Já fizera uma semana desde que Hermione se mudará para a casa de Draco, e ele via que o que pensará desde o inicio era completa verdade. Ele não sabia como ter uma ''irmã'', não sabia conviver com uma menina 24 horas por dia, não sabia ver o quanto a mãe sempre quisera uma filha e agora podia sentir a sensação de ter, ele não sabia nada! Não que ele tentasse muito, na verdade. Estava começando a achar que de tanto falar que estava se esforçando para sua mãe, estava mesmo acreditando naquilo, o que era mentira.

Começara a se sentir estranho na própria casa, o que é difícil, dado o amor que tinha por aquele lugar. Ele gostava de sair, se divertir com os amigos e voltar só no outro dia, tendo apenas pequenas lembranças do que acontecerá noite passada. Mas ele amava ainda mais sua casa; poder se esbeirar por onde quiser, se senti confortável em qualquer fosse o ato que estivesse fazendo, a liberdade.. Quando percebeu isso, decidiu que começaria a ser esforçar. Não para ter uma relação de irmãos com aquela garota, não! Apenas para não ter o que quer que estivesse tendo ali; ele tinha medo de sair de seu quarto e esbarrar com ela, medo de ir para a piscina e encontra-la ali, ele só não queria a encontrar.

Depois de que a viu pela primeira vez, em sua cozinha, quase não a vira. Naquele mesmo dia tivera um jantar com toda a família – Sua mãe, Richard e Hermione – Logo depois de Blásio e Teodoro caçoaram de Draco, dizendo que agora que tinha uma irmã mais nova, seria seu dever tomar conta dela. Aquilo ficou em sua mente desde então... Estavam, será, sua mãe e Richard esperando que eles tivessem uma relação de irmãos? Ou pelo menos esperando que tivessem uma relação mais.. Intima? Como se eles se conhecessem durante a vida toda? De qualquer forma, ele esperava que não. Aquilo era uma tarefa impossível, não conseguiria nem que tentasse – e bem, ele não queria tentar.

Ele, que começara a ficar frequentemente em devaneios, decidiu que não se sentiria estranho por uma... Como deveria chama-lá? Aquilo tinha um nome? A filha do noivo de sua mãe? Talvez assim estivesse bom. Ela era a nova, ela era a de fora, ela quem deveria se sentir completamente deslocada. Não sentiria medo de sair do seu quarto e de esbarrar com ela por ai.

Pensando assim, ele levantou e foi a biblioteca de sua casa. Draco já queria pegar um novo livro e queria mostrar a si mesmo que o que dissera era verdade, não sentiria medo de encontra-la. A caminhada até a biblioteca não era grande mas também não era pequena, além do mais se não a encontrasse no caminho até lá, ele poderia voltar a transitar livremente por sua casa que não a encontraria em nenhum outro canto. Passou o longo corretor – até esteve de frente com a porta do quarto dela – desceu as escadas, virou a direita na bifurcação aos pés dela, passou pela salada de visitas, o gabinete, o escritório – Em momento assim ele entendia porque chamavam sua casa de ''Mansão Malfoy''. Quando estava, finalmente, na porta da biblioteca, respirou aliviado. Não a encontrara, já era um inicio. Ele então adentrou a porta e... A encontrou ali. Sentada em uma poltrona e um livro repousado na mão. De tantos lugares para ela estar, ela tinha que estar logo no primeiro que lhe veio a mente. Òtimo!

Ela levantou os olhos – Como da primeira vez que o virá – endireitou a postura e o encarou. Ele pigarreou e disse:

–Eu, hum.. Sinto muito te atrapalhar.

Ela levantou uma das sobrancelhas e disse:

–Não, está tudo bem. Digo, a casa é sua. Você tem o direito de transitar-la quando quiser. Eu só.. Não esperava encontrar você aqui.

–Bem, posso dizer o mesmo.

Ela então lhe deu um meio sorriso e olhou para os pés. – Não parecia nem de longe a menina que virá na primeira vez que a encontrará.

–Então... que livro está lendo?

Ela olhou como se estivesse surpresa pela pergunta mas Draco achou natural, afinal não estavam em uma biblioteca? Depois olhou para o livro que tinha nas mãos e disse:

–An, não é um livro, na verdade. – Sorriu como se nunca fosse conseguir explicar– Bem, é um livro mas não é um livro sabe?

Draco balançou a cabeça em negativa antes que ela pudesse concluir.

–È que, bem, gosto muito de escrever e embora eu não consiga terminar nada muito longo, comprei esse.. Caderno? E escrevo sempre que consigo.

–Ah, sim. Deve ser legal, não? Conseguir colocar tudo em uma folha.

–Na verdade, essa é a parte mais difícil. È como se eu estivesse um livro inteiro na cabeça, com milhares de cena e talvez até um final mas ele não quisesse ir para a folha, sabe?

Ele percebeu que aquilo era uma pergunta retorica, então só a encarou de volta. Quando Draco ia dizer algo, ela falou:

–Eu vou... Pro meu quarto, eu acho. Foi bom ver você? – Olha falou como se tivesse questionando ele, e Draco viu que assim como ele, ela não tinha a menor ideia de como agir – Bem, até, então.

– Até. – foi tudo o que ele disse.

E quando ela saiu, ele ficou em uma vontade louca de saber como seria a história daquele livro que não se encontra em uma folha mesmo estando perto de tanto outras.

Notas finais
Bem, percebi que não adiantava eu esperar qualquer crítica só pelo Prólogo, não é? Deixem cometários, me mandem mensagem... Se comuniquem comigo!! Posto o próximo se tiver um boa resposta. :D