Um Estranho Em Minha Vida
7 Capítulo Seis
Notas iniciais
CAPÍTULO SEIS – PHILIP HARRISON
Achei estranho, nesse tempo todo, mais ou menos dois meses, o Philip não trocava nenhuma palavra comigo.
–Tudo bem com você, mocinha?
– Tudo sim, e com você?
– Estou bem, a gente não estava nos falando direito.
– Verdade também não entendi.
– O Raphael está tão próximo de você que me da raiva.
– Você está ficando louco, o que o Raphael fez, pelo que eu saiba, você que terminou com o namoro dele.
– Quem disse isso? Esse gayzinho ai?
– O que você está dizendo? – disse Arthur bravo.
– É isso mesmo que ouviu.
– PHILIP! SAI DAQUI.
Philip saiu, Arthur estava nervoso, não sei o que eu faço! Raphael chegou com um X-Salada.
– O que aconteceu? Vi aquele traste sair daqui.
– Estava insultando o Arthur, garoto ridículo.
– Linda! Ele não presta, toma cuidado com ele.
– Tudo bem!
O dia foi passando e na hora de irmos embora Raphael disse que ia até a casa do seu padrinho, que não poderia me acompanhar.
– Ei Manu!
Quando olhei era Philip me chamando.
– O que?
Desculpa hoje mais cedo. Eu fui um idiota.
– Com certeza, ainda bem que você sabe.
– Você está saindo com o Raphael?
– Por que a pergunta?
– Só pra saber.
– Nunca uma pergunta é só pra saber.
– Eu estou muito afim de você, desde o shopping.
– Ai que legal, pois eu não. Agora se me dá licença eu vou embora.
– tá legal. Mesmo assim desculpa.
***
– Você é um fraco – disse Gabriella
– Oque você queria que eu fizesse?
– Sei lá, seja carinhoso com ela. Não sei o que eu vi em você, me arrependo de tudo.
– Assim você me magoa.
– Ai desculpa, mas o Raphael não pode ficar com essa garotinha.
– Sei muito bem disso.
– eu não sei de nada, sou uma mera humana, mas graças a você sei os riscos que você pode ter.
– Por favor, ninguém pode saber.
– Eu sei disso. Olha você vai até a casa dessa garota. O que o Raphael deixou mesmo na casa dessa garota?
– O livro Romeu e Julieta com a assinatura de um H.
– Burro! Seu sobrenome também é com H. Você vai levar outro livro e ela tem que te ver.
– Mas que livro?
– Ah! Sei lá! O Morro Dos Ventos Uivantes, não sei, só leve um livro.
Será que vau dar certo
– Ele ainda não falou pra ela.
– Então está perfeito.
***
Nossa estou com muito sono, acho que vou dormir antes de fazer a lição.
Quando estou quase dormindo ouço um barulho.
Estranho, minha tia está viajando, a empregada não vem hoje, Arthur e Julia foram para casa. Raphael?
Sai pela casa e vejo Philip deitado na sala, com um livro na mão.
– Philip! O que está fazendo aqui?
– Olá, não saiu como planejado.
– Como? Quer dizer, como entrou aqui?
– Pergunta difícil, se considerar que a porta está fechada.
– Não tem graça! O que é isso?
– pra você.
Quando peguei, vi que era um livro O Morro Dos Ventos Uivantes. Não entendi muito bem.
– Philip... – falava sozinha, ele saiu e deixou a porta aberta.
Mas como ele conseguiu entrar no apartamento, ele não é do prédio e a porta estava trancada.
Um bilhete caiu do livro.
A cada dia que passa gosto mais e mais de você!
– H
Meu Deus, Philip é o cara do livro! Como? Não quero. Jurava que era Raphael.
– Acho que fomos enganadas – disse Lúcia.
– Lúcia você me disse...
– Todos erram.
– E o que eu faço agora?
– Você terá que conversar com Philip!
– E o que direi?
– Não tenho ideia.
