Um Idiota, Uma Patricinha E Uma Guerra
3 O dia da festa... Ele quer mesmo guerra.
Notas iniciais
Acordei muito cansado, isso que dar perder a noite com preocupação. Eu estava muito ansioso para a festa, na realidade, eu estava ansioso mesmo era para ver como a Iasmim iria estar, se ela já é perfeita quando não está arrumada, fiquei imaginando como ela iria ficar na festa. Saí do meu quarto e fui ao banheiro para escovar os dentes, quando cheguei na porta do banheiro escutei minha mãe chorando de novo, fiquei sem reação alguma, não sabia o que fazer, abriria a porta e faria minha mãe contar o que estava acontecendo ou deixava quieto e esperava para que ela me contasse no momento que ela achasse certo? Pensei, pensei e pensei, e quando meu coração apertou fundo, eu decidi que iria perguntar tudo, ela tinha que me contar o que estava acontecendo.
–Mãe, o que está acontecendo com a senhora? –Perguntei eu, quase gritando.
–Não é nada Muriel, não se preocupe. –Respondeu ela, achando que eu iria cair nessa.
–Mãe, a senhora não tem o direito de me esconder isso, eu sou seu filho! Me conta o que ta havendo, eu sei que a senhora está com algum problema, não me esconda isso mãe, por favor.
–Não, Muriel, não se meta!
–Mãe, por favor, como é que eu vou te ajudar sem saber o que está acontecendo?
–Tá bom, Muriel, eu vou te contar, mas espera eu sair desse banheiro.
Eu fiquei com medo do que iria ficar sabendo, para minha mãe esconder de mim, só poderia ser uma coisa muito grave, minha mãe saiu do banheiro e sentou-se no sofá, eu fiquei parado na porta do banheiro, minha mãe estava com a cara toda molhada de lágrimas, dava para perceber de longe que ela também não tinha dormido, ela me olhou com uma cara muito triste, eu fui devagar para o sofá, sentei e perguntei:
–Mãe, o que é que está acontecendo?
–Eu vou te contar, meu filho, só espera eu encontrar as palavras certas.
–Não, mãe, não precisa de palavras certas, só me conta quem é que a senhora tem que buscar e porque, essa dúvida está acabando comigo.
–Não é obrigação minha de ir buscá-lo... Ele não é meu filho!
–Mãe, eu não estou entendendo nada.
–Quando seu pai nos abandonou ele foi morar com outra família, ele casou-se novamente, e a mulher dele morreu essa semana... Ele quer voltar para casa, com o filho dele. — Eu não acredito que meu pai tem essa cara de pau.
–Mas ele não pode voltar para casa, não depois do que ele fez.
–Pode sim, a casa é dele. E se não querermos que ele volte, teremos que ir embora.
–Mas também não é tão ruim assim, né mãe? Porque tipo, o papai era legal.
–Ele não é legal, ele me traiu, ele nos enganou esse tempo todo, e depois foi embora, você acha isso legal?! — Minha mãe falou comigo gritando, ela acha que eu tenho culpa?
–Não, isso não é legal. — Falei num tom baixo pra que ela entendesse que eu também não estava feliz com a notícia.
–Desculpa meu filho, eu não queria parecer bruta, não é culpa sua.
–está tudo bem mãe.
Minha mãe levantou-se do sofá, saiu da sala, e foi para a cozinha com um olhar de quem estava com raiva, na verdade não sei se era raiva. Seus intensos olhos claros estavam vermelhos, ela tinha o cabelo preto, boca carnuda e era meia gordinha, eu considero minha mãe bonita. Fiquei sentado no sofá por uns 5 minutos, só pensando na situação em que meu pai tinha nos posto, alguém bateu na porta, eu levantei e fui atender.
–Fala Algusto, ta precisando de que para vim me visitar uma hora dessas?
–Você sabe que eu tinha marcado de ficar com a Laura hoje na festa, né?
–Eu não sei.
–Ah, Muriel, desculpe, eu esqueci de te contar. Hoje eu vou ficar com ela mas ninguém pode ficar sabendo então, eu queria pedir para você me ajudar, a enrolar as pessoas.
–NAAAAAO! Você me fez perder minha festa do ano passado te ajudando, quer fazer eu perder a desse ano também?
–Muriel, por favor!
–Nunca. E antes que eu esqueça, tenho uma coisa muito importante para te contar, vamos para meu quarto.
