Notas iniciais
Olá! Em primeiro lugar quero dizer que estou muito feliz pela recomendação. Valeu Maah! Em segundo quero dizer que me diverti bastante escrevendo este capítulo e espero muito que gostem. Beijos e boa leitura!

Meus olhos ardiam e minha garganta parecia estar pegando fogo enquanto eu corria feito uma louca naquela floresta sem me importar muito com o destino desde que fosse bem longe de tudo e todos.

O que é que estava acontecendo?Porque eu havia reagido daquele jeito estúpido? Tinha agido como uma namorada enciumada e praticamente atacado aquela mulher sem nenhum motivo, bem, mais ou menos. Ela era uma vaca como a Kate bem tinha dito, mas depois de conviver com anos aturando a irmã dela eu acreditava ter algum tipo de barreira anti-vaca.

Argh! Como eu iria olhar na cara do Vincent de novo? Eu já podia esperar o risinho cínico e o ar de deboche naquele loiro estúpido.

Mas nada disso me incomodava mais do que os meus olhos. Mesmo sem vê-los eu tinha certeza de que, naquele exato momento eles ainda estavam... diferentes, eu sentia. Sentia tão forte e claro quanto aquele ódio fervendo em minhas veias.

–Susan! – eu o ouvi chamar, mas não liguei apenas aumentei a minha velocidade.

Senti sua mão segurando meu braço e me forçando a virar. Sem pensar, eu direcionei toda a raiva, medo e desespero que eu sentia na direção dele fazendo uma coisa que eu jamais esperaria: mordendo o seu braço.

–Ai! – disse ele tirando o seu braço do alcance da minha investida feroz, sangue pingando um pouco – você me mordeu sua louca!

Tentei inutilmente não pensar no quão saboroso pareceu o sangue dele em minha boca enquanto respondia, minha voz carregada de sarcasmo.

–Não me diga!

Notei que o braço dele curou em segundos, mas a coisa mais impressionante foi que o ardor na minha garganta diminuiu um pouco.

Num gesto rápido, ele me agarrou e me pressionou numa árvore deixando-me completamente imobilizada e passou a me analisar detalhadamente.

–O que está fazendo? – perguntei irritada. Deus, eu não fazia ideia de onde vinha tanta irritação, talvez fosse a TPM.

–Quieta – ele falou soando ligeiramente preocupado.

Depois de mais uns segundos de inspeção ele me soltou, mas sem se afastar. Eu já tinha me esquecido de como é estranho estar perto dele.

–O que foi aquilo?

Como responder se nem mesmo e sabia.

–Eu sei lá, só estou um pouco estressada – respondi sem encará-lo. Se eu o visse sorrindo eu ia perder meu temperamento.

–Um pouco? – mesmo sem encará-lo eu sabia que ele estava com uma sobrancelha arqueada.

–Olha aqui, a culpa disso tudo é sua!- berrei.

Ele ignorou completamente minha acusação e indagou.

–Isso já aconteceu antes?

–Sim, de preferência quando eu tenho que conversar com você – respondi, bufando de leve.

–Sabe do que eu estou falando Susan – ele insistiu.

Um silêncio estranho pairava no ar. Ele deu um passo a frente me deixado ainda mais incômoda.

–Responda.

–Não, nunca.

Ele se afastou me deixando aliviada e começou a andar de um lado para o outro como se tentasse organizar os pensamentos.

–Vampiros novos ficam irritadiços quando estão na presença de lobos.Talvez...

–Espera aí – eu cortei sua linha de raciocínio – eu estou me transformando, é isso?

Ele me encarou.

–É possível. Você despertou o seu lado bruxa então pode estar despertando o seu lado vampiro também.

Eu já imaginava isso, mas não esperei que fosse soar tão horrível. Tinha medo do que podia acontecer. Talvez o mesmo que tinha acontecido ao meu pai.

–Além disso – continuou. Depois seus olhos mudaram e ele expôs suas presas, usando-as para morder o próprio braço que estendeu ainda sangrando em minha direção.

O ardor na minha garganta aumentou imediatamente e o meu cérebro deu uma pane. Sem pensar em mais nada eu ataquei o seu braço.

Mas eu não encontrei nada além de ar. Ele era mais rápido que eu e já tinha se esquivado enquanto usava sua perna esquerda para me dar uma rasteira e me enviar ao chão num único centésimo de segundo. Logo, eu estava com os braços e pernas presos embaixo de seu corpo maciço.

–Você esta com sede – não foi uma pergunta por isso não precisava de resposta.

De repente eu tinha a mais plena consciência de nossa proximidade. O cabelo dele caía desordenado tocando de leve a minha testa. A sede sumiu e minha garganta parou de arder. O calor que eu sentia tinha se espalhado por todo o meu corpo e eu me peguei observando os lábios dele com um outro tipo de fome. Podia parecer insano, mas naquele momento eu queria beijar Vincent Darin, o maldito vampiro que eu tanto temia e detestava.

Surpresa com minha própria atitude eu ergui minha cabeça para aproximar nossas bocas. Ele não se movia, apenas observava-me com curiosidade esperando pacientemente.

–Mais que merda é essa? – uma voz para lá de irritada falou.

Pisquei, saindo de meu estado de embriaguez para olhar para o lado em busca daquela voz e dar de cara com ninguém menos que Arhtur com cara de poucos amigos.

–Pensei que estivessem fazendo algo para te manter viva. Ao invés disso eu venho aqui e vejo essa cena ridícula.

Vincent saiu de cima de mim e ficou em pé.

–Porque você não volta para a sua almofada e para de encher o saco? Estávamos tendo um momento aqui – ele concluiu dando uma leve piscadela.

Eu estava vermelha feito um pimentão.

–Nós não estávamos, não – eu não fazia ideia do que dizer e estava tão vermelha quanto meu cabelo – como você chegou aqui?

–Não interessa e não mude de assunto – bradou ele.

–Seu grosso! Eu só perguntei porque...

Uns sons estranhos chamaram a nossa atenção.

–O que é isso?- indaguei.

–Tiros – respondeu Vincent

Não houve tempo para mais nada. Começamos a correr enquanto tentávamos desviar das balas que passavam cada vez mais perto.

Notas finais
E aí pessoas que tal hein? Gostaram? Aguardo seus comentários!