repreendendo Bebel e adivinha só... De boca cheia!
— Meg!! Tem como parar? Olha, agora não tenho só uma criança e sim duas para educar!! Desisto!! Vou indo tenha um bom dia! Me deseje sorte?! Digo exasperada mas, quase não conseguindo esconder o riso. Limpo Bebel, e pego minhas coisas.
— Boo xia e booooa xoootiiii! Grita da cozinha quando já estou saindo. Reviro os olhos, Meg nunca vai deixar de ser criança.
Pego um táxi para a creche em que matrículei Bebel, é um lugar perto de nosso apartamento e bem apresentável e limpo.
— Tem como você esperar moço? Ele apenas acena que sim e eu saio do carro com Bebel.
— Bom dia! Uma mulher jovem nos comprimenta.
— Bom dia!
— Me chamo Marry. E essa deve ser minha nova princesa? Diz estendendo a mão para mim e fazendo um carinho em Bebel.
— Sou Allyssa e essa princesa aqui é a Izabel. Digo forçando um sorriso, Bebel foi a única coisa que me sobrou de minha família e depois do acidente, não passo mais que duas horas longe dela sempre conferindo como esta, agora terei que passar o dia sem ver ela e não sei se estou preparada para isso.
Marry me olha com um sorriso caridoso, percebendo minha expressão.
— Já vi muitas mães com esse olhar, pode ficar despreocupada nós iremos tomar conta dela é qualquer coisa que acontecer ligamos para você. Fala tentando me confortar.
— Eu sei que irão cuidar é só que eu não estou acostumada a ficar longe dela por muito tempo.
— Mas pode ficar sossegada, qualquer coisa nós ligamos para você agora posso pegar ela? Você tem um táxi te esperando. Me lembrando do táxi.
— Nossa já tinha me esquecido! Tchau Bebel te amo minha flor. A abraço apertado e entrego para Marry que caminha com ela para dentro acenando para mim que aceno de volta.
— Tchau Allyssa! Marry diz.
Depois de deixar Bebel na creche parti em busca de um emprego primeiro passei na agência que me indicou seis escritórios de advocacia, fui em todos e adivinha só... Todas as vagas haviam sido já tinham sido preenchidas, isso durou até a hora do almoço já que não podia ficar gastando dinheiro com táxi para cima e para baixo, andei à pé com um salto quinze centímetros e agulha, decidi ir almoçar no primeiro barzinho que vi na frente o qual tinha o nome de Daniel's era um lugar lipo e areijado, tinha um balcão rústico num canto, o qual deduzi ser o bar e pelo resto do espaço tinha mesas e cadeiras de madeira com estofado vermelho também rústicas, escolho um lugar no canto perto da janela.
Um homem que aparentava ter uns cinquenta anos veio me atender.
— Bom dia! Diz educadamente e me entrega o cardápio me deixando sozinha para escolher.
— Bom dia! Pego o cardápio e dou uma olhada, mas como a pessoa indecisa que sou, não consigo escolher nenhum.
— É... O que você poderia me indicaria? Pergunto olhando para ele.
— Olha tudo é delicioso mas, te indicaria o strogonoff de carne com arroz, batata palha, e uma coca-cola gelada para acompanhar.
— Acho que vou querer esse então! Peço a ele, e decido ligar para Meg que atende no primeiro toque.
— Tédio, tédio e tédio. Diz do outro lado da linha. Reviro os olhos, Meg.
— Nossa! Nem vai perguntar como está sendo o meu dia? Alfineto ela azeda.
— Nem preciso perguntar! Pelo seu humor azedo, que só pra indicar dá pra sentir o gosto daqui, posso dizer que está literalmente uma merda e que andou quilômetros em cima de um salto agulha! Diz tirando uma da minha cara.
— Nossa Megs, as vezes odeio sua sinceridade...
— Eu sei que você ama minha sinceridade. Afirma cheia de si me cortando.- Mas e aí como foi as vagas de emprego?
— Todas Meg você não tem noção! Todas já estavam ocupadas! Eu preciso desse emprego! Falo indignada e angustiada ao mesmo tempo.
— Ally?! Fica suce você vai arrumar um emprego, um não, dois...
— Aqui esta! O garçom coloca o prato na minha frente.- Bom apetite espero que goste!
— Obrigada!
— O que você tava falando Meg?
— Agora nem dá mais atenção pra mim é? Com quem você tá falando aí? Onde você tá? Me bombardeia com perguntas.
— Meg eu tô num restaurante e esse era o garçom trazendo meu almoço!
— Nem chamou eu? Você tá me devendo um almoço! Mas voltando ao assunto... Tava falando que você ia conseguir um emprego ainda hoje, quando você menos esperar fica tranquila, agora preciso desligar porque vou assistir Vampire Diares!