Algusto entrou e já foi direto para meu quarto, sem nem me esperar, quando ele está em casa faz como se estivesse na casa dele, isso é o que dar dizer para a pessoa se sentir em casa logo na primeira vez que ele vai te visitar. Quando chegou no meu quarto, tirou o tênis e se deitou na cama.
–Algusto? Você está em sua casa?
–Ah Muriel, não enche e fala logo, o que é que você tem de tão importante para contar?
–É, eu... eu descobri o segredo da minha mãe, quer dizer, ela me contou.
–E o que é? Anda, conta logo!
–Meu pai quer voltar para casa.
–E sua mãe vai deixar?
–Não podemos fazer nada, a casa é dele.
–Nossa Muriel, que barra hein? Mas pelo menos não é nada grave.
–Tem mais uma coisa... Ele tem outro filho, e como a mulher dele morreu... Ele vai trazer para cá pra morar com a gente.
–Caraca, agora você vai ter um irmãozinho. — Ele falou num tom irônico.
–É isso aí, vou no banheiro.
Eu fui no banheiro, fiz o que tinha para fazer, e quando eu voltei, Augusto já estava no meu PC, já não bastava ele dominar meu quarto, tinha que dominar meu computador também? Mas a culpa era minha, quem mandou eu dar a senha do meu PC pra ele? Agora ele fica como se fosse o dono, mas no fundo eu nem me importo tanto com isso, ele já é tão de casa que é como se fosse um irmão.
–Parabéns! Parabéns, o novo dono da casa!
–Com certeza.
–Ei, eu acho que vou ligar para a Tainar. Ela nem veio aqui ainda.
–Já está apaixonado por ela é? –Perguntou ele de um jeito meio nervoso como se ficasse com raiva se eu respondesse que sim.
–Nem tô, é que ela não passa um dia sem vim aqui, eu já estou achando estranho.
–Que bom!
–Que bom o que? Algusto, vou ser direto com você, você está apaixonado pela a Tay?
–PARA ÔÔÔÔ! Claro que não! O que te faz pensar isso?
–Primeiro aquele ataque de nervos na escola, com o Pablo, lembra? E segundo, a cara que você fez agora quando me perguntou se eu estava gostando dela. – Ele me olhou com uma cara muito desconfiada – Seja sincero, você gosta dela sim!
–Olha, tira essa idéia da sua cabeça, não tem nem cabimento.
–Bom, eu não nasci ontem, mas se você diz que não gosta dela, tudo bem, eu acredito.
–Acho bom mesmo. Agora, liga logo para ela vim, já estou querendo ir embora.
–Tá, eu vou ligar, mas me empresta o seu celular, que o meu ta sem crédito e sem bônus. – Ele me deu o celular, e eu liguei para a Tay, ela me disse que já estava na minha porta, e já estava entrando.
–Oi gente! –Disse a Tay, chegando na mesma hora que eu desliguei o celular.
–Oi Tay! –Respondemos, eu e o Algusto juntos.
–Gente, alguém pode me explicar que cara é aquela da sua mãe, Muriel?
–Ah, é uma longa história, em resumo, meu pai vai voltar para casa com o seu outro filho.
–É sério isso?
–É sim.
–Nossa, mas, vamos mudar de assunto, quais os planos para a festa?
–Vixe, eu tenho um monte! –O Algusto entrou no meio da conversa –Vou ficar com a ...
–Com quem você vai ficar? –Perguntou a Tay, com a cara de quem queria engolir o Algusto.
–Com ninguém. Nesse ano eu não tive sorte. — Ele respondeu tentando engana-la.
–Ah Algusto, porque você não conta que vai ficar com a Laura? –Falei eu, num tom de quem estava falando aquilo só para provocar. (eu queria ver eles brigando)
–Como é que é Algusto? Você vai ficar com a Laura? –Ela perguntou a ele, como se fosse chorar se aquilo fosse verdade.
–E você tem o que com isso?
–Tudo! Eu tenho direito de saber! Somos melhores amigos, não lembra? Não existem segredos entre a gente.
Eu fiquei só observando aquela briga hilária dos dois, eles tinham tido a primeira briga em casal e nem se daram conta disso, a cara que um fazia pro outro era de fazer qualquer um se torcer de rir, não restava mais dúvidas, Tainar e Algusto estavam completamente apaixonados um pelo outro, e o incrível é que mesmo com eu tendo a mais absoluta certeza, Algusto nunca iria admitir isso.
