''como se não bastasseos dois juntos em casa ou na escola, ainda posso ouvi-los transar. Aff, que casal mais patético. É por isso que eu bebo.''

Ele se levantou e foi para a sala, ainda podia ouvi-los gemendo.

– Será que vocês nunca se cansam? — gritou — Preciso tomar um ar — suspirou e saiu.

Quando voltou, de madrugada, encontrou Elena no corredor de camisola.

– Você pode até ser linda, mas quando transa geme feito uma porca.

– Pensei que já tivesse superado — suspirou — Vai ter que superar. Amanhã eu venho denovo e...

– Não se preoculpe não estarei aqui.

Saiu e bateu a porta com força.

– Mas que droga não tenho sossego nem na minha própria casa. — Chutou o vento.

– Não devia reclamar tanto.

– Ricky!

– Venha, vamos beber! Você faz muito isso, não? — sorriu afetuosamente.

Foram juntos para o bar e sentaram-se.

– Damon — disse com os olhos fixos nele — Isso está te fazendo mal.

– Por que acha que estou mal? Não foi você mesmo que me disse que eu ia ficar com a garota?

– Talvez seja por isso que me sinto tão mal em te ver assim, Damon. — Deu um sorriso melancólico.

– Pelo menos alguém sente — relutante começou a chorar.

– Acho que você já bebeu demais. Vamos, Damon. Eu te levo pra casa.

– Acredite, isso não vai ser o melhor pra mim.

Vou ter que bancar a babá, pensou, acho que eu mereço isso.

– Eu disse que te levaria pra casa... pra minha casa.

– Eu levo a bebida.

– Não precisa mas dela.

– Ora vamos, não banque a babá.

Ricky pôs seu braço envolvendo sua cintura e juntos foram canbaleando pra casa.

– Hunf. Você pode ficar no sofá.

– Não sinta pena de mim. — Deu um sorriso de escárnio.

– Tem sorte de alguém ter. — ele ficou aturdido.

– Ricky...- estava chorando — Eu tenho sorte de ter você.

Ricky se levantou e o abraçou. Se sentia protegido e sentia segurança.

– Ricky... eu te... — não conseguiu terminar a frase.

– Eu te amo, Damon.