Um Dia Eu Tive
13 Adeus
Notas iniciais
Choro choro choro...
Bom, agradeço muito a todos que leram a fic
tentei dar algumas dicas para entenderem de onde veio a Lila - que agoro noto que é quase igual ao nome da mãe do Mark (Lail).
Bom vamos ao ultimo capitulo e qualquer duvida perguntem nos reviews que eu esclarecerei.
“Dizem que nascemos para estar lidados a algo o, como em quase todos os casos, a alguém. Passam-se os dias e, as vezes a pessoa que amamos se vai, escapa entre nossos dedos e deixa, apenas, meras lembranças que ora são boas, ora ruins.
De tantas ligações diferentes que existem, a mais certeira, e antiga, é a da vida e da morte. Uns dizem que a vida tira do alem e trás os seres à existência e, que como o oposto do certo é o errado, a morte tira da existência e os levam ao além.
Mas a única coisa que sabemos é que, assim como o céu esta em cima e o mar em baixo, as pessoas só passam uma vez por nós.
Graças a isso falam que podemos voltar a viver, pois convenhamos que acreditar que poderemos ver novamente a pessoa tão amada, é melhor do que aceitar tal perda.
Acreditaram tanto em tal teoria, que dizem até ter certeza.
Mas as certezas são soltas ao vento, assim como a vida e a morte, pois se alguém as controlasse, perderiam o controle.
E perder o controle é desastroso.
Respirar é viver, e viver é estarmos cercado de diversos sentimentos confusos e sem significados certos – quem dera achassem um significado para tais sentimentos – e ser cercado de sentimentos é ser, muita vezes, feliz.
A felicidade é pequena e frágil, tanto que um sorvete pode nos fazer feliz – pois saboreamos o queríamos muito – ou tristes – pois não conseguimos saborear o tão desejado.
Acreditar em algo não é, necessariamente, ter certeza.
Mas eu acredito que: quando se há sentimento, até a morte se atrasa, para que a vida possa sorrir um pouco mais. ”
John.
Temor...
Era isso que sentia. Suas mãos vagavam pelos fios loiros e os olhos mel estavam banhados pela coloração vermelha.
Inútil...
Sua mente gritava constantemente. Oras, naquele momento não o ajudou, fora inútil para quem amava.
- O que esta fazendo? – Notou que o amigo murmurava algo.
- Rezando- Sussurrou. – Eu, que nunca acreditei em Deus, estou me rendendo.
- Isso é bom, mostra que a teoria está certa.
- Que teoria?
- Que no desespero, milhares de pessoas que diziam não crer, crêem.
- Estou rezando para que ele exista, me perdoe e o salve.
- Minha mãe sempre dizia que: “quando rezamos a morte se atrasa”.
- Espero que ela esteja certa.
Na verdade, precisava daquela certeza e até mesmo acreditava nela. As lagrimas escorriam pelo rosto livremente, não estava preocupado com a aparência machista que deveria estar dando, estava preocupado era com a vida de John, ou melhor, com a sua vida.
Porque a pessoa que amamos, torna-se a nossa vida.
- Lila, não corra! – Gritou para a criança.
- Não grite! – Retrucou sorrindo e logo as duas moças foram repreendidas por uma enfermeira.
- Desculpe. – Ruborizaram com a repreensão e logo seguiram até os dois homens que estavam na sala de espera.
Carl ergueu o corpo e, inutilmente, tentou controlar a respiração e o desespero. O medico suspirou e simplesmente sorriu.
A pressão de Carl baixou de forma rápida, as pernas fraquejaram e o corpo caiu no banco. Dor ou qualquer barulho sumiram naquele instante, John estava bem.
Tudo acontecera em um assalto, um rápido “furto” a mão armada que quase furtou a vida de John. No momento, Carl tinha ido até uma loja comprar algo para beberem, enquanto John esperou no outro lado da rua, sentado em um banco.
Foi no exato momento em que Carl saia, que o disparo foi feito.
Mas agora, tudo estava bem, e o dinheiro furtado, não faria diferença.
Algumas horas depois e as visitas estavam liberadas. Carl quis ser o último e aproveitou para se distrair brincando com Lila, que devido a sua idade, não podia ir vê-lo.
Mark e Kill entraram no quarto.
- Muito me admira você vir me visitar. – Sorriu para o garoto.
- Você não deveria estar sorrindo. – Retrucou. – Alias, se você morresse, eu te ressuscitava e voltava a te matar.
- Que bom que ressurreição não é possível.
- Que bom que Carl ainda poderá te ver.
- Como ele esta?
- Um morto vivo – Brincou com o estado do amigo. – Ficou cuidando de Lila.
- Mark, posso falar um tempo com a Kill? – O sorriso sumiu.
- Claro. – Retirou-se do quarto.
Observou a garota que estava entretida com um vaso vazio. Os olhos eram tão curiosos quanto os de uma criança. As vezes John não sabia quem era a mãe, Kill ou Lila?
- O que você quer? – Perguntou enquanto analisava o vaso.
- Nada, apenas ficar sozinho. – Suspirou.
- Então eu posso sair.
- Não, se você sair Carl entra e com você aqui eu lembro o passado e assim me sinto sozinho.
- Isso é algo ruim para mim. – Soltou o vazo que se tornou meros cacos. – John, você acha que há um motivo para ainda estarmos vivos?
- Claro. – Não havia ânimo na voz.
- Então, por que você deseja desistir de estar vivo?
- Não desejo. – Mas não sabia se estava sendo sincero consigo. Podia ter parado a bala, e ambos sabiam. – Porque você deseja estar viva?
- Porque há amor em minha vida. No meu amor há vida.
- E se ele morresse hoje?
- Eu sentiria saudades, mas estaria feliz – Havia um sorriso no rosto dela, assim como no rosto de uma criança que ganhou o que tanto desejava, assim como o sorriso de uma mãe que pariu o tão sonhado filho. O mais belo sorriso banhava, de ternura e amor, o rosto dela.
- Por quê? – Aquele sorriso lhe deu ânimo para seguir a vida. E a resposta que saiu da boca dela, lhe deu a certeza de continuar amando e vivendo junto com Carl.
- Porque o amor que eu tanto sonhei...
Um dia...
Eu tive.
Porque o que importa...
É “o amor que um dia eu tive...”
Mark.
Notas finais
Bjjs, abraços e obrigada - mais uma vez- a todos por terem lido: Um dia eu tive
Oferecimentos: tia joana cura - A cura caseira para doenças diversas.
Agradeimentos: Ryuuaka/ Dayane.
Escritora veste: Camomilha roupas, a roupa que tranquiliza...
Fale com o autor