–Tem segredos entre a gente sim! Não tem segredos entre eu e Muriel, e você e o Muriel, mas entre eu e você, tem vários segredos. E quem eu fico ou deixo de ficar é um deles. Então...
–Então o que?
–Sei lá o que era que eu ia falar, para de ficar me incomodando, vamos acabar logo com essa besteira de discutição.
–Para gente, daqui a pouco eu vou dar um treco de tanto rir, já tô sem ar! –Falei eu, para ver se essa DR acabava.
–É, já está na hora de parar com isso mesmo. –Disse a Tay.
–É mesmo, eu já vou até embora. –Disse Algusto, indo em direção para a porta.
–Espere Algusto, antes de você ir embora, eu quero te dizer uma coisa. –Disse a Tay, como se quisesse começar uma nova briga.
–E o que é?
–Você não vai conseguir ficar com a Laura.
–É? Por quê?
–Por nada.
Até que enfim, ou que pena (Eu não sabia ao certo se estava feliz ou triste) já era a hora da festa, eu pensei em não ir, tinha certeza que o Pablo estava aprontando comigo, na verdade, eu só fui para a festa, pra ver como a Iasmim estaria e para provocar ele. Saí no meio da rua pela primeira vez vestido de príncipe, que segundo a minha mãe, foi a primeira vez que eu fui para uma festa arrumado como gente. Todos estavam me olhando de um jeito que nunca me olharam, me olhavam com um olhar de admiração, como se eu estivesse muito bonito. Chegando na porta da escola, já que a festa iria ser lá, as pessoas que estavam na entrada, olharam-me e abriram caminho para eu passar como se fosse cena de cinema ou já tivessem todos combinados, fiquei pensando em o que teria feito para ser recebido como normalmente só o Pablo e a Iasmim são recebidos. Até que veio a resposta:
–Nossa, Muriel? É você mesmo? –Veio a Laura, me perguntar com a cara mais espantada do mundo.
–Sim, claro que sim, e era para ser quem? –Respondi, com a cara de quem não entendeu a piada.
–Desculpa, é que você está lindo, o que teve com você hoje?
–Nada, acho que só tirei os óculos e penteei o cabelo!
–Nossa, você está muito lindo mesmo. Mais bonito até que o Pablo. –Essa frase entrou como música no meu ouvido, então quer dizer que eu estava mais bonito que o Pablo?
–Você está falando sério mesmo ou está de zoação?
–Estou falando sério, Muriel, você está lindo. Se eu não gostasse do Algusto...
–Tá bom então, depois nos falamos. –Eu saí meio que sem entender direito o que estava acontecendo, quer dizer que só porque eu penteei o cabelo, tirei os óculos e mudei a roupa, eu tinha mudado completamente? Fui esperar a Tay na porta da escola, fiquei alguns minutos por lá até que Pablo chegou para me incomodar.
–Milagres acontecem mesmo, não é? –Perguntou-me ele me olhando com uma cara irônica.
–Eu não tenho tanta certeza, só vou ter quando ver você virar homem! –Ele sorrio.
–Se prepare, uma cena clássica do cinema vai acontecer com você hoje.
–Isso é uma ameaça?
–não, uma promessa. –O que será que o Pablo quis dizer com aquilo? O que ele estaria aprontando para mim? Nunca tinha ficado tão nervoso como naquele momento, mais eu tinha que fingir que estava tudo bem, tinha que bancar o fortão.
–Já que é uma promessa... cumpra, promessa pra mim é dívida.
–Se você faz tanta questão. –Ele chegou perto de mim, e falou baixo –Eu vou cumprir!
–Eu não sinto nenhum pingo de medo de você. Aliás, a única coisa que eu sinto de você, é nojo.
–Ah que pena, e eu que não consigo nem sentir isso de você?
–Você? Você pode ir para o inferno! Agora eu já vou sair, não aguento seu mau hálito. Ah, lembre de cumprir a promessa, hein?
Fui para dentro da escola de novo. Lembrei que eu tinha combinado de esperar a Tay, então eu tive que voltar. A Tay já tinha chegado, ela estava de rainha de "Alice no País das Maravilhas".
–Tay, você está linda!
–Nossa! Caraca, você está lindo Muriel, o que foi que aconteceu?
–Credo, falando assim, até parece que eu era um monstro!
–Não é isso que eu quero dizer, é que eu nunca tinha te visto tão lindo assim! Você já viu sua amada?
