Um Estranho Em Minha Vida
6 Capítulo Cinco
Notas iniciais
CAPÍTULO CINCO – RAPHAEL HENRONDALE
Como que eu posso ter um ligação com o Raphael, eu nem o conheço direito, Lucia deve estar ficando louca. Vou esquecer essa maluca da minha irmã e ir dormir.
- Manu? – Vi entra no meu quarto
- Oi! Cadê o Sandro?
- Foi embora.
- Espero não ter atrapalhado
- Claro que não! O que você achou dele?
- Muito bonito! – ri baixo.
- Sério! Não ficou nem um pouco constrangida com o que viu lá embaixo?
- Claro que não né? É a sua casa, você faz o que quiser.
- Agora ela é sua também, e eu devo respeitar seu espaço.
- Não fazendo nada no meu quarto – rimos juntas
- Ok! Obrigada! Boa noite – me deu um beijo na testa.
- Por nada! Boa noite.
Acordei assustada com o despertador, 6 horas da manhã, dia de aula.
Tomei um banho e me troquei, caprichei na maquiagem e deixei os cabelos soltos.
- Bom dia mocinha! Tome seu café rápido, hoje vamos mais cedo.
- Bom dia! Então Vi, vou encontrar um garoto da escola aqui do prédio, para irmos juntos, não precisa se preocupar.
- Como assim?
- Isso mesmo.
- Tudo bem, então eu já vou indo, beijos.
- Beijos.
Engraçado ela nem perguntou quem era o garoto. Devia estar atrasada mesmo.
Tomei um café rápido e sai do apartamento. Ao sair do elevador vejo Raphael sorrindo vindo à minha direção.
- Bom dia linda! Como vai?
- Bom dia! Vou bem e você?
- Bem melhor agora que te vi.
Senti-me envergonhada. Saímos do prédio em silêncio, não sabia o que falar.
- Então – disse Raphael – do que você mais gosta?
- Música – respondi
- Que tipo?
- Rock e Pop
- Nossa você gosta de Rock, que demais, qual sua banda favorita?
- Nirvana
- A minha também! E o Pop?
- A sei lá, de tudo um pouco, Miley Cyrus, Taylor Swift, Demi Lovato, entre outros.
- Hum... Gosto um pouquinho da Miley.
- Que legal!
- Já te disse com está linda hoje?
- Obrigada! – falei sem jeito – O que você está escutando?
- Nirvana. Que ouvir?
- Sim!
Estava tocando Smells Like Teen Spirit, fomos cantando até a escola, conversamos mais um pouco e riamos. Ao chegar na escola Julia estava lá com Arthur. Fomos em direção a eles. O Raphael pegou na minha mão, e eu não resisti.
- Bom dia gente!
- Oi – disse Arthur.
- Olá pessoal – disse Raphael
Ficamos conversando até o sinal tocar, o Arthur ficou de cara fechada o tempo todo.
Eu e Raphael ficamos juntos o dia inteiro, ele é perfeito, ficamos juntos em todas as aulas, eu contei pra ele sobre o Rio de Janeiro, e ele disse que não via a hora de conhecer.
A Gabriella quase surtou, vi ela cochichando com o Philip, que hoje nem ‘oi’ me deu.
Finalmente a aula acabou, fui embora com o Raphael, e ao entrarmos no prédio ele me puxou e quase me beijou, mas eu resisti.
- O que foi? – perguntou.
- Você ainda pergunta o que foi? Você ia me beijar!
- Pensei que você também queria!
- Então pensou errado.
- Desculpa! Vamos nos encontrar amanhã?
- Agora não sei!
- Me manda uma mensagem quando tiver a resposta.
Sai e nem o respondi. Ao entrar no elevador fiquei pensando no que eu fiz, porque eu não deixei? Porque eu resisti? Sou uma burra mesmo!
Ao entrar no apartamento vejo Lucia no sofá, rindo que nem uma criança de cinco anos.
- Do que você está rindo? – pergunto tão naturalmente que esqueço que minha irmã está morta e ali está só o espirito dela.
- Você é muito burra! Porque não beijou o garoto?
- Ei! Você só tem 13 anos, não se meta nesses assuntos.
- Ele é lindo Manu! Parabéns!
