Um Dia Tudo Vai Dar Certo

3 P.O.V. Mary: sonhos estranhos.


Notas iniciais
Bom aqui estar mais um capitulo, espero que vocês gostem, fiquem atendas, tudo pode acontecer, ou não, se só lendo vcs descobriram. Bjos da tia Mary

Ai meu Deus eu não posso acreditar, como consegui passar uma semana sem ver a Annie e a Emy? Na verdade foi bom ter passado uma semana de férias improvisadas, na casa da minha avó por parte de mãe- bem não sei por que, mas Leandro nunca me apresentou nem uma pessoa de sua família, nem seus pais nem irmãos, se é que ele tem- da Leidiane Stan, ela mora numa fazenda, e bem, eu dividia meu tempo ajudando minha avó na cozinha, a praticar esgrima com Leandro. Ele desde que eu era criança me ensinava como manejar uma espada, e para ele tinha que ser sempre com perfeição, ele dizia que isso um dia ai me ajuda muito se eu fosse estudar no lugar de seus sonhos. Além de nadar com minha mãe no lago, a praticar ginástica no seleiro da minha avó, a cavalgar com Leandro, e uma dessas vezes eu jurei que escutei os cavalos comentarem alguma coisa, mas eu acho que tinha batido a cabeça em uma árvore com força e nem senti. Bom, meus dias na fazenda foram corridos, nem consegui pensar em senti saudades delas, mas logo que voltei, bateu a saudade. Eu precisava vê-las. Hoje eu levantei quase caindo da cama, me aprontei o mais rápido que consegui, peguei minha mochila e desci as escadas as presas. Parei na cozinha para pegar uma maçã, e fui para o carro. Eu não tenho costume de me atrasar, pra falar a verdade eu nunca me atrasei, mas eu tenho costume de ir para a escola adiantada, especificamente hoje, porque eu quero compensar a minha ausência da escola, e aproveitar a companhia das meninas. O carro estava aberto, então eu logo entrei e esperei por Leandro, guardei a maçã, ou o resto dela no bolso da mochila e peguei meu kit de maquiagem. Sou patricinha mais não sou arrogante e evito pessoas desde tipo e adoro cuidar de mim, não porque quero chamar atenção, mas para eu me senti melhor comigo mesma. Peguei meu brilho labial preferido- um rosa claro com brilhos- abri o espelho e passei, só para retocar. Dei uma última olhada na minha maquiagem, não estava pesada, estava bem natural, bem eu. Olhei para fora, Leandro esta demorando mais que o normal, apertei a buzina do carro para chama-lhe a atenção, logo depois ele apareceu na porta de casa, beijou a minha mãe na bochecha e caminhou em direção do carro, ele entrou no carro dizendo:

– Bom dia apressadinha– ele terminou de dizer isso com um grande sorriso no rosto.

– Bom dia, atrasado como sempre– disse dando uma olhada no meu pulso, fingindo ter um relógio– Você quer bater o recorde de pessoal mais atrasada da fase da terra? – perguntei brincando.

– Mas não tenho culpa se você resolve levantar primeiro que o próprio sol– disse ele sorrindo, me fazendo rir com ele.

– Vamos, não quero chegar atrasada.

– Mary você nunca chega atrasada! E não será hoje que você chegará

– Eu sei, mais eu não quero me atrasar para os meus padrões– disse dando um leve sorriso pra descontrair. Olhei para fora e vi minha mãe acenando para nós, eu acenei de volta, e olhei para a pista.

– O que está na sua cabeça menina? – perguntou Leandro sem tirar a sua atenção da pista.

– Saudades.

– Saudades?

– É das meninas, parece que não as vejo há um século.

– Ah bom, isso é normal, vocês são muito apegadas.

– É somos mesmos. E fico meio apreensiva com isso.

– Eu sei criança, também fico um pouco apreensivo quando fico longe dos meus irmãos.

– Sério?

– Sim.

– E por que nunca os conheci?

– Porque somos muito ocupados, e também faz muito tempo que não os vejo.

– Mas um motivo para revê-los

– Talvez depois criança.

E foi assim que o este assunto foi encerado, logo surgiu outros, e outros, e outros, até chegar ao meu colégio.

– Tchau Leandro disse saindo do carro e acenando.

– Tchau Mary, se cuida.

– Pode deixar paizão– disse fazendo continência, ele riu e saiu.

Entrei no colégio correndo. De tão eufórica, acabei nem notando que havia um garoto na minha frente, e logo esbarrei nele, nós dois fomos para no chão ao mesmo tempo.

– Olha por onde anda assim você pode acabar... – ele me olhou, e no mesmo instante ele parou de falar.

– O que você ia dizer? – perguntei com o tom um pouco alto demais.