E simplismente desliga na minha cara, sem nem se quer se despedir ou me deixar falar alguma coisa. Reviro os olhos pois essa é a Meg.
Depois de ligar para Meg, continuo comendo calmamente e pensando no que fazer, ligo para a agência e informo que aquelas vagas já aviam sido preenchidas e que se surgirem outras me informassem o mais rápido possível. Quando termino de comer e estou prestes a ir pagar uma briga começa.
— Não adianta Daniel, eu me demito! Uma loira nojenta, muito irritada sai marchando e gritando com o garçom que descobri, chamar-se Daniel.
— Você não pode me deixar na mão Rosie! Diz desolado.
— Não só posso como vou! Eu não aguento mais aquele seu amigo cliente que vem aqui todos os dias ele é um idiota! E pra mim já chega ele vomitar em mim ontem foi a gota d'água!
— Mas Rosie...
— Nem vem Daniel... Boa sorte! Diz arrumando a bolsa no ombro e partindo.
— Droga! O ouço murmurar baixo enquanto me aproximo. Essa é a minha chance. Passo a mão pelo cabelo ajeito minha roupa e minha bolsa no ombro.
—Ram ram! Clareio a garganta.
Ele se vira para mim com uma expressão confusa mas logo se recompõe.
— Ah... Pois não? Me desculpa pela cena?
— Sem problemas! Digo com um sorriso.- Quero acertar a conta.
— Claro, por aqui. Acompanho ele até o caixa.
— Você é o dono desse lugar? Pergunto puxando assunto.
— Sou sim. Diz animado.
— Hum... Pelo que vi a moça se demitiu, você está contratando? Pergunto fingindo desinteresse.
— Bem parece que sim! Você está interessada?
— Sim eu sou nova na cidade e estou procurando um emprego, não tenho experiência com bares mas aprendo rápido.
— Se você quiser o emprego é seu, seu turno começaria às 20:00 da noite e termina às 01:00 da manhã as grojetas são suas. Se aceitar você estaria me salvando menina isso daqui lota a noite... Me explica cansado.
— Claro que aceito. Digo animada.
— Ainda bem! A propósito qual seu nome?
— É Allyssa Brant, senhor...?
— Sou Daniel Stone. Diz estendendo a mão e apertando a minha.
— Quando começo? Preciso usar uma roupa específica?
— Hoje a noite se puder? É só usa alguma coisa preta.
— Com certeza! Obrigada, mesmo! Estarei aqui hoje às 20:00.
Bem mais animada, resolvi buscar Bebel mais cedo na creche e fomos para casa. Quando chego na porta ouço Meg falando sozinha , então suponho que esteja assistindo tv é Meg é muito estranha.
— Não acredito Stefan! Você não podia fazer isso! Diz indignada olhando para tv de braços cruzados, enquanto entro na sala.
— Boa tarde! Comprimento animada.
— Tadiii Mad! Bebel tenta falar se jogando na direção da Meg.
— Mas que surpresa incrível! Minha bebê Iza já chegou! Vomos brincar? Pega Bebel e desliga a tv. — E pelo seu bom humor devo supor que arrumou um emprego? Fala espalhando a caixa de brinquedos no carpete da sala e se sentando com Bebel. Reviro os olhos, ela com certeza não irá catar essa bagunça.
— Sim e adivinha só, foi lá no barzinho que eu tava almoçando. Me jogo no sofá tirando os sapatos matador de pés.- A antiga garçonete, se demitiu fazendo uma seninha acredita?
— Se demitiu?! Meg fala de um jeito estranho.
— O que foi Meg? Falo seca.
— Me desculpe Ally mas, isso não está me cheirando bem. Diz voltando a montar o lego com Bebel.
— Aí Meg! Odeio quando você fica desse jeito, parece aquelas ciganas! Digo divertida.- Cadê sua bola de cristal?
— Está aqui senhorita Brant! Fala pegando uma bola de plástico dá Bebel.- Deseja saber seu futuro?
— Com certeza cigana Megs! Digo gargalhando junto com Bebel que ri de mim e Meg se fazendo de séria.
— Bom deixe- me ver... Oh me parece que você conseguiu um emprego...
— Nossa que revelação. Reviro os olhos.
— Psiu, não interrompa a cigana Megs! Me repreende.- Onde estava... A sim emprego, porém não irá ficar muito tempo nele...
— Noosaa Megs já tá me demitindo! Falo fingindo indignação.
— Quieta Ally! Nem mais um piu. E me lança um olhar mortal, me fazendo ficar quieta. Não irá ficar tanto tempo nele pois irá conseguir um melhor... Ummm interessante... Vejo um homem e não, não um homem qualquer mas sim um belo homem, que irá entrar na sua vida colocando-a de ponta cabeça, passarão por muitos desafios mas viverão felizes para sempre. Diz sorrindo maliciosamente para mim.
