Notas iniciais
Pronto amigos mais um.Obrigado pelos review's seus lindos.

A água claramente tinha poderes sobre May, pois bastou que Miranda jogasse um balde de água fria em seu rosto para que a mesma despertasse aos pulos.

— Você só pode estar louca? — May Levantou da cama irritada e assustada.

— É hora da janta e você tem muitos assuntos para resolver com Quiron, além disso, preciso conversar com você... — Miranda a respondeu claramente tentando manter a postura.

Mayara já podia imaginar sobre o que era apenas pela forma como ela se comportou ao rodear o assunto, Chad.

— ...eu sei que não é a hora certa, mas eu preciso muito de você, você sabe como Paul é, ele não me entende tão bem quanto você e ele é um centauro...

— Miranda, devagar... é muita informação. — May a respondeu.

— Ele está morto. — Miranda disse espalhafatosamente pouco antes de cair em lágrimas e agarrar May que deu a ela seu abraço mais saudoso.

— Ei, vai ficar tudo bem. — Foi tudo que ela foi capaz de responder.

— Meninas, desculpe-me por interromper o momento, mas você precisa tomar o néctar. — Paul surgiu vindo do fundo do local segurando um frasco de vidro e uma colher.

— Certo, certo, você tem razão... — Miranda falou limpando o rosto rapidamente e colocando um grande sorriso no rosto. — ... Cuide bem dela, Paul. Até a hora do jantar, tenho algumas coisinhas para fazer como ir atrás de uma blusa laranja como esta para você.

Após a mudança drástica de humor, Miranda correu até a saída como se nada tivesse acontecido e isso era bem a cara dela.

— O que é um néctar? — May o indagou assim que Miranda bateu a porta.

— Bom, para semideuses é como um xarope milagroso, para humanos um veneno mortal capaz de transformar seus ossos em pó.

— Você é um bode agora,Paul? — Ela falou caçoando do mesmo enquanto tomava uma colher de néctar. — hmm, delicioso.

— Não, eu sou um sátiro – Ele explicou revirando os olhos, ainda sim não podendo evitar uma risada silenciosa. — Somos enviados para e cuidar dos semideuses até que tenham idade para serem tragos para o acampamento.

May assentiu balançando levemente a cabeça, ainda estava tudo muito confuso para ela, vez ou outra se beliscava para saber se era um sonho.

— Vamos, Mayara. — Ele disse conduzindo-a até a porta — Quiron precisa falar com você, espero que ele não faça como com Miranda e mande Grover resolver, pedi pessoalmente para que ele te recepcionasse, ele não acredita quando digo que você é especial.

Ao saírem da ala médica, May pode ver um monte de chalés um ao lado do outro formando um grande “U”, todos andando por lá vestiam jeans e uma blusa idêntica a que Miranda usava, laranja com a seguinte frase no meio “camp half-blood”.

— O que é isso? Uma escola? — Ela riu

— Acho melhor não fazer piadinhas com o Quiron. — Ele a respondeu de forma bruta e se pôs a andar.

— Desculpa... — Ela sussurrou enquanto o seguia.

Enquanto andava sentia seu peito doer como nunca antes, Chad não estava ali e nem em lugar nenhum na terra, ele se fora, essa ideia a estava apavorando, consumindo todas as suas forças. Ela não podia chorar, não na frente de todos.

Perdida em seus pensamentos, May fora incapaz de perceber que havia se perdido de Paul e que agora andava sem rumo em um lugar onde não conhecia ninguém.

Talvez, só talvez, ele estivesse vivo em algum lugar, talvez em outra dimensão ou segundo plano, ela desejava fortemente que sim, dessa forma o veria de novo um dia.

May agora estava com a cabeça em qualquer lugar, pois por pouco não foi atingida por uma flecha, graças a um menino alto e forte, que a segurou pelo braço antes que desce mais um passo, seus cabelos castanhos e repicados cobriam parte de suas sobrancelhas, ele era lindo, seu sorriso estava torto na proporção exata para deixá-lo perfeito.

