Notas iniciais
Fluindo

Eu me levantei e fui colocar o meu almoço e fiquei pensando porque eu realmente tratava a Lucy daquela forma. As vezes eu só queria irritar ela ou deixar ela de cara comigo ou até mesmo ver ele sorri torto pra mim. Eu gostava dela, mas eu preferia ignorá-la. Terminei de almoça e fui para fora do restaurante e fiquei tirando algumas fotografias da paisagem. A Lucy veio logo depois que eu sai e ficou parada olhando eu fotografar as coisas. Eu vi ela ali distraída pensando na vida e tirei uma foto dela na frente do restaurante o vento batia sobre o rosto dela deixando os cabelos dela totalmente bagunçados e ela segurava eles tentando não atrapalhar sua visão. Fiquei admirando a Lucy por muitos minutos até que eu vi o Richard abraçando ela por trás e dano um beijo em seu ombro eu fechei meus olhos e respirei fundo e voltei a tirar fotos novamente.

– Vamos Thom?

– Bora, pé na estrada que já estamos chegando.

– E assim que se fala.

É eu tava começando a 'aceitar' o fato de que a Lucyanna estava ali conosco. Eu fui no bando de trás e a Lucy foi comigo, ela tava com sono e não quis ir no banco da frente ao lado do Richard. Eu vim olhando as fotos umas que eu nunca apagava da minha maquina e comecei a rir sozinho. A Lucy então percebeu e tento curiar um pouco e eu virei a maquina pra ela.

– Curti só, meu sobrinho brincando com os porcos.

– Nossa! Não sabia que tinha sobrinho.

– Você não sabe de muita sobre mim né? — Eu dei um sorriso de lado.

O Richard tava bastante concentrado na estrada, então certamente nem estava nos ouvindo. Ele tava escutando um CD bem chato do The Fray. O mais chato do The Fray, porque alias eu amo a banda.

– E verdade, acho que eu não te conheço porque você nunca me deu oportunidade pra isso não é? — Ela deu um sorriso meio sem graça

– Eu sei. Tava olhando uns albuns de fotografia da escola, eu vi que tinha uma menina bem parecida contigo numa das fotos.

– Eu sempre fui da sua sala, quando não era da sua sala eu sempre tinha aula com você na matéria de química. Você nunca percebeu né?

– Não, eu nunca tinha reparado em você.

– Você sempre reparava as meninas que dançavam na escola, sempre gosto de ser o popular não é?

– Não, nunca gostei de ser popular. Mas tinha suas vantagens.

– E eu sei como é isso. — Ela deu um riso e ficou me olhando e desviou o olhar pra minha maquina — Deixa eu ver as fotos?

– Tá, eu deixo. — Eu entreguei a minha maquina pra ela, e fiquei olhando pela janela vendo a paisagem

– Bonita foto. — Ela veio me mostrando uma foto que eu tirei da minha mãe

– Eu também gosto muito dessa, minha mãe ela.

– Nossa sua mãe e muito bonita, pensei que fosse sua namorada.

– Não tenho namorada Lucyanna. E sim a minha mãe e lindona mesmo, se ela num fosse casada com um coroa chato, eu pegava ela na hora.

– E eu to vendo como você a ama. E como tá a faculdade? Fiquei sabendo que passou em medicina. Parabéns.

– Pois é, mô sorte a minha. Ta indo tudo na mesma, e legal — Do nada comecei a pensar em como eu estava tratando ela normal, e arregalei meus olhos.

– O que foi? — Ela ficou assustada com a minha expressão

– Nada, nada mesmo.

Então eu deixei os nossos assuntos fluírem do nada conversamos sobre muitas coisas, mais não tocamos nunca no assunto Richard. Tinha muitas coisas que a Lucy me parecia ser bem legal, outras coisas ela parecia ter medo ou sei lá. Mas eu tava gostando daqueles nossos assuntos.

– Nossa eu preciso te contar uma coisa — Ela começo a rir

– Conta ué.

