Um Homem Diferente

22 Compras e ... desejos !


Dentro do enorme supermercado, eles pareciam um casal normal, fazendo coisas rotineiras. Mas ele sabiam que não era assim … “na vida real”.

_Gris … estou achando o máximo tudo isso.

Ele sorriu para ele, empurrando o carrinho pelo corredor.

_É uma sensação diferente !

O telefone dele tocou e ele atendeu.

_Alô ?

_Oi querido !

_Tia Adelle …como vai ?

_Bem, você quer que eu vá até aí, posso fazer o almoço para você e a Sara.

_Não tia, estamos na rua … — ele se virou para Sara – Querida acho que podemos almoçar por aqui ? — ela concordou com a cabeça sorrindo para ele. — Tia … obrigado, mas vamos ficar pelo centro, não se preocupe.

Ele desligou e se virou para ela passando a mão em seus ombros e empurrando o carrinho.

_Sua tia mimou você, quando era garoto ?

_Sempre … aos oito anos quando meu pai morreu, ela se instalou em casa durante um mês. Depois disso, ela foi sempre presente.

_Ela gosta demais de você !

Eles andavam bem devagar pelos corredores, ainda abraçado a ela, a encarou olhando em seus olhos.

Sara não tinha isso, sua vida sempre foi muito solitária, a questão de uma família em sua vida, era novidade. Os pensamentos dele voaram para o dia em que ela havia desabafado sobre os acontecimentos trágicos que ela havia passado.

_Agora é a sua família também. O que acha disso ?

Sara ficou imaginando o quanto ele havia sido amado, e como uma família era importante na vida de alguém.

_É muito boa a sensação. É … diferente … e especial.

Sua noção de família era muito distorcida, se lembrava muito pouco de bons momentos, tinha tido quase nenhum, e conviver com Grissom, agora tão mudado, estava lhe dando um novo olhar para tudo aquilo. Era maravilhoso !

Ele encostou o carrinho em uma das seções onde não havia ninguém. Segurou seu rosto entre as mãos e sussurrou.

_Agora somos uma família também, eu e você … o que acha ?

_Acho inacreditável … obrigada por me proporcionar isso.

_Eu é quem tenho que agradecer … sabe disso não sabe ? — Ele beijou a ponta de seu nariz.

_Sei …

Eles estavam se encaminhando para o caixa quando ela se virou para ele.

_Gris … acha que poderíamos ter um cachorro ?

_Você gostaria ?

_Muito … o que me diz ?

_Vamos providenciar um … então, quando voltarmos.

Eles saíram e ele se dirigiu para a casa.

Ela olhou para ele, depois olhou novamente.

_O que foi … querida ?

_Nada …

Ele estranhou, ela queria lhe dizer alguma coisa, tinha certeza disso, parecia decepcionada.

_Você … quer ir a algum lugar ? — De repente um pensamento se acendeu em sua mente. Ele havia decidido se segurar o máximo que pudesse, sexo com ela era sempre muito bom, mas não queria um relacionamento baseado somente nisso.

_Não … é que …deixa pra lá.

Ele sorriu.

_Vamos … diga … sei que tem alguma coisa, assim como você, também tenho minhas formas de conhecê – la.

Ela pensou ... esconder aquilo pra quê ? Ela queria estar com ele e ponto final. Tinha adorado sua atitude em demonstrar que não conseguia ficar sem ela. Tinha inflado seu ego, então disparou.

_Achei que fôssemos ficar juntos. Você sabe …

_Não … não sei … mas já estamos juntos. — ele estava se divertindo com aquilo, tinha um sorrisinho maroto em seus lábios.

_Não seja cínico Grissom, sabe do que eu estou falando.

_Já passou pela sua cabeça que eu quero ouvir você dizer ?

_Quero fazer amor com você. — ela não esperou que ele terminasse a frase, não precisava de rodeios.- Mas se não quiser … eu entendo.

Ela não entendia coisa nenhuma, ele era sempre tão indiscreto, agora parecia desinteressado.

_Minha nossa … isso foi demais. Você ainda tem dúvidas … se eu quero ?

_Você parece tão … desinteressado !

_Pareço ? — Ele precisava se explicar. — Não, querida, apenas não queria que você achasse que só penso nisso, eu penso … muito … mas

_Já entendi. — ela parecia aliviada.

Os dois sorriram.

_Vamos levar essas compras para casa e depois …

_Só não vamos voltar para aquele hotel.

Ele deu uma gargalhada gostosa.

_Tudo bem.

Eles estacionaram na garagem de sua mãe e descarregaram os alimentos.

A caminho, era ele quem a encarava a todo momento.

_Diga … estou esperando.

_Você acha que isso é desinteresse ? — Ele pegou a sua mão e levou até a região abaixo de sua cintura.

Ela arregalou seus olhos, estava feliz, era uma prova sem contestação.

_Agora preste atenção no volante, você está dirigindo.

_Sim senhora, Sara Sidle !