–Até agora não. E você? Já viu o Algusto?
–Não, ele já ficou com a Laura?
–Ainda não, mas a Laura já está aí.
–Vou acabar com a felicidade dela hoje.
–Tay, deixa isso pra lá, esquece isso! –Tay saiu e nem me ouviu. Eu entrei mais uma vez na escola, e “sem perceber” acabei me batendo na Iasmim, ela estava perfeita, a menina mais bonita da cidade.
–Não olha para onde anda não, é?
–Foi sem...
–Cala a boca, seu NOB! –Eu não tive nem reação, por que doi tanto ouvir isso da pessoa que você ama? Ela saiu fazendo uma cara de nojo para mim.
–Oi Muriel? –Veio a Marta com um assunto que eu achei que era piada.
–Oi Marta, o que é?
–Eu vim te perguntar se você se candidatou á “Aluno Cool do Ano”?
–Eu, não! Por quê?
–Por que nós os... NOB's, estávamos conversando e chegamos a conclusão de que você deveria se candidatar porque você está lindo, e a melhor forma de nós nos vingarmos do Pablo, seria tirando a coroa dele.
Parei um instante, até pensei nessa sugestão um tanto quanto hilária, mas lembrei que ninguém conseguiria ganhar do Pablo.
–Você está louca? Nuca que eu iria conseguir ganhar do Pablo!
–Sozinho você não iria conseguir mesmo, mas com a nossa ajuda, quem sabe?
–E sabe que eu tô começando a gostar dessa ideia? Onde que fica a lista dos candidatos?
–Lá do lado da sala dos professores, mas anda logo, porque a votação vai começar daqui a pouco.
No início, eu até achei uma má ideia, mas depois que eu lembrei que a Marta, é tipo a líder dos NOB's, e então eu teria muitas chances de vencer eu fui correndo para me candidatar, cheguei na frente da sala dos professores, peguei a caneta que estava grudada na parede, pensei por alguns segundos. A lista tinha espaço para dez candidatos escrevi meu nome no “segundo candidato”.
–Espero que esteja contente como o segundo candidato, porque você só vai ganhar o segundo lugar por falta de outros concorrentes.. — O Pablo chegou acompanhado com os dois idiotas.
–É claro que eu vou ganhar o segundo lugar, do jeito que o povo te ama. Todos vão votar no Pablo! Coitadinho de mim.
–Não se preocupe, eu vou votar em você, vou fazer questão de votar no Muriel só para você ter o prazer de receber um voto ao menos.
–Se eu fosse você, eu votava em si mesmo.
–Bom, príncipe da madrugada, eu já vou preparar meu discurso, e nem perca seu tempo preparando um, por que você não vai ganhar.
–Espere, e a sua promessa?
–Eu vou cumprir!
E ele saiu me deixando com a vontade de riscar meu nome da lista. Eu tinha que ganhar essa merda.
A votação começou assim que eu saí de perto da lista, e todo mundo estava comentando que eu tinha sido um idiota, achavam que eu nunca iria ganhar do Pablo e eu pensei isso também, estava me arrependendo de ter me escrito.
Eu e a Tay estávamos no centro do salão da escola, onde estava tendo toda a festa, e eu comecei a falar dela e do Algusto, ela começou a se irritar, disse que eu não devia me intrometer.
–Tay, o que você fez com a coitada da Laura?
–Nada!
–Fala, POR FAVOR!
–Depois você fica sabendo.
–Tay, conta vai.
–Ahhhhhh!!! –um balde de tinta verde despejou-se em Tay, e ela saiu correndo toda melada sem saber o que fazer. Eu ia atrás dela, mas o Pablo entrou na minha frente e disse:
–Viu que eu cumprir minha promessa? Gostou da cena do cinema?
–Você fez isso com a Tay, só para me atingir?
–Foi sim, eu queria derramar em você, mais como não deu...-Eu dei um soco na cara dele e ele caiu, todos ficaram olhando para nós.
–Eu vou quebrar a sua cara. — Eu ia pra cima dele.
–Sério? Ai que medo! –Ele falou num tom bem irônico ainda caído no chão.
–Quer saber? Eu não vou fazer isso, eu vou fazer bem melhor, eu vou ganhar de você nessa competição idiota.
–DUVIDO!
–Pois se prepare! Você não vai ser o campeão desse ano. Ah, e a propósito, odiei a sua falta de imaginação, essa cena foi muito ultrapassada. –E eu saí deixando ele no chão.