Ele abriu a boca para falar mais nada dela saiu, então comecei a junta as minhas coisas, não era muito, só uma mochila, o kit de maquiagem, que eu havia me esquecido me de guardar, e o meu celular, peguei a mochila e o kit, e guardei o mesmo logo em seguida, tateei os meus bolsos da calça, e não estava olhei em volta a procura dele novamente, mas em vão, porque não consegui encontrá-lo. Olhei de relance para o garoto a minha frente, e notei um objeto metálico nas mãos dele, olhei de maneira mais minuciosa, e era o meu celular.

– Poderia me devolver– disse com a voz já em tom normal, ainda estando de joelhos.

Ele olhou para mim, os olhos dele era de um castanho avermelhado- que mais era vermelho que castanho- brilhavam, seu rosto era quadrado angelical, seu cabelo liso, em um corte curto mais nem tanto, de cor castanho, os lábios carnudos levemente rosados, estava entreaberto formando um pequeno sorriso, que formou covinhas na suas bochechas perfeitas, isso mexeu comigo, atiçou um feroz desejo de beija-lo, sem pensar direito me inclino para frente, em direção aos seus lábios sedutores, ele agora parecia mais próximo, pois ele também se inclinava, quando nossos rostos estava bem próximos um do outro, ele pareceu lembra-se de uma coisa muito importante que o fez se afastar- cedo demais pensei comigo, mas por que eu pensei nisso, eu mal o conheço- então eu me afastei também, pegando as minhas coisas já arrumadas, levantei-me do chão, querendo sair daquela cena constrangedora que quase rolou, mas algo me impediu, alguém havia pegando no meu pulso para evita que eu fugisse, olhei para o meu pulso, via mão que me segurava, reconheci a mão como sendo masculina, então só podia ser o garoto que havia me esbarrado a pouco nele, segui o contorno do braço dele com os olhos, os bíceps dele era bem definidos, segui o olhar ate o ombro- bem o ombro dele era mais ou menos na altura os meus olhos, sim sou bem baixinha, tenho 1,56- confesso que fiquei indecisa, não sabia se continuava a analisa-o ou se olhava para o rosto provocante dele, a pouca consciência que me restava me forçou a olhá-lo nos olhos, era o mais certo a se fazer numa situação destas.

– O que...? – disse tentando abafar os meus pensamentos confusos

– O celular– disse ele com o aparelho na outra mão– é seu não é?!

– Sim, ele me pertence– abri a mão que estava livre e pequei o celular– obrigada por devolvê-lo.

– Que isso, se eu peguei, eu tenho obrigação de devolver ao dono.

– E por que o fez? Posso saber?

Ele riu um pouco, mas respondeu.

– Pode.

– Então... – fiz com a mão o sinal para que ele prosseguisse.

– Bom, eu queria ter certeza que teria o meu contato.

– Por quê? Neste colégio você vai achar garotas muito mais bonitas que eu.

– Bom– ele sorriu um pouco– tenho que discordar.

Eu correi com o que ele disse, mas disfarcei o máximo que consegui.

– Qual o seu nome novato?

– Novato? Mas como você... soube ?

– Muito simples, estou neste colégio a quase quatro anos, se não fosse novato eu teria te reconhecido.

– Faz sentido, a propósito me chamo Tyler Sore.

– Prazer, sou Mary Laynad.

– Que honra esta com você lady, será que a lady poderia me mostrar a escola? – disse ele fazendo uma pequena reverencia.

– Mas é claro– disse entrando na brincadeira.

– Ah toma antes que eu me esqueça– olhei para a mão dele- a que não estava no meu pulso- que estava com um brilho labial- e por consciência era o meu brilho preferido.

– Você tem costume de esquecer as coisas? – disse pegando o brilho.

– Não, mas nos últimos minutos, sim.

– E por qual motivo?

– Uma garota– disse ele escorregando a mão, que estava segurando o meu pulso, para segurar a minha mão.

– Ah! – disse tirando minha mão da dele, no fundo eu sabia quem era ela, e senti raiva dela, a desprezível Vanessa Mhide, ela sempre teve raiva das meninas- Annie e Emy- e eu não sermos umas de suas subordinadas.

– O que ouve com você? Foi algo que eu disse? – disse ele parecendo preocupado.

– Não– menti

– Então, posso? – pediu me dando o braço- como um verdadeiro cavalheiro dos séculos XVI, XVII e XVIII- no começo hesitei, mas por fim concordei, passei o meu braço por dentro do dele, que se encaixavam de forma mais natural do que o normal.

– Por onde você quer começar? Salas, pátio, quadras, piscina, a sala dos clubes, você decide disse o puxando para mais dentro do colégio.

– Hum, pode começa por onde você mais gosta.

– Então nosso destino será a piscina– disse dando um pequeno sorriso.

– Para mim está bom– ele sorriu também, correspondendo o meu.

Notas finais
Mais um capitulo postado, espero que tentam gostado. Bjos ate a proxima.