Notas iniciais
Telefonemas

Quando entramos no bar todo mundo ficou nos olhando, bem na verdade estavam olhando pra Lucy, sua beleza era motivo de cochichos no bar. Eu me sentei na cadeira de frente pro balcão e puxei a cadeira do lado pra Lucy se sentar. Sim às vezes eu era ate meio cavalheiro. Eu olhei em volta e só tinha velho e bêbado no bar, mas isso era normal de se encontrar em bares de cidades pequenas. Logo o garçom veio nos atender.

– Boa tarde o que desejam? – Disse ele com um pano de prato nos ombros

– Eu quero uma caixinha de cerveja – Eu disse olhando pra ele

Ele logo nos trouxe uma caixinha de cerveja. Eu peguei e dei a o dinheiro pra ele, ele não parava de olhar pro decote que a Lucy estava usando. Eu quando fui perceber puxei a Lucy de uma vez pelas mãos e saímos do bar, e aquele bando de velhos ainda olhando pra nos. E melhor como eu disse pra Lucy.

Saímos do bar eu estava com pressa, eu na verdade nunca gostei muito de ta com uma garota e um bando de pedreiro começar a olhar pra ela, sim eu era bastante ciumento com certas coisas, principalmente essas. Se a mulher era minha, era minha e pronto, tava comigo e acabou esse povo ficar tirando casquinha com os olhos. Ta eu sou exagerado, mas eu nem queria saber, se olhou eu era capaz de entrar numa briga por causa disso. Mas eu me controlei, não queria queimar o filme da Lucy assim, alem do mais eu nem era o namorado dela, eu era... Bem era um amante.

Voltamos pro carro sem falar nada ela começo a me olhar com uma cara de quem queria alguma coisa. Eu então fiquei na minha olhando pra frente com as mãos no volante. Ela esticou um pouco o corpo dela pra perto do meu e sussurrou no meu ouvido.

– Quer mesmo ir pro chalé? – Ela disse

Eu fui virando meu rosto em câmera lenta, olhando pra ela com uma cara de quem não queria ir pro chalé, mas também uma cara de quem não queria fazer nada naquele dia.

– Talvez. – Respondi frio.

Ah lembrando que essa e uma parte da minha vida que eu não me alegro muito, ficar traindo a amizade do Richard por causa de uma mulher pra mim não foi uma boa experiência, não mesmo. Tudo e legal quando se e proibido mas quando as pessoas começam a desconfiar ou descobrir as coisas, nada fica bom pra ninguém. E quem iria se der mal nessa historia inteira era apenas eu, o Richard era um cara super apaixonado, eu tinha certeza que ele iria perdoar a Lucy, agora eu? Ele seria capaz de me matar por causa disso. Sim eu quis muitas vezes terminar isso antes que ficasse mais sério. Mas eu não conseguia, quando eu olhava nos olhos de Lucy, sei lá, eu queria estar com ela como eu nunca quis estar perto de ninguém durante toda a minha vida. Parecia que ela me completava de alguma forma. Mas então continuando o rumo da viajem...

– Thommas – Ela parecia seria agora

– Calma ai meu telefone ta tocando – Eu peguei meu celular e atendi na hora – Alo ?

– Thom? – Era uma mulher

– Sim sou eu, quem é?

– Sou eu a Mildren

– Caramba, que saudade de você nossa – Eu estava muito surpreso, me animei na hora

– Thom eu também to com saudade de você, muita! Eu queria muito ainda estar ai contigo – Ela dizia muito meiga

– E eu queria você aqui também – A Lucy já sabia quem era e fez uma cara de quem não gosto muito – Que bom que você me ligou, como você ta?

– Estou ótima Thom, mas eu queria conversar com você...

– Conversar?

– Quando você volta pra sua casa?

– Eu não sei ainda Mildren, acho que no final do mês, porque?

– Então quando você voltar pra sua casa, você tem como me ligar?

– Lógico eu te ligo sim, com prazer. Estou muito feliz que você ligou – Eu estava muito feliz mesmo

– Eu também queria tanto ouvir sua voz

– Gosto muito de você sabe!

– Eu ... É eu também Thom! Preciso desligar o Mané ta mandando um abraço

– Mande outro e eu juro que te ligo

– Ta bom, tenha cuidado.

– Você também, se cuide.

Desliguei o telefone muito alegre, ela se lembrava de mim. Saudade da minha pequena Mildren, garota falante, alegre. Eu gostava demais isso nela.

Por uns segundos eu tinha ate esquecido que a Lucy estava ao meu lado, ela me olhava com cara de brava eu olhei pra ela sorrindo feito idiota.

– Que foi?

– Haha Thom, nada.

– E ainda bem que você sabe que é nada!

Liguei o carro e comecei a dirigir em direção ao chalé novamente. A cerveja conserteza já estava quente, e eu estava feliz por dentro por causa de Mildren por outro lado eu comecei a ficar preocupado em saber o que ela queria conversar comigo. Bem grávida ela não poderia ta porque não fazia nem um mês que ela foi embora, será que era algo muito sério? Deixei de pensar nisso quando eu vi o Richard parado no portão