Notas iniciais
Espero que gostem.

Marik corria pela casa enquanto Bakura o seguia tentando apanha-lo. O albino estava determinado a tirar o loiro da casa, custasse o que custasse — Volta aqui, Marik! — ele gritava enquanto tentava segurar o rapaz. Marik atravessou a parede do quarto e para pirraçar o albino colocou a cabeça de volta e lhe mostrou a língua. Bakura grunhiu caminhando ate o quarto.

- Se estou morto, então essa é uma das vantagens. — ria sentado em cima do guarda roupa balançando as pernas e um sorriso triunfante no rosto.

- Desce, Marik! — Bakura gritou e Marik deu pulo, mas acabou atravessando o chão e parando com metade do corpo sobre a superfície do quarto. Bakura revirou os olhos e bufou quando Marik volta ao nível do quarto — Okay. Vou tentar te ignorar.

- Boa sorte. — Marik diz rindo. A campainha toca e Bakura vai ver quem é — Isso parece ser divertido. — murmura com um sorriso maroto estampado no rosto.

- "Deve ser Ryou ou alguém que veio buscar algo que esqueceu." — Bakura pensava indo ate a porta, passou as mãos no cabelos e percebeu que não teve tempo de fazer nada, ainda estava de pijama, pelo menos as calças dele, e não tinha tomado café.

Abriu a porta e lá estavam seu irmão e Anzu parados em frente a sua porta — Bakura! Viemos te ajudar a terminar de arrumar as coisas. — seu gêmeo disse adentrando o apartamento sorrindo.

- Ligamos para avisar, mas ninguém atendeu. — Anzu disse seguindo o mais novo dos albinos.

Bakura suspirou e olhou sobre o ombro da garota procurando pelo loiro e o encontrou deitado confortavelmente no sofá de bruços. Marik olhou para ele sorrindo e acenou debochado, Bakura rosnou internamente.

Anzu percebe que o amigo olhava atrás dela e se virou para saber o que estava lhe chamando a atenção, mas só viu o sofá — Você esta bem, Bakura? — ela pergunta demonstrando preocupação.

- Err... Sim! Estou bem. — ele disse sorrindo falsamente. Os outros dois se entre olharam e deram de ombros, foram ate o sofá para se sentar — Não! — Bakura gritou ao ver que Marik ainda estava lá.

Ryou ergueu uma sobrancelha e se sentou — Você realmente esta bem, Bakura?

- E-estou! — ele diz pouco confiante — Vou pegar alguns sacos de lixo na cozinha. — vai ate a cozinha e se depara com Marik sentando no balcão.

- Seus amigos não podem me ver. — ele afirma sorrindo enquanto Bakura procurava os sacos de lixo nos armários tentando ignorar o loiro — Só você pode me ver.

Bakura bufa ignorando o outro — Droga! Cadê? — murmura para si mesmo.

- Terceira gaveta da pia. — Bakura se vira para o rapaz e o encontra admirando suas próprias unhas. O albino vai ate a pia e abre a gaveta, ao ver que os sacos estavam lá olha para Marik e este sorri zombeteiramente.

Bakura o ignorou e vai a sala, seguido pelo loiro. Meia hora mais tarde já estava tudo arrumado. Ryou, Bakura e Anzu estavam na sala tomando refrigerante quando Marik sussurra algo em seu ouvido — Sua amiga gosta de você. — ele ri e Bakura cora levemente.

- Bakura? Esta tudo bem mesmo? — Anzu pergunta percebendo que o amigo estava agindo de modo estranho.

- Estou bem... Não dormi muito bem esta noite. — ele diz passando as mãos no rosto e vê Marik se sentando ao lado de seu irmão, que não percebia a presença do loiro.

- Que tal se saíssemos? — Anzu pergunta animadamente se levantando.

Bakura para por um momento para pensar sobre o assunto. Arqueia uma sobrancelha ao ver Marik correr ao seu lado — Isso mesmo, Bakura. Vai. E saia da minha casa. — diz sorrindo. O albino olhou de canto para ele e rangeu os dente — Se não for por bem, vai por mal. — Marik diz pulando em Bakura e tomando o controle do corpo dele.

