Um Encontro Na Tempestade

9 Finalmente em casa... digo, navio


Notas iniciais
Bem vindos ao último capítulo o/
Sim, a fanfic vai acabando por aqui... :c
Boa leitura!

Por mais forte que estivessem, nem os ventos puderam abafar o som dos piratas desesperados chamando por seus amigos, e emocionados por

Na caverna, Nami pulava e gritava balançando os braços feito louca, enquanto Luffy quase dava mortais e já estava ficando rouco de tanto berrar. Os dois estavam perigosamente na beirada da rocha, mas sua atenção não estava voltada para isso no momento.

Quando o Sunny se aproximou a uma distância relativamente curta, os dois se olharam e assentiram juntos para a ideia que não necessitou de palavras para ser passada. O capitão enrolou um braço fortemente na cintura da navegadora e jogou o outro para trás, com o objetivo de pegar impulso para lança-lo direto para dentro da embarcação. Por pouco sua mão conseguiu agarrar a amurada. Eles juntaram os rostos e fecharam os olhos enquanto Luffy dava um salto e os dois eram atirados no meio da tempestade.

Aterrissaram rolando no chão do navio e sentiram a reconfortante sensação de tocar a grama do Sunny novamente. Levantaram cambaleando enquanto eram invadidos pela alegria e emoção de estar em ''casa'' depois de todo esse ocorrido.

– Conseguimos!!! — gritaram em uníssono enquanto se abraçavam aliviados.

Alguns segundos depois a maioria da tripulação estava em volta dando pulos e vivas entusiasmados. O momento do reencontro seria fantástico se não estivessem sendo arremessados pra cima e pra baixo pelas ondas. Antes que pudessem sequer se tocar, Franky soltou um palavrão quando perdeu o controle do leme, e o navio girou 360° graus mais de uma vez, e foi tomando uma direção desconhecida. No convés a tripulação rolava e se esbarrava e era jogada de um lado para o outro. Aos poucos cada um foi tendo a sorte de encontrar algo firme para se segurar, mas nem isso diminuía a intensidade do balanço.

Em pânico, Nami começou a crer que cairia do Sunny e se separaria dos amigos de novo, mas algo a fez se acalmar. Talvez fosse os braços de Luffy envolvendo fortemente seu corpo, mas quando ergueu a cabeça e olhou para o céu, ela notou que este se encontrava claro, realmente brilhando com a luz do sol. E mais, as nuvens negras de tempestade não se encontravam mais lá, a chuva e os raios se foram, junto com o vento cortante, dando lugar a uma fresca brisa marítima. Quando olhou em volta constatou que as ondas enormes e o mar agitado haviam se tornado um oceano azul e pacífico, tão violento quanto os respingos inócuos de água salgada.

Ao seu redor os companheiros começavam a se levantar, tão surpresos quanto ela. Após alguns segundos de choque, todos pareceram se lembrar do retorno dos dois amigos perdidos, e partiram para a comemoração. Nami e Luffy foram invadidos pela emoção e começaram a cumprimentar todo mundo, esquecendo-se que seus braços continuavam a mante-los próximos.

– NAMI-SWAAAAN!!! VOCÊ VOLTOU!!! — Sanji rodeava-a como um furacão, o nariz soltando sangue.

– Vamos fazer uma festa!! — Usopp Chopper e Brook dançavam animados.

– Aw, vocês são suuuuupeer!! — Franky fez sua super pose.

– Estava começando a achar que tinham se perdido — Zoro disse ironicamente cumprimentando Luffy com um soquinho.

– Quem é você para falar isso? — retrucou o outro rindo.

– Nami! Que bom, achei que haviam sido devorados por um monstro — Robin sorriu feliz.

– Ei ei Robin, largue de ser pessimista! — respondeu Nami abraçando a amiga.

Após um tempo todos se reuniram na cozinha para um banquete daqueles. Sanji foi para o fogão preparar uma comida caprichada, e com muita carne a pedido do capitão. Quando todos estavam acomodados na mesa, Nami começou a narrar sua aventura desde o momento da queda, enquanto Luffy ia fazendo raras participações para dar ênfase no incrível, como na parte do super-herói. Contaram tudo, omitindo apenas as partes que envolviam o lado amoroso do casal, fazendo a história ficar relativamente curta quando cortada. Ao chegar na parte do aparecimento misterioso da cesta de piquenique, fizeram uma pausa e consultaram a tripulação.

– Então não foram vocês que nos mandaram aquela comida? — indagou a navegadora desconfiada.

– Não. Colocamos um barril no mar sim, mas não com um conteúdo como o que vocês descreveram — respondeu Robin.

Nami e Luffy se entreolharam e tiveram um conversa silenciosa, onde confirmaram novamente o conceito da caverna ser misteriosa.