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A Joisi, minha professora de teatro, foi quem apresentou toda a festa e de cima do palco ela chamou eu, a Iasmim e o Pablo. Como a Iasmim não tinha com quem concorrer, automaticamente já era a campeã e eu e o Pablo, teríamos que competir em uma espécie de show de talentos. Ela olhou para o Pablo e falou:
–Pablo, o atual campeão, que vence desde a 5° série, o que você vai apresentar este ano?
–Bom, eu irei apresentar uma coreografia que eu preparei com a Iasmim, especialmente para esse evento.
–Então, posicionem-se e podem soltar a música.
Eles começaram a dançar uma musica melosa sobre amor, que eu nem faço idéia de qual era o nome, enquanto eles dançavam, o Pablo me olhava como se dissesse “eu estou dançando com a menina dos seus sonhos”. Eles dançavam muito bem, e eu não fazia ideia do que eu iria fazer... fiquei muito nervoso, parecia que eu iria explodir, e quando o Pablo acabou a apresentação dele as minhas pernas e os meus dedos começaram a tremer. Ele chegou perto de mim e perguntou como se estivesse zombando da minha cara:
–E ai? Ainda está confiante que vai ganhar?
–Tenho certeza que vou ganhar.
–Não ficou com medinho não?
–Que nada! Isso aí não deu nem para o aquecimento.
Eu nem tinha preparado uma apresentação, fui muito idiota de ter me candidatado,. Joisi continuou:
–Muriel, primeira vez que entra na competição, o que você preparou para nós?
–Na verdade, eu não preparei nada, eu nem queria entrar nesta competição idiota –Nesta hora a professora me olhou com uma cara de quem não acreditava que eu tinha dito aquilo –Eu só entrei para desafiar o Pablo, e para mostrar que ele não é o maioral, e a propósito, eu vou cantar. – E a professora Joisi, com um sorriso só para disfarçar a raiva, me perguntou:
–E que música é essa?
–A música? Bom... a música é... Bem... Sei lá que música é!
–Muriel, canta aquela música que você escreveu! –Disse o Algusto não sei de onde.
–É isso mesmo, eu vou cantar a minha música, alguém tem um violão ai?
–Alguém traz o violão para o Muriel –A professora mandou com uma cara de quem achava que eu iria ser o maior fracasso. O professor Lucas (que é o meu professor preferido) trouxe o violão e me disse bem baixo para ninguém ouvir:
–Muriel, eu sei que você vai ganhar, você consegue, mostra para ele do que você é capaz!
–Tá certo, eu vou mostrar.
Ajeitei o microfone, coloquei as Mãos no violão e comecei a cantar, no começo a voz parecia que não queria sair, mas depois eu comecei a me soltar, pareceu até que eu nasci para cantar, cada vez que eu abria a boca, o povo começava a gritar como se dissessem que eu estava demais. E quando eu acabei a minha apresentação, que foi quase de improviso os alunos aplaudiram e gritaram.
Eu sabia que tinha sido muito melhor na minha apresentação, mas não tava tão confiante de que iria ganhar como estava mostrando para o Pablo. A professora começou a abrir um envelope que estava a somação dos votos, se eu ganhasse, eu poderia passar na cara do Pablo, mas se eu perdesse iria ser zoado pelo resto da minha vida.
–E o vencedor é... -A minha mente deu uma verdadeira pausa nessa hora, nem conseguir ouvir direito quem era o vencedor, eu lembro que a Tay ainda cheia de tinta e o Algusto vieram me abraçar e me deram muitos parabéns, é isso ai, eu fui o vencedor!–E vencedor é Muriel! Parabéns Pablo! você ganhou em 2° lugar!
O Pablo saiu com raiva e desanimado, e eu também saí de lá e fui dançar com a Tay e o Algusto, passou um tempo e adivinha quem foi falar comigo?
–Cara deixa de ser chato! O que você quer agora? — Eu falei pro Pablo.
–Calma, só vim te dar os parabéns.
–Obrigado, agora tchau.
–E também tenho uma coisa pra te dizer.
–Fala logo então.
–Quero te propor uma guerra.
–Como assim uma guerra? — Esse Pablo é louco.
–Eu e você, lutando pela popularidade, Aceita? — É claro que não aceito, eu não sou louco.
–Claro que aceito, mas não vale jogar sujo. — Eu apertei a mão do Pablo... Então estávamos em uma guerra. Eu não vou perder.
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