- "Droga! Marik sai de mim, agora!" — ele pensa enquanto se levantava a contra gosto.

- "Quietinho Bakura." — Marik pensa divertidamente — Err... Onde nós vamos? — perguntou sorrindo para os outros dois.

-X-X-X-

Com muita facilidade Marik conduziu Bakura para fora do apartamento, mesmo este tentando lutar de todas as formas possíveis para voltar ao controle.

- Que tal irmos ao parque? — Ryou pergunta animadamente e Marik/Bakura assente com a cabeça sorrindo.

Já fora do prédio, caminhando ate o parque Marik deixa o corpo de Bakura, que o fuzila com o olhar, infelizmente para o loiro, ele não se lembrava do caminho de volta para casa por ter se concentrado em controlar Bakura, então teria que passar a tarde com eles e também estava curioso para saber o que iria acontecer.

- Esta um dia lindo, não? — Anzu pergunta sorrindo para Bakura, que encolhe os ombros e se limita a concordar com um aceno. Marik revira os olhos e Bakura o olha com raiva por ter feito ele sair de casa.

Ao chegarem no parque Ryou e Anzu correram para achar um local para poderem ver o lago e que o sol não os incomodasse tanto. Marik aproveitou a oportunidade para provocar o albino — Então... Anzu é sua namorada? — ele pergunta examinando as unhas.

Bakura se virou bruscamente e diz num tom irritado — Ela não é minha namorada! — para muitos ele estava brigando com o ar, ele nem se importou com o isso e voltou a seguir seus amigos, que estavam acenando para ele debaixo de uma grande arvore.

Marik o seguiu de longe, mantendo uma distancia considerável, observando o lugar teve o pressentimento de já conhecer o parque. Chegando perto de Bakura e os outro Marik sentiu uma estranha emoção, o sol. Ele olhou para cima, não podia sentir o calor dele, mas podia vê-lo. Ele adorava o sol. Desceu o olha para as mãos — "Realmente estou morto?" — ele pensava observando as pessoas ao redor, elas riam e conversavam, estavam tão... Vivos.

Se sentiu deprimido e se sentou perto da árvore onde Bakura e os outros estavam, ele podia ouvir as conversas mesmo achando isso errado, percebeu que um esquilo podia lhe ver, animais sentem essas coisas, e começou a mexer com o bichinho.

- Deveríamos ter trazido a cesta de piquenique. — Anzu diz rindo observando a paisagem.

- Acho que isso não é exatamente o que Kura queria. — Ryou diz sorrindo para o irmão — Kura... Você realmente esta bem? — ele ergue uma sobrancelha.

- Não se preocupe comigo, Ryou, estou bem. — ele diz com um sorriso falso no rosto.

- Parece que algo esta te incomodando... — Anzu diz tocando suavemente o rosto pálido com dedos delicados.

Bakura fica corado com o contato e Ryou abafa um riso — Estou bem. Vocês não precisam me visitar todos os dias. — ele diz desviando do toque da garota. Ao ver que ela ficou chateada tentou contornar — Não, quero dizer... Não tem necessidade de virem saber como estou. Decidi morar sozinho pra poder ter meu espaço, não é verdade?

Ryou balançou a cabeça positivamente sorrindo. Bakura se levantou para olhar o lugar e notou Marik rindo e brincando com um esquilo, não pode deixar de pensar em como ele ficava bonito sobre a luz do sol e alegre, deixou um meio sorriso escapar.

- Não sabia que se interessava por arvores, Bakura. — Anzu diz rindo e observa a arvore que seu amigo olhava tão insistentemente. Bakura corou com o comentário e sorriu amarelo.

- É que parecer ser tão... Vivo. — Marik que estava gargalhando da cara de Bakura para no mesmo instante e sua expressão fica seria.

O loiro sentiu um vazio no peito ao ouvir a última palavra. Se levantou, deu as costas para o albino e se pôs a correr em qualquer direção, só queria correr para lugar nenhum pra tentar esquecer isso.

