Um Futuro Não Desejado
1 Capítulo 1: A Poção Laranja
Notas iniciais
1 - A fanfic se passa logo após a Guerra. Eles têm dezessete anos.
2 - Snape, e Remus estão vivos e são professores. Com a morte de Tom Riddle (Voldemort), a maldição no cargo de Professor de DCAT foi anulada.
Boa Leitura e espero que gostem!
Mesmo depois de tudo acabar, mesmo depois da guerra vir a terminar e com ela a morte de Voldemort, nada entre os alunos mudou. Alguns que lutaram bravamente durante o período da Guerra Bruxa, voltaram para terminar os estudos em Hogwarts, dentre eles, Hermione Granger e Draco Malfoy.
Hermione era uma garota que, apesar de tudo que passou, suas atitudes não mudaram. Continuava com sua mania de estudos, seu jeito certinho, e seus cabelos castanhos cacheados, totalmente cheios. Continuava com sua inteligência fora do comum, e sempre estava lendo um livro.
Draco Malfoy pode ter mudado um pouco. Ficado grato, talvez, mas jamais iria se render ao "Santo Potter" e sua laia de Weasleys Pobretões. Ele ainda era rancoroso, orgulhoso e preconceituoso, e sua diversão naquele período de volta as aulas era atormentar Granger, que foi a única a retornar e querer terminar os estudos.
Sonserina e Grifinória nunca se deram bem, porém, a rivalidade daqueles dois era intensa. Se um gostasse de azul, o outro iria gostar de amarelo, apenas para implicar. As atitudes deles eram infantis, e sem escrúpulos, as brigas nos corredores eram palco principal para os alunos, que cochichavam e apostavam quem iria vencer desta vez.
Hoje, ambos discutiam sobre amizades. Hermione dizia que Draco não tinha amigos, e sim seguidores. Malfoy rebatia, falando que tinha amigos sim, e bem melhores do que os dois idiotas com quem ela andou a vida toda.
- Esses dois idiotas salvaram sua vida! — ela disse, as bochechas ficavam cada vez mais vermelhas, enquanto ela pressionava os livros pesados contra o peito.
- Grande coisa! — disse Malfoy, desdenhoso. Seu rosto também tinha uma coloração avermelhada.
Ambos se encararam por um tempo, bufaram e cada um saiu para um lado oposto do corredor. Era isso, eles eram opostos, e nada poderia mudar tais atitudes.
Draco Malfoy foi em direção as masmorras, e assim que entrou no salão comunal da Sonserina, ouviu alguém lhe chamar. Blásio Zabine e Pansy Parkison, o encaravam com sorrisos divertidos.
- Novamente brigando com a Granger? — Pansy perguntou, e Blásio soltou um riso pelo nariz. Draco ergueu uma sombrancelha, não entendendo o motivo dos dois colegas estarem soltando risadas de toda a situação.
- Algo engraçado, que eu deva saber? — perguntou o loiro, e Zabine balançou a cabeça negativamente.
- Ah, Draco...se visse o que eu vejo. — comentou Pansy, e olhou Zabine. Os dois voltaram a rir, e isso deixava Malfoy irritado.
- E o que você vê, Parkison? — Draco perguntou impaciente. Novamente os dois colegas soltaram risadas. — Quer saber, chega.
E assim, saiu andando a passos pesados para dentro de seu dormitório. Ouviu ainda Zabine dizer: "Ele está enganando a si próprio, pobre Malfoy.", e novamente as risadinhas vieram lhe atormentar. Draco bateu a porta do quarto, e se jogou na cama.
O que eles queriam dizer com toda aquela cena? Malfoy se revirou nas cobertas de seda verde, e por fim, se levantou, bufando em indignação. Era sempre assim, Granger tomava seu tempo, lhe deixava com tanta raiva, que tomava sua mente pelo resto do dia e o loiro ficava naquele mal humor estressante.
Olhou o relógio, haveria aula de poções em menos de vinte minutos. Suspirou, cansado, e pegou o material necessário para tal. Continuaria a aguentar Snape, que mesmo depois de se mostrar uma pessoa "boa" e "fiel", continuava com aquela carranca, e se esgueirava assustadoramente entre os alunos durante as aulas.