Mal dormi a noite pensando nesse assunto. Eu estava com medo, é muito difícil isso, eu estou tendo um relacionamento tão bom com o Raphael. Conversarei com Philip amanhã.
Acordo com o interfone tocando. É sexta-feira, lembro-me de marcar com a empregada que Vi contratou.
– Alô – digo bocejando.
– Manu, a senhora Carmen está na portaria, pode mandar subir?
– Claro.
Aguardo-a na sala, ainda estou de pijama. A campainha toca.
– Bom dia – disse.
– Bom dia, desculpa é muito cedo?
– Não, você pode ficar a vontade, eu vou me arrumar para ir ao colégio.
– Quer que prepare o café para a senhora?
– Não! Obrigado! E por favor, sem o senhora, fico me sentindo velha.
Deixei Carmen na cozinha e fui para o banho. Tentei montar o que falar com Philip, mas nada conseguia se encaixar. Meu celular toca, é uma mensagem do Raphael.
BOM DIA!
ESTOU TE ESPERANDO!! S2
Respondo dizendo que gostaria de ir sozinha, quero pensar sobre o assunto. Eu quero apenas uma pessoa e ela é Raphael.
Chego à escola e me encontro com Julia e Arthur, explico o ocorrido para eles.
– IMPOSSIVEL! — disse Arthur.
– Como assim? – pergunto.
– nada! Esquece.
– Tá estranho em cara! – disse Julia.
Passando as aulas, no intervalo, pedi licença a Raphael e fui conversar com Philip.
– Ei Philip! Tudo bem?
– claro! Melhor agora!
– Não, para com isso, quero te explicar uma coisa.
– Eu Sei! Você tá saindo com o Raphael, e tudo mais, mas eu não vou desistir e você vai enxergar que ele não é tudo isso.
– Como assim?
– Você vai descobrir.
Achei estranho, mas assenti. Me despedi e voltei para meus amigos.
***
– Eai? – disse Gabriella
– Eai o que?
– E a Manuzinha?
– Ela não se impressionou muito, continua com o Raphael.
– Ela não pode continuar com ele, ele é meu, só meu. Arrependo-me até hoje daquele dia.
– Ei!
– Ei nada, assim você vê que foi um erro nós termos ficados aqui no colégio.
– Não sei o que vou fazer.
– Vai com ela para casa, sei lá, agarra ela.
– Tá louca! Sabe onde ela mora?
– Onde?
– No prédio do Raphael.
– Nossa aí complica, mas vi dar certo!
– Muito complicado, se ela ficar com o Raphael, os Henrondale.
– Eu sei, eu sei, relaxa, vamos conseguir!
***
Voltando para casa, Philip grita meu nome e sai correndo atrás de mim.
– MANU! ESPERA!
– O que você quer? Não to afim de conversar.
– Eu também não!
– Então o que você quer?
– Isso!
Philip num lance super rápido me beija, ao tocar seus lábios, foi tipo, “NOJO”, me afastei correndo e lhe dei um tapa na cara!
– TÁ LOUCO GAROTO, O QUE VOCÊ TÁ PENSANDO!
– Eu sei que você gostou.
Raphael pulou em cima dele do nada e o prensou na parede.
– Seu desgraçado, o que você quer
– O que eu quero, já consegui! Você é um trouxa mesmo, não consegue em ficar com a garota.
– cala a sua boca deu merda!
Raphael lhe deu um soco e Philip riu e disse:
– Bate mais Raphinha, fica tão lindinho bravinho.
– Não vou sujar minhas mãos, sai fora, não apareça mais por aqui.
– Ei calma! Não fica tão bravo — disse.
– TÔ CALMO! O QUE VOCÊ FOI FALAT COM ELE NO INTERVALO?
– Uma coisa relacionada a livros. Sabe de alguma coisa? – Não sei da onde tirei coragem para perguntar isso para ele, mas saiu, e ele ficou pasmo, mas depois de um tempo começou a falar.
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