Um Garoto
5 Conhecendo...
Notas iniciais
Eu tinha gostado muito da galera da Mildren, eles pareciam bem agitados e sempre viajando pelo que me apareceu. Eu fiquei sentado num banco perto da cachoeira ouvindo uma música do Capital Inicial a que eu mais gostava a Fogo. Fiquei pensando em muitas coisas e imaginando como seria o beijo de Mildren e depois me veio na cabeça o que realmente a Lucy estava fazendo com o Richard, tudo bem que eu tinha ouvido uns gemidos bem estranhos mais isso não quer dizer que eles estavam fazendo...
– Thommas?
Meus pensamentos foram interrompidos pela voz de Richard.
– Hm, eae cara — Eu disse tirando meus oculos do rosto
– Pô você sumiu deis daquela hora lá na cachoeira.
– Ah e que eu fui da uma volta, fui na loja que tem aqui e ...
– E o que cara?
– Conheci uma menina ai.
– Sabia que tinha mulher na parada. Ta mas quem é ela?
– E a Mildren, legal ela muito conversadeira. Engraçada e expressiva. Do jeito que eu gosto.
Quando eu parei de falar em Mildren eu ouvi uns gritos de uma garota pulando do mais alto da cachoeira.
– Não me diga que e aquela menina? — Dizia o Richard olhando pra minha cara
– O engraçado que é ela mesma — Dei um sorriso, olhando pra Mildren saindo da água feito um pato molhado
– E olha deixa entre nós mais ela e uma gostosa
– Eu disse que ela fazia meu tipo.
– Verdade, eae vai ficar com ela?
– Não sei, ela veio com três marmanjões com ela, um e irmão dela e os outros são quase irmãos!
– Nossa ta fudido se fazer algo de errado com ela ein
– E como to, por isso eu to vendo como vou chegar nela
– Ta certo, mas seja discreto, rápido e cuidadoso, não estou afim de entrar em briga por causa de você nessas ferias.
– Relaxa, eu não vou fazer nada do que ela não queira.
– Esse teu papo de conquistador.
– Falando em conquistador. Cadê a tua namorada?
– Ta dormindo, ta cansada.
– Sei, eu tava indo pro chalé e ouvi uns barulhos estranhos né!
– Pois é e isso mesmo que você ta pensando.
– CARALHO e você nunca me conta. Eae como ela é?
– Carai Thommas, se toca. Não vou ficar falando né! Mas ela e ótima no que faz. Ótima mesmo.
– E cara pode casar com ela, eu deixo.
– Você vai ser padrinho.
– Mais e claro, amigos para sempre! Até nas horas de enforcamento.
Ele começo a rir a galera da Mildren tava um pouco na frente de nós. A Mildren ainda não tinha nos visto, mas quando viu chamo os amigos dela e veio até nós.
– Eae meninos — A dizia com os olhos brilhando
– Oi Mildren, deixa eu te apresentar... Esse e o meu amigo o Richard — Disse eu, apresentando o Richard a galera da Mildren e a ela.
– Olá Richard, prazer em conhecê-lo. — Ela se sentou do nosso lado — Esses são meus irmãos o Dudu, Ricardo e o Mané
– Eae cara — Disse o Richard, dano um aperto de mão em todos
Os meninos e o Richard começaram a troca mô idéia e eu fiquei lá conversando com a Mildren.
– Então você vai pra festa Thommas?
– Eu não sei ainda, nem comentei com o Richard e a Lucy.
– Ah, mais mesmo assim vamos você conosco.
– E eu vo ver, sério. E você mora aonde?
– Eu sou de Minas, mais nos últimos anos eu to morando em qual quer lugar sério. Eu como sou psicóloga mais eu não trabalho como isso né. Então eu tenho uma banda com meu irmão e o Mané e o Ricardo.
– Uma banda de que?
– Ah, a gente toca de tudo, mas eu tenho minhas próprias músicas.
– Poxa que bacana, toca algo pra mim qual quer dia pode ser?
– Eu prometo tocar. Mas olha só amanhã eu e meu irmão vamos fazer um luau aqui, quer ir?
– Porra porque não nos chamo antes, e claro que eu vo. Como vai ser aqui mesmo e na hora.
– E no outro dia você vai pra festa.
– Tá eu vo, até me animei, adoro luau. Adoro praia
– Praia nem me fala, que saudade de Flóripa. Já morei la por sete meses e foi tudo de maravilhoso. Eu dava aula de surfe
– Caramba me diz o que você nunca fez na sua vida?
– Nunca me casei, nunca pulei de bang jump.
– Mas eu duvido que não tenha vontade.
