Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester

1 Capítulo 1 - O Ponto de partida



Dean acorda em cima da cama nos habituais Motéis por onde costumam ficar. Olha à sua volta com a vista ainda meio torvada e repara que está sozinho.

–Sam? – Perguntou esperando uma resposta. Nada – Sammy? – Mais uma vez a única resposta que obteve foi silêncio – Onde é que ele se meteu…? – Pegando no telemóvel (celular) digitando o número do seu irmão. Foi para o atender de chamadas.

“Oi, daqui fala o Sam, agora não posso atender, deixe mensagem ou ligue mais tarde”

– Cara, onde é que te meteste? Temos que ir para Jericho, temos um caso, lembras-te? Por isso mexe-me esse traseiro já para aqui! – E desliga.

O ambiente entre os dois irmãos estava definitivamente tenso, Dean ainda lembrava a discussão da noite anterior como se tivesse acabado de acontecer.




**********Na noite anterior**********



[Dean]


–Não, já tiveste ideias bem estúpidas, isso é certo, mas isto, Sam, isto é demais! – disse meio indignado.

–Não é uma ideia estúpida, ela ofereceu-me ajuda e eu aceitei!

–Porque confias tanto nela??? – Já não estava a gostar da conversa dele.

–Porque ela também é caçadora e já nos ajudou vá…. – Não lhe dei tempo para acabar a frase.

–Ajudou??? Ela já nos tentou matar, Sam! Apontou-me uma arma à cabeça depois de te ter deixado desmaiado! Se chamas isso de ajudar… — Respondi revoltado

–Dean…

–Não Sam, NÃO! Fim da discussão. E se ela se volta a aproximar de ti, juro que atiro nela! – E dirijo-me para a porta.

–Aonde vais?

–SAIR! – Disse quase que num grito e fechei a porta.



********************



O tempo passava e sinal de Sam nenhum. Dean apesar de ainda estar meio chateado com o que se tinha passado, começava a ficar preocupado. “Será que ele foi embora?” Começava a perguntar- se.

–Ahh, já chega, não estás aqui, azar! Não vou ficar aqui à espera, vou mas é comer qualquer coisa. – E abre a porta ficando estarrecido a olhar para o lugar onde deveria estar o seu carro estacionado.

– O meu carro?! – Perguntou-se ofegante – o meu carro?! – Fez uma pausa. — ROUBARAM-ME O CARRO! Não, não não!!! – Disse já com dificuldade em respirar. Pega no telemóvel e liga de novo para Sam. – Ahhh raios Sam, atende a porcaria do telemóvel! – Praguejava Dean.

A dois quarteirões dali estava o seu Impala 67 estacionado a frente de um snack-bar.


[Sam]


Apesar do que o Dean me disse, ou mehor, ordenou, decidi falar com a Joanne. Havia algo que ainda não tinha percebido muito bem nela e a minha curiosidade estava a dar cabo de mim.

–Não será melhor atenderes? – Perguntou ela a olhar para o visor.

–Não, isto pode esperar… Ah…

–Posso falar eu primeiro? – Assenti com a cabeça – Olha eu sei que, o meu historial com vocês não é o melhor, principalmente com o dean, mas… Eu quero ajudar. Vocês correm perigo e, apesar daquele pequeno equívoco de a dois meses atrás…

Não tinha acreditado no que tinha acabado de ouvir.



**********2 Meses atrás **********


Dean e Sam estavam a chegar ao quarto de motel depois de mais uma caçada. Sam abre a porta, e liga a luz. Dean lembrara-se que se tinha esquecido do computador de Sam no Impala e tinha voltado para trás. Sam entra no quarto, sentou-se numa cama. Como estava a morrer de sono, começou a tirar o calçado. Ouviu o que lhe parecia ser um passo e olhou para trás. Não viu nada. Pensou que já estava a ouvir coisas devido ao sono e não ligou. Dez segundos depois, sentiu uma pancada na cabeça e “branco”.

Cinco minutos depois entra Dean no quarto com o computador na mão e reparou no Sam desmaiado ao pé da cama, tentou socorre-lo mas sentiu o cano de um revolver na nuca.

–Nah, nah, nah! Tu vais ficar bem quietinho! – Disse uma voz.

–Hum, e de quem será essa voz tão…? – Esperou um minuto – Eu conheço essa voz… Joanne?!

– Uau, sabes ouvir! Bem, significa que não és surdo! – E solta uma leve gargalhada.

– Pois, eu também gostava de não ser morto, seria agradável, se não te importasses!

–Agora ficaste com medo de uma pequena arma? Pensei que Dean Winchester fosse mais corajoso! Nestes dias, vocês são sobrestimados…

– Ahhh. Posso saber a que se deve a tua…. Inesperada visita? – Pergunta Dean tentando parecer o mais indiferente possível.

–Bom, o que posso dizer, vocês fizeram asneira… Pensas que sou a única atrás de vocês? Pois não sou… vocês têm uma grande recompensa pela vossa cabeça! Não podia perder esta oportunidade!

–E vais matar um homem pelas costas? Isso não é covardia? Pelo menos vê os olhos de quem matas! Sê mulher para variar sua vadia! – E vira-se para ela. Tinha agora a arma apontada para a testa no meio dos dois olhos.

–Se assim o queres… -Estava para disparar quando Sam recupera os sentidos.

–Dean! – Grita Sam. Joanne vira-se com a arma para Sam e Dean nocauteia-a.



