Um Homem Diferente

15 Você disse que queria ...


Sara estava completamente desconfortável, se não bastasse ele ainda a abraçou muito forte e virando – se para sua tia completou.

_Mas também sabe muito bem me deixar acordado !

_Grissom !

Ela o cutucou com força, fazendo – o dar um gemido alto tocando a sua costela.

Beth a encarava, e sua tia Adelle sorria feito uma criança, ela parecia muito à vontade com aquela situação.

_Ei menina, então esse é meu novo sobrinho. Uma vida inteira quis ouvir algo desse tipo dele, mas nunca consegui.

“O que foi que ele disse, Adelle ?”

Grissom se virou para sua mãe.

_Estou dizendo o quanto Sara gosta de me deixar acordado !

Ela levantou seus olhos surpresa, depois Sara viu um sorriso brotar de seus lábios, os olhos dele eram exatamente iguais aos dela.

_Você deve ter mesmo seus truques, minha pequena !

_Desculpe tia, mas ele está sendo inconveniente demais ! Você vai se ver comigo, Grissom.

_Vou ? Não vejo a hora !

Desta vez sua tia bateu palmas e pulou, ela estava se extasiando com aquilo tudo.

_Sabe, querida, a Beth fez um bom trabalho com ele, mas o deixou muito sério. Agora vejo que ele está mesmo vivendo de verdade.

O que era tudo aquilo ? O que tinha aquele homem ? Parecia tão discreto na frente dos outros e agora não parava de fazer “gracinhas”.

_Tia, mamãe, se nos dão licença, precisamos ajeitar nossas coisas e descansar um pouco !

“Pode ficar com seu quarto querido, troquei a sua velha cama por algo mais confortável.”

_Obrigada mamãe !

Eles descarregaram as malas e subiram para o andar de cima, onde ficavam os quartos.

_Se precisar de ajuda, podem me chamar … vou estar bem aqui ! Se bem que … acho que não vão precisar !

_Obrigado tia Adelle !

_A sua tia me parece bastante coruja !

_E ela é !

Ele abriu a porta de seu antigo quarto, sua mãe havia pintado as paredes em um tom claro, e comprado uma cama box.

Havia algumas fotografias dele, bem mais jovem, muito bonito, os cabelos completamente encaracolados, e em apenas uma delas ele sorria. Tinha uma garotinha no colo, e ela o beijava sorrindo também. Devia ter no máximo cinco anos.

_Quem é ?

_Minha prima Julie, hoje ela é casada e tem dois filhos.

_Hum …

Ele se sentou na cama com ela, parecia bem macia.

_Agora vamos conversar, mocinho ! — Ela olhou para a porta, e viu ele se levantar e fechá -la.

_O que está acontecendo com você, Gris ? Por que estas demonstrações tão … explícitas ?

Ele suspirou, estava feliz ali, não precisava esconder de ninguém o quanto a amava.

_Você está muito tensa, Sara.

_E você muito saidinho para o meu gosto !

Ele levantou as sobrancelhas. Ela entendeu imediatamente o que ele queria dizer.

_Não estamos em nossa casa, me sinto … constrangida com sua mãe e a sua tia !

_Não sei se percebeu mas minha tia é … digamos muito moderna. Ela adora ser indiscreta, minha mãe vivia brigando com ela por causa disso.

Ela balançou a cabeça.

_Não sou a pureza em pessoa, mas é tudo tão estranho, estou habituada a ser discreta … na frente dos outros.

_Sara, estou cansado de esconder o que eu sinto por você, as vezes é bom poder fazer coisas normais para um casal. Vai me dizer que não sente falta disso ?

_Claro que sinto, você nem imagina o quanto !

Ele a abraçou e procurou a sua boca, sabia que ela não resistia a ele, estava quase conseguindo se deitar com ela, quando sentiu as mãos dela o empurrando.

_Sara … quero “ficar” com você !

_Como “ficar” ? Vamos conversar … direito … sabe que não consigo pensar … quando me beija !

Ele sorriu, parecia tão leve naquele ambiente.

_O que foi, querida ? — Ele disse resignado.

_Gris ... não sei se me sinto bem dormindo aqui com você. É tão estranho !

_Você não acha que ela pensa que nós dois não ... dormimos juntos ?

_Claro que não, a questão não é essa ... estou me sentindo muito ... sem jeito.

_Pois não deveria. Sabe que esses dias não conseguimos nem sequer se falar direito, você não vai fazer isso comigo ... vai ?

_Podemos apenas dormir, vamos ter tempo depois, moramos juntos, se recorda ?

_Você tem noção do que está me pedindo ?

_Não é nenhum sacrifício ...

_Claro que é ... de onde tirou essa ideia, não dá para esperar até voltarmos, isso é uma tortura.

_Ai meu Deus !

_Você sabe que vai me enlouquecer se fizer isso, não é ? Sabe que não consigo ficar tanto tempo sem você ...

_Serão somente quatro dias.

_Isso é um eternidade ... há dias não conseguimos ... fazer amor.

Ele beijou sua orelha ... deu uma pequena mordida e depois alisou sua barriga.

_Grissom ! Para com isso, você vai me matar de vergonha.

_Mas não tem ninguém aqui !

_Na casa da sua mãe ? Que coisa chata !

_Sara ... por favor ... o que acha que vai acontecer ?

_Não sei ... é desagradável.

_Tudo bem ... se você não quer ... — ele se afastou dela.

_Não é que não queira ... não podemos ... é diferente !

_Então você quer ?

_É lógico ...

Mais uma vez ele se encostou nela.

De repente eles ouviram uma batida na porta !

_Eu não disse ? Que situação ! — Ela sussurrou

_Por que está falando tão baixo ?

_Não sei ... força do hábito.

Ele se levantou e abriu a porta.

"Desculpe, filho. Tenho uma reunião daqui há 15 minutos, a Adelle me levará, vou demorar algumas horas, podemos jantar depois disso ?”

_Claro, mamãe. Vamos buscá -la assim que terminar.

Ela olhou para Sara que, muito sem graça, ajeitava suas roupas. Apenas acenou e sorriu.

_Viu só ?

_Vi sim ... e vi também que estamos sozinhos.

_Sem chance, não me sentiria bem, Gris ... por favor.

Ele suspirou resignado.

_Tudo bem ... não vamos brigar ... mas quero deixar claro que estou chateado com você.

_Me desculpe ... eu não queria que isso acontecesse. Não gostaria que se chateasse comigo.

_Vou tentar ... — ele olhou para ela e perguntou : -

_Quer dar uma volta ?

_Eu gostaria, por que não ?

Enquanto rodava com ela pela cidade, segurava sua mão. Ele estava muito estranho, o olhar divertido e malicioso.

_O que está tramando, querido ?

Ele não respondeu, apenas sorriu de lado e estacionou o carro em frente a um hotel, muito simpático e pomposo.

Ele deu a volta, abriu a porta para ela e estendeu sua mão !

_Venha ...

_Você não vai fazer isso ! — estava incrédula.

Ele cochichou no ouvido dela.

_Você disse que queria ... e aqui não é a casa da minha mãe !