Caminhou para fora, Zabine e Parkison já haviam ido. Draco ia andando, quando tropeçou em algo. Ele resmungou, e viu que era um emblema. Nele estava escrito: "Potter Fede", mas logo a velha frase mudou para, "Malfoy Filhote de Comensal". Draco sentiu suas bochechas ficarem vermelhas, e olhou em volta. Não havia ninguém com aquilo, e logo guardou em seu bolso, e por algum motivo, esticou para baixo, mais ainda a manga de sua roupa, afim de esconder o que já foi outrora a marca negra.
Andou para a sala de aula, e Snape estava lá, com a sombrancelha erguida, e os braços cruzados. Não usava mais aquelas vestes negras assustadoras, e sim roupas comuns e neutras de bruxo.
- Malfoy, atrasado. — ele disse, e deu passagem para Draco entrar. O loiro fez, e parou, para ver onde poderia sentar-se, afinal estava tudo ocupado. — Está esperando o que ai?
- Desculpe, não tem lugar...
- Tem um ao lado da Senhorita Granger. — apontou para o único lugar vazio da sala. Hermione encarou o Professor, e logo Draco. Os olhos de ambos cintilaram em ódio, mas mesmo assim, Draco caminhou arrastadamente para o lado da castanha.
Assim que se sentou, Hermione disse entredentes.
- Não me atrapalhe, Doninha! — disse. Draco cruzou os braços, e deu um sorriso ciníco.
- Como desejar, Castor. — disse, e Hermione fez um rosto de ódio. — E doninhas são fofas. — reforçou a implicância, o que foi o bastante para Hermione quase quebrar a colher de mexer poções.
- Vocês vão fazer a poção da verdade, e assim que a dupla terminar, cada um irá beber uma quantidade suficiente para um dia inteiro. — Snape falou, e deu um sorrisinho de lado, achando aquela ideia muito interessante. — As instruções estão na página 256, e algumas coisas importantes estão na louça. Vocês têm trinta minutos.
Draco abriu o único livro sobre a mesa, e Hermione arrancou-lhe, indo para o armário pegar os ingredientes. Pouco tempo depois, ambos terminaram a poção. Snape, que andava vagorosamente entre as mesas, notou isso, e com um movimento discreto da varinha, fez alguns materiais de ambos os lados cairem.
Draco e Hermione se abaixaram para pegar o que lhes pertenciam, e assim que voltaram, notaram que a poção, antes rosa, agora estava laranja.
- Malfoy, o que você fez?! — Hermione disse.
- Não fiz nada, Granger! — disse Draco, olhando-a feio.
- Tempo esgotado, bebam as poções. — disse Snape. Draco e Hermione encararam a poção alaranjada, e com força de vontade, beberam.
Nada ocorreu. Hermione respirou aliviada, já Draco, pegou os materiais rapidamente e saiu andando para fora da sala.
A noite caia sobre o lugar. Hermione finalmente se deitou em sua cama quente e confortável, assim como um certo Sonserino do outro lado da escola. Ambos adormeceram, esquecendo-se daquele dia conturbado que ficou para trás.
Quem os visse, diria que estavam delirando e tendo pesadelos. Hermione suava frio, e se debatia de vez em quando. Draco, tinha seus cabelos loiros grudados na testa, e respirava com dificuldades. Derrepente, o sono ficou leve, calmo e tranquilo.
Hermione se mexeu na cama de maneira que ficasse mais confortável. Havia algo do seu lado, que ressonava calmamente. A castanha gostou daquele som, daquele cheiro, ela se aproximou mais.
Draco sentiu algo grudar com seu corpo. Era uma sensação boa, havia cheiro de alecrim. Ele puxou mais para perto de si, e sentiu ser o corpo de uma mulher. Sorriu estântaneamente, mas esse sorriso sumiu, e por fim, ele abriu os olhos.
Ao mesmo tempo que Draco caia na real, Hermione também. Ela abriu os olhos marrons, e encontrou os azuis-cinzados, lhe encarando com o rosto confuso.
- O que você faz aqui, Granger?! — a voz desdenhosa e debochada se fez presente. Hermione soltou um gritinho, e se afastou.
- O que...?! Que lugar é esse?! — ela disse, se tapando com as cobertas brancas.
Hermione notara agora. Estava completamente nua. Draco olhou em volta.
- Esse é o quarto dos meus pais. O que faz aqui?! — ele perguntou, e então notou que também estava sem roupa. Se cobriu rápido com outra coberta que tinha ali.
Os dois estavam confusos, e se perguntavam o que havia ocorrido ali.
Notas finais
Até o próximo!
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