Continuaram a narrativa, e quando chegaram na parte da mensagem secreta enviada, foram interrompidos por Usopp:

– Vocês mandaram realmente um aviso codificado pra gente? Porque não recebemos nada.

– Sério? Estranho mesmo... Então encontraram a gente por pura sorte?

– Sim — ele confirmou confuso.

Enfim a história chegou ao fim e as palavras foram substituídas pelo tinir de talheres e copos e o som de comida sendo mastigada quando a bela refeição foi posta a mesa.

– Está uma delícia como sempre, Sanji! — elogiou Nami, apreciando a refeição farta — já estava com saudade da sua comida.

– Eu a fiz especialmente pra você, Nami-swan — respondeu o cozinheiro se derretendo em corações e rodando a garota — aceita mais desse cozido de peixe-gato com molho especial?

– Eu aceito!! — gritou Luffy com a boca cheia, erguendo a mão cheia de carne.

– Esse prato é exclusivo pra Nami-san e pra Robin-chan, coma outra coisa!! — retrucou Sanji dando um chute no capitão.

– Ei ero-cook, eu quero mais dessa sopa — Zoro estendeu o prato.

– Sirva-se sozinho seu marimo de merda! — gritou o cozinheiro enfezado.

– Como é que é?! — respondeu o espadachim se levantando bruscamente.

Segundos depois estavam lutando e se xingando.

Franky subiu na mesa e gritou:

– WOAAAW, vamos continuar essa festa SUUUUPER!!!


O dia seguinte amanheceu ensolarado e quente, para variar o clima da tempestade. Toda a tripulação ainda roncava na cama devido a comemoração que durou até de madrugada, então Nami se encontrava sozinha na proa do navio, observando a alvorada. Pelo menos ela pensou que estava sozinha, pois deu um pulo quando notou que Luffy se aproximara silenciosamente até ela.

– Ah que susto! Como chegou aqui sem fazer barulho? — perguntou espantada.

– Sei lá, eu só vim andando — respondeu despreocupado, e apontou para o longe — É bonito, não é?

– Muito.

Eles fitaram juntos o horizonte claro, apoiados na amurada. Inconscientemente suas mãos se moveram até estarem juntas, mas os olhos continuaram observando o céu.

– A caverna é mesmo misteriosa — ele disse.

– Tem razão — respondeu ela — E fico feliz de ter estado lá com você.

– Eu também.

Eles se encararam e sorriram.

– Então, vamos dar a nossa notícia hoje? — indagou a navegadora.

– Porque não agora? — sugeriu o capitão animado.

– Seu apressadinho — ela lhe deu um peteleco — mas provavelmente teremos problemas com um certo cozinheiro.

– Eu já te disse o que podemos fazer.

– Ok ok.

Nami deixou a proa e entrou na sala de ferramentas, saindo de lá com uma grande corda. Seus olhos encontraram os de Luffy e, piscando para ele, gritou:

– Saaanji-kun, poderia vir aqui agora? Tenho uma coisa pra te mostrar.

– O que... — um bocejo — O que você deseja Nami-swaan? — perguntou Sanji aparecendo de pijama na porta do quarto masculino.

– Chegue mais perto... — ela chamou.

– Haaaai!! — ele correu ansioso na direção da garota mas, antes que percebesse, estava totalmente enrolado e preso em uma corda.

Caiu de cara na chão e questionou surpreso:

– Por... Por que fez isso Nami-san?!

– Ah, nos temos uma coisa pra contar pra vocês, Sanji-kun — respondeu ela dando uma risadinha malvada.

– ''Nós''?? — ele passou os olhos pelo convés até encontrar o capitão vindo em sua direção.

– Isso mesmo. Nós — Luffy se aproximou e pôs a mão no ombro de Nami.

– O que isso signifi-- — exigiu Sanji furioso.

– EI PESSOAL!!! — o capitão chamou todos — Venham para fora, temos uma notícia para vocês!!

Depois de muitas reclamações sobre serem acordados cedo, os companheiros saíram para fora dos quartos, totalmente desarrumados por terem acabado de levantar, e pararam em frente ao casal.

– O que vocês querem??!! — Zoro fez a pergunta pelos outros.

Luffy e Nami se encararam e em seguida olharam para os amigos, deram as mãos e sorriram.


* ~~ The End ~~ *

Notas finais
Então, essa fanfic fez valer a pena o tempo que vocês gastaram para lê-la? Foi minha primeira história, que nota acham que mereço? :3

Sim, a fanfic fica por aqui :c
Mas fiquem atentos para o anunciamento de uma... possível continuação!!! o/ Vou fazer uma história de ZoRobin, pq eu amo ZoRobin ♥

Obrigada a todos que leram e gostaram, até a próxima ( ºuº)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!