- Nisso eu não posso negar, mas ainda é muito cedo.
- Nunca é cedo demais para viver uma aventura. Digo por experiência própria.
- Ei não fala isso! Assim você me magoa.
- Estarei sempre aqui contigo!
- Obrigada.
O interfone toca e eu atendo.
- Alô?! – era o porteiro perguntando se Julia e Arthur podiam subir – Claro que pode, estou esperando.
A campainha toca, e quando eu abro a porta, Julia da um grito.
- MANU VOCÊ É DEMAIS!
- Tenho que concordar – disse Arthur
- Por quê?
- Você fez a bruxa da Gabriella ficar super irritada e ainda mais, conquistou o coração do nosso lindo Raphael Henrodale – disse Julia com a mão no coração.
- Então rolou alguma coisa? – perguntou Arthur.
- Nossa como você muda de humor rápido – disse isso porque ele estava tão fechado hoje manhã, que só por Deus – na verdade ele tentou me beijar.
- Como assim tentou? – perguntou Julia indignada – não diga que...
- Isso mesmo, eu resisti.
- Você está louca, como você dispensa um beijo daqueles lábios vermelhos e carnudos?
- Apenas com um passo para trás.
Eu e Arthur rimos, e Julia ficou com cara de brava.
- Calma Julia – disse Arthur – está muito cedo.
- Concordo!
- Pois eu não!
Meu celular toca, e quando vejo é uma mensagem de texto do Raphael.
POSSO IR ATÉ O SEU APARTAMENTO?
- Gente o que eu respondo?
- Fala que sim – disse Arthur – mas avisa que estamos aqui.
SIM!!! MAS JULIA E ARTHUR ESTÃO AQUI!
Do nada a campainha toca, quando abro Raphael está de regata, bermuda e chinelos bem na minha frente.
- Pode entrar!
- Obrigado.
- Meu Deus – disse Julia – nunca vi você com roupas assim!
- JULIA – disse Arthur.
- Calma Tutu, é estranho mesmo! Mas é assim que eu sou em casa.
- Senta Rapha – disse – vocês querem algo para comer ou beber?
- Sim – disse Julia
- Pra mim também – disse Arthur.
- Nada pra mim! Obrigado!
- Nossa você não come não? – perguntou Julia.
- Claro que como, só não estou com fome! Fala pra ela Tutu.
- Ele come que nem um dragão.
- Nossa vocês se conhecem bem – disse – como se conheceram?
- No colégio – disse Raphael – o Arthur é muito legal, mas por certos assuntos nós nos distanciamos bastantes.
- Hum... Mas por quê? – perguntei
- Assuntos pessoais, desculpe. Mas você já deve saber.
- Mas gostaria que me contasse!
- Quem sabe outra hora.
- Tudo bem!
Eu mal participei da conversa, Arthur, Julia e Raphael lembravam dos anos anteriores, descobri que a Julia entrou bem depois na escola, o Arthur era popular, e hoje ele é um “excluído”, mas soube lidar com isso.
- Bom, eu vou indo! – disse Raphael.
- Ah! Mas por quê? – perguntou Julia
- Muitas coisas para fazer – olhou para o Arthur que assentiu.
- Bom, está muito cedo, fica mais um pouco, a conversa estava boa – disse
- Não posso mesmo! Se eu pudesse não sairia do seu lado nem por um segundo.
- Own! – disse Julia – quanta fofura.
- Ai que fofo Rapha – disse – será que posso te chamar assim.
- Claro que pode, do jeito que você quiser! Bom já vou indo. – ele me deu um beijo no rosto – tchau pessoal até amanhã.
- Tchau – disse Julia.
Acompanhei ele até a porta, quando estava quase fechando ele voltou e perguntou:
- Vai me encontrar amanhã né?
- Com toda certeza – respondi
- Então até lá.
Fechei a porta e me encostei nela, ele é muito lindo e o jeito que ele fala me deixa sem ar. Eu só posso estar sonhando.
- Olha lá Julia, toda apaixonada! – disse Arthur
- O que? – disse – Quem está apaixonada aqui?
- Você querida – disse Julia – está toda derretida ai na porta.
- Vocês estão ficando loucos.
- Sei – disse Julia.
