Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester

10 Capítulo 10 – “E de duas passamos a uma”


[Sam]

Senti o telemóvel vibrar. Olhei para o lado e Joanne já estava a dormir. Levantei-me e vi no visor: “Nova mensagem de voz”

Cliquei em play.

“-Oi, Sammy, sou eu.(…) e que estou com a Joanne (…) Liga para este numero quando ouvires esta mensagem. Ahhh, estou no Night’s Lights”

“(…) e que estou com a Joanne(…)” o quê?! Eu é que estava com a Joanne! Olhei para a cama e ela estava vazia. Onde é que ela se meteu?! Aproximei-me do meu saco e tirei uma arma, carreguei-a. Estava escuro pelo que era dificil distinguir o que era sombra, escuridão e o que eram móveis.

-Joanne? – chamei nervoso.

Ninguém respondeu.

-Joanne? – voltei a chamar.

Mais uma vez ninguém respondeu.

Comecei a aproximar-me da porta. Na mensagem o Dean dizia que estava no Night’s Lights, estava no mesmo motel que eu! O mais seguro seria ir ter com ele. Estava de frente para a porta. Senti uma brisa passar por mim, decidi voltar-me para dar uma vista de olhos dali. Voltei-me senti uma dor na cara(tinha levado um murro) e desmaiei.

[Dean]

Estavamos no parque de estacionamento do N’s L. A Joanne saiu do carro dizendo que ia à casa de banho e para eu ir fazer check in. Foi o que eu fiz.

-Boa noite – disse a moça sem ânimo.

-Um quarto para dois. – fez uma pausa. – com duas camas!

A moça olhou para o tabuleiro e pegou na única chave que lá estava.

-Só temos um quarto de casal. Quer? – mostrando a chave.

Opah, por mim até era indiferente. A Joanne até que era bem gata.

-Ahh… se não há outro… Pode ser, se tem mesmo que ser. – respondi pegando a chave.

“Quarto 14” (li). Agora só tinha que esperar pela Joanne. Sentei-me num banco cá fora. Quinze minutos passaram, vinte, trinta. “será que tinha caído na sanita?” (pensei rindo-me). Estava a ficar cansado de esperar. Aproximei-me do banheiro das senhoras.

-Joanne? – chamei batendo a porta – Está tudo bem?! Estás ai?

-N…n…não!!! –respondeu-me ela lá de dentro. Abri a porta e vi-a sentada no chão a sangrar da barriga.

Entrei. Ajoelhei-me a frente dela a tentar ajudá-la.

-Que se passou? – perguntei

-Acho que vi o meu fantasma – disse tentando fazer um sorriso.

-Ahm?! – não tinha percebido.

-O meu fantasma! … uma rapariga igualzinha a mim… — disse tossindo sangue.

-Ei, calma, calma – disse eu tentando mante-la calma. Não sabia quem é que se precisava de se acalmar: ela ou eu. – Foi ela que te fez isto?! Espera aqui, vou chamar ajuda!

-Não! Não vale a pena… — disse já com dificuldade, cuspindo sangue — Vai atrás do Sam… E..ele está a…

-Ele está onde?! Joanne?! JOANNE?!

Estava morta, morreu nos meus braços sem eu puder fazer nada… Ela sabia onde estava o Sam, ter-lhe-ia ele ligado?! O “clone” dela ter-lhe-ia dito?!

Peguei no telemóvel dela e vi os registos de chamadas, a ultima tinha sido a minha para ele. Uma das hipoteses estava excluida. Tinha sido a outra a dizer-lhe.

-Talvez… se ela lhe disse, pode ser que… — pensava em voz alta enquanto saia da casa de banho. Mal abriu a porta viu a moça do balcão à frente da porta da casa de banho. A rapariga ao ver-me com as mãos e as roupas manchadas de sangue e o facto de eu ter saído do banheiro das senhoras deixou-a assustada e começou a correr para a receção.

Percebi que estava em apuros, apesar de não ter feito nada, por isso tive que ir atrá dela. Ela, ao aperceber-se de mim, começou a correr aos berros, desesperada.

-Espere! – dizia eu enquanto a seguia. – Isto não é o que parece!

