Um Homem Diferente

30 Saindo do hospital.


Um barulho de vozes a acordou imediatamente. Olhou para ele e ainda dormia. Parecia muito cedo.

Ela se levantou, esticou o corpo se espreguiçando, foi até o banheiro, escovou os dentes e lavou o rosto, depois prendeu os cabelos.

Encostada no batente da porta, ela o observava atentamente.

Como ia ser com ele daquele jeito ? O laboratório em peso não daria sossego a eles, com certeza ! Como cuidar dele, sem que ninguém percebesse ! Impasse.

Pensou em contar logo de uma vez e acabar com aquele segredo, mas tinha medo, muito medo. Não sabia se ele estava preparado, ele estava se esforçando para que ninguém soubesse, de verdade ! Tinha notado nas últimas semanas.

Até onde tudo aquilo chegaria ?

Eles estavam bem, mas a fase daquele jogo tinha que mudar, não poderiam simplesmente se esconder a vida toda.

E tinha mais uma coisa, aquele conversa do que fazia naquele local não havia lhe passado pela garganta. Sabia quando ele mentia.

Ele abriu os olhos devagar e a encarou.

_Olá querida !

_Como você está ? Conseguiu dormir ?

_Sim … estou dolorido, mas muito melhor.

_Gris ...

O médico chegou muito animado.

_Bom dia, srta. Sara, dr. Grissom !

_Bom dia, dr. Oliver.

_Passei muito cedo para lhe dar alta, não temos mais o que fazer, agora é somente repouso absoluto por pelo menos quatro semanas e continuar a medicação.

_Que bom, posso levá – lo para casa ?

A enfermeira entrou com os medicamentos, abriu a porta do armário e entregou a Sara, uma sacola.

_São as coisas dele.

Sara agradeceu por educação olhando seu conteúdo. A camisa, uma jaqueta, carteira, relógio, tudo ali.

Ela separou a camisa e o ajudou a vestir.

_Amor, acha que consegue ?

_Sim, mas com cuidado, querida, por favor.

_Quer ajuda, Sara ?

_Não … obrigada Jane, vamos conseguir.

O médico entregou o receituário, e observou que ele tinha retorno para acompanhamento toda semana.

Eles ficaram sozinhos e Sara o ajudar a descer da cama. Neste momento ela ouviu uma voz atrás dela.

_Vai precisar de ajuda, querida ?

Ela se virou e viu Brass entrando no quarto.

_Oi Brass, por enquanto está tudo bem.

_Se prepare que aí vem o esquadrão, está todo mundo lá fora, estão só esperando que eu saia.

_O médico deu alta a ele, estamos de saída.

Eles caminharam devagar, Sara assinou sua saída na administração e ganharam a rua.

Uma chuva de perguntas os acometeram.

_Como foi isso ?

_Quando nos contaria ?

_Por que não nos avisou ?

_Dormiu aqui, Sara ?

Ela quase teve uma síncope.

_Hei, hei, calma, cuidado com ele, suas costelas estão quebradas.

Grissom não sabia a quem dava atenção.

Cath se adiantou .

_Brass nos contou, e a sua mãe também já sabe, Gil. Sua tia ligou para falar com você !

_Minha mãe está bem ?

_Sim, ela apenas ligou para saber de você ! Tem que ligar de volta e tranquilizá – la, ela está bem nervosa.

_Vou fazer isso.

Cath olhou para os dois e sua expressão parecia muito estranha.

Todos foram para a casa dele, ele se acomodou em uma poltrona na sala, e todos ao redor dele.

Sara se afastou e foi levar a sacola até o quarto.

Assim que retornou a sala, todos olharam para ela, e sem exceção, cruzaram os braços.

Grissom achou aquela atitude muito estranha.

_Está acontecendo alguma coisa ?

Ele olhou um a um, assim como Sara, depois se encararam.

_Quando planejavam nos contar ?

_Sobre o acidente … foi tudo tão … rápido e ....

_Não !- Cath esbravejou _ Sobre vocês dois !!!