Um Idiota, Uma Patricinha E Uma Guerra

7 você quem disse que queria guerra!


Notas iniciais
acabei de ver que ganhei minha primeira recomendação e fiquei super feliz, muito obrigado a todos meus leitores, estou muito contente com o crescimento da minha fanfic, cada dia temos mais leitores, mais reviews, mais favoritos, agora só falta almentarem as recomendações, hahaha... eu realemente fico muito grato, vocês não imaginam o quanto, obrigado de coração. obrigado mesmo.
Espero que gostem desse capitulo.

eu fui andando quase que correndo, estava sentindo uma sensação estranha, não sei se era raiva, alegria ou ódio, simplesmente não sabia o que eu estava sentindo, parei na frente da casa da Iasmim, não era uma casa grande, também não era pequena, era uma casa normal, até bonita.

fiquei parado ali por uns cinco minutos, sabe quando você quer muito fazer uma coisa mas não tem coragem? então... Eu enfim tomei coragem e fui, bati na porta e rápido apareceu uma mulher ruiva, ela tinha os olhos pretos e a pele pálida, parecia ter seus 60 anos.

–O que deseja? -Ela falou assim que abriu a porta.

–A Iasmim está?

–Sim, você é algum amigo?

–Sim, eu vim falar sobre o trabalho de escola.

–Escola? então pode entrar, venha, ela está no quintal. É por aquela porta. -Ela apontou com o dedo em direcão a uma porta que dava entrada para o quintal.

–Ok, então eu vou indo.

–Pode ir, ande logo, quando se trata de escola os patrões são rudes comigo. -Só aí eu entendi que na verdade ela era uma empregada, ou uma espécie de babá.

Eu fui andando com paços silenciosos, queria pegá-la de surpresa. quando eu consegui vê-la, ela estava sentada em uma rede, com um violão rosa entre as mãos, eu fiquei parado por um tempo observando-a, queria ver se ela sabia tocar... Ela ficava linda com um violão. Ela se consentrou e então olhou para a frente e me viu.

–MURIEL?! -Ah, então ela sabe o meu nome, enfim? -O que você está fazendo aqui?!

–Calma, eu só vim te ver... Preciso conversar.

–Sobre?

–Sobre tudo, eu quero contar umas coisas que me aconteceu ultimamente.

–Eu tenho cara de psicóloga? -Oh como eu amo essa irônia que somente ela sabe fazer... Dois podem jogar esse jogo? Claro que sim.

–E eu tenho cara de namorado de aluguel? -Ela revirou os olhos.

–Tá legal, fala o que você tem pra falar então.

–Bem, eu estou passando por uma fase difícil e... -Falar desse assunto é realmente chato e cansativo, sem contar que não é nada romãntico e eu quero conquista-la -Esse violão é seu?

–É sim, é lindo, não é?

–Sim, você sabe tocar?

–Ainda não, mas estou aprendendo. -Oh, eu sou ótimo em tocar violão. Eu nem pensei duas vezes antes de me oferecer.

–Eu posso te ensinar, se você quiser, é claro.

–Sério? Eu quero, mas primeiro eu quero que você toque alguma música. -Eu não fazia idéia de que musica tocar para a Iasmim... pensei um pouco e resolvi tocar uma musica que eu sabia que ela gostava porque já tinha visto ela ouvindo e também eu tinha aprendido ela com o Alberto (o Alberto é um amigo meu que se mudou a meses, ele nem precisa ter existencia na verdade.)... Me Without You (Ashley Tisdale).

Eu sentei ao lado dela na rede e peguei o violão, comecei a cantar e tocar, olhando nos olhos dela, e o clima entre a gente mudou, eu comecei a sentir uma corrente de choque passando pelo meu corpo, e minha mão começou a formigar de modo que eu sentia que o único jeito de parar era tocando o seu rosto, eu senti que ela tabém estava sentindo a mesma coisa, estava quase na metade da musica, eu parei de tocar e fui em direção ao seu rosta, minha testa estava colada na sua, acariciei o seu rosto com a minha mão e o formigamento passou, fui beijá-la.

–Para, Muriel. Não dá. -Ela me afastou com as mãos antes de eu consegir alcansar a sua boca.

–Mas porquê?

–Não quero... Eu não quero um relacionamento de verdade. -ela fez uma cara triste e eu percebi que o assunto não estava agradando ela... Resolvi parar.

–Tudo bem então. -Eu fiz uma cara de chatiado e ela deu um riso, eu também sorri.

O tempo passou, já era quase noite, eu tinha que ir pra casa, já não sentia mais aquela mistura de emoções, eu realmente estava me sentindo leve, minha tarde foi ótima, eu nunca pensei que conversar com a Iasmim pudesse mim fazer tão bem.

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Chegando em casa, o clima estava pesado, eu resolvi não conversar com ninguém, eles não tiam o direito de estragar minha noite. A cara da minha mãe estava deprimente só de se olhar, meu "irmão" estava calado sentado no sofá assistindo tv, eu tentei me colocar no lugar dele, acho que estava sendo muito mais difícil pra ele, ele perdeu a mãe, e agora está numa casa em que não conhece ninguém, eu disse pra mim mesmo: irei conversar com ele e me tornar um ótimo irmão, mas isso depois. Não consegui localizar meu pai, fui direto para o meu quarto.

Deitei na minha cama e coloquei a mesma musica que toquei pra ela, me vinheram imagens de nosso fim de tarde na minha cabeça, foi uma tarde... maravilhosa, e fiquei com aquele sorriso ridículo de apaixonado no rosto.