- Bom a gente também já vai indo, está tarde – disse Arthur.
- Não! Por favor! Que horas são?
- Já se passa das 18 horas
- Como assim? Vi vai chegar daqui a pouco. Pra mim era umas 16 horas, viajei no tempo.
- Claro né! Com aquele rostinho, quem não perde a noção do tempo – disse Julia.
- Besta! Vocês estão indo mesmo?
- Sim – disse Arthur – tchau, até amanhã.
- Beijos querida e não deixa aquele homem solto.
- Tchau gente!
Ao fechar a porta, reflito sobre o meu dia, foi muito bom receber meus amigos aqui em casa. Lembro de quando fazia isso no Rio de Janeiro, era tão bom!
O melhor de tudo foi receber o Raphael aqui, eu estou tão na dele.
A porta se abre, e Vi entra.
- Oi mocinha! Disse Vi – tudo bem?
- Oi Vi, estou bem, e você?
- Estou bem... cansada! Pensei que a encontraria dormindo.
- Não, hoje eu tive visitas, espero que não fique brava.
- Claro que não! Quem foi?
- A Julia, o Arthur e o Raphael – disse quase sem som
- Quem é Raphael?
- Lembra do garoto do prédio que eu disse que ia com ele para o colégio hoje de manhã?
- É ele! – disse Vi – E ele é bonito, com aquele Arthur?
- Sim, mil vezes mais bonito!
- Hum... Está apaixonada pelo garoto?
- Claro que não! Mas estou um pouquinho afim!
- Ai meu Deus! Nunca tive essas conversas com ninguém!
- Nem precisa, fui para o banho!
- Ok!
Tomei um banho e me deitei.
- Manu não vai jantar – disse Vi
- Não! Obrigada.
Dormi pensando no Raphael.
- Oi, tem alguém aqui?
- Pai eu entendo que é arriscado – ouvi uma voz parecida com a do Raphael.
- Você tem que entender que sua vida não é igual a dela, ela é apenas uma humana.
- Pai, mas estou esperando por ela a muito tempo. E não acredito que ela seja tão humana assim.
- Preste muita atenção no que você vai fazer. E fique de olho no Harrison, ele quer alguma coisa com você.
- Ele só não quer me ver feliz. Mas tomarei cuidado.
- Vocês adolescentes são todos loucos!
Acordei assustada, o que significa isso. Lucia disse que teria visões, será que isso era uma visão? Sinto medo!
É muito estranho tudo isso acontecendo comigo! Por que tenho visões? O que eu sou?
Hoje, agora nesse momento, porque eu fui a única a sobreviver naquele acidente de carro? Isso é muito estranho.
Prefiro não pensar muito sobre isso, um dia as respostas chegarão até mim!
Volto a dormir, penso nos meus pais, tenho saudades deles. Eles eram especiais!
Acordo com o alarme do celular. Hora de levantar.
Recebo uma mensagem de texto do Raphael.
BOM DIA! ESPERANDO ANCIOSAMENTE PARA TE VER S2
Ele é um fofo!
Termino de me arrumar, e vou ao encontro de Vi, que não está mais em casa!
Encontro um bilhete.
Manu,
Desculpa a informação tão em cima da hora, mas ficarei 6 meses fora, por causa do serviço, qualquer coisa me liga, estou deixando um cartão em seu nome para emergências, uma empregada irá ai dois dias por semana para auxiliar nos serviços domésticos, não se preocupe. Espero que fique bem!
Beijos, Vi.
— Que legal, estarei sozinha por 6 meses!
Saio correndo, e encontro Raphael, ele está magnifico hoje. Quero perguntar para ele sobre esses sonhos que ando tendo com ele, mas não tenho coragem.
- Oi – digo
- Nossa que linda! Vamos?
- Sim.
Na escola nosso relacionamento é o mesmo.
A Gabriella continua nos encarando, com cara de quem comeu e não gostou.
- linda, vou pegar um lanche para nós ok?
- Ok.
Ele me deu um beijo no rosto e saiu. Continuo conversando com Julia e Arthur, que estão amando essa aproximação do Raphael.
- Olá!
- Nossa você voltou... – quando olhei, avisto Philip, parado na minha frente – desculpa! Oi para você também!
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