– Uma vez eu fiquei tão bebada que eu vi tudo girando, girando mesmo. Eu mal conseguia andar e a minha amiga me perguntava se eu tava bem e eu respondia gritando que eu tava ótima que não era pra ela ficar me enchendo o saco porque eu era uma bêbada consciente, e eu juro que eu ficava pensando ' Deus por favor, porque você fez eu beber assim, porque eu to tão ruim. “Deus cuida de mim, eu não quero morrer”.

– Você bebe cara?

– Claro que sim o Richard que não gosta muito da ideia mais eu amo beber.

– Nossa, pensei que você não gostava.

– Ah eu já fiz coisas piores, antigamente eu era viciada em maconha. Eu traficava. — Ela falou aquilo tão sério, eu fiquei pensando numa cena a Lucy num meio de um beco vendendo drogas

– Sério? — Foi a unica palavra que eu consegui falar.

– Não — Ela começo a rir bem alto e o Richard viro o rosto pra nos olhar.

– O que foi amor ? — Dizia o Richard, prestando a atenção no transito

– Ah nada amor, eu apenas tava contando umas coisas pro Thom.

– Ah tá. — Então ele nem deu muita idéia — Estamos chegando, falta bem pouco. Quando chegar eu aviso.

– De boa cara, dirigi presta atenção não venha com papo conosco — Comecei a rir

– E mesmo amor, não quero morrer porque você ta querendo entrar nos meus assuntos com o Thom — Ela ficou me olhando nos olhos, eu achei estranho

– Ta certo vocês dois.

Eu peguei a minha maquina e comecei a filmar a Lucy.

– Ow da um sorriso Lucy — Fiquei dano um close no rosto dela

– Um sorriso assim? — Ela começo a fazer muitas caretas e sorrisos estranhos, e eu filmando tudo aquilo. Comecei a rir dela.

Ela pegou a maquina de mim e começo a nos filmar.

– O que você espera dessa viajem senhor Thommas?

– Eu espero ficar bêbado, pegar muitas meninas e aproveitar tudo de bom. Tudo tem que da certo nessa viajem — Eu falava sorrindo — E você o que espera dessa viajem? — Eu olhei pra ela na hora

– Que tudo se resolva.- Ela olhou dentro dos meus olhos e falou seria — E que seje maravilhosa, e que eu faça tudo que eu nunca fiz. Vamos prometer uma coisa ?

– O que?

– Vamos ter que pular de uma cachoeira juntos.

– Combinado, eu prometo.

– Prometa de mindinho ta? — Ela ficou mostrando aquele dedo dela pequeno, menor doque o normal

– Sim de mindinho — Então cruzamos os nossos mindinhos e sorrimos

– FINALMENTE CHEGAMOS

Todos nos olhamos pra placa escrita Chapada os Veadeiros. E demos um grito de alegria, e ficamos olhando a cidade bem pequena e engraçadinha. E então formos perguntar pra um cara aonde era a pousada Paraiso. Ele nos explicou direitinho e formos pra lá. Encontramos ela sem muita complicação e entramos e estacionamos o carro. E finalmente chegamos.

– Nossa aqui e lindo — Dizia a Lucy encantada com o lugar.

Eu fiquei calado olhando a vista admirando o lugar e ai chegou uma moça lá, e nos mostrou tudo os chalés e a cachoeira enorme que tinha lá e uma trilha de madeira e sem contar nas festa que lá tinha. Bem concordamos em ficar no chalé por uns dias e depois íamos acampar ali mesmo, tinha até lugar de acampar. Eu fui ao carro e peguei as minhas coisas e fui andando devagar para o chalé. Tava tudo muito pesado. Abri a porta do chalé e coloquei minhas coisas num canto. O chalé era todo de madeira, tinha um quarto encima com duas camas de solteiros e em baixo com uma cama de solteiro também. Uma cozinha e dois banheiros. E uma varanda com a vista linda pra ver a pousada inteirinha. Depois de nos ajeitamos, arrumando tudo. Ficou combinado que eu ia dormir embaixo e o Richard e a Lucy no quarto de cima.