Quando a alcancei, já ela estava atrás do balcão com uma caçadeira apontada para o meu peito. “Porquê que todos têm que me apontar um arma, ultimamente?” (pensava para mim).

-Quietinho, seu monstro! Assassino! – Gritava ela.

-wow, wow, wow. Pousa a arma! – dizia-lhe eu. – isto não é o que parece. Tu percebeste tudo mal! Eu não a matei! – mal acabei a frase senti sangue a escorrer-me pelo nariz.

-Rum… Dizem todos isso – ignorando o sangue a escorrer-me pelo nariz. – Se não a matou, porque está cheio de sangue, ahm??? Explique-me lá isso!

Comecei a sentir-me tonto, a correria fez-me mal.

-Por favor.. –disse com dificuldade em respirar – Acredite em mim, não fui eu… Eu explico tudo, mas por favor ajude-me. – A cabeça estava-me a doer.

A moça ficou muito séria a olhar para mim. Reparou que estava a ser sincero e pousou a arma.

Apontou-me para o braço esquerdo que agora estava apoiado ao peito pelo casaco.

-O seu braço, que aconteceu?!

-Isso não é o importante agora… — disse já muito tonto. – preciso de encontrar o meu irmão. Não o viu?! Alto, muito alto, cabelo quase pelo ombro, castanho.

-Você precisa é de ir ao Hospital – disse aproximando-se com medo.

Do nada apareceu-nos o Castiel à frente. A moça soltou um grito com o susto e ficou estarrecida a olhar para ele.

-Olá Dean.

-Castiel… Ainda bem que estás aqui! – Disse eu aproximando-me dele. A rapariga estava pasmada. – preciso da tua ajuda… Eu… eu não sei do Sammy. Ajuda-me… por favor!

[Narrador]

Castiel olhou para Dean e viu que ele estava muito magoado. Reparou que ele sangrava e que tinha um braço ao peito. Colocou a mão numa face de Dean e passado dois segundinhos Dean estava como novo.

-Obrigado – agradeceu Dean mexendo o braço.

-Tinha que te ajudar. – olhou para a rapariga que estava pouco atrás de Dean. Voltou a olhar para Dean – O teu irmão corre perigo.

-Pois isso eu sei! Onde é que ele está? – mas Castiel já tinha desaparecido.

-Ahh, que diabos se passou aqui? – perguntou a rapariga ainda em choque.

-ahm, nada… nada… — respondi e fui para o quarto 14.

[Sam]

AU! Acordei amarrado ao lavatório do meu quarto, na sala estava a suposta Joanne a falar com alguém.

-Sim, estou com ele – falava enquanto olhava para mim. – sim, já soube que eles fugiram, ainda à pouco encontrei-me com o outro eu.-fez uma pausa. – Não, esteja descansado, ela não nos incomoda mais. – fez outra pausa. – Sim, tratei dela. Agora só falta apanhar o outro Winchester. – parou à espera de mais ordens. – Sim senhor, quando tiver os dois vou para aí. – e desligou.

-Tu não és a Joanne. Não a verdadeira- conclui por fim.

-Nop. Mas sou a única Joanne…

A minha expressão ficou séria.

-O que lhe fizeste?

-Eu, nada… só a ajudei a adormecer… -disse com um sorriso no canto da boca.

-Mataste-a???

-Claro! Era ela ou eu… não percebes?! Nós temos planos para cumprir, e, bem, e ela estava a ser um obstáculo na estrada.

Não disse nada. Não sabia bem o que responder. O Dean estava neste motel e eu não o conseguia avisar… ela ficou a olhar para mim.

-Onde está o Dean? – perguntei-lhe.

-Por aí… — respondeu-me divagando.

-Isso não é resposta! – Gritei frustado

-Talvez vivo, talvez não… — e riu-se – Achas mesmo que eu te vou dizer onde ele está?

-Secalhar não dizes, porque não sabes! – atirei. Ela ficou muito seria a olhar para mim. De repente agarrou-me pelo colarinho.

-Talvez não saiba, mas tu vais-me ajudar…

-Nem morto.

-Ora aí está. Como disse, vais-me ajudar. – e deu-me um beijo na testa.