********************


–Pequeno equívoco?! Tu tentas-te matar-nos! Apontaste uma arma ao Dean, isso n…

–como eu estava a dizer: um pequeno equívoco! Vocês não podiam morrer… cometi um erro, arrependi-me, e agora estou aqui para vos ajudar…

–Ajudar no quê?! – Estava a ficar nervoso.

–Não sei como dizer isto… — fez uma longa pausa — vocês estão a ser caçados…outra vez…

–Caçados?! Como assim?! – Joanne não repondeu – Ei, responde! – Ordenei mas o telemóvel começou a vibrar mais uma vez: era o Dean.

–Atende lá de uma vez, mais vale… — pegando no meu telemóvel e dando-mo para a mão.

Atendi.

“Onde diabo te meteste? Estou farto de te ligar! Roubaram-ma!!! Roubaram-ma!!!”

–Espera… O que é que te roubaram?

“O carro, Sammy! O carro!”

–Não roubaram, não- Respondi rindo levemente – Eu estou com o carro, relaxa!

“Onde? Obrigada por avisares! Estava quase a ter um ataque cardíaco!”

–Desculpa Dean, foi sem intenção…. Ahhh estou no royal Breakfast fica a dez minutos do motel. Não me demoro nada. Xau – Estava para desligar o telemóvel mas Dean interrompeu.

“Ei, ei, deixa estar, eu vou aí ter. Os cheeseburguers daí são bons? Bem, não interessa, já tou a ir para aí”

–Não! – Exclamei — Ahhh não vale a pena eu peço e comes pelo caminho. Eu conduzo… ahhh… é que estamos com pressa Dean, não nos podemos demorar… — disse atrapalhado. Dean percebeu.

“Está tudo bem, Sammy? Pareces estranho…. O que é que se está a passar? Alguma cosa que deva saber?”

–Não, não, está tudo bem, só que estou meio ocupado, neste momento. – A cada palavra que eu dizia sabia que me estava a afundar mais. Reparei que joanne já estava a ficar impaciente.

“Ocupado com o quê?” – Deu para reparar no tom de voz de Dean que ele já tinha percebido que algo se estava a passar.

– Nada… estou…

“Estás a falar a Joanne não estás?!” – O tom de voz dele estava cada vez mais grave – “Diz-me”

Como é que ele sabe? (pensei)

–Estou… Dean não é o que parece, eu… — não disse mais nada, já me tnha desligado o telemóvel na cara.

– Bem, parece que a nossa conversa privada foi por água abaixo – disse joanne sem conseguir evitar um pequeno sorriso na cara. Não lhe respondi, estava demasiado preocupado com a possível reacção de Dean.


[Dean]



Não acreditava no que tinha acabado de ouvir. Sam mesmo com a minha ordem direta de não falar com Joanne tinha feito exactamente o oposto. Estava prestes a explodir de raiva. Por que é que aquele filho da mãe nunca faz aquilo que mando? Não importava, estava a ir
para o Royal Breakfast e era bom que ela já não estivesse lá, era bom mesmo.

–Filho da mãe! – Sussurrei enquanto passava para o outro lado da rua aproximando-me do café.

Mal entrei no café vi-os.
Ainda lá estavam os dois. Tentei controlar-me mas estava zangado demais.

– Tu és mesmo uma vagabunda destemida! – Rugi para a joanne, colocando as mãos sobre a mesa onde eles estavam sentados, falando um bocado alto demais pelo que chamei a atenção de alguns clientes que ali estavam. Inspirei fundo e olhei de desdém para Sam. Ele estava com aquela cara de cachorro abandonado que faz sempre quando está encrencado.

–Dean, sempre amigável! Olá também para ti… — respondeu-me de ponta Joanne.

–Isto deve ser muito divertido para ti… Eu próprio te vou matar, guarda as minhas palavras – Dizia tentando falar o mais baixo possível.

–Ainda com rancor do que aconteceu a dois meses atrás? Pensava que tu não eras daqueles que fica agarrado para sempre ao passado… Parece que me enganei! – Fazendo um sorriso
trocista. Ficamos a olhar um para o outro.

–Ei, ei calma. Parem, vocês os dois! – Interveio Sam.

–Tu… Tu nem te atrevas a falar seu … — Exaltei-me outra vez. As pessoas estavam a começar a reparar. – Como é que foste capaz, Sam? – Olhei para a Joanne, ela retribuiu com um sorriso. Que vontade de lhe dar um soco! – Eu vou para Jericho daqui a duas horas, quando eu for ao motel buscar as minhas coisas não quero lá ver nada que seja teu! – Virei-me para a Joanne – Não querias ajudar? A tua preciosa ajuda levou-nos aqui.
Obrigado! — E saí do snack-bar.



[Sam]


Não esperava aquilo do Dean.
Estava à espera de um soco, talvez dois, mas não aquilo. Olhei para a joanne e
ela estava tão espantada quanto eu.

–Obrigadinha! – Disse agora eu chateado – Não podias ter sido mais trocista? Tu já sabes como é o Dean, pah! Olha, sabes que mais?! Não preciso da tua ajuda! Vou atrás do Dean. Não te aproximes mais de nós. – E saí.

Notas finais
Não percam o capítulo 2 - "Um pouco de sossego".
A histótia só ainda está a aquecer, e preciso do vosso apoio para continuar com esta aventura no mundo Winchester. Nada é possível sem vocês desse lado a ler a minha primeira fanfic :D
kisses