Um Idiota, Uma Patricinha E Uma Guerra
5 Minha salvação!
Notas iniciais
Estava começando a ficar frio, eu tinha que encontrar algum jeito de sair dalí, pensei um pouco e procurei meu celular na minha bolsa, liguei logo para o Algusto.
-Algusto, estou meio que pelado na escola e estou sozinho, só você pode me ajudar. -Eu falei quase que rasgando minha garganta de tanta pressa.
-Como é que é? explica direito...
-Algusto eu não tenho tempo para explicar... Venha e traga alguma roupa.
-Muriel, eu estou indo para a casa de minha tia, assim que sai da escola meu pai me pegou no carro, não tenho como voltar.
-Tá, vou ligar pra outra pessoa. -Fiquei com um pouco de raiva dele, mas eu era maduro o suficiente para ver que ele não tinha culpa de nada.
-Muriel, não fica com...-Desliguei o celular antes dele terminar a frase.
Eu fiquei olhando a agenda do meu celular por uns 15 segundos e lembrei que tinha uma pessoa que morava na frente da escola... Eu tinha certeza que ela me ajudaria.
-Iasmim? -Falei assim que ela atendeu.
-Não, é a polícia, fala logo quem é e o que quer, please! -Sim, ela é ignorante.
-É o Muriel, eu preciso muito de sua ajuda, tipo pra agora.
-Muriel? o fofinho que agora tem 521 likes no facebook? -521 likes? como assim eu já tinha 521???
-Sim, ele mesmo, o que você pediu em namoro outro dia...
-Tá, fala como posso te ajudar.
-Bom, eu estou meio que pelado na escola, e sozinho... -Ela começou a rir -Poque você está rindo??
-Desculpa -Ela soltou uma gargalhanda enorme. -É que eu nunca pensei que o Pablo faria isso.
-Como você sabe que foi o Pablo?
-Por causa da tal guerra... vou te levar algumas roupas.
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Eu esperei por minutos que pareceram horas, quando ela chegou me mandou uma mensagem dizendo que era pra eu ir no fundo da escola e pular o muro... Eu acho que não sei pular muro...
Nossa, o muro era alto pra caralho, e eu nunca pulei um muro, coloquei uma cadeira em cima de uma mesa e subi nela, essim eu conseguia alcançar as bordas do muro com as mãos.
-Eu estou vendo as suas mãos, agora força nos braços e tente trazer suas pernas. -Ela falou num tom motivador.
-Ok. -Eu fiz como ela mandou, e num minuto eu estava com meu corpo inteiro sobre o muro, mas como eu iria descer?
-Agora senta no muro. -Eu sentei como ela mandou. -Apoia suas mãos e pule. -Eu pulei, meus pés tocou o chão e movido pelo impulso (ou não) acabei caindo sobre ela, e fiquei em cima dela sobre o capim.
-Nossa, você é pesado garoto, sai de cima de mim. -Ela falou de um jeito nada agressivo, aquele lugar era tão confortável...
-Eu estou gostando daqui... Você tá tão linda -Eu falei olhando nos seus olhos penetrantes. Fiquemos nos olhando nos olhos por alguns segundos.
-Ai, chega, não gosto desses romances -Ela me deu um empurrão de modo que fiquei do lado dela, era uma manhã realmente bonita, principalmente naquele lugar, um capim verde e uma paisagem que eu não conhecia do outro lado, fiquemos por um instante olhando o céu. -Tá ok, agora veste isso que não aguento mais te olhar de cueca. -Ela falou entregando-me uma bolsa.
-Certo... mas como vou vestir isso? -Falei tirando duas cobertas verdes de dentro da bolsa.
-Assim... -Ela enrolou as cobertas em mim, fiquei parecendo que estava morrendo de frio.
-Eu estou parecendo um doente.
-Mas essa é a intenção meu bem, você vai postar no facebook que está muito gripado, por isso usou essas cobertas.
-Mas eu não estou com cara de gripado.
-Não, por isso que trouxe essa maquiagem, vamos te deixar gripado. -Eu sentei na grama e ela comecou a me maquiar... -Acabei... olha só. -Ela colocou um pequeno espelho na minha frente.
-Nossa, eu pareço estar morrendo.
-Sim, eu faço mágicas, agora vamos, e lembre-se de espirrar, ok?
-Ah, claro. -Eu falei e dei um espirro de mentira -Assim tá bom?
-Assim tá ótimo.
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Eu estava andando na rua do lado da Iasmim, não do jeito que eu sempre sonhei, mas era um começo, todo mundo olhava para nós e eu realmente não gostava de toda essa atenção.
-Ok, não sei onde fica sua casa, mas acho que já estamos numa boa parte do caminho, fico por aqui. -Que pena, estava amando a companhia daquela menina chata.
-Certo, como te devolvo as cobertas?
-Assim que você melhorar -Eu dei um pequeno sorriso e ela sorriu de volta. -Quando chegar em sua casa, lembre-se de postar em seu facebook que está muito mal, ok? ah, e também planeje algo para o Pablo, você tem que colocar medo nele, se deixa-lo vencer, estará acabado.
-Certo, e muito obrigado por me salvar hoje.
-Quando precisar é só ligar. -Ela estendeu a mão para mim, eu pequei ela e puxei em direção ao meu corpo surpreendendo ela com um breve abraço desajeitado.
-Muito obrigado mesmo. -Dei um beijo em seu rosto e segui o meu caminho, meus músculos se contraindo de alegria por dentro.
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-Onde diabos você estava? -Dona Lurdinha me analisava com espanto e alegria. -Me ligaram para avisar do falso incêdio e você não apareceu aqui! E que roupas são essas?
-Depois eu explico mãe, não se preocupe -Falei subindo a escada para o meu quarto.
-Você ainda me mata do coração. Seu pai chega amanhã!
Eu fingi que não ouvi nada do que ela falou. Chegando no meu quarto eu vesti uma roupa, liguei o pc, e em seguida liguei para Tay... Ela tinha que me explicar o motivo de tanta felicidade e também me ajudar a armar algo para o Pablo. Ele vai ter uma surpresa.
Notas finais
deixem-me um comentário.
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