– E de pular de bang jump eu tenho sim, mas ao mesmo tempo não, morro de medo de altura. E de me casar eu as vezes penso que e melhor não.
– Por quê?
– Ah, maioria dos casamentos da nossa geração nunca dão certo. Os que dão certo são de crentes e evangélicos. O resto se casa mais com fogo no cu, e depois se arrepende.
– E verdade, eu nunca parei de pensar nisso.
– Você tem jeito de quem não quer se casar.
– Pô querer não e poder. Tenho vontade de ter uma família, mas mesmo assim isso não e meu forte. Ser pai deve ser maneiro, mas não e pra mim.
– Todo mundo um dia vai ter uma família. Na moral todo mundo já tem uma família. Mas ninguém entende isso. Você trabalha, você tem uma família ali no teu trabalho. Tem uma família em casa, uma família na rua, em todos os lugares.
– Você tem umas idéias legais sabia? Gosto disso na pessoa. Você sabe conversar.
– Eu tento né, tem gente que me acha muito chatinha.
– Quantos anos você tem Mildren?
– Eu tenho 21. E você?
– 22 anos. E você tem mais experiências que eu.
– E que eu sou do mundo. Não to dizendo no sentido... É você entendeu
– Sim entendi, pode ficar tranqüila.
– Mas voltando ao assunto de casamento, eu queria que o meu casamento fosse que nem um sonho. Toda mulher sonha com isso. Uma vez eu tinha uma paciente, que ela vivia um conto de fadas e não dava valor naquilo, mas eu a entendia. As vezes nem todo conto de fada e legal.
– Mulheres tem esse mal, nem tudo pode ser pensado assim.
Nessa hora o Dudu virou pra mim e ficou me encarando, acho que ele tinha percebido que eu tava dano encima da irmã dele.
– Mildren, senta aqui do meu lado por favor — Dizia ele com ciúmes mesmo
– Mas... A Dudu para com isso, eu to aqui batendo uma proza.
– Toma cuidado Mildren, cuidado — Ele continuava a me olhar com uma cara de quem ia me matar
– Ta Dudu, tá. — Ela olhou pra ele e volto a me olhar — Liga não, como eu e ele somos tão ligados ele não aceita que eu namore, ou que eu converse demais com uma pessoa, Dudu e super ciúmento, o namoro dele deu errado por causa disso. E que ele me trata como uma criança, as vezes isso me machuca. Sei lá eu tenho 21 anos, só formada e ele acha que eu sou aquela Mildren que brincava com ele de pega vareta ainda. Se bem que até hoje a gente brinca disso — Ela começo a rir e passo a mão dela em meu braço — Quantas tatuagens você tem?
– Entendo o lado do Dudu — Soltei apenas um comentario — Se eu tivesse uma irmã tão bonita, eu teria ciúmes também. — Dei um sorriso de lado — Ah eu tenho nesse braço mais de 22 duas tattos. E no outro eu tenho só sete, mais eu quero fechar ele.
– Vinte e Duas? — Ela ficou assustada
– É. Eu gosto muito dessa aqui — Mostrei pra ela, era uma mulher segurando um copo de bebida e em baixo o nome da minha mãe — Ela ficou puta quando eu disse que era ela
– Eu imagino, coitada da sua mãe — Ela começo a rir
– Que nada, tem uma pro meu pai que ele odeia — Mostrei pra ela, era um velhinho em pé segurando umas rosas, com a cabeça careca ao lado da mulher com o copo de bebida — Viu?
– Nossa, são bem legais as duas, ficam bonitas. Seu pai e careca?
– É sim, mas ele tem seu charme — Soltei uma risada — Ele e muito legal.
– Eu imagino, sua familia deve ser bem unida né?
– E sim, em todos os momentos, viajamos sempre no meio do ano juntos. E sempre no dia da idenpendencia e tradição a gente se vesti como o povo daquela epoca. Coisa da familia do meu pai entende.
– Sei como é isso, minha mãe na pascoa fazia eu e o Dudu nos vestir de coelhos da pascoa, acredita? — Ela pego a bolsa dela e pego sua carteira — Olha só aqui a foto
– Nossssa! Esse e teu irmão? — Fiquei de cara, o irmão dela loirinho com a roupa de coelho de pascoa
– Pode acreditar, ele era lindo na escola era o garoto mais bonito mesmo — Ela fecho a carteira
– Você também era linda, tinha os olhos claros e agora estão escuros
– E mô merda, só o Eduardo que teve sorte.
– Sei como é isso a minha irmã tem os olhos da minha avô que morreu.