– Eu to tão cansado — Dizia o Richard se deitando na cama de solteiro — Eu acho que eu vo dormir um pouco

– Eu quero e conhecer aqui e urgente — Dizia a Lucy calçando seus tênis

– Eu to cansado também eu vo tomar uma cerveja — Fui até a geladeira e peguei uma cerveja. — Quer uma Richard? Quer uma Lucy?

– A eu não quero não brother — Dizia o Richard se ajeitando na cama

– Ah eu também ... não — Dizia a Lucy se aproximando de mim e pegando uma cerveja pra ela escondido, ela deixou a cerveja encima da mesa e foi ate o Richard — Amor eu vo da uma volta e você descansa ta? Eu te amo — Ela deu um beijo nele bem rápido e se levantou e pegou a cerveja e faz um sinal pra mim sair junto dela

– Ta amor, se cuida e toma cuidado por essas matas ai qual quer coisa eu alcanço vocês mais tarde — Dizia ela olhando pra mim — Você vai Thom?

– E eu vo da uma volta, acompanhar ela. Vai que ela se perde né — Dei um sorriso meio sem graça e fui logo saindo quando percebi o sinal da Lucy

– Você e maluca sabia! Se ele...

– Se ele descobri e porque você conto tá — Ela olhou pra mim fazendo um brinde — A nossa amizade que começo Thom

– E a nossa amizade — E brindamos e começamos a andar pra ver a cachoeira.

Quando chegamos na cachoeira só tinha velhos lá tomando um sol. Eu logo me sentei perto da água e fiquei observando a natureza e a Lucy se sentou do meu lado.

– E lindo não é? — Dizia ela olhando as coisas

– É.

– Como conheceu o Richard?

– Poxa, isso foi a 11 anos atrás, meu pai e tio dele. Tio assim de consideração mais não deixa de ser tio. Meu pai sempre foi muito chegado do pai dele e o meu pai e o pai deles eram amigos deis da faculdade e prometeram ser os 'padrinhos' dos filhos deles. Mas a mulher que se casou com o pai do Richard nunca gosto muito do meu pai, então ela não aceito ele ser padrinho do Richard. E enfim somos quase irmãos.

– Nossa, porque ela não gosta do teu pai?

– Porque ela foi apaixonada por ele quando mais jovem.

– UAL. E você e apaixonado?

– Me apaixonei uma vez apenas e nunca mais aconteceu, eu sei lá não curto muito ver meninas apaixonadas e sofrendo por mim. — Comecei a rir e acendi um cigarro

– E chato ficar apaixonada e não ser correspondida

– E mais você é bastante correspondida não tem do que reclamar

– Eu sei disso o Richard e maravilhoso demais. Mas as vezes eu queria que ele fosse um pouco menos preocupado. Eu não posso beber, não posso fumar, não posso fazer nada do que eu era antigamente acostumada a fazer. Coisas que eu gostava entende?

– Eu sei como é isso, e por isso que eu não namoro. Porque eu sei que a pessoa vai pedir pra mim parar de fumar ou beber e vai ficar no meu pé dizendo que eu faço medicina então eu tenho que da exemplo de medico. Na real eu nunca quis fazer medicina, fiz porque minha mãe me encheu demais por isso.

– Eu sei como é isso eu faço direito sendo que eu sou louca pra fazer turismo. você queria fazer o que?

– Fotografia. Eu sou louco por isso.

– Eu percebi, você fotografa super bem Thommas.

– Pena que a minha mãe não aceita isso.

– E eu sei como é isso.

– Mas eu gosto de Medicina e legal, mas não é a minha cara. Tenho cara de medico?

– Não mesmo Thom. — Ela ficou me olhando e começo a rir

– Viu eu disse — Sorri de lado e ouvi uns barulhos de pessoas gritando pra pular da cachoeira.

– E ainda vamos pular dali né? — Disse ela apontando

– Eu prometi né!

Eu comecei então a gostar da Lucy mais do que eu esperava.