Um Gemido no escuro
1 Eu te amo Damon
''como se não bastasseos dois juntos em casa ou na escola, ainda posso ouvi-los transar. Aff, que casal mais patético. É por isso que eu bebo.''
Ele se levantou e foi para a sala, ainda podia ouvi-los gemendo.– Será que vocês nunca se cansam? — gritou — Preciso tomar um ar — suspirou e saiu.Quando voltou, de madrugada, encontrou Elena no corredor de camisola.– Você pode até ser linda, mas quando transa geme feito uma porca.– Pensei que já tivesse superado — suspirou — Vai ter que superar. Amanhã eu venho denovo e...– Não se preoculpe não estarei aqui.Saiu e bateu a porta com força.– Mas que droga não tenho sossego nem na minha própria casa. — Chutou o vento.– Não devia reclamar tanto.– Ricky!– Venha, vamos beber! Você faz muito isso, não? — sorriu afetuosamente.Foram juntos para o bar e sentaram-se.– Damon — disse com os olhos fixos nele — Isso está te fazendo mal.– Por que acha que estou mal? Não foi você mesmo que me disse que eu ia ficar com a garota?– Talvez seja por isso que me sinto tão mal em te ver assim, Damon. — Deu um sorriso melancólico.– Pelo menos alguém sente — relutante começou a chorar.– Acho que você já bebeu demais. Vamos, Damon. Eu te levo pra casa.– Acredite, isso não vai ser o melhor pra mim.Vou ter que bancar a babá, pensou, acho que eu mereço isso.– Eu disse que te levaria pra casa... pra minha casa.– Eu levo a bebida.– Não precisa mas dela.– Ora vamos, não banque a babá.Ricky pôs seu braço envolvendo sua cintura e juntos foram canbaleando pra casa.– Hunf. Você pode ficar no sofá.– Não sinta pena de mim. — Deu um sorriso de escárnio.– Tem sorte de alguém ter. — ele ficou aturdido.– Ricky...- estava chorando — Eu tenho sorte de ter você.Ricky se levantou e o abraçou. Se sentia protegido e sentia segurança.– Ricky... eu te... — não conseguiu terminar a frase.– Eu te amo, Damon.
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