– Sinto muito
– Pô nem conhecia ela
Ficamos rindo e conversando um tempão até que o Mané o Dudu e o Ricardo subiram pra tomar banho e a Mildren ficou lá comigo. Então subimos pro chalé eu, ela e o Richard.
– Vou te apresentar a minha namorada — Dizia o Richard
– Eu vou adorar conhecer ela
Quando entramos
a Lucy tava fazendo o jantar o cheiro estava ótimo. Ela tava apenas com a parte de cima do biquíni e quando ela virou pra nos olhar. Que belos seios.
– Vocês demoraram ein — Dizia ela nos olhando
– Ah amor, e que estávamos lá conversando com uma galera que conhecemos, ou melhor que o Thom conheceu e nos apresento — Dizia o Richard, indo abraçar a namorada
– Ah falando nisso, essa aqui Lucy e a Mildren. Uma menina que eu conheci aqui hoje — Me disse, apresentando elas
– Oi Lucy
– Oi Mildren — Dizia a Lucy encarando mesmo a Mildren
Percebi na hora que a Lucy não gosto nadinha da ideia da Mildren está ali. Eu fiquei na minha, tava tão na cara aquilo que eu fiquei um pouco sem graça.
– Senta ai Mildren e janta conosco — Disse eu, puxado a Mildren pro sofá
– Não, não. Eu vo lá ver o Eduardo, e melhor.
Ate a Mildren tinha percebido que a Lucy olhou ela de mal jeito e séria. Mildren parecia ser de boa, mais quando percebia que não era bem vinda a algum lugar ela logo se mandava.
– Ué mais você mal chego — Disse o Richard, a Lucy lhe deu um beliscão — Ai amor
Lucy ficou me encarando e os olhos dela dizia ' o que ela ta fazendo aqui?'
– Sério Thommas, nos vemos no luau amanhã, e conversamos mais. Ta tarde eu tenho que dormir — Disse a Mildren indo pra porta
– Eu vo te levar ate ali — Eu fui atrás dela — Já volto
Eu sai e fui deixar a Mildren até a porta eu fiquei com vergonha de falar alguma coisa sobre a Lucy e seus olhares. Não disse nada a Mildren apenas dei um beijo em seu rosto, na verdade eu queria muito beijar a boca, mas eu achei que não era o momento certo.
– Tenha uma boa noite. — Eu disse abraçando ela
– Você também e amanhã nos vemos no luau — Ela sorria
– Sim, amanhã nos vemos no luau e até em outros lugares
Ela ficou calada e me olhou nos olhos e se virou dano um tchau de costas e foi andando, fiquei olhando ela andar e os cabelos se movendo pra lá e pra cá. Ela era uma pessoa ecantadora e concerteza ela tava me deixando maluco. Eu me virei quando vi ela entrando na porta do outro chalé e entrei. Ouvi uma briga entre o Richard e a Lucy.
– Porque essa menina veio aqui?
– Amor, não sei. Ela e amiga do Thommas, não tenho nada haver com isso
– Tem sim, custava dizer que não podia vim
– Meu esqueceu que e o Thommas que ta com ela
– Eu não quero saber, não quero mais ver nenhum de vocês com ela, não gostei dela
– Não é você quem tem que gostar. Para com isso o Thommas ta segurando mô vela nossa, e ainda você quer que ele não fique com ninguém aqui? Me diz porque Lucyanna?
– Ué nada, eu não quero que apenas alguém fique saindo nos nossos passeios né!
Richard calou a boca quando ouviu a porta se abrindo e eu então entrei, fingindo não estar ouvindo nada.
– Então o janta ta pronto?
– Se virem vocês dois.
A Lucy saiu, entrando no quarto dela e se trancando lá, eu olhei pro Richard e fiz uma cara de quem não tinha entendido nada. Então eu fui ate o fogão e peguei um prato.
– Você ficou com a Lucy?
Eu me virei na hora, e arregalei meus olhos.
– Meu não estou acreditando que tá me perguntando isso.
– E que ela... Ah deixa pra lá
– E deixa pra lá mesmo, nossa. — Peguei minha comida e fui pro meu quarto e acabei ficando por lá mesmo, que pergunta mais idiota se eu tinha pegado a namorada dele, porra agora eu tinha dado motivos pra ele desconfiar de mim. Que se foda, nem quero mais ficar perto da Lucy. Acabei dormindo, com a barriga bem cheia e tive um sonho estranho.
Sonhava que estava numa praia parado olhando o mar quando vinha uma mulher em minha direção e uma criança. Não dava pra mim ver o rosto da mulher, mas a criança me chamava de pai. Acordei no outro dia um pouco pensativo demais.
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