— Ei, deveria tomar mais cuidado, os filhos de Apolo ficam furiosos se você os faz errar uma flecha se quer. — Ele disse com uma voz simpática. — Trevor. — Ele estendeu sua mão direita.

May passou alguns segundos o encarando tentando entender o que havia acabado de acontecer.

— Mayara... — Ela respondeu desconfiada.

— Você não vai apertar minha mão? Eu não mordo — Ele disse sorrindo.

A jovem apertou sua mão ainda com um pouco de receio, May havia crescido nas ruas, aprendera que se deve duvidar de todo mundo e agia conforme.

— Você é nova por aqui, certo? Com quem chegou? Grover? Oslo? Gunter? Paul?

— Paul, cheguei com o Paul. — Ela o interrompeu.

— Paul chegou faz quase seis dias, como não a vi? Tenho certeza que eu deveria ter te visto, não é uma pessoa fácil de se ignorar.

— O quer dizer?

— Nada, apenas que... Você já encontrou com Quiron? — Ele a questionou. — Pelo jeito como parece perdida, imagino que não. Posso levá-la até lá.

— Seria ótimo. — Ela sussurrou constrangida com o quão sem rumo ela estava.

— A propósito, sou filho de Hermes. Quiron tem colocado os novatos no nosso chalé, é possível que você fique por lá.

May acompanhou Trevor até uma outra casa um pouco maior do que as demais, ao entrarem a mesma avistou uma escrivaninha próxima a uma prateleira lotada de livros bem cuidados, um pouco mais ao lado um senhor de cadeira de rodas a encarava.

— Trevor, devo pedir que se retire. — O senhor disse.

— Certo, Quiron. — Ele respondeu, deu um piscada discreta para May e saiu da casa.

— Mayara, certo? Paul me falou muito de você, eu pedi para que Grover lhe mostrasse o local e desse algumas explicações básicas, estou ocupado com um monte de papelada, Paul trouxe suas coisas faz dois dias pode deixa- las no chalé de Hermes é onde vai ficar até seu pai ou mãe se manifestar. — O mesmo disse rapidamente e de forma desinteressada. — Não leve a mal, sei que Paul deve ter te dito muitas coisas, mas todos os satíros acham que seus protegidos são especiais... Grover! Venha buscá-la.

Grover apareceu saindo de um corredor que provavelmente dava a em algum lugar da casa que ela não poderia entrar.

— Oi, eu sou Grover, você deve ser a May, vamos indo. — Ele falou puxando-a delicadamente para fora do local. — sinto muito por Quiron, você o o pegou em um dia ruim.

Grover passou boa parte do tempo explicando a Mayara como um semideus surgia e o que significava ter o peso de ser um deles. Os Deuses gregos saem do olimpo o tempo inteiro para se divertir de muitas formas e acabam tendo “filhos”com mortais e esses “filhos” se chamam semideuses.

May estava fascinada por tudo aquilo, mal podia acreditar, quanto mais Grover falava, mais entretida e curiosa ela ficava.

— E por fim, você saberá a qual chalé pertence quando seu pai ou mãe se pronunciar. — Grover suspirou aliviado por ter acabado o discurso. — Agora vamos conhecer o acampamento para que você possa ir jantar e em seguida deitar, imagino que ainda esteja cansada depois de tudo.

Após aquele tour super cansativo, May só conseguiu pular a refeição e ir tomar um banho, ao trancar-se no banheiro, ela se olhou por alguns segundos no espelho e desabou em lágrimas, não sabia como havia aguentado tanto tempo, será que aquela dor insuportável iria morar nela para sempre? Ela implorava para qualquer que a estivesse ouvindo que a resposta fosse “não”.

Notas finais
De um review desse capitulo.