Notas iniciais
espero que gostem. é uma one short.
Há muito tempo, na longínqua Grécia Antiga, existia, na cidade de Éfeso, uma loba, que vivia em um bosque.
Na floresta onde morava, havia muitos perigos, todo o dia esta pobre loba tinha de caçar para sobreviver, e ainda por cima fugir de caçadores. Sim, provavelmente você deve estar pensando: E daí? Todo lobo tem de fazer isso. Mas ela não tinha alcatéia era sozinha a mercê deste mundo cruel.
Sim, a pobre lobinha caçava e era caçada. Além disso, também era muito mal interpretada. Quando se aproximava as crianças fugiam chorando, os adultos atiravam pedras, flechas ou facas, mas ela só queria carinho, nada mais.
Às vezes a loba acabava chegando perto de aldeias, onde acabava ouvindo histórias que mães contavam aos filhos, sobre lobos maus que se alimentavam de criançinhas. Quanta injustiça!
Em um dia, a solitária loba estava caçando, como sempre fazia. Neste mesmo dia, ela foi achada por um cruel caçador. A loba correu, fugiu o mais rápido que pode, e o homem a seguiu este maligno ser humano a alcança, e atira uma flecha que acaba atingindo a fraca pata traseira esquerda do animal.
Quando o caçador mira mais uma flecha, algo o impede, do meio da folhagem surge uma pequena arqueira, de uns onze ou doze anos, que também aponta uma flecha, mas não para a loba, para o homem, dizendo em palavras calmas, rígidas e raivosas:
- Se afaste já deste animal e vá embora! Ou sofrerá sérias conseqüências!
- De-desculpe minha senhora. – lamenta o homem fazendo reverências.
- Vá logo! – grita ela, fazendo o caçador sair correndo. A menina, dona de cabelos longos, escuros e trançados, de olhos verdes e arco e flechas prateado, se agacha ao lado da loba dizendo:
- Pobre criatura. O que fizeram com você? – a Loba com pouca dificuldade a reconhece, aquela pequena garotinha, que se preocupava tanto com ela, não era ninguém menos que a deusa Ártemis, deusa dos bosques, da caça, das arqueiras, garotas e guerreiras. Da lua, noite, e principalmente, dos animais.
- Como você se chama? – pergunta a deusa já examinando os ferimentos do animal. A loba, de inicia, estranha a pergunta. Até que acaba recordando também que Ártemis se comunica com os bichos. Um pouco nervosa responde:
- Ninguém nunca me batizou minha senhora!
- Mas que pena! Eu poderia ter o prazer de fazê-lo?
- Mas é cla-claro minha senhora.
- Que tal ηρωίνη heroína em grego?
- Sim! Muito obrigada senhora!
- Vem querida, vamos cuidar desta pata – a deusa pega a loba no colo e a leva para uma caverna, não muito longe dali, onde há armas, vidros com diversas substâncias, muitos e muitos livros e plantas.
Ártemis a coloca sobre uma manta, passa alguns remédios estranhos na pata ferida, e a enfaixa.
-Senhora?
- Sim?
- Por que fazes tanto por mim?
- Pois você é um animal esperto e batalhador. Pois todos os seres vivos merecem carinho independente de sua espécie, cor ou tamanho. Principalmente aqueles que já passaram por muito sofrimento. Todos merecem um ato de compaixão.
- São palavras muito sábias as da senhora, quem dera se todos pensassem assim.
- Querida, a maioria dos seres humanos não enxerga as belezas interiores, as bondades, até mesmo muitos deuses também cometem este erro. Felizmente alguns vêem. Porém muitos ainda dizem que as feras não choram, mas, por acaso existe som mais triste e belo ao mesmo tempo, que o uivo de um lobo?
A loba sorri com os olhos, feliz por finalmente ter achado alguém compreensivo, que não a via como uma fera cruel e assassina, mas como um ser inocente e bondoso, que apenas buscava um pouco de carinho, nada mais.
Desde que aquele momento Ártemis e ηρωίνη desenvolveram um forte laço. A deusa passou a levar a loba em todas as suas caçadas, e a loba auxiliava a deusa nelas. As duas já perderam as contas de quantas vezes uma já salvou a vida da outra. Até hoje os lobos uivam para a lua, agradecendo o imenso favor que ela fez à sua ancestral. Até que enfim, um final feliz para uma criatura injustiçada.
FIM
Notas finais
Maltratar animais é crime!
Bjs, deixem reviews please!
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