— Fala sério Meg! Nada do tipo você irá ganhar na mega sena, achar uma maleta com dinheiro?! Digo triste.- Só um homem pra me trazer mais problemas. Falo desanimada.
— Amiga ele vai ser um cavaleiro, um príncipe! Sorri olhando para mim.
— Aí Meg deve tá mais pra cavalo! Gargalho de sua expressão de inocente.
— Você vai ver que eu estou certa! Diz convicta.
Passamos o resto da tarde conversando amenidades.
— Megs vou me arrumar, você cuida da Babel pra mim?
— Claro pode ficar sossegada nós nos entendemos né Iza? Ela apenas olha para Meg e sorri.- Viu! Acena me dispensando e pegando Bebel pra levar para o quarto dela.- Gomes fazer uma festa do pijama, me liga quando sair de lá, porque se você não chegar em meia hora ligo pra polícia! Fala me encarando séria.
— Pode deixar mamãe! Falo sorrindo petulante.
De banho tomado e enrolada numa toalha paro de frente para o guarda roupa, como ele falou que tinha que me vestir de preto decido por uma calça jeans preta, camisete preta com botões na frente e o sapato matador no cabelo apenas um rabo de cavalo e uma maquiagem leve.
Pego um táxi até o bar, apesar de não ter dinheiro aquela hora já não era seguro andar de ônibus, pago a corrida e vou correndo para o bar pois já estou atrasada 5 minutos.
— Graças à Deus você chegou, pensei que ia desistir menina! Daniel me olha preocupado.
— E por que desistiria? Olho fazendo careta para ele.
— Bem... É que temos um cliente... Que nos trás um pouco de problema e eu meio que não posso expulsar ele daqui já que é sócio. Me explica envergonhado.- Mas... Você já pode começar. Me leva até o bar.- Bom aqui é seu posto bartender, vou falar para a Casy vir te ajudar. Tenha uma boa noite. Se despede.
— Você também! Passo um pano no balcão de madeira, enquanto espero o bar abrir, e Casy.
— Humm... Você deve ser Allyssa?! Uma mulher que aparentava ter a mesma idade de Daniel fala com um sorriso bondoso no rosto.
— Sou sim, senhora!
— Ah não! Senhora não! Pode me chamar de Casy! Diz animada.
— Tudo bem, não está aqui quem falou Casy! Digo sorrindo divertida para ela.
— Muito melhor viu! O bar abre e atendemos algumas pessoas sempre conversando amenidades e gargalhando.
— Ah... Casy? Queria perguntar sobre o tal homem que o Daniel me falou. Falo me fazendo de desinteressada.
— Sim Christopher, ele passou por muitas coisas Ally mas ele não era assim. Suspira desolada.
— Assim como? Curiosa como sou...
— Um bêbado mulherengo. Com certeza ele vai dar em cima de você mas é só ignora- lo. Olho para ela preocupada.- Minha nossa fica calma ele não fará nada desrespeitoso, menina. Suspiro aliviada.
— O que ele fez para Rosie que ela pediu demissão?
— Ele vomitou nela. Fala rindo divertida.- Mas fica calma acho que era só porque ela ficava pegando no pé dele. Gargalhamos juntas.
Fasso uma anotação mental de não incomodar ele e me abaixo para colocar uma garrafa embaixo do balcão.
— Casy, preciso de um wiskey! Uma voz autoritária de alguém mal humorado diz.
— Ah nem vem Christopher! Eu sou só a conzinheira.- Tô indo. Tchau Ally?! Diz se safando pra cozinha hora de conhecer o ogro.
— Tchau Casy! Me levanto porém cálculo errado e bato com a cabeça em cheio no balcão, caindo no chao.- Droga! Coloco a mão na cabeçae vemos provavelmente ficarei com um galo enorme.
— Olha se não é outra garçonete incompetente, lerda. O homem mal humorado fala sarcástico.- Levanta logo quero meu wiskey!
Sorte que tinha somente algumas pessoas mas não estavam no bar. Me levanto possessa e com uma vontade enorme de matar esse homem, a mas ele irá ouvir umas boas.
— Quem você pen... Perco a fala quando vejo seu rosto mais precisamente seus olhos azuis escuro, em um rosto com queixo quadrado, barba por fazer, lábios cheios, Mariz reto e o cabelo preto bagunçado. Nos encaramos até que ele quebra o silêncio.
— Gostou do que viu, pequena? Diz dando um sorriso sacana e provocativo de lado me trazendo de volta a realidade.
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