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Enfim era terça, eu estava com um delicioso desejo de maldade dentro de mim, acordei com um sorriso malicioso no meu rosto, fui no banheiro, fiz tudo o que tinha pra fazer, me arrumei e desci do meu quarto. Como de costume minha mãe tinha ido para o trabalho e eu estava ciente de que teria que preparar o meu café.

A cozinha estava toda arrumada, tinha um cheiro de café no ar e bolos na mesa. Eu tinha esquecido de como meu pai era talentoso para a cozinha.

–Filho, eu preparei um café da manhã para você.

–Isso pra compensar um abandono de sete anos? -Eu falei calmo, mas com um sorriso sarcástico no rosto.

–Quando você vai me perdoar, Muriel?

–Talvéz daqui a sete anos, né papai? -Eu sentei e me servi, não devia mas não consegui resistir.

–Eu vou te dar tempo, mas tente não culpar o seu irmão, eu espero que vocês se entendam ele não...

–Eu sei, eu quero conhece-lo, eu já seria amigo dele se você não tivesse escondido a sua existencia, sei que ele não tem culpa de ser seu filho, quanto a isso não se preocupe. -Ele me olhou no olho, e eu vi que ele estava feliz em saber que quero ser amigo de meu irmão.

–Ele está estudando na mesma escola que você, poderia levar ele hoje?

–Claro, eu só vou acabar o meu café e vou pra escola, ok?

–Vou avisar a ele. -Pai saiu, eu estava realmente feliz em ter ele novamente em casa, mas ainda sentia raiva.

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Eu estava na frente de casa esperando o meu irmão, enquanto esperava ele liguei para a Tay.

–Tay, já está pronto?

–Sim, acabei de conferir, e ficou igual ao original, não tem como ele desconfiar.

–Você é uma verdadeira gênia do mal!

–Sou sim, é só despertar minha ira. -Ela deu uma gargalhada de bruxa de brincadeira.

–Tay, hoje eu não vou pra escola com você, eu quero ir só com meu irmão, pode ser?

–Sim, claro, eu te encontro na escola e te dou seu presente então.

–Ok.

Assim que eu desliguei meu o celular o meu irmão saiu de casa. Ele estava vestido como um mauricinho, o cabelo bem penteado e parecia meio desconfortável vestido daquela forma. ele não olhou nos meus olhos, acho que estava com vergonha, bem, então éramos dois porque eu também estava com vergonha, andemos em silencio, fiquei pensando em várias formas de puxar assunto na minha mente, mas não achava nenhum que eu achasse que ele iria achar interessante. Foi ai que eu lembrei que não sabia o nome dele ainda.

–Qual é o seu nome? -Minha voz saiu um pouco mais auto do que eu planejava.

–Charles, mas me chamam de Chay normalmente, você pode me chamar de Chay.

–Tá legal, Chay, meu nome é Muriel, mas você pode me chamar de Muriel, eu detesto apelidos. -Ele deu uma pequena risada. -Esse não é bem seu estilo de se vestir, né?

–Na verdade não, mas é que eu sou novo nessa cidade, e eu não sei como o povo daqui é, então... opitei pelo padrão.

–Sei bem como é. -Na verdade eu não sabia. -Enfim, amanhã você irá vestido do seu jeito, ok?

–Ok. -Ele deu um sorriso de lado. -Você tem quantos anos?

E a gente conversou até chegar na escola, ele era legal, e tinha mesmo 14 anos, o que indica que meu pai enganou mamãe e a mãe dele ao mesmo tempo, tiamos muita coisa em comum.

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Eu levei ele na sala dele e em seguida fui em minha sala, a Iasmim não tinha chegado ainda e a Tay e o Algusto estavam me esperando.

–Algusto, como se foi de viagem? -Eu falei com um sorriso enorme no rosto, é sempre ótimo ver o Algusto.

–Foi chato, sabe como é, reuniões famoliares... -Ele falou fazendo uma cara de tédio. -E você, tá preparado pra dar o troco?

–Nasci preparado, e a Tay me ajudou... Acho que irei conseguir.

–Eu tenho certeza. -Ele fez um sorriso malicioso pra mim.

–E o que você tem, Tay? porque está tão calada?

–Não é nada Muriel. -Ela me entregou uma bolsa e saiu.

As primeiras aulas foram chatas, e o intervalo demorou uma eternidade pra chegar... Mas chegou...

Eu procurei o Pablo pela cantina inteira, e quando achei, ele estava sentado com um bando de idiotas rindo de suas piadas sem graça. Eu fui em sua direção e joguei minha sopa gelada nele. (sei que vocês devem estar achando isso infantil, mas faz parte de um plano).

–Perdeu o amor a vida garoto? -Ele falou gritando.

–Nossa cara, desculpa, foi sem querer... Não era minha intenção.

–Sua sorte é que estou calmo hoje. -Ele jogou a cadeira que estava sentado no chão e saiu, eu sabia que ele sempre trazia um roupa na sua bolsa e tinha certeza que ele estava indo para o banheiro. Loguei para o Algusto.

–Algusto, ele está indo para o banheiro. Está tudo pronto aí?

–Sim, só estou esperando ele.

–Ótimo, vamos ver como ele vai se sair dessa.

Desliguei o telefone e fui andando atrás do Pablo.

Notas finais
eu duvido que alguém imagine o que o Muriel com a ajuda da Tay e do Algusto praparou para o Pablo.
comentários são bem vindos sempre, então podém comentar, ok?
estou esperando meus reviews e se não for pedir de mais... alguma recomendação rsrsrs.
beijos e abraços a todos vocês. *------*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.