Bakura piscou algumas vezes — Me... Me esperem aqui... — diz para os outros dois e sai correndo atrás do loiro sem se importar no que seus amigos estavam pensando. Olhou para todos os lados — Marik! Marik! Cadê você? — ele grita fazendo com que as pessoas ao seu redor dirigissem o olhar a ele.

Ele saiu correndo novamente a procura do loiro o encontrando perto do lago observando alguns patos que estavam ali tranquilos. Correu ate ele, se dobrou sobre o abdômen se apoiando nos joelhos para tomar fôlego. Não sabia porque estava agindo dessa maneira tão impulsiva, nem o que iria dizer para o rapaz, só sentia que tinha que estar lá, do lado dele, mesmo que o loiro o odiasse.

Marik o olhou de soslaio — É lindo, não? — Bakura ergueu uma sobrancelha sem entender — O sol. Faz com que tudo o que ele toca se sinta vivo... — disse com um sorriso amargo.

Bakura se aproximou — Marik... Me desculpe, eu... — Marik suspirou fundo.

- Não sabia que se importava. De qualquer maneira, esta tudo bem. — sorriu gentilmente sem se virar para o outro — Acho que realmente estou morto... — cruzou os braços olhando para o céu.

Apesar da brisa, os cabelos de Marik não se mexiam, mas a luz do sol fazia sua pele se tornar mais bonita e atraente. Bakura se pôs a admirar a paisagem junto ao loiro, suspirou fundo, não sabia o que dizer para ele, mas sentia que poderia fazer algo a respeito — Marik... Se eu te ajudar a descobrir algo sobre você... Promete se comportar? — Bakura propõe inseguro da resposta.

Marik se vira para ele com os braços cruzados e bate o pé, Bakura riu da maneira que Marik estava agindo e o loiro sorri — Acho que temos um acordo, Bakura.

O albino sorriu em resposta, mas logo mudou seu semblante quando Anzu e seu irmão os encontram — Bakura! — ele se virou para a garota que vinha correndo em sua direção — Estávamos te procurando. — ela diz ofegante.

Marik revirou os olhos — Por favor, se livre deles, sim? — ele disse colocando as mãos nos quadris num gesto impaciente.

- Eu estava observando o lago. Bem... Tenho que ir. Preciso resolver umas coisas. — ele diz para os dois a sua frente.

— Nós vamos com você. — Ryou diz sorrindo. Marik fecha os olhos em seguida abre um deles e fita o gêmeo mais novo e a garota fazendo careta.

Bakura se segurou para não rir de Marik e disse mordendo o canto do lábio — Sabe, é uma coisas chata, então é melhor vocês não irem. — tentou explicar.

Marik se aproximou dele e disse — Se você não arrumar uma desculpa, eu volto a te controlar e eu mesmo me livro deles.

Os olhos de Bakura crescem e ele começa novamente — Tenho muitas coisas para fazer, vai ser cansativo.

Ryou deu de ombros e diz — Você quem sabe, Kura. — Marik ri do apelido carinhoso do albino e Bakura lhe lança um olhar fulminante antes de se despedir de seus amigos.

- Se você quer assim. — Anzu diz chateada e Bakura sorri sem graça para ela. Marik revira os olhos, estava tentado a pular dentro de Bakura e o fazer aprontar algo com a garota, mas tinha prometido se comportar quando aceitou o acordo.

Enquanto Anzu e Ryou se afastavam e Bakura acena para eles Marik imitava o albino e acena rindo — Tchau, pessoal. — e cai na gargalhada. Bakura franze a testa e o encara — Então Kura... Onde vamos primeiro? — pergunta rindo.

Bakura range os dentes e faz careta — Você é irritante, sabia? — Marik sorri e concorda com a cabeça, Bakura rosna e começa a caminhar com passos fundos deixando o loiro para trás.

- Me espera, Kura! — Marik corre ao lado dele — E então? — sorri marotamente.

Bakura suspira jogando os cabelos para trás — Vamos ate a agencia imobiliária.

Notas finais
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