Um Garoto
10 A festa!
Notas iniciais
Nos vestimos rápido estávamos já bem atrasados pra rave. Sabe eu não considerei a Mildren uma puta por ter transado comigo naquele dia. Têm caras por ai que julgam muito as meninas por elas trasarem com eles de primeira então por isso tomar cuidado com os homens e o melhor eu falo isso porque eu já julguei muitas meninas que faziam assim comigo, e quantas e quantas vezes eu ouvi meus amigos dizerem que aquela mina era fácil demais nem precisa de esforço. Tem coisas que nos garotos fazemos que nem eu mesmo entendo porque, como as vezes nos fugimos de uma briga só porque não queremos que aquilo aconteça de novo. Muitas vezes perdemos grandes garotas, garotas dispostas a nos amar de verdade por bobeira sabem, por sacanagem mesmo. Uma vez eu apostei que iria ficar com uma menina e ela descobriu quando eu percebi o tanto que ela era legal já era tarde demais ela já me odiava. Ah tudo bem eu nem a culpo, o culpado sou eu por incrivelmente idiota e não saber que muitas meninas são sensíveis a muitas coisas. Têm paradas que realmente os garotos não entendem eu digo isso hoje, porque quando eu era mais novo eu só queria zoar com o coração de todo mundo, com os sentimentos, e quando nos percebemos a burrice que estamos fazendo, tentamos pedir desculpa pra pessoa que mais amamos mas ae e quando nos descobrimos que é tarde demais. Ta e estranho alguém ler isso e pensar ‘tem certeza que isso foi um homem que escreveu’ pois é, podem ter certeza que sim eu me arrependi de muitas coisas, varias mesmo. Mas e que se foda e tarde pra voltar atrás. A e nunca se esqueçam muitos caras dizem que amam so pra conseguirem o que querem eu já usei muita essa tática e deu certo.
Bem continuando... A Mildren foi dormindo até chegamos lá na pousada. Eu estacionei o carro e olhei pra Mildren, ela dormia tão bonito que eu fiquei sei lá meio estranho para acordá-la. Mas logo quando ela percebeu que o carro não estava mais em movimento esticou os braços e me olhou e sorriu.
– E chegamos – Eu disse sorrindo
Ela não disse nada, ainda estava meio sonolenta eu abri a porta do carro e desci quando eu de repente vi um homem enorme correndo em minha direção eu juro que eu nem vim da aonde vinha àquele tapa. Sim levei um belo murro na cara, eu encostei-me ao carro e a minha boca estava sangrando passei a mão nela e olhei pra cima novamente. Era o Eduardo irmão da Mildren. Mildren desceu do carro totalmente assustada e começo a gritar.
– Para Eduardo, para – Tentando segurar o irmão
– Parar aonde você tava Mildren ? – Ele gritava e eu estava meio tonto do murro é foi um belo de um soco que eu levei
– Eu estava com o Thommas, e não te interessa aonde eu tava Eduardo – Ela começo a ficar nervosa
– Com o Thommas? Porra Mildren eu disse pra você não ficar com esse cara – Ele se aproximo de mim
– Eduardo para, para com isso agora – Ela começo a chorar
– Eu vo matar esse filho da puta que so quer te usar como todos, para de ser ingênua Mildren, homem nenhum presta – Ele segurou meu braço com força – Me fala seu filho da puta aonde vocês estavam?
Eu olhei pra ele na hora e não consegui ficar parado fui logo pra cima dele dano murros no rosto dele e ele me chutou no estomago, começamos a brigar. Sim eu apanhei e muito fiquei com um olho super roxo, mas eu bati nele, apesar de que o Eduardo era duas vezes maior que eu. Eu fui apenas nos murros e eles me chutava, a Mildren tentou fazer alguma coisa ela estava desesperada tinha muita gente em volta de nos.
– EDUARDO PARA – ela deu um grito bem alto e entrou no meio quando nos separamos
Muitos meninos que estavam lá na pousada gritava ‘briga, briga, briga’
– Sai daí agora Mildren ou até você apanha – Ele estava sangrando também o nariz dele tinha quebrado
– Para Eduardo eu sei que você só quer me proteger mais não e dessa forma que eu quero ser protegida eu gosto do Thommas, será que não percebe? – Ela se aproximou do irmão
Ele ficou calado eu respirava fundo eu estava bem casado a nossa briga tava durando muito já.
– Por favor, deixa ele em paz – Ela segurou nas mãos dele e as abaixou – Relaxa Eduardo vamos , vamos pro chalé lá conversamos – Ela virou e me olhou e fez uma cara bem triste e saiu com o Eduardo e os amigos dela
Eu fiquei totalmente sem graça que briga mais ridícula eu tinha pensado na hora. Eu fui andando para o chalé e encontrei com o Richard me gritando ele puxou meu braço. Sim eu tinha deslocado meu braço
– Ai caralho – Eu virei e olhei pra ele
– Porra que briga foi aquela Thom? – Ele tava preocupado
– Ah me deixa – Eu soltei meu braço e entrei no chalé
Entrei no chalé e meu braço doía muito então peguei a minha mochila e procurei por lá mesmo uma faixa que eu sempre levo pra todos os lugares e a Lucy estava me olhando. Me sentei no sofá e abaixei meu rosto, eu estava muito sujo. Ate rolar no chão eu e o Eduardo tínhamos.
– Quer ajuda? – Ela perguntou de longe
– Quero. – Respondi com raiva
Ela veio até mim calada e o Richard se sentou do outro lado, ela enfaixou meu braço devagar, eu sentia muita dor.
– Ta melhor? – Ela perguntou
– Um pouco – Eu olhei pra ela
Foi ai que eu percebi que aquela briga minha e do Eduardo poderia ter sido minha e do Richard. Achei melhor